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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Milagre de R.J.Palacio fala de bullying, mas não só




  August, ou Auggie para a família, nasceu com uma deficiência genética que faz com que o seu rosto seja completamente deformado. Ele sente-se "normal" mas a verdade é que ninguém olha para ele como se fosse um rapaz igual aos outros. Aos dez anos, August vai pela primeira vez enfrentar o dia-a-dia numa escola, até então teve aulas em casa, com a mãe e viveu num bairro onde todos o viram crescer e se habituaram ao seu aspecto. A vida não vai ser fácil.  Chama-se Milagre o livro de R.J.Palacio editado pela ASA. É escrito na perspectiva de Auggie, mas também da irmã Via e de alguns dos amigos. É um livro de leitura fácil mas emotiva, para adultos, mas também para pré-adolescentes e adolescente. Trata uma temática muito próxima de todos os que andam ou andaram na escola, o bullying.
Nos EUA, a editora Random House Children lançou uma campanha intitulada Choose Kind. Uma óptima mensagem para passarmos aos mais novos!
BW

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O desemprego tem rosto

... é um projecto do fotógrafo premiado Daniel Rocha, para acompanhar, durante um ano aqui
BW

terça-feira, 1 de maio de 2012

O dilema Pingo Doce

Dizem os sindicatos que os trabalhadores da Auchan, Continente e da Jerónimo Martins foram pressionados para trabalhar hoje, dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador.
O meu avô sempre disse, num misto de ironia e de amargura, que este era um dia que, por natureza, os trabalhadores deviam trabalhar, pois se era o seu dia. Eu dizia que não, que tinham de comemorar as conquistas feitas, os direitos adquiridos.
Hoje, o Pingo Doce tem uma promoção irrecusável: nas compras a partir de 100 euros, o cliente paga metade do que gastar. Não é dinheiro guardado num cartão para gastar na semana seguinte, como no Continente, que nos deixa presos a consumir só ali.
De manhã ligam-me a dar conta da fila no Pingo Doce de Telheiras, gente à porta desde as quatro da manhã, disposta a gastar 800 euros para trazer 1600 de compras; no Pingo Doce de Loures, a fila do peixe tinha 180 números à espera. À minha porta, no pequeno Pingo Doce do bairro há famílias inteiras com carrinhos cheios de fraldas, papel higiénico e leite. Gente feliz, sorridente.
O meu filho está verdadeiramente zangado comigo porque não estamos dentro de um supermercado a encher carrinhos de compras. "Pois não, nós estamos já a perder direitos e salário, o desemprego passa dos dois digitos. Neste dia não compramos. Eu quero que, quando chegares ao mercado de trabalho, tenhas direitos. Não quero que regressemos ao século XIX."
Ele não percebe como é que estou a deixar passar uma promoção destas e "os trabalhadores vão ganhar mais porque trabalham no feriado, não percebes? É bom para eles.", reage.
"Percebo que vivemos uma grave crise económica que é também de valores, que vale tudo para continuarmos a consumir; que os hipermercados são os grandes responsáveis pelas importações, pelo desequilibrio da balança comercial; que criam muitos postos de trabalho com salários baixos e horários que impossibilitam às mulheres serem mães; que não produzem verdadeira riqueza como uma fábrica que exporte; que são responsáveis pela falência de pequenas empresas de produtores e distribuidores porque demoram demasiado tempo a pagar-lhes. Portanto, eu não vou ao supermercado no dia do trabalhador."
"Estás a tornar-te numa 'comuna'...", diz-me num insulto velado. Aprendeu a palavra 'comuna' com a sua avó, a minha mãe, filha do meu avô.
"Essa palavra não existe! Já nem os velhos a usam... Estou somente preocupada com o vosso futuro."
"Então vai às compras, para termos dinheiro para gastar noutras coisas!", responde.
"Não vamos retomar esta conversa!"
"Porque não tens argumentos válidos!"
"Porque precisas de ir estudar."
"Então, não é o dia do trabalhador? Os trabalhadores devem comemorar os seus direitors, etc, etc..."; desafia-me.
"Exactamente, não é o dia do estudante! Vai estudar!"
BW

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Petição por Asia Bibi

Hoje, a Dra Manuela Eanes e um grupo de mulheres - as deputadas Maria de Belém Roseira, Teresa Caeiro e Teresa Leal Coelho; a ex-provedora da Justiça Madalena Oliveira Miranda, a editora Zita Seabra, Rosária Vakil e as jornalistas Helena Sacadura Cabral, Alexandra Borges e eu própria (!) - entregamos nas mãos da embaixadora do Paquistão, Humaira Hasan, uma carta para o presidente do seu país com um pedido: salvar Asia Bibi, uma mulher cristã, condenada à morte por blasfémia.
Segundo o livro Blasfémia, da jornalista francesa Anne Isabelle Tollet, publicado por Zita Seabra, a mulher analfabeta trabalhava no campo quando precisou de beber água e recorreu ao poço que seria destinado apenas a mulheres muçulmanas. Foi acusada de blasfémia e presa.
Quando isto acontece, toda a família é ostracizada. Foi o que aconteceu com o marido de Asia Bibi e os seus cinco filhos. Actualmente, vivem da venda do livro, contou-me Zita Seabra.
Por causa deste caso já dois membros do governo foram assassinados por extremistas. Por isso, diz a embaixadora, é preciso agir com cuidado, mas deixou a esperança: nunca ninguém foi morto pelo crime de blasfémia...
Entretanto, há uma petição que pode ser assinada aqui.
BW

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sapatos à procura de novos donos

Pelo 3º ano consecutivo, a BOTAMINUTO leva a cabo uma ação de solidariedade de amplitude nacional com o objetivo de recolher sapatos usados em bom estado e doá-los a quem deles mais precisa.
É simples: de 15 de Janeiro a 15 de Fevereiro, basta entregar sapatos usados, de adulto ou criança, em qualquer dos postos BOTAMINUTO do País. A BOTAMINUTO responsabiliza-se pela sua entrega às instituições protocoladas com esta acção. Em 2008 foram recolhidos cerca de 3200 pares, no ano passado 6000. Este ano, a BotaMinuto conta consigo para aumentar estes números.

Pode procurar a loja mais perto de si aqui.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

No Dar é que está o ganho!

Ontem, dia Mundial da Poupança, foi inaugurado o dou.pt,  noticiam diversos jornais, entre eles o Público. Trata-se de uma espécie de eBay gratuito. Desde suspensórios a computadores portáteis, tudo pode ser dado aqui. Uma maneira simples de diminuir o consumo.Uma forma solidária de nos desfazermos dos objetos que já não nos são úteis.
Por favor, visite e divulge.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eles conhecem a palavra "solidariedade"?

A reforma. "Antes, olhávamos para os mais velhos e compreendíamos que tinham trabalhado, que tinham o direito a reformarem-se, que o sistema que existe é solidário. Agora, olham para nós e chamam-nos um fardo para o sistema. Um velho fardo... A partir de amanhã sou um velho fardo", confessa com um sorriso o tal ex-director do ministério da educação dinamarquês.
A frase é toda dita com humor. Rimo-nos todos. Há quem atire: "Tem sorte em ser um fardo e não ser lixo!", "O que é que querem? Que cheguemos aos 67/70 anos e morramos?", diz outra voz. E as conversas paralelas surgem a partir daquela frase. O Estado quer que trabalhemos cada vez mais, quer penalizar-nos se não o fizermos e corta-nos a pensão... Pelos vistos, é assim um pouco por toda a Europa, digo, confirmando que o mesmo acontece em Portugal.
Até que ele, o director reformado, volta a tomar as rédeas à conversa. Os seus olhos azuis inquisidores perguntam-me: "Os teus filhos sabem o que é a solidariedade? Ouviram a palavra?" Aceno com a cabeça, mas não respondo. E ele volta a perguntar, desta vez, olhando outra pessoa nos olhos: "As tuas filhas sabem? Que idade têm as tuas filhas?". "Trinta. Elas sabem, mas são das poucas a saber na sua geração", responde a inquirida.
Eu fico a pensar. Os meus filhos conhecem a palavra "solidariedade", sabem-na por em prática em muitas circunstâncias, mas são solidários com as pensões, com os pensionistas? Não... Lamento, mas eu não tenho sabido dar o exemplo, critico em voz altas as pensões altissimas; as duas e três pensões que este e aquele recebem; as pensões que quem não descontou recebe; o facto de um dia eu não ter direito a pensão porque o que estou a descontar agora é para pagar todas essas reformas... Provavelmente, os meus filhos já olham para os velhos como um fardo. Arrependo-me e prometo a mim mesma: Tenho que mudar o discurso. Tenho que passar a argumentar que também os velhos descontaram, que alguns trabalharam uma vida inteira, que têm direito a ser recompensados, que temos que ser solidários para com todos.
BW

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ler a avaliação que Eduardo Pitta faz...

... Do trabalho da Clara Viana no PUBLICO, aqui http://daliteratura.blogspot.com/ ... Isto é do trabalho dos últimos governos e da sua aposta na educação.
BW

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma manta por uma história

A psicóloga Rita Melo continua a iniciativa que começou no Natal de 2008, dar uma manta em troca de uma história, uma canção, uma lenga-lenga ou simplesmente uma história de vida.
A iniciativa vai decorrer em Lisboa e em Setúbal, no próximo sábado, em vários lares das cidades ou mesmo em casa das pessoas. Se quiser pode entrar em contacto para xritamelox@yahoo.com

Aqui fica um bocadinho de uma reportagem que escrevi há dois anos:
"Na cabeça de Rita Melo, a ideia de fazer algo de diferente neste Natal começou a tomar forma. Para os mais idosos, o que é que seria um bom presente, perguntou-se. Receber uma visita, alguém com quem falar. Essa visita poderia oferecer uma manta e em troca ouvir uma história. Rita Melo considera que cada idoso é uma biblioteca e que quando contam histórias se reinventam, que a sua expressão muda, ilumina-se. Portanto, continua, quem vai receber um enorme presente é a visita que ouvir o que o idoso tiver para contar. "Uma história é uma coisa preciosa", é a sua convicção."

Esta é uma boa acção que podemos fazer com os nossos filhos: ir visitar um velhinho, conversar com ele e ouvi-lo.
BW

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O senhor do Adeus

Falei dele em casa, eles já o tinham visto mas não fixaram. Ela chorou comovida com o gesto, com o dizer adeus para combater a solidão. Eu também quando vi esta peça!
BW

terça-feira, 1 de junho de 2010

As crianças talibés

Há uns meses, 39 jornalistas reuniram-se em torno de uma ideia do Luís Castro - jornalista da RTP que fez um trabalho sobre crianças guineenses exploradas e sobre a ONG africana "SOS-Crianças Talibés" que combate as redes de tráfico de crianças entre a Guiné e o Senegal - o objectivo foi juntar um conjunto de histórias num livro cuja receita será inteiramente para essa ONG.
A ONG é fruto do trabalho do professor Malan Baio Ciro, um muçulmano que luta contra os mestres corânicos que levam as crianças para as madrassas, mas que, na verdade, as obrigam a ir para a rua mendigar.
A ONG guineense "SOS-Crianças Talibés" precisa de 12 mil euros para construir o centro em Bafatá e para comprar quatro motorizadas e algumas bicicletas. Só assim poderão acolher as "crianças talibés" resgatadas aos traficantes (já conseguiram recuperar 1200) e deslocar-se às tabancas, sensibilizando os pais para os perigos que correm ao deixar que os filhos sejam levados para as madrassas.

Agora, o livro com 40 contos conhecidos de todos mas reinterpretados por cada um dos jornalistas (eu inclusive) está concluído. Chama-se Histórias sem aquele era uma vez, foi editado pela Porto Editora e o lançamento é hoje, às 21 horas, no BBC, em Lisboa.
Espreitem numa livraria, comprem e divulguem porque é por uma boa causa!
BW

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

We are the world: 25 anos depois

O objectivo já não é a fome em África mas o Haiti. Onde está a Tina Turner, a Cindy Lauper, o Bruce Sprigsteen? O Stevie Wonder e a Diana Ross?! O remake abre com uma criança imberbe, um canadiano de 15 anos com voz de menina, e há ainda mais crianças a cantar, como a Miley Cyrus... Consigo identificar estas porque são as favoritas da miudagem. De resto, é um enorme conjunto de estranhos e, olha, a Barbra Streisand, a Celine Dion e o Tony Bennett! Ah! E os Black Eyed Peas! Bom e mais uma ou outra cara conhecida como a do Michael Jackson! Mas não deixa de comover, tal e qual como há 25 anos.
BW

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Haiti não é aqui

Os problemas de desigualdade, fome, orfandade já existiam no Haiti. O terramoto de há 15 dias veio agravar ainda mais a situação daquele país construído por escravos traficados de África.
Não há país, associação, igreja (até a Cientologia de Tom Cruise e John Travolta!) que não queira ajudar o Haiti. Faz parte do sermos humanos: a caridade, a solidariedade para com o nosso próximo. Mas onde é que estavamos todos antes do terramoto?
Ainda bem que estamos lá agora.
Ainda bem que os nosso filhos aprendem a partilhar, a ser solidários porque os pais falam sobre o assunto ao jantar, porque a escola lhes pede uma ajuda e eles são generosos! Agarram no dinheiro que estão a poupar para comprar a consola ou a bicicleta e dão uma parte ou a totalidade.
Estão a crescer solidários, orgulhamo-nos; mas é bom que também cresçam conscientes que há muitos Haitis, e que não estão todos concentrados na América do Sul ou em África; que continua a haver grandes desigualdades e que eles poderão sempre fazer qualquer coisa e não agir apenas em época de catástrofes.
BW


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Solidariedade à distância de um clique

Haiti - intermediários para a nossa solidariedade e generosidade
Nem sempre sabemos como ajudar, nem sabemos se podemos confiar nas instituições a quem pensamos dar nossa ajuda.

Veja como a AMI já está a actuar no terreno, leia mais aqui.

Aqui ficam alguns outros "intermediários" de confiança.
Organizações portuguesas que estão a aceitar donativos:


- Cáritas
Ajuda Haiti - NIB 003506970063000753053.
- Igreja Solidária - NIB 0007 0000 0073 8184 5512 3.
- Fundação Ajuda à Igreja que Sofre - pode fazer o seu donativo para o NIB 0032 0109 0020 0029 16073 ou através do site.
- Fundação Gonçalo da Silveira - pode fazer o seu donativo para o NIB 0033 0000 4527 0952 7420.5 (indicando "Emergência Haiti")
- A «Rosto Solidário», organização não governamental para o desenvolvimento inspirada na espiritualidade e objectivos dos Missionários Passionistas, lançou uma campanha de recolha de fundos destinada à reconstrução do Hospital de São Damião, no Haiti. - Os donativos para o «Fundo de Socorro ao Hospital no Haiti» poderão ser dirigidos para a conta com o NIB 0036 0095 9910 0051 697 71.
- Missionários Claretianos - pode fazer o seu donativo para o NIB 0018 0003 147 855 05020 08 indicando que o mesmo se destina ao "Fundo de Apoio ao Haiti"
Como ajudar? A InterAction, coligação internacional de organizações de assistência humanitária, deixa no seu site algumas orientações:
- Quem quiser ser voluntário no terreno tem que ter experiência anterior em cenários de calamidade ou possuir capacidades técnicas em carência no momento. Deve inscrever-se através de uma organização reconhecida de assistência humanitária.
- Não recolha mantimentos ou outros produtos para o Haiti, pois o país não dispõe das infra-estruturas para os distribuir.
- Opte por doar dinheiro a organizações de ajuda humanitária reconhecidas, permitindo aos profissionais obterem exactamente aquilo que é preciso.
Ana Soares