Entro no comboio, sento-me e abro "O meu filho fez o quê???" para terminar a apresentação que tenho de fazer na Póvoa de Lanhoso e em Gaia – faz hoje precisamente uma semana. Escrevinho à mão.
Ao meu lado senta-se um rapaz que saca do iphone e entra no Facebook. Do outro lado do corredor está um senhor no Facebook do ipad. Há computadores ligados por toda a carruagem.
Em Coimbra, o rapaz despede-se e o senhor também. Entram três estudantes que me ladeiam. Não há equipamentos da Apple mas outros mais acessíveis. Um abre o portátil para jogar, o outro para ver um filme com headphones na cabeça. O rapaz que se senta ao meu lado abre um livro de Ciência Política.
Serão os alunos de ciências sociais os últimos leitores, pergunto-me ao observá-lo.
No regresso a Lisboa sucede exactamente o mesmo, iphones e ipads serve para jogar como os gameboys e não para trabalhar ou para ler. Desconhecem que há app de livros?
As novas tecnologias são fantásticas, maravilhosas, ligam-nos ao mundo. Nunca antes estivemos tão ligados, mas nunca antes estivemos tão ausentes e tão acríticos.
BW
PS: O encontro na Póvoa de Lanhoso revelou pais interessados, curiosos, motivados. Parabéns à Associação de Pais da EB1 com JI da Póvoa de Lanhoso e ao agrupamento!
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Onde estão os livros?
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sábado, 17 de março de 2012
As novas tecnologias e os velhos
Estamos as duas sentadas, uma ao lado da outra, com 27 anos de diferença. Eu estou a escrever este post. Ela está a fazer um trabalho de Ciências Naturais, no portátil, ao mesmo tempo que conversa com as amigas pelo skype, quatro no total, sobre consumos que não devem fazer e a importância da amizade; alimenta um blogue colectivo e pede sugestões às amigas sobre o que devem fazer para aumentar o número de visitas; e, ainda, responde aos sms de outra que não tem skype. E eu sinto-me velha, porque só consigo fazer uma coisa de cada vez... Quando acabar de escrever este post, fecho o blogue e volto ao meu trabalho...
BW
BW
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
A avó Alice
Alice Vieira é uma escritora de mão cheia!Histórias simples, bem escritas, tão coladas aos miúdos de hoje em dia. Nos seus livros existem os problemas, as alegrias, o modo de falar e de estar das crianças e jovens da actualidade.
Agora, Alice Vieira, a avó, escreveu para as avós, mas não só - que eu estou longe de ser avó e estou a lê-lo com a máxima atenção. Chama-se O Livro da Avó Alice e continuo a lê-lo em voz alta, para quem me quer ouvir, lá em casa, ao telefone, e agora aqui, uns bocadinhos que reflectem o que também tenho escrito neste blogue, mas que Alice Vieira faz muito melhor do que eu.
O filho de um amigo meu não pára quieto, não sabe brincar, não sabe interagir com as outras crianças, bate-lhes. Em casa, passa as refeições à frente de um ecrã; quando viaja, o DVD está incrustado no assento da mãe, onde vê filmes; de férias, os pais levam um aparelho com DVD para estar em cima da mesa do restaurante do hotel, para ele comer sossegado. Depois das queixas feitas pela educadora, os pais lá foram ao pediatra e a receita foi: menos televisão, mais brincadeira com os pais. O menino, de quatro anos, mudou da noite para o dia, está mais calmo.
Quantas vez tenho escrito sobre os malefícios da televisão e do computador em crianças tão pequenas?
Escreve Alice Vieira:
"Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas.
Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos. Se diante do nosso rosto tivermos outro rosto. Humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é."
Pois é...
Por estes dias, O Livro da Avó Alice pode ser lido pelos pais, e depois, no dia 1, dia da Mãe, ofereçam-no às avós (é o que eu vou fazer...)!
BW
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Como usar o Magalhães no 1.º ciclo
As crianças que entrarem no próximo ano lectivo na escola, em princípio, já não terão direito a Magalhães... Entretanto, as que têm podem utilizá-lo melhor. Pelo menos será esse um dos objectivos do site Pigafetta lançado pela Universidade do Minho.
"Os professores do 1.º Ciclo já têm um portal para saber como melhor utilizar o computador Magalhães em contexto educativo. O site pigafetta.ie.uminho.pt foi criado no âmbito do projecto Pigafetta, que a Universidade do Minho tem vindo a desenvolver para o Ministério da Educação. Este projecto visa identificar, caracterizar e sistematizar as várias formas de exploração e utilização educativa do computador portátil no ensino básico. O portal inclui ainda notícias, eventos, fórum, desafios didácticos, programas de segurança online e redes sociais associadas. Prevê-se para breve uma área de conteúdos para a sala de aula, com vídeos, imagens, jogos, propostas de trabalho e testes, em actualizações quinzenais.
“O principal objectivo é ajudar os professores a aproveitar ao máximo as potencialidades de um recurso que foi colocado nas mãos das crianças. Partimos do princípio que as novas tecnologias, neste caso o PC portátil, são algo de muito útil para as crianças, qual canivete suíço digital para complementar a acção das mãos e do cérebro”, explica o professor António Osório, coordenador do projecto e professor do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Esta instituição estuda as tecnologias no sistema educativo há mais de duas décadas.
O Pigafetta deve o nome ao relator da primeira viagem de circum-navegação ao mundo, comandada por Fernão de Magalhães no século XVI. O projecto tem seis trabalhos de investigação em curso, orientados por professores universitários e profissionais de várias áreas. Os temas incidem no uso da Internet para apoio à leitura/escrita de alunos com dificuldades de aprendizagem, na programação com o Squeak, na aplicação de tecnologias digitais para a formação integral e o pensamento crítico e criativo da criança, na elaboração de um dicionário multimédia personalizado, num estudo sobre os monges beneditinos e, ainda, na utilização educativa do Magalhães nos concelhos de Amarante, Felgueiras e no distrito de Bragança.
O projecto Pigafetta pretende de uma forma geral caracterizar as funções desempenhadas pelo computador na sala de aula, na escola, em casa e na comunidade, descrever os modos de interacção entre as crianças e o computador, caracterizar as atitudes e necessidades de alunos, professores e encarregados de educação face ao uso individual do computador e, ainda, estudar as suas implicações nos serviços de apoio à escola e nos sistemas de formação inicial e contínua dos docentes. "
"Os professores do 1.º Ciclo já têm um portal para saber como melhor utilizar o computador Magalhães em contexto educativo. O site pigafetta.ie.uminho.pt foi criado no âmbito do projecto Pigafetta, que a Universidade do Minho tem vindo a desenvolver para o Ministério da Educação. Este projecto visa identificar, caracterizar e sistematizar as várias formas de exploração e utilização educativa do computador portátil no ensino básico. O portal inclui ainda notícias, eventos, fórum, desafios didácticos, programas de segurança online e redes sociais associadas. Prevê-se para breve uma área de conteúdos para a sala de aula, com vídeos, imagens, jogos, propostas de trabalho e testes, em actualizações quinzenais.
“O principal objectivo é ajudar os professores a aproveitar ao máximo as potencialidades de um recurso que foi colocado nas mãos das crianças. Partimos do princípio que as novas tecnologias, neste caso o PC portátil, são algo de muito útil para as crianças, qual canivete suíço digital para complementar a acção das mãos e do cérebro”, explica o professor António Osório, coordenador do projecto e professor do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Esta instituição estuda as tecnologias no sistema educativo há mais de duas décadas.
O Pigafetta deve o nome ao relator da primeira viagem de circum-navegação ao mundo, comandada por Fernão de Magalhães no século XVI. O projecto tem seis trabalhos de investigação em curso, orientados por professores universitários e profissionais de várias áreas. Os temas incidem no uso da Internet para apoio à leitura/escrita de alunos com dificuldades de aprendizagem, na programação com o Squeak, na aplicação de tecnologias digitais para a formação integral e o pensamento crítico e criativo da criança, na elaboração de um dicionário multimédia personalizado, num estudo sobre os monges beneditinos e, ainda, na utilização educativa do Magalhães nos concelhos de Amarante, Felgueiras e no distrito de Bragança.
O projecto Pigafetta pretende de uma forma geral caracterizar as funções desempenhadas pelo computador na sala de aula, na escola, em casa e na comunidade, descrever os modos de interacção entre as crianças e o computador, caracterizar as atitudes e necessidades de alunos, professores e encarregados de educação face ao uso individual do computador e, ainda, estudar as suas implicações nos serviços de apoio à escola e nos sistemas de formação inicial e contínua dos docentes. "
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mentira que se torna realidade
No dia 1 de Abril, dia das mentiras, a Google apresentou o Gmail Motion, uma forma de trabalhar com o email através de gestos e movimentos do corpo, feitos directamente para o computador.
Agora, uma equipa do MxR Lab da Universidade da Califórnia pôs em prática o sistema de controlo do email através de gestos e movimentos do corpo. O projecto foi desenvolvido no Institute for Creative Technologies e combina a solução que já tinha sido criada de Flexible Action and Articulated Skeleton Toolkit com o sensor Kinect da Microsoft. Evan Suma, um dos investigadores, comenta: "Ficámos muito excitados esta manhã quando a Google anunciou o Gmail Motion, mas, sem ofensa para os génios da Google, não conseguimos pôr a sua solução a funcionar nos nossos computadores. Por isso desenvolvemos a nossa própria solução".
Giro!
Agora, uma equipa do MxR Lab da Universidade da Califórnia pôs em prática o sistema de controlo do email através de gestos e movimentos do corpo. O projecto foi desenvolvido no Institute for Creative Technologies e combina a solução que já tinha sido criada de Flexible Action and Articulated Skeleton Toolkit com o sensor Kinect da Microsoft. Evan Suma, um dos investigadores, comenta: "Ficámos muito excitados esta manhã quando a Google anunciou o Gmail Motion, mas, sem ofensa para os génios da Google, não conseguimos pôr a sua solução a funcionar nos nossos computadores. Por isso desenvolvemos a nossa própria solução".
Giro!
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Desenvolvimento, pobreza e saúde
O médico Hans Rosling mostra a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Sebenta
Estamos a ser citadas aqui e nada mal acompanhadas!
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Ainda o "Que parva que eu sou"
A ler aqui, a opinião de José Manuel Fernandes.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Resultados escolares e banda larga
Notícia o Jornal de Negócios (não encontrei na edição online) que:
"A introdução de banda larga nas escolas - uma das bandeiras dos executivos de José Sócrates na política de educação - teve um impacto negativo generalizado nas notas dos exames nacionais de português e matemática do 9.° e 12.° anos, com maior impacto nos rapazes do que nas raparigas. Esta é a principal conclusão de um artigo recente assinado por Rodrigo Belo, Pedro Ferreira e Rahul Telang da Carnegie Mellon University e das universidades Técnica e Católica.
No estudo "Impact of Broadband in Schools: Evidence from Portugal" - que será submetido em breve para publicação na revista "Review of Economics and Statistics" e que foi apresentado na semana passada no ISEG -, os autores escrevem que "em média, as notas baixaram cerca de 7,7% entre 2005 e 2008 e cerca de 6,3% entre 2005 e 2009 devido ao uso de banda larga".
A explicação é simples: "o nosso argumento central para um declínio no desempenho dos estudantes é o de que a banda larga cria distracções", escrevem. Este efeito é mais sentido entre rapazes do que entre raparigas,oquevaiaoencontro "de um inquérito que indica que é mais provável os rapazes dedicarem-se a actividades que os distraiam do que as raparigas"."
"A introdução de banda larga nas escolas - uma das bandeiras dos executivos de José Sócrates na política de educação - teve um impacto negativo generalizado nas notas dos exames nacionais de português e matemática do 9.° e 12.° anos, com maior impacto nos rapazes do que nas raparigas. Esta é a principal conclusão de um artigo recente assinado por Rodrigo Belo, Pedro Ferreira e Rahul Telang da Carnegie Mellon University e das universidades Técnica e Católica.
No estudo "Impact of Broadband in Schools: Evidence from Portugal" - que será submetido em breve para publicação na revista "Review of Economics and Statistics" e que foi apresentado na semana passada no ISEG -, os autores escrevem que "em média, as notas baixaram cerca de 7,7% entre 2005 e 2008 e cerca de 6,3% entre 2005 e 2009 devido ao uso de banda larga".
A explicação é simples: "o nosso argumento central para um declínio no desempenho dos estudantes é o de que a banda larga cria distracções", escrevem. Este efeito é mais sentido entre rapazes do que entre raparigas,oquevaiaoencontro "de um inquérito que indica que é mais provável os rapazes dedicarem-se a actividades que os distraiam do que as raparigas"."
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sábado, 8 de janeiro de 2011
O ipad não pode, nunca, substituir o jornal
Apesar de ambas, eu e a Bárbara, preferirmos o Ipad ao Magalhães, o primeiro não pode, nunca, substituir o jornal! Veja o vídeo e saiba porquê.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Não é por nada, mas eu preferia...
... um iPad ao Magalhães!
BW
BW
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Eles, o facebook e a leitura
Diz um estudo promovido pelo projecto EU Kids Online que quase 60 por cento das crianças e jovens portugueses têm um perfil numa rede social e destes 25 por cento têm-no sem restrições de acesso.
Os meus filhos fazem parte dos 40 por cento... Já estão habituados! No outro dia comentava que a maior parte dos meninos da turma do primo, de sete anos, estava no facebook e eles não ficaram surpreendidos. A surpresa é eles (mais velhos) serem os únicos que não estão, diziam com aquele ar conformado de quem está sempre out. Eles entendem as nossas opções e sabem que não estão, de facto, a perder grande coisa.
As amizades devem ser trabalhadas ao vivo e a cores! Com gargalhadas de verdade, em vez de lols! Com partilhas segredadas ao ouvido, em vez de escrita de mensagens! Com toques, empurrões, abraços, beijos, em vez de palavras tecladas no computador ou no telemóvel.
E a leitura? Vem a própósito do recado de uma professora que me explicava por que razão os meninos lêem na sala de aula - para mim, uma perda de tempo, porque devem ler em casa e porque as aulas são para aprender coisas novas.
Lêem na escola, no tempo da aula de Português porque os pais "compraram-lhes consolas a mais" e eles não têm tempo para ler... E não estamos a falar dos pais dos tais 43 por cento dos meninos que recebem apoio social escolar, estamos a falar das elites lisboetas que nas reuniões com os professores pedem que os filhos leiam obras obrigatórias, de preferência na escola, onde não é preciso mandá-los para o quarto ler, porque no quarto está a televisão, a consola e o computador onde estão em contacto com o mundo, onde publicam fotos das férias, com os trajes próprios da praia, sem qualquer supervisão, em perfis que no caso de um quarto dos jovens portugueses são públicos, logo, visíveis pelos amigos, pelos amigos dos amigos e outros...
BW
Os meus filhos fazem parte dos 40 por cento... Já estão habituados! No outro dia comentava que a maior parte dos meninos da turma do primo, de sete anos, estava no facebook e eles não ficaram surpreendidos. A surpresa é eles (mais velhos) serem os únicos que não estão, diziam com aquele ar conformado de quem está sempre out. Eles entendem as nossas opções e sabem que não estão, de facto, a perder grande coisa.
As amizades devem ser trabalhadas ao vivo e a cores! Com gargalhadas de verdade, em vez de lols! Com partilhas segredadas ao ouvido, em vez de escrita de mensagens! Com toques, empurrões, abraços, beijos, em vez de palavras tecladas no computador ou no telemóvel.
E a leitura? Vem a própósito do recado de uma professora que me explicava por que razão os meninos lêem na sala de aula - para mim, uma perda de tempo, porque devem ler em casa e porque as aulas são para aprender coisas novas.
Lêem na escola, no tempo da aula de Português porque os pais "compraram-lhes consolas a mais" e eles não têm tempo para ler... E não estamos a falar dos pais dos tais 43 por cento dos meninos que recebem apoio social escolar, estamos a falar das elites lisboetas que nas reuniões com os professores pedem que os filhos leiam obras obrigatórias, de preferência na escola, onde não é preciso mandá-los para o quarto ler, porque no quarto está a televisão, a consola e o computador onde estão em contacto com o mundo, onde publicam fotos das férias, com os trajes próprios da praia, sem qualquer supervisão, em perfis que no caso de um quarto dos jovens portugueses são públicos, logo, visíveis pelos amigos, pelos amigos dos amigos e outros...
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Magalhães a um canto
No dia em que o Governo anuncia mais Magalhães, o Correio da Manhã traz uma notícia sobre o tema para dizer que o computador não é usado na escola, nem em casa, que para os miúdos é como se fosse mais uma consola de jogos. Sim, mas eu também já fui ao interior do país, em reportagem, e vi o computador a ser bem usado na escola e em casa! Há muitas realidades!
A verdade é que se os professores quiserem podem dar algum uso à máquina, em vez de se queixarem de falta de formação e assim. Ninguém lhes dá formação para aprender a usar o comando da nova televisão ou o relógio do forno lá de casa, ou seja, não é preciso formação para tudo. É preciso ter vontade própria e querer aprender, coisas que para os professores deveriam ser inatas!
E os pais idem! Os pais são pais e se quiserem que a criança em vez de jogar faça uma pesquisa ou um trabalho é uma questão de o sugerir e até de se sentarem ao seu lado a ajudar a fazê-lo. Mas para isso é que há menos tempo... Por isso, o melhor é criticar as horas que ela passa a jogar ou pôr o Magalhães (que foi dado ou pago um preço reduzido, logo, tem pouco valor) a um canto.
BW
A verdade é que se os professores quiserem podem dar algum uso à máquina, em vez de se queixarem de falta de formação e assim. Ninguém lhes dá formação para aprender a usar o comando da nova televisão ou o relógio do forno lá de casa, ou seja, não é preciso formação para tudo. É preciso ter vontade própria e querer aprender, coisas que para os professores deveriam ser inatas!
E os pais idem! Os pais são pais e se quiserem que a criança em vez de jogar faça uma pesquisa ou um trabalho é uma questão de o sugerir e até de se sentarem ao seu lado a ajudar a fazê-lo. Mas para isso é que há menos tempo... Por isso, o melhor é criticar as horas que ela passa a jogar ou pôr o Magalhães (que foi dado ou pago um preço reduzido, logo, tem pouco valor) a um canto.
BW
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Fecho da Escola Móvel
A Escola Móvel é um projecto caro. Apesar de não conhecermos os números tem que ser caro, senão vejamos: rácio de um professor para três alunos; estudantes ligados diariamente por Internet, a fazer trabalhos, a ter aulas, a comunicar entre si; quatro semanas por ano os alunos reúnem-se todos, ficam internos e têm aulas presenciais com os professores que durante o ano conhecem do contacto pelo computador; quatro semanas para fazer visitas de estudo, ter aulas práticas.
É um ensino à distância e de luxo, pensarão muitos, por isso, dispensável em época de crise. Errado.
É a forma de ter alunos, filhos de profissionais itinerantes, dos circos e das feiras, na escola a tempo inteiro. Através da Internet é possível controlar as suas presenças e se estão a cumprir os horários ou não, estejam no Minho ou no Algarve, como poderá ler aqui. É uma forma de combater o abandono e o insucesso escolar - que criança ou jovem terá sucesso a entrar numa nova escola sempre que a família muda de lugar?
Depois da direcção da Escola Móvel, confrontada com a possibilidade de encerrar o projecto ter aceite um corte de 20 por cento nos professores que acompanhavam 110 alunos (entre eles mães adolescentes da associação Ajuda de Mãe que de outra maneira também terão mais dificuldade em estudar), a decisão foi conhecida na sexta-feira passada: a Escola Móvel acabou.
Ontem, dezenas de pais inundaram as caixas de correio electrónico dos governantes: o que fazer com os seus filhos que com a Escola Móvel tiveram sucesso e podem ansiar a outra vida que não a dos seus pais?
A resposta do Ministério da Educação é que estes estudantes devem regressar às suas escolas de origem, onde estavam matriculados antes de ingressarem na Escola Móvel (poderão estar a 600 km de distância mas isso não é um problema para a tutela, calculo) e que serão acompanhados por uma equipa da DGIDC, garante.
Para trás ficam anos de trabalho, de ganhar a confiança dos feirantes e profissionais circenses sobre a bondade deste projecto, de ganhar o respeito dos alunos habituados a muita liberdade de trato e de vida, de reconhecimento nacional e internacional deste que era um projecto inovador. Tudo para o lixo.
Pode ler mais aqui. No Facebook já existe o movimento Salvem a Escola Móvel.
BW
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Scratch Day - próximo dia 22
Já aqui falamos das potencialidades do Scratch, uma ferramenta que pode ajudar os alunos a entrar não só na linguagem matemática como na tecnologia através da programação. São eles próprios que programam e podem experimentá-lo no próximo dia 22, na Escola Superior de Educação de Setúbal - aliás, o Scratch Day é festejado por todo o mundo, no mesmo dia! Se puderem dêem lá um pulinho, de manhã, e experimentem!
BW
BW
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Aprender a programar com o Scratch
A semana passada descobri o trabalho que a professora de Matemática Teresa Marques, da EB 2,3 de Azeitão e formadora na Escola Superior de Educação de Setúbal. faz com os seus alunos de 5.º ano. Fiquei deslumbrada: eles têm dez anos e sabem programar! Coisas pequeninas mas significativas porque é muito mais do que saber jogar bem no computador, é aprender a pensar de uma maneira lógica. É aprender Matemática, Ciências, Língua Portuguesa, etc, etc...
O Scratch pode ser descarregado aqui e só para ter uma ideia mais concreta pode ver este video !
BW
O Scratch pode ser descarregado aqui e só para ter uma ideia mais concreta pode ver este video !
BW
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Vivam as escolas conversadoras! (I)
Depois da lei da rolha imposta pela ministra da Educação Manuela Ferreira Leite, no período de Marçal Grilo, as escolas e os professores disponibilizavam-se para falar com os jornalistas quando antes não o faziam, ou faziam em "off" ou como "fontes anónimas".Este clima de abertura durou até à chegada de David Justino (PSD) ao ministério e as escolas passaram a falar só depois de pedirem autorização à assessora do ministro. Com Maria de Lurdes Rodrigues as coisas não mudaram e as escolas escudavam-se atrás de um despacho que nunca vi, apesar de o ter pedido ao ministério e às escolas que o citavam.
Quando na segunda-feira me sentei junto ao telefone para começar uma ronda pelas escolas por causa do Magalhães, suspirei com a árdua tarefa que tinha pela frente, mentalizada para ouvir dizer que a direcção não podia falar, estava em reunião ou não podia falar por causa do despacho... Eis senão quando, escola a escola, fui ouvindo directores, sub-directores, adjuntos de directores. Uma alegria! Para mim e para eles!
Os professores gostam de falar, gostam de contar o que fazem, orgulham-se das suas escolas, partilham as suas dificuldades e têm opiniões formadas sobre o sistema educativo e tudo isso é bom que se saiba!
BW
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domingo, 13 de dezembro de 2009
O que será o futuro?
Para atingir os 50 milhões de utilizadores,
a rádio precisou de 38 anos,
a tv levou 13 anos,
a internet gastou 4 anos,
o i-pod demorou 3 anos.
Em menos de 9 meses o facebook atingiu os 100 milhões de utilizadores.
O que será que vem a seguir?
Mais números e dados no vídeo. Espreitem e deixem-se surpreender.
Ana Soares
a rádio precisou de 38 anos,
a tv levou 13 anos,
a internet gastou 4 anos,
o i-pod demorou 3 anos.
Em menos de 9 meses o facebook atingiu os 100 milhões de utilizadores.
O que será que vem a seguir?
Mais números e dados no vídeo. Espreitem e deixem-se surpreender.
Ana Soares
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Os e-books são uma ameaça?
Para as editoras tradicionais os e-books não são uma ameaça aos livros impressos. "As maiores ameaças são as que provocam alterações drásticas no comportamento dos consumidores, actuais ou potenciais", assinalou o editor da Esfera do Caos, Francisco Abreu, em declarações à Lusa. Outra ameaça foi "o computador com Internet", que afastou a maioria dos estudantes, "do básico ao universitário", das pesquisas em livros. Na opinião do editor, a rede tem ainda a desvantagem de provocar "uma mudança radical" nos hábitos de leitura e na atitude relativamente ao suporte tradicional: "a leitura de textos com 200 páginas, num livro, é substituída pela leitura, no monitor do computador, de textos com dois parágrafos ou com duas páginas".Em contrapartida, e com excepção de "nichos de mercado de elevada especificidade e o muito longo prazo", a nova geração de e-books não representa uma verdadeira ameaça, segundo Francisco Abreu, para quem "vai acontecer agora o mesmo que sucedeu há cerca de uma década com a primeira geração", que não cativou os leitores.
Não sei... A mim cativa-me andar com um gadget, em vez de levar 500 páginas no avião ou para a praia. Por outro lado, tenho a certeza que vou ficar mal-disposta só de olhar para o écrã, em viagem; e que na praia o e-book não sobreviverá muito tempo por causa da humidade e da areia!
Diz um estudo sobre a atenção que a concentração desce quando se lê num e-book porque o leitor pode mudar de tarefa facilmente e que o retorno à leitura concentrada pode demorar 23 minutos. Por isso, o melhor é carregar com as 500 páginas!
BW
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