Mostrar mensagens com a etiqueta educar em americano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta educar em americano. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os alunos das escolas católicas são melhores?

Encontrei, completamente por acaso, este blog e achei curiosa a reflexão, feita com base nesta notícia.
Eu não sei se, por cá, se pode dizer que os alunos das escolas católicas são melhores. Com base nos rankings do secundário em que, por vezes, fazemos aqueles títulos - escolas católicas no topo do ranking -, parece que sim... Mas não ponho as minhas mãos no fogo porque são escolas que trabalham com os alunos que querem e como querem. E quando não querem, acenam-lhes com o ideário e mandam-nos (aos alunos e aos pais) pregar para outra freguesia!

A verdade é que há coisas nas escolas católicas que as públicas podiam aprender e aplicar. Por exemplo, o simples facto de os alunos se levantarem quando entra um adulto pode fazer toda a diferença no modo como a criança ou jovem olha para o adulto. Olha-o com mais respeito.
No outro dia, estive numa escola católica, entrei numa sala de aula e os alunos levantaram-se todos e eu fiz aquele ar de "Então? Não é preciso estarem a incomodar-se, vá lá, sou só uma jornalista, não sou a directora, nem o PR...", mas depois pensei o que escrevi no parágrafo anterior, endireitei as costas e pus um ar mais sério, mais circunspecto, de "respeitinho é muito bonito".
Quando me preparava para sair, a aluna sentada na carteira mais perto da porta, levantou-se, abriu-a e o meu ar de pessoa adulta desmanchou-se no sorriso mais amoroso que consegui e na bonita expressão: "Muito obrigada, minha querida", porque fiquei de facto agradecida com o gesto!
BW

domingo, 26 de setembro de 2010

Waiting for Superman



Não sei quando estreará entre nós Waiting for Superman, um documentário sobre educação nos EUA e a tábua de salvação que as famílias mais pobres vêem nas charter schools.
BW

terça-feira, 27 de abril de 2010

A importância da Educação e dos professores

O Fórum para a Liberdade de Educação convidou Mona Mourshed, consultora da McKinsey e responsável pelos estudos "Como os melhores sistemas de ensino chegam ao topo" e "O impacto económico do insucesso das escolas americanas", para vir a Lisboa, no passado dia 14. Por motivos profissionais não pude assistir à conferência, mas o Diário Económico conversou com a especialista. Eis algumas das ideias que deixou:

Se o sistema de ensino norte-americano tivesse acompanhado, "entre 1983 e 1998, os resultados de países de topo como a Finlândia, o seu Produto Interno Bruto (PIB) podia ter tido mais dois milhões de milhões de dólares em 2008 (cerca de 1500 milhões de euros).
Para Mona Mourshed, os maus resultados das escolas americanas condenam o país a uma "permanente recessão".
Uma das principais frentes de combate na Educação é a redução da diferença nas notas de alunos provenientes de zonas mais desfavorecidas e a média geral, o que acaba por influenciar o próprio mercado de trabalho. "Começa com o facto de estudantes que vêm de ambientes desfavorecidos viverem em comunidades com escolas desfavorecidas. Ou seja, o contexto socioeconómico coloca-os logo um nível abaixo. Se vão para uma escola de fraca qualidade, voltam a descer mais um nível. A qualidade do ensino é mais baixa e limita a sua capacidade de ter boas notas, o que afecta também as suas possibilidades de ir para a universidade e tirar uma licenciatura. E a capacidade de ir para a universidade também afecta as futuras possibilidades de arranjar um emprego. É este o ciclo", explica Mona Mourshed.
Os estudos da McKinsey mostram a influência que um maior grau académico pode ter nas nossas vidas. Especificamente, os dados da consultora mostram que um adulto licenciado, em comparação com um cidadão que se tenha ficado pelo 12º ano, ganha 70% mais em salários ao longo da sua vida, cultiva um estilo de vida mais saudável, tem uma menor tendência para ser preso e uma maior tendência para votar.
(...)
Para Mona Mourshed, os melhores sistemas educativos compreendem que a qualidade dos professores é o factor mais influente na melhoria dos resultados escolares. Assim, países como a Finlândia recrutam os professores na elite dos dez por cento de melhores licenciados em áreas específicas de conhecimento, que não a de ensino, e depois fazem-nos passar por um exigente regime de treino para a docência. Nestes países, lembra a norte-americana, é difícil chegar a professor e apenas um em cada 10 candidatos consegue satisfazer os requisitos necessários. Nos sistemas educativos de topo, ser professor é uma posição de prestígio."

sábado, 10 de abril de 2010

Educar em americano (outra vez) no PÚBLICO

Os dois últimos textos sobre os EUA estão hoje no PÚBLICO.
Este é sobre o ensino tecnológico e este reflecte o que o video em baixo espelha ainda melhor (!): o despedimento dos professores. Na Califórnia há uma petição para que se deixe de cortar na educação e, neste video, a actriz Megan Fox é confundida com uma professora pelos alunos de uma escola básica onde, nos dois últimos anos houve cortes orçamentais. A ver.



Os últimos agradecimentos ao Departamento de Estado dos EUA e à Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento pela experiência proporcionada. Obrigada!
BW

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O exemplo da Finlândia

A ida aos EUA fez-me compreeder o quanto os resultados dos alunos nos testes internacionais levados a cabo pela OCDE, como o PISA e o TIMMS têm repercussões nas decisões políticas dos países.
Algumas reuniões fizeram-me recordar uma das primeiras, se não a primeira, conferência de imprensa convocada por Maria de Lurdes Rodrigues, no início do seu mandato, em que apresentou um estudo feito pelo Ministério da Educação, com base nos resultados da OCDE e delineou algumas das medidas a tomar nos anos seguintes.
Na altura fiz um trabalho sobre os modelos da Finlândia e da Coreia do Sul, dois dos países com resultados mais consistentes nesses estudos, sempre no topo da tabela. Quais eram os seus segredos? Para pena minha nunca fui a nenhum dos países, em vez disso, falei com finlandeses e coreanos em Portugal, nomeadamente os responsáveis das respectivas embaixadas!
Os dois sistemas não têm nada a ver! Os meninos coreanos fartam-se de trabalhar, os finlandeses nem por isso!
Ontem, MVL, um leitor do educaremportugues, enviou-me este link e eu fui ainda espreitar este.
Obrigada!
BW

quinta-feira, 8 de abril de 2010

educar em americano na blogosfera

Mais olhares sobre os dez dias nos EUA podem ser lidos aqui (procure os post de Suzana Toscano) e aqui. Por estas bandas também gostamos de conhecer todos os que participaram neste programa!
BW

domingo, 4 de abril de 2010

Fazer sondagens nas escolas

A ideia é engracada e podia ser aproveitada por mais escolas. Fazer sondagens.
Neste caso, as perguntas foram feitas à comunidade de uma escola rural em Turner Falls, Massachussetts, aqui ficam alguns dos resultados:
94 por cento não autorizamos os nossos adolescentes a beber álcool
93 por cento falámos sobre sexo com os adolescentes, o ano passado
91 por cento falámos sobre que atitudes e acções tomar para ver o melhor no nosso próximo
Havia mais conclusões espalhadas pelas paredes dos corredores da escola, mas fixei estas.
BW
PS1: Uma escola rural é uma escola no campo (!) que recebe alunos diferentes dos do meio urbano e por isso com uma população mais homogénea (embora em alguns casos comece a mudar) e, por isso, com outras necessidades.

sábado, 3 de abril de 2010

Educar em americano no PÚBLICO

O primeiro texto da América pode ser lido aqui .

Recados que fui apanhando 3

Numa sala de aula, afixado na parede em letras azuis garrafais:
Be respectful
Be prepared
Be safe
Use proper language
BW

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Recados que fui apanhando 2

No departamento responsavel pela gestao das escolas publicas de Springfield, Massachussets, h'a um grafico de barras com o nome de todas as escolas e os seus resultados, nao muito famosos. Nao 'e uma folha de excel mas uma enorme folha de papel cenario com as barras pintadas a caneta de filtro, enormes, expostas 'a vista de todos. Ao lado est'a uma pequena folha com cinco regras para a percepcao dos resultados:
1. I understand the results
2. I understand my responsability in the results
3. I understand what needs to be done differently to get different results
4. I'm able to implement the changes to get different results
5. I understand the new results
BW
PS: Continuo sem acentos!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A aventura americana termina hoje...

... mas nos proximos dias ainda aparecerao mais alguns posts, escritos por estes dias mas agendados, como que para fazer durar a experiencia!
O balanco so pode ser positivo! Foi bom ter falado com tantas pessoas diferentes, visto algumas escolas. Uma pena nao termos visto mais porque 'e no terreno que se sente se as coisas funcionam ou nao!
O programa foi muito intenso, com muitos encontros e muita informacao que ainda estou a digerir, que exige fazer pesquisa. Com reunioes a comecar cedo, visitas, conversas, viagens de um lado para o outro e, muito cansativo, mas 'e um cansaco bom!
O que 'e que se pode aprender com o sistema educativo americano? A ser mais responsavel. 'E a responsabilidade dos directores, dos professores e dos pais que me espantou. 'E o empreendedorismo, a angariacao de fundos, o querer mais e melhor para os estudantes que me fez admirar o sistema. 'E o sistema todo ser avaliado e nao apenas os alunos, mas os outros intervenientes. 'E os professores terem que fazer prova de entrada na carreira e ter de a repetir de cinco em cinco anos (como acontece em Massachussetts), serem avaliados e, caso as coisas nao corram bem, saiam do sistema.
Contudo, eles reconhecem, ainda ha muito a fazer - eles tem pessimos resultados nas avaliacoes internacionais e essas fazem os paises pensar sobre o que 'e que devem fazer para melhorar - e nao tenhamos ilusoes, os problemas sao iguais: como combater o abandono, o insucesso, como fazer os alunos aprender, como combater a violencia, a desigualdade de acesso 'a educacao, a gravidez adolescente, o desinteresse das familias, a pobreza, a falta de financiamento das escolas. Tudo isto multiplicado por milhoes e milhoes de alunos.
Por esta experiencia tenho de agradecer ao Departamento de Estado dos EUA e 'a Fundacao Luso Americana para o Desenvolvimento, sem os quais nao seria possivel fazer esta viagem. Muito obrigada.
BW

quarta-feira, 31 de março de 2010

Recados que fui apanhando 1

Na escola superior de educacao de UMass, em Amherst, por cima do quadro verde de uma sala de aulas onde estudam os futuros professores, estao os seguintes recados:
1. Learn to do by doing
2. Focus in strengths through instruction
3. Feedback & support
4. Create opportunities for shared decision making
5. Recognize that growth takes time
6. Encourage discovery of personal meaning
7. Provide environments that encourage risk taking
8. Appreciate/value diversity
9. Meet individual needs.
Tamb'em dizia: No food or drinks; mas parece-me que as anteriores sao bem mais importantes para os alunos interiorizarem o que podem fazer enquanto professores.
BW
PS: Sem acentos por aqui...

terça-feira, 30 de março de 2010

Phoebe Prince: a rapidez do sistema

Aconteceu em Janeiro. Phoebe Prince, 15 anos, tornou-se um alvo a abater pelas miudas mais populares da escola, foi vitima de bullying nos corredores da escola, na biblioteca, na rua e atraves da Internet, no Facebook. Acabou por ceder 'a pressao e a irma de 12 anos encontrou-a morta, em casa. Ontem, e depois de muitas criticas aos atrasos na Justica - passaram dois meses - nove adolescentes foram acusados pelo Minist'erio P'ublico de estar envolvidos numa campanha de bullying que durou meses. Alguns podem ser julgados como adultos. Como 'e que est'a o caso de Mirandela?
BW

Jamie Oliver e a Food Revolution

Na cozinha do refeitorio de uma escola em West Virginia, na cidade considerada a populacao mais obesa dos EUA, o cozinheiro britanico Jamie Oliver pergunta o que 'e que vao servir par o pequeno-almoco. "Pizza" respondem as cozinheiras. De seguida, a camara acompanha-o at'e ao refeitorio, nos pratos dos meninos louros, brancos e de olhos azuis ha pedacos de pizza e ketchup. Ainda nao sao oito da manha. "Eles sao o futuro da America", diz Oliver, arrepiado. Em casa de uma mae obesa, Jamie Oliver vai juntando em cima da mesa da cozinha tudo o que aquela familia costuma comer ao pequeno-almoco. Pizzas, hamburgueres, panquecas, molhos, cremes para barrar... "Sabe que est'a a tirar anos de vida aos seus filhos?", pergunta. A mae olha apreensiva. H'a tres geracoes que os americanos deixaram de saber cozinhar, diz Oliver em entrevista a Larry King, na CNN.
O cozinheiro ingles espera fazer milagres com o seu programa Food Revolution. So podemos desejar-lhe muita sorte! Nao 'e nada facil comer saudavel por estas bandas... Hoje de manha pedi um pao s'o com fiambre e a empregada do cafe sentiu-se compelida a acrescentar um bocado de oleo em cima para torrar o pao... Depois, quando passou pela colega nao resistiu a murmurar entre dentes:"They're so strange..." Pudera! Nao pedi pickles, nem tomate, nem mostarda, nem cebola, so fiambre.
BW
PS: Nao tenho acentos...

segunda-feira, 29 de março de 2010

A recessao e a crise

Nos EUA o financiamento das escolas est'a descentralizado e mais dependente a n'ivel local do que a nacional. O Governo federal financia em cerca de dez por cento e o resto 'e dinheiro do estado, do distrito e local. Por isso, as empresas locais e as associacoes de pais sao tao importantes para as escolas, porque angariam fundos para completar o orcamento ou fazer outras coisas que nao estavam previstas no mesmo.
A recessao economica tambem se tem feito sentir nas escolas que estao a dispensar os professores (lay-off), a fazer turmas maiores (35 alunos ou mais, na expectativa que o absentismo as torne mais pequenas porque nunca estarao 35 miudos na sala de aula), a cortar em areas consideradas dispensaveis (artes e afins) ou mesmo a pensar em ter apenas quatro, em vez de cinco, dias semanais de aulas...
Este problema ja se faz sentir ha algum tempo mas o Governo federal tem injectado dinheiro no sistema para adiar a dispensa dos professores. Em breve serao conhecidos os estados que vao conquistar um dinheiro extra para poder manter o sistema educativo e melhora-lo, 'e essa a contrapartida de concorrer a este financiamento. Ou seja, o objectivo nao 'e s'o injectar dinheiro para que tudo continue na mesma, mas melhorar a educacao porque a administracao Obama tem consciencia que a educacao 'e fundamental para sair da crise. O programa chama-se Race to the Top.
BW
PS: Desculpem a ortografia...

domingo, 28 de março de 2010

Pode vir 'a escola? Gostavamos de bater no seu filho...

Em alguns condados ainda h'a escolas onde 'e permitido bater nos alunos. Para isso, os pais tem que ser chamados!
Tolerancia zero 'a violencia pode passar por accoes de sensibilizacao junto dos alunos e por medidas punitivas fortes. No Wake County, o condado onde nos encontramos, na Carolina do Norte, um aluno 'e expulso da escola se for apanhado com uma arma ou drogas, ou se bater num professor. Um ano em casa em que pode continuar a estudar, se quiser, atraves da Internet ou do home shooling (educacao domestica). "It's his mum problem", resume um responsavel administrativo do condado.
BW

sexta-feira, 26 de março de 2010

Regras para ser um bom director de escola

Os directores sao uma realidade nova para n'os, mas nao para os norte-americanos, onde o sistema educativo 'e completamente descentralizado e, por isso, o director 'e aquele que tem o poder mais directo sobre a escola. Nick Cabot 'e professor na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, foi docente do secund'ario durante anos e lembra um dos seus directores como o modelo de um bom director, o homem que lhe ensinou as cinco regras para se ser um bom director:
1. Lembrar-se das suas origens - tamb'em ele foi professor, um director deve ser sempre um professor, ressalva
2. Dar voz a quem 'e acusado - sejam professores, alunos ou outro pessoal
3. Confiar nos professores
4. Confiar naquilo que os professores ensinam
5. Estar sempre vis'ivel na escola - nao passar o tempo no gabinete, mas andar de um lado para o outro, conhecer a escola, os professores, os alunos, as necessidades que existem.
Parecem-me cinco boas regras lembrando que os directores querem duas coisas dos seus professores, que:
1. Saibam gerir uma sala de aula
2. Consigam que os seus alunos obtenham resultados
Tamb'em me parece bem!
BW
PS: Desculpem a falta de acentos

Escolas iman ou magnet school

Os autocarros amarelos com as palavras "school bus" entram, em fila, uns atras dos outros, 'a porta da East Garner Magnet Middle School os alunos do 6. ao 8. ano (o equivalente ao nosso 3. ciclo) esperam para entrar. Muitos nao vivem perto da escola e 'e assim mesmo porque o objectivo 'e reunir numa mesma escola alunos de varios estratos sociais e de diferentes bairros. O conceito nao existe em Portugal. O que estas escolas chamadas "magnet" querem provar 'e que os bons exemplos, as boas condutas, os bons comportamentos, os bons desempenhos se atraem, como os imans. Ou seja, se eu tenho maus resultados mas estou com colegas com bom comportamento e bom desempenho consigo l'a chegar. Por isso, 'a porta da escola estao rapazes e raparigas de todas as cores, sabendo que metade est'a no limiar da pobreza e, no entanto, caminhar nos corredores, observar os alunos na sala de aula (portas abertas, pouco barulho, os professores a trabalharem com um ou dois, enquanto o resto da turma est'a a desenvolver um trabalho ou a ver um filme em espanhol, como na aula de castelhano) 'e pensar que se est'a num col'egio privado, daqueles internacionais, com filhos de diplomatas, e nao numa escola publica norte-americana.
BW
PS: Desculpem a falta de acentos

quinta-feira, 25 de março de 2010

'E preciso acreditar!

Tem mais de 60 anos, 'e directora da escola superior de educacao da Universidade de Georgetown, em Washington DC. Sentada numa sala de brancos conta algumas historias:
1. Era professora numa escola de um bairro negro, na sala de aula disse aos alunos que estava ali para os ensinar e eles para aprender. Uma aluna, com ar desafiador, disse-lhe que nao era bem assim, que os outros professores ja lhes tinham dito que eles eram do guetto e que nao iam aprender nada, por isso... Ela voltou a afirmar: Eu estou aqui para vos ensinar e voces para aprender. Anos depois, voltou a encontrar essa aluna, era enfermeira e agradeceu-lhe por nao ter desistido dela, por a ter incentivado a aprender.
2. Ela fazia parte do grupo dos dez melhores alunos daquele ano. Todos receberam uma bolsa para seguir para a universidade. Todos, menos ela, negra e pobre. O argumento era simples e era esse mesmo, era negra e pobre, portanto, nao chegaria longe. Os seus professores juntaram-se e financiaram o seu curso. Hoje 'e a directora da escola superior de educacao da Universidade de Georgetown. "Eles acreditaram em mim".
Por isso, para ela, muito do segredo do sucesso dos professores est'a no acreditar que 'e poss'ivel fazer alguma coisa com os alunos que se tem 'a frente, que nao se pode continuar a atirar as culpas para todo o lado - o bairro 'e mau, a familia 'e pessima, a pobreza 'e horrivel e ciclica... - nao! Para esta mulher 'e possivel mudar. "Yes, we can!", disse com um sorriso nos labios.
BW
PS:Desculpem a falta de acentos.

Sindicatos muito `a frente!

Sao sindicalistas, defendem os direitos dos professores, discutem-nos com o poder politico e... sao a favor da avaliacao! Sao eles proprios avaliadores, criadores de sistemas de avaliacao dos seus pares, de professores por outros professores, gastam dinheiro com a avaliacao mas consideram-na fundamental. Foi dificil aplicar um sistema ou varios sistemas de avaliacao? Sim, respondem, os professores nao gostam de ser avaliados, de ter as suas aulas observadas, mas a avaliacao e fundamental para garantir um bom sistema educativo, respondem.
Os sindicalistas norte-americanos de carreira sao bem diferentes dos portugueses. Estes dao aulas, continuam nas escolas, ao lado dos seus colegas, porque 'e preciso estar no terreno, defendem. Sao professores do basico, secundario, universitarios, com os p'es na terra, sao pessoas praticas que defendem uma profissao com qualidade e por isso criaram sistemas de avaliacao.
BW
PS: nao tenho acentos neste computador, desculpem.