sábado, 18 de abril de 2009

McEwan e a essência do ser humano

O mundo das relações humanas não mudou muito desde a Grécia Antiga, defende o escritor britânico e dá como exemplo Homero. Na Odisseia, o autor narra a viagem de Ulisses e a sua dificuldade em regressar a casa. Quando finalmente volta ao seu reino, a mulher, Penélope não o reconhece e por isso testa-o, faz-lhe uma pergunta que só Ulisses sabe a resposta. O marido acerta mas fica ofendido com a desconfiança da mulher. Por muito que a humanidade evolua, os mal-entendidos continuam a surtir o mesmo efeito nos seres humanos, conclui McEwan. Por isso, as novelas continuam a viver dos mal-entendidos e se no tempo de Jane Austen os livros obedeciam ao esquema do final feliz, ele não sente essa obrigação, confessa.

BW

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