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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

São voltas e voltas sem parar

Mais notícias. Desta vez, são os diretores das escolas que se pronunciam sobre as mais recentes medidas tomadas pelo Ministério da Educação relativamente ao fim dos exames de 6.º ano, já este ano lectivo.
São voltas e voltas sem parar...
Estas são palavras de uma música dos Entre Aspas que me vem à memória quando penso no que temos vivido no ensino em Portugal. Reforma e contra-reforma. Proposta e contra-proposta. Programas versus metas. Depois novos programas e metas. Provas de aferição. A seguir, exames que, pouco tempo depois, deixam de ser exames e passam a ser, de forma politicamente correta, apelidados de Provas Finais. Entretanto, menos exames. Novas provas de aferição. Pelo meio, Associações de Professores em desacordo com propostas do ME; Conselho Nacional de Educação com propostas diferentes das ministeriais. Atrasos generalizados no cumprimento dos programas (leia a notícia aqui). E hoje CE defende exames e provas de aferição. E a seguir?

Esta entediante enumeração resume meia dúzia de anos da nossa educação, em constante mutação e desacordo. Revela a forte instabilidade que a Escola vive em Portugal.

Diz a mesma música que
«São voltas e voltas sem parar
Em sonhos nocturnos
Em sonhos de encantar
Muitos enredos histórias reais.»

São, de facto, mundos reais. Mas não são sonhos. Às vezes parecem pesadelos, estas voltas e voltas sem parar. Sonhos que pouco têm de encantar.

AS

terça-feira, 19 de maio de 2015

Provas finais de ciclo de Português, 4º e 6º anos

Estranho os parcos e antagónicos comentários às provas finais de ciclo.

Quanto à do 4.º ano, houve quem a classificasse como fácil, outros como desadequada à faixa etária e metas. Atendendo a que, ao contrário de anos anteriores, o texto informativo não continha linguagem particularmente técnica, por se tratar de um excerto de um livro adequado ao 1.º ciclo ("A minha primeira enciclopédia") e o texto literário fazia parte do corpus proposto pelas metas, parece-me que a escolha textual foi acertada. Quanto ao questionário, também este se me afigura como grau de dificuldade adequado ao 4.º ano.

Relativamente à prova de hoje, 6.º ano, poucos ou nenhuns comentários. E o padrão repete-se: texto informativo de complexidade adequada (Enciclopédia Fleurus Juvenil) e excerto de Ali Babá e os quarenta ladrões, obra também recomendada pelas metas. De igual modo, as perguntas de interpretação tinham formulação e grau de complexidade adequados. Quanto à gramática, as perguntas foram inócuas, sem oblíquos, quantificadores ou modificadores.

Resumindo, um clima de harmonia "textual" com as metas, mas sem levantar celeumas ou discussões. Claro! Qualquer mau resultado nestas provas condenaria os novos programas e metas. O sucesso das classificações, que se conhecerão em junho, será motivo para reiterar a sua validade. Alegrar-me-ei, futuramente, com o sucesso dos alunos. Questiono agora o que se anda a fazer no ensino. Aguardemos pelas provas de matemática e vejamos o que as mesmas nos dizem. 

domingo, 17 de maio de 2015

Mais uma época de exames

Esta semana, abre oficialmente  a nova época de exames, com os alunos do 4.º e 6.º anos a serem avaliados.
As provas finais de ciclo de Matemática e Português visarão atestar o conhecimento adquirido e as competências desenvolvidas ao longo dos respetivos ciclos. Psicólogos e professores concordarão na importância da avaliação e nos processos cognitivos que a mesma gera, consolidando os saberes. Todavia, a grande questão que estes exames e provas finais nos colocam é em tudo semelhante à que se nos colocou em anos anteriores e diz respeito a esta espécie de obsessão que está a tomar conta da nossa Escola, que tudo quer avaliar e certificar, ainda que:
- com programas/metas discutíveis e controversos;
- timmings desadequados aos do ritmo das escolas;
- professores sobrecarregados com tarefas letivas e reuniões de classificação de provas, etc.
Todos conhecemos escolas onde, no 1.º ciclo, o Estudo do Meio foi relegado para segundo plano, a fim de preparar os meninos para as provas; todos ouvimos falar nas escolas que interrompem atividades letivas a fim de organizar o processo de avaliação; todos vimos notícias sobre a angústia dos professores, nomeadamente de matemática, decorrente da dificuldade em"dar" [literalmente "dar"] o programa até ao fim antes do exame, assumindo que é impossível treinar, deixar que os alunos interiorizem processos, muitos deles desadequados aos estádios de desenvolvimento, aspecto este em que, uma vez mais, professores e psicólogos estão de acordo.
Todos sabemos dos erros que estão a ser cometidos. Mas parece que "quem de direito" continua a insistir nesta cultura do pretenso rigor da avaliação.

A todos, professores e alunos, votos de uma boa época de exames!



sábado, 12 de julho de 2014

terça-feira, 16 de julho de 2013

Resultados das provas finais de ciclo

Depois dos resultados dos exames nacionais do secundário, chegou o dia de se saberem os resultados das provas finais de ciclo. E o panorama é semelhante. No 9.º ano, em Português, a média mais baixa de sempre, 47%, como o Público noticia, ao lado da também média negativa de Matemática, 43%.

Quanto ao 2.ºciclo, os alunos do 6.º ano, ainda que com média positiva , desceram o desempenho médio em Português em 8%, alcançando-se este ano uma média de 51%.

Quanto a reações, o MEC, na pessoa do senhor ministro, defende que estes resultados “mostram dificuldades persistentes em Português e Matemática, num número muito elevado de alunos”. “São dificuldades que é urgente ultrapassar, e todos nós - professores, escolas, pais e, obviamente, o ministério - temos de nos empenhar em as ultrapassar.  Tudo isto mostra a necessidade de haver uma avaliação externa rigorosa. Mas não basta conhecermos as dificuldades. Temos de actuar”, vincou Nuno Crato em declarações aos jornalistas.

Pode recordar as críticas às provas por parte da APP e APM na notícia do Público.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

APP diz que gramática do 9.º ano era mais difícil que a do 12.º

A Associação de Professores de Português diz que no exame da disciplina para o 9.º ano, realizado ontem, a gramática era mais difícil do que a do 12.º ano.
Lá em casa há uma aluna que teve oito pontos em 20 previstos para o funcionamento da língua, vulgo gramática - isto não prova que tenha sido difícil, mas que não estava preparada. Ainda assim, gostou de fazer o exame.
Achou os textos interessantíssimos: "Eu queria ler mais!", confessou. Gostou do poema de Miguel Torga: "Deve ser porque eu gosto do mar!". Sabia que o excerto de Camões era do Adamastor que é das partes mais "emocionantes". Não teve qualquer dificuldade em interpretá-los, gostou de fazer a composição, "estava mesmo inspirada!". E, no final do exame, sentia-se feliz.
É o que se quer, exames que façam alunos felizes! Assim seja com Matemática.
B

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Exames de Matemática do básico: nova data

Afinal, não pareceu assim tão difícil ao Governo alterar a data dos exames de Matemática dos 6.º e 9.º anos, como foi para Português do 12.º ano.
Constança Cunha e Sá, na TVI, explica as arbitrariedades do Executivo de Passos Coelho e dos "meninos da JSD":

BW

terça-feira, 18 de junho de 2013

Exames: os direitos dos alunos

Não há dúvida que cada um vê o que lhe convém.
Marcelo Rebelo de Sousa, ouvido pela Lusa esta tarde, diz que a greve dos professores aos exames foi uma “vitória dos direitos dos estudantes”.
“Foi objectivamente uma vitória dos direitos dos estudantes, uma vez que a maioria esmagadora conseguiu fazer exames”, disse. Contudo, lamentou que “quem ler os jornais de hoje e tiver visto as televisões de ontem (segunda-feira) achará que foi exactamente o contrário”.
É que foi exactamente o contrário! Os jornais e as televisões não mentem, reflectem a realidade.
Que vitória é esta quando houve estudantes que fizeram e outros não; quando houve uso de telemóveis, tentativas de interrupção da prova, exames feitos em salas que não de aulas ou com mais de 15 alunos por sala; com professores que não fazem a mínima ideia de como se comportar numa situação de exame? Que vitória é esta quando houve estudantes revoltados que invadiram as escolas, os corredores, incitando os colegas a não fazer, perturbando os que estavam a fazer a prova? Que vitória para os que fizeram o exame nestas condições? Que vitória é essa quando haverá 18 mil alunos com duas semanas para estudar e com um exame "fora de época" que pode comprometer a sua entrada no ensino superior?
"Vitória dos direitos dos estudantes"?
Os professores perderam? Ao que sei, continuam a fazer greve às avaliações para desespero do ministério e dos directores das escolas. Portanto, continuam a lutar.
O ministério perdeu? Perdeu a face, revelou o espírito vingativo que é a imagem de marca deste Governo. O castigo, senhores, o castigo aos portugueses que são uns gastadores, despesistas, que vivem acima das suas possibilidades. O castigo dos filhos dos portugueses, aqueles que estão a estudar para abandonar o país porque não há alternativas.
E, ontem, foram eles que perderam. Para eles não houve vitória dos direitos, só derrotas.
BW

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quando se lançam professores uns contra os outros

Já aconteceu no passado. Com os professores-professores e os professores-titulares, os professores de 1.ª e os de 2.ª. Agora, com esta greve, o ministério volta a colocar os docentes uns contra os outros: os que deviam ter estado dentro das salas de aulas, ao lado dos seus alunos; os que sabem as regras por que se regem os exames e os que não sabem e, por exemplo, deixaram os estudantes sair antes da hora ou que começaram um quarto de hora depois. Entre os professores da escola, os do secundário, e os professores do agrupamento, que vieram do 1.º ou do 2.º ciclos. É assim que o ministro do rigor e da exigência defende que os exames devem ser feitos ou estes tinham de ser realizados a todo o custo?
20 mil ficaram sem fazer exame de Português, fica para 2 de Julho. Os alunos protestam e os pais também. Sabia que as escolas têm livro de reclamações?
BW

domingo, 16 de junho de 2013

Terrorismo na abertura da época dos exames

Ouvir o ministro da Educação na sexta-feira, depois das negociações com os sindicatos; ou ouvi-lo este domingo no Jornal da SIC é revoltante. Pede para que não haja "alarmismo" mas não dá qualquer informação que acalme as famílias.

Não dar uma resposta sobre o que é que se vai passar nas escolas onde os alunos não farão exames é terrorismo. Terrorismo para os alunos e para as famílias que não sabem o que vai acontecer - tão preocupado que Nuno Crato estava com os alunos serem joguetes nas mãos dos professores, afinal também o podem ser nas mãos do ministério.
Terrorismo é os alunos do privado terem garantida a exequibilidade do exame de Português e os do público não. Estarão em melhores condições para ingressar no ensino superior? Vão fazer com que as suas escolas fiquem bem na fotografia dos rankings ao contrário do ensino público (dando razão à tutela, na necessidade de intervir com mão de ferro)? Pelo menos, os alunos do privado não passaram pelo stress que os do público estão a passar: em véspera de exame não sabem se, amanhã, quando chegarem à escola, estará lá alguém para os chamar para as salas, para distribuir as provas, para as vigiar. As condições são iguais para todos? Não. Por teimosia do ministério.

Terrorismo é também o que a tutela pede aos directores e aos professores que façam amanhã - que tentem dar, a todo o custo, os exames aos alunos, nem que sejam os próprios directores a fazê-lo. É exequível? Provavelmente sim, mas provavelmente não.
Sei de professores que se preparavam para trabalhar amanhã mas com a exigência de estar todo o corpo docente presente na escola, o que se vai passar é que vão ser todos postos numa sala e, um a um, vai-lhes ser perguntado se vão fazer greve e, dizem eles, perante a pressão dos colegas vão dizer que sim, que vão aderir. Portanto, o tiro pode sair pela culatra ao ministério.

Há uns dias, diria (como disse no post anterior) que os professores iam perder a opinião pública. Neste momento não estou tão certa disso.
Este braço de ferro podia ter sido evitado? Sim, pelo ministério. Não sei quem diz verdade, mas se a Fenprof vai mesmo pedir as gravações das negociações e as vai divulgar para que se confirme que garantiram que não farão greve a nenhum outro exame, então o ministério perde em todas as frentes - como perdeu com a ideia da requisição civil, do tribunal arbitral e da oportunidade que teve em mudar esta data de exame. Teimosia terrorista.
BW

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Média nacional negativa nas provas finais de ciclo de Português - 4.º ano

Algo vai mal. Vai muito mal...Ou melhor, algo continua mal:
média nacional negativa nas provas finais de ciclo da disciplina de Português - 4.º ano.

A notícia do Público sobre os resultados das provas finais de ciclo abre sublinhando que os resultados das provas finais de ciclo contrariam os das últimas provas de aferição: o ano passado a média foi 66,7%, este ano 48,7%.

Os colegas classificadores dizem que os critérios de classificação da prova da Matemática foram "flexibilizados" e que no caso do Português foram mais fechados. Alguns dizem mesmo que se tentou provar que a aplicação dos novos programas de Matemática (que, na verdade, já são velhos outra vez!) foi pertinente. Outros, no café, em jeito de desabafo, comentam que deste modo se vai justificar uma nova mexida nos programas de Português.
Enfim... Já aqui comentei a estrutura da prova que, embora respeitando os programas e competências esperadas no final de ciclo, começava por um texto de uma tipologia pouco trabalhada em sala de aula. Provavelmente o mau estado das condições do ensino do Português, juntamente com os critérios e a estrutura da prova terão contribuído para estes resultados que, naturalmente, nos devem entristecer.

sábado, 8 de junho de 2013

Primeiro-ministro apela aos professores para que façam greve ao exame de Matemática do 6.º e 9.º anos

Há um Governo que anda perdido nos corredores do poder e que não percebe o que é o povo, o que é o país, o que é a Educação, o que é a Saúde, o que é a Segurança Social... não percebe nada!
Há um ministro das Finanças que culpa o tempo atmosférico, a chuva, pela queda do investimento e diz, com desfaçatez – por cima dos milhares de desempregados, por cima dos impostos a que sujeita os que ainda trabalham, por cima das contribuições a que tem sujeito os pensionistas – que aprende com os seus erros. Eu também aprendo com os meus erros, mas os meus prejudicam-me a mim, talvez à minha família ou às pessoas que me rodeiam e pouco mais. Os erros de Vítor Gaspar, são os erros que nos prejudicam a todos, um país inteiro. Mas, aparentemente o ministro dorme descansado e, já se sabe, vai passar a levar o Borda d'Água para o Parlamento, para os Conselhos de Ministros, para a Europa, para justificar os seus erros.
Há um primeiro-ministro que pede, encarecidamente, aos professores que façam greve! Sim, senhores professores façam greve, mas não façam agora... façam quando toda a função pública fizer, se faz favor!
Há um primeiro-ministro que não sabe – o ministro da Educação não o informou, está visto – que no dia 27, o dia da greve geral, é dia de exame de Matemática para os 6.º e 9.º anos. É o dia em que cerca de 200 mil alunos vão responder a exame nacional da disciplina mais querida do ministro da Educação. São só 200 mil!
Há um primeiro-ministro que não sabe que uma greve geral é a mãe de todas as greves, é a maior greve, é a forma de luta mais importante, mais significativa, que mais claramente transmite o que os trabalhadores exigem, que, caso seja mesmo geral, prejudica um país inteiro.
Ignorância? Incompetência? Autismo?
BW

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exame nacional 2013

Os meus alunos do 12.º fazem apostas entre si sobre os autores que vão sair no exame.
Mostro-lhes o ranking que tenho vindo a construir ano após ano para provar que não há nenhuma lógica matemática por detrás da escolha dos autores e que o facto de ter saído Camões o ano passado não é garantia que este ano não saia.
Moral da história: estudar com rigor e afinco todos os autores!
Entretanto, também o Público realizou uma interessante infografia sobre os temas/perguntas a que acrescentou ainda a média nacional de cada exame.
Consulte-a aqui.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Prova final de ciclo - 4.º ano - Português

Foi hoje o primeiro novo exame do 4.º ano. Ou melhor, prova final, pois a expressão exame só se aplica aos alunos do secundário (porque já aguentam a pressão!) ou às provas de tempos idos.
Enfim, adiante com as ironias, a prova, de uma maneira geral, apresentou a estrutura, extensão e grau de dificuldades esperados, embora o peso atribuído ao grupo II - gramática, atendendo à valorização que o NPPEB e metas lhe conferem, me tenha parecido abaixo das expectativas (valia 15%). Os critérios, de uma forma global, também me pareceram bem. No item nº 1, em que os alunos tinham de numerar uma sequência de afirmações, creio que a opção devia ter sido a de recorrer a patamares de classificação, pois, desta forma, para obter os 5 pontos, o aluno tem de acertar todas as alíneas.

Por outro lado, a escolha do texto informativo para "abertura" da prova pareceu-me pouco feliz. Tratava-se de um texto carregado de informação, dados, números e uma linguagem que não faz parte do quotidiano das crianças.
Eventualmente, se  a prova tivesse começado pelo texto B (excerto de A Sereiazinha, de H.C. Andersen) a confiança dos miúdos tivesse sido maior. Ora eles passam 90% do tempo a trabalhar textos literários...

Infelizes pareceram-me também as palavras da presidente da Associação de Professores de Português ao prestar declarações sobre a prova ao Público
«A professora lamentou que algumas das crianças “possam ter estado excessivamente ansiosas, muito por causa dos pais”. “Esta prova vale apenas 20% ou 25% da nota final, não altera nada, ninguém chumba por causa disto – a única coisa que mudou em relação às provas de aferição é o papão da palavra exame”, disse.»
Pressão dos pais? Não queremos que os pais pressionem, mas queremos pais mais envolvidos e que valorizem a escola, certo? E o facto da maioria das crianças ter feito a prova numa escola que não a sua não terá tido aqui alguma responsabilidade neste pretenso estado de ansiedade?
A prova vale 20 ou 25%? Mas não devia saber? Ou ter-se informado antes de prestar declarações enquanto representante dos professores de português a um órgão de comunicação?
Desagradou-me a ligeireza do comentário à prova, o colocar de eventuais responsabilidades nos pais e o desconhecimento sobre o processo/peso das provas.
Sexta-feira há mais: prova final de matemática.

Ps -  Aproveito para confirmar que este ano, pelo facto de ser o primeiro ano das provas finais de ciclo do 4.º ano, estas valem 25%. A partir do próximo ano letivo, valem 30%. Consulte aqui o despacho normativo 5/2013 que regulamenta esta questão.

domingo, 5 de maio de 2013

Informações exame e prova final de ciclo

Consulte aqui as informações para alunos e encarregados de educação relativamente às provas finais de ciclo e exames nacionais.
Consulte o calendário das provas aqui.
Aproveite e analise com os seus educandos, nomeadamente com os do 4.ºano, os cabeçalhos a preencher no dia da prova de Matemática e de Português. Os modelos (folhas de rosto) estão disponíveis no site do Gave.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Provas finais de ciclo - recomendações para o dia

Recomendamos que as informações do Júri Nacional de Exames, divulgadas pelas escolas, sejam lidas pelos Encarregados de Educação.
No entanto, faço aqui algumas chamadas de atenção. Nas provas finais do 1.º ciclo é apenas permitida a utilização de esferográfica preta (azul não; não me perguntem porquê, pois não faço ideia) e lápis apenas para alguns exercícios. Nos outros ciclos, a caneta pode ser azul ou preta.
À semelhança dos anos anteriores, os alunos não podem transportar ou levar consigo qualquer aparelho eletrónico (telemóveis, MP3, ipads...). A posse dos mesmos determina a anulação da prova.  A novidade deste ano é que os alunos têm de preencher um documento onde declaram não estar na posse dos referidos aparelhos.
Atenção aos atrasos... Os alunos devem apresentar-se na escola 30 minutos antes da hora da prova e, caso se atrasem, só podem entrar até 15 minutos depois do início da mesma.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Calendário do próximo ano lectivo prevê três semanas de férias de Natal

A proposta do Ministério da Educação e Ciência é que o calendário do próximo ano lectivo seja uma maluqueira: três semanas de férias de Natal e 30 dias de aulas no 3.º período. O desatino continua com o programa de Matemática com o qual nem a própria Sociedade Portuguesa de Matemática, da qual o ministro foi presidente, concorda. Eu fiquei abismada e tive de ler a notícia outra vez para confirmar que a SPM considerava que o novo programa vai provocar "uma agitação desnecessária" nas escolas. E, por último e, mais uma vez, o exame do 4.º ano: lá vão os meninos do privado para a escola pública fazer o exame, não vão os malvados dos seus professores soprar-lhes as respostas. É um retrocesso que faz lembrar o Estado Novo quando os alunos do privado iam fazer os exames ao liceu.
BW

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O que o Ministério da Educação não quer ver

O trabalho da Clara Viana, no PÚBLICO, sobre o mega-agrupamento de Queluz-Belas revela professores tão lúcidos sobre os problemas que enfrentam pelo facto de terem quatro mil alunos num mesmo agrupamento.
A ideia peregrina de deslocar as crianças do 4.º ano para realizarem os exames também tem feito correr alguma tinta.
Nuno Leitão, director da Cooperativa Torre, em Lisboa, escreve em resposta a Nuno Crato.
Pedro Magalhães, investigador e autor do blogue Margens de Erro, escreve sobre os perigosos malfeitores que são os alunos do 4.º ano.
Mais uma vez, tanta lucidez! O que se passa com o Ministério da Educação que não vê o óbvio?
BW

quarta-feira, 20 de março de 2013

Os exames de antigamente

Ana Maria Bénard da Costa está aposentada mas trabalhou durante muitos anos no Ministério da Educação, é de lá que a conheço, de defender e de implementar a Educação Inclusiva, a declaração de Salamanca nas escolas, com o objectivo de ter uma escola para todos. As crianças com necessidades educativas especiais na mesma sala de aula que as outras, para bem de todos, para a educação para a cidadania (dos que não têm dificuldades) e para a educação real (dos que têm). Hoje está ligada à Rede Inclusão. Hoje escreveu um texto no PÚBLICO sobre a sua experiência nos exames do liceu, mais do que a recordação, o importante é a reflexão que faz.
BW

sexta-feira, 15 de março de 2013

Há condições para fazer exames no 4.º ano?

A poupança, sempre a poupança, obriga a que os alunos do 4.º ano, nos dias em que vão realizar os exames nacionais, deixem as suas escolas, as suas salas de aula e vão para a escola sede de agrupamento, para as salas dos mais velhos, fazer os exames.
As escolas nem sabem muito bem como é que isso se põe em prática já que os alunos dos outros anos não estarão a fazer exames porque aqueles serão dias normais de aulas... É mais uma daquelas decisões tomadas no impulso da poupança. Pensa-se, diz-se, manda-se uma circular e depois a escola lá há-de arranjar uma solução, habituada que está a fazê-lo noutras circunstâncias.
Isso também me aconteceu mas por razões diferentes: como andava numa escola sem paralelismo pedagógico o exame era obrigatório para certificar que tinha sido bem ensinada. Fomos o dia todo para a secundária da zona, gigante à vista da nossa pequena escola. O dia todo porque tinhamos exame de cada uma das disciplinas (Português, Matemática e Estudo do Meio) e ainda havia umas orais para fazer no final. Lembro-me da ansiedade sentida por não estar na minha escola, da angústia de não ver a minha professora e do alívio que senti ao ver que tinha sido designada para a sala, para fazer a vigilância, uma das professoras da escola, que nos sorriu mal entrou, sossegando-me.
Aos oito/nove anos continua a fazer-nos falta a estabilidade – não faz falta a vida inteira? –, o conhecermos o espaço, o estarmos ambientados, o estarmos bem. Não vou dizer que os meninos vão ter piores resultados porque não estão no seu meio, mas era desnecessário obrigá-los a isto. Se não há condições monetárias para fazer exames, não se fazem que não vem mal ao mundo.
BW