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quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Baixa da Banheira e as Doroteias

Em menos de uma semana, as autoras da colecção infanto-juvenil Olimpvs.net estiveram em duas escolas para públicos diferentes.
As autoras na Mouzinho da Silveira
Na sexta-feira, dia 5, fomos à Baixa da Banheira, do outro lado do Tejo, falar para alunos do 6.º e 7.º anos. Já todos tinham ouvido falar da colecção, ouviram com alguma atenção – houve sempre um burburinho que volta e meia era interrompido por uma professora que os mandava calar – o que tínhamos para dizer e depois fizeram perguntas que nunca mais acabavam. De tal maneira que foi preciso por cobro à coisa – "mais três perguntas e acabou", pediu um professor; na verdade, teremos respondido a mais seis!
Por vezes, as perguntas repetiam-se (evidenciando que não tinham ouvido as respostas dadas anteriormente) e às vezes era preciso gritar as respostas – eu não tenho prática de sala de aula, por isso, vou tentando fazer-me ouvir por cima dos alunos, o que implica gritar; já a Ana tem outras técnicas, entra pelas filas, olhando para os faladores e levantando-lhes a mão, para os mandar calar; dá estalos com os dedos ou bate as palmas levemente e os métodos lá vão surtindo efeito, por pouco tempo.
Houve perguntas divertidas, houve pedidos para fazer uma série televisiva a partir dos livros, houve sugestões para próximos livros. Foi uma sessão dinâmica e desafiante.
No final não vendemos um único livro – estes só ficariam à venda no dia seguinte e suspeito que tenham vendido poucos dado o estrato social dos alunos; mas os miúdos aproximaram-se de nós para pedir autógrafos e continuar a conversar. Os autógrafos foram dados em folhas fotocopiadas com a apresentação da colecção, feitas pelos professores. Por isso, eles estavam tão inteirados e tão interessados!

A professora Fernanda Mota, a editora Clara Capitão e as autoras
Ontem, foi o lançamento oficial do quarto volume. A editora escolheu o Colégio das Doroteias, em Lisboa. A apresentação foi proposta aos alunos como uma actividade livre, não foi inserida no âmbito do trabalho de nenhuma disciplina e foi feita numa tarde livre – muitos colégios da capital optam pela quarta-feira à tarde para ter uma tarde livre na semana, usada pelos professores para reunirem e pelos alunos para fazer actividades extra-curriculares fora da escola. Portanto, apesar da informação que foi para casa e dos cartazes espalhados pela escola, só foram mesmo os alunos que estavam interessados: duas dezenas.
A apresentação decorreu no mais absoluto silêncio. São miúdos educados, habituados ao ambiente de sala de aula e ao respeito pelos professores. Aberto o espaço para perguntas foram feitas duas, apenas duas e que eram complementares, na prática foi uma pergunta feita por dois alunos diferentes e pronto. Nem mais uma. Mas não há uma única curiosidade? Como escrevemos a quatro mãos? Porque escrevemos? Como inventamos estes heróis? Nada?
Fechada a apresentação, ordenadamente, os alunos levantaram-se e dirigiram-se à banca para comprarem os livros, alguns levaram três, outros apenas um, pediram-nos autógrafos e, simpáticos, falaram connosco, fizeram uma perguntinha ou outra e alguns revelaram a felicidade de ler, de devorar livros, de ter a certeza que aqueles serão lidos numa tarde!
Ficou a promessa de que para a próxima será mais animado. Sim, por favor, dêem-me miúdos ávidos por respostas!
BW

sábado, 18 de agosto de 2012

Jesus Cristo bebia cerveja

Já aqui falámos de Os livros que devoraram o meu pai. Afonso Cruz regressa. Desta vez ao Alentejo e à história de Rosa e da sua avó Antónia. É maravilhoso saborear cada uma das frases do autor. Algumas fazem-nos parar e pensar durante algum tempo, fazem-nos querer partilhar e ler alto para todos ouvirem como é fantástico, divertido, irónico ou, simplesmente, profundo! Jesus Cristo bebia cerveja, publicado pela Alfaguara.
BW

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Um livro olímpico!


Ideal para ler e ver com os miúdos nestes dias olímpicos.

Oferecendo uma viagem guiada da Grécia Antiga à atualidade, o leitor pode seguir neste álbum a história do maior acontecimento mundial, desde 776 a.C. até aos dias de hoje, mais concretamente, até Londres 2012. Pode ainda conhecer os atletas da Grécia Antiga, acompanhar os jogos de cidade em cidade, testemunhar os triunfos desportivos. Fica a saber o desempenho de alguns atletas portugueses.
Publicado pela Texto Editores

sábado, 26 de março de 2011

A única livraria infantil de lisboa

"O lugar onde os miúdos de hoje trarão os miúdos de amanhã."


A Cabeçudos merece uma visita. Embora pequena, está situada num local fantástico da cidade, mesmo perto do rio, a pedir que se escolha um livro e se vá ler para a relva dos jardins do Parque das Nações. Com uma oferta variada, com livros para todas as carteiras, oferece ainda actividades de leitura. A próxima é dia 27 de Março 27. As sessões de "Conta-me histórias… " são dinamizadas por animadores culturais ou outros técnicos e são uma forma diferente de passar uma manhã.


O vídeo mostra o Francisco, de sete anos, a visitar a livraria. Apesar dos segundos iniciais de publicidade (que não consegui eliminar), espreitem. Vale a pena ouvi-lo.
Ana Soares


"Quando nós estamos a ler podemos imaginar coisas e podemos fingir que também estamos a passar por uma coisa nessas coisas", Francisco

sábado, 11 de julho de 2009

Como tornar-se um leitor em 10 passos

No blogue da livraria Pó dos Livros encontrei um post intitulado Como tornar-se um leitor em 10 passos. Não sei se os 10 passos propostos serão suficientes, pois acho que o problema número UM é o potencial leitor querer tornar-se um leitor a sério, mas, sem sombra de dúvida, que são passos importantes. Na conversa que tivemos com Ana Maria Magalhães, de que já vos demos conta, também vimos que as estratégias têm de ser constantemente reinventadas. Pois aqui está mais um caminho (para aqueles que já decidiram que querem ser leitores).Vale a pena passar por lá.

Ana Soares

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Corujinha - livros sem palavras

Os livros da Corujinha, são assim que cá em casa são conhecidas estas aventuras de Andy Runton (Top Shelf Productions). Quando trouxe para casa um destes livros, emprestado por uma colega, comecei por achar que estas leituras (só de imagens, pois a banda desenhada quase não tem texto) não iam resultar. Os livros têm cento e muitas páginas e eles ainda são pequenos. Talvez com miúdos mais crescidos, até adolescentes ou adultos com gosto pelas imagens. Enganei-me. O facto das imagens por si só narrarem a história não só prendeu os miúdos como também agradou aos graúdos cá de casa. A dada altura era eu que pedia para fazermos um intervalo. E foi assim que, depois de comprarmos os nosso próprios exemplares na King Pin , passámos a ter mais frequentemente uma Corujinha a passear cá por casa.

Foi a colega Alexandra Lopes que me sugeriu que a "Corujinha" aparecesse no Educar em Português, não sabendo que eu já conhecia a colecção. Resumia ela, no mail que me mandou: "O protagonista é uma coruja solitária de bom coração. No primeiro livro, conhece aquela que será a sua companheira nos outros – a minhoca. Um dos aspectos que me atraem para estas bandas desenhadas é o facto de quase não haver palavras. Qualquer criança pode ver a história e emocionar-se com as personagens. Outro aspecto de realce é o facto de todas as histórias abordarem o tema da amizade, da dádiva de si, do amor aos outros. Parece-me evidente a intenção simbólica na selecção das personagens. A coruja, símbolo da sabedoria, faz amizade com a minhoca que, no mundo real, faz parte da sua alimentação. Agora, aquele que, em aparência, seria o inimigo, é o salvador, o amigo. Daqui até tirarmos ilações para o mundo moderno e a necessidade de vermos para além das aparências... é um passo. Se pensarmos em termos morais, as crianças que lerem estas histórias estarão, de forma subconsciente, a assimilar valores de tolerância, confiança, solidariedade... Enfim, a lista é exaustiva. Que melhor livro para lhes colocarmos nas mãos? "

O primeiro volume tem como título The Way Home & The Bittersweet Summer e o segundo Just a Little Blue. Bem sei que não é um livro português... ainda assim, o Educar em Português não deixa de recomendar a colecção por isso.

Podemos ver excertos aqui e aqui.

Consultem, vale mesmo a pena!

Ana Soares