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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Obras do projeto de leitura do 10.º ano

Nas voltas e voltas dos programas e metas, reconheço que recuperar a perspectiva cronológica no ensino da nossa literatura me agradou. Todavia, ainda não consegui interiorizar e apropriar-me das propostas de obras para o projeto de leitura (sim, porque muda o programa e muda a designação. Antes, o «projeto de leitura» era denominado «contrato de leitura». Adiante).
Para os curiosos, as metas estão disponíveis aqui. Na página 29, podemos ver quais as obras para leitura «paralela» às obrigatórias na sala de aula. Assim, advogam as metas que os alunos leiam uma ou duas destas obras por ano e a partir das suas leituras desenvolvam projetos que as relacionem tematicamente com o programa ou por géneros. Na lista do 10.º ano, que transcrevo abaixo, e que é a única ainda em vigor, vejo muitos títulos que pouco agradarão aos alunos. Não encontro alguns autores que, acreditava eu, fariam inquestionavelmente parte do cânone escolar. Encontro inclusivamente livros, ainda que em outras versões, que também constam das metas do 2.º ciclo (Robinson Crusoe). Outros que estão esgotados e os alunos dificilmente encontrarão. Alguns que alunos de 14 anos não perceberão. Uns de 20 páginas apenas (Quem me dera ser Onda). Alguns truncados, com a indicação explícita da leitura de "excertos". Deixados ao critério dos alunos? Dos professores? Ao acaso?
Sinto falta  de alguns grandes nomes de sempre da nossa literatura que, em harmonia, conviviam com novas gerações de autores portugueses na anterior lista da DGES , lista essa francamente "mais arejada", repleta de grandes nomes da literatura portuguesa e universal, e que deixava os alunos respirar, ir para além das «obras obrigatórias» da sala de aula, fazer descobertas e, para alguns, quem sabe, descobrir como é bom ler.

AS


Maalouf, Amin As Cruzadas Vistas pelos Árabes
Magris, Claudio Danúbio
Marco Pólo Viagens (excertos escolhidos)
Meireles, Cecília Antologia Poética (poemas escolhidos)
Moraes, Vinicius de Antologia Poética (poemas escolhidos)
Nemésio, Vitorino Vida e Obra do Infante D. Henrique
Ondjaki Os da Minha Rua
Pepetela Parábola do Cágado Velho Pérez-Reverte,
Arturo A Tábua de Flandres  Petrarca Rimas (poemas escolhidos)
Poe, Edgar Allan Contos Fantásticos
Rui, Manuel Quem me dera ser Onda
Scott, Walter Ivanhoe Shakespeare,
William A Tempestade Swift,
Jonathan As Viagens de Gulliver
Telles, Lygia Fagundes Ciranda de Pedra
Virgílio Eneida (excertos escolhidos)
Zimler, Richard O Último Cabalista de Lisboa
AA.VV. Antologia do Cancioneiro Geral (poemas escolhidos)
Alves, Adalberto O Meu Coração é Árabe (poemas escolhidos)
Amado, Jorge Capitães da Areia
Anónimo Lazarilho de Tormes
Andresen, Sophia de Mello Breyner Navegações
Brandão, Raul As Ilhas Desconhecidas
Calvino, Italo As Cidades Invisíveis
Carey, Peter O Japão é um Lugar Estranho
Castro, Ferreira de A Selva Cervantes,
Miguel D. Quixote de la Mancha (excertos escolhidos)
Chatwin, Bruce Na Patagónia
Dante Alighieri A Divina Comédia (excertos escolhidos)
Defoe, Daniel Robinson Crusoé Dinis,
Júlio Serões da Província
Eco, Umberto O Nome da Rosa
Énard, Mathias Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes 
Faria, Almeida O Murmúrio do Mundo: A Índia Revisitada
Ferreira, António Castro
Gedeão, António Poesia Completa (poemas escolhidos)
Homero Odisseia (excertos escolhidos)
Lispector, Clarice Contos
Lopes, Baltazar Chiquinho

sábado, 30 de junho de 2012

As novas metas

Já são públicas as propostas de Metas Curriculares do Ensino Básico para as diferentes disciplinas. Estão todas disponíveis aqui, na página do Governo de Portugal. Pode consultar o documento referente à disciplina de Português neste link.

Pode ler-se na página do Ministério da Educação que "as metas que agora se apresentam serão uma referência da aprendizagem essencial a realizar pelos alunos em cada disciplina, por ano de escolaridade, sendo um documento normativo de utilização obrigatória a partir do ano letivo 2013/2014. As metas terão no próximo ano letivo carácter indicativo, mas são fortemente recomendadas." (sublinhados nossos).

Até dia 23, os contributos podem ser enviados para metas.curriculares@mec.gov.pt

Tenho de fazer uma leitura mais cuidadosa do documento e, sobretudo, uma leitura menos a quente, pois, numa primeira abordagem, são já vários os motivos para ter começado o fim de semana francamente irritada:
- ao contrário do que sucede nos programas, as novas metas são definidas por anos;
- ao contrário dos programas, fala-se, neste novo documento, em domínios e não em competências;
- ao contrário do preconizado pelo programa, a designação que substitui o "Funcionamento da Língua" é "Gramática" e não o "Conhecimento Explícito da Língua".

Não digo que estas propostas não seja adequadas ou interessantes. Até acho curioso assumir-se que deve haver uma área designada por "educação literária" ou que a expressão oral e compreensão do oral podem estar (novamente) reunidas na "Oralidade".
Digo sim, que não faz sentido termos um novo programa que só este ano entra em vigor em setembro no 6º e 8º anos (e só no próximo ano entra em vigor para o 9º!) e estar já com a sensação que o mesmo está caduco.
Morto antes de nascer por completo! (Se calhar estou a exagerar e está só moribundo. Vá lá, desculpem a minha irritação)

Imagino as mães e pais que querem acompanhar os seus filhos a navegar perdidos entre livros, manuais, gramáticas que não são coerentes.

Como cidadã, irrita-me profundamente perceber que os meus impostos têm servido para financiar estas experiências que não chegam a ser implementadas por completo, nem avaliadas, para dar lugar a novas equipas e projetos.

Como professora, então, nem imaginam!!!!

Como é possível que me tenham pedido para assumir que os programas iam passar a ser de ciclo para, agora, voltarmos a ter objetivos anuais? 
Passei a acreditar que, atendendo à diversidade da realidade das escolas, a proposta de ciclo serviria melhor os alunos.
Convenci outros disso.
E agora, as metas vêm destruir o trabalho de anualização que foi pedido às escolas e departamentos de Língua Portuguesa.
Vêm ainda tornar caducos e desatualizados os manuais (em vigor por 6 anos) que as famílias adquiriram o ano passado e os que vão comprar em setembro próximo, pois estes, sendo fiéis aos programas, falam em competências; conhecimento explícito da língua; atendendo à gestão intraciclo que foi permitida, podem não integrar determinado conteúdo no ano previsto e, além disso,  não apresentam todos os textos das listagens anexas ao documento das metas.

Não acredito ainda que os professores se  tenham de ter adaptado à Tlebs, Tlebs revista, Dicionário Terminológico. Deixaram, entretanto de poder falar em Funcionamento da Língua. Passaram a assumir que a designação "Conhecimento Explícito da Língua" servia melhor o propósito de reforçar a natureza desta área do saber linguístico.
E agora, esqueçam lá isso!!!
Afinal, "Gramática", como os nossos pais ou avós diziam, é que está bem!

Até pode estar, mas, por favor, quando vai ser dada às escolas e ensino da nossa língua estabilidade???
As escolas estão cansadas de tanta mudança, de tantos materiais divergentes na linguagem, dos alunos navegarem perdidos por gramáticas e manuais discordantes.
Choca ainda que as divergências nasçam nos próprios documentos normativos, emanados do ME: os programas e as metas.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Conselho das Escolas quer mais tempo para Português no 12.º ano

Corroboro totalmente a notícia que abaixo transcrevo. Além disso, constato no terreno que, com a extensão e grau de profundidade exigido no domínio da análise literária pelo atual programa de 12º ano, o treino de competências fica claramente comprometido.
"O Conselho das Escolas (CE) quer aumentar a carga horária de Português em 45 minutos no 12.º ano, devido à extensão e exigência do programa e aos resultados “cada vez mais baixos” nos exames nacionais.

A posição deste órgão consultivo do Ministério da Educação está espelhada no parecer que entregou na segunda-feira ao secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida e a que a agência Lusa teve hoje acesso.

No documento, aprovado pelos conselheiros na sexta-feira, a propósito da revisão da estrutura curricular do ensino básico e secundário, sustenta-se ainda que a necessidade de reforço se deve também à “complexidade conceptual dos conteúdos literários” e à falta de tempo para desenvolver actividades necessárias para se atingir a eficácia de expressão escrita e oral exigida neste nível de escolaridade.

O CE diz ainda que a actual carga horária é inferior à das demais disciplinas sujeitas a exame nacional."
in Público

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O PNL não vai ser extinto

Ainda não se sabe o futuro do Plano Nacional de Leitura (PNL), mas já se sabe que não vai ser extinto, o que é uma boa notícia!
Ao longo dos últimos anos, o PNL tem contribuído para o aumento da literacia no país, para o interesse dos professores e dos alunos por ler, para o enriquecimento das bibliotecas escolares. O PNL tem sido ainda um bom exemplo da colaboração entre Estado e empresas, em nome do bem comum, muitas empresas financiam os livros. Seria uma pena que tudo isso desaparecesse.
BW

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Sabe ele o seu português?"

Carlos Reis escreve hoje no PÚBLICO sobre formação inicial dos professores de Língua Portuguesa e Português, dos programas, da TLEBS, da avaliação dos professores...
A páginas tantas pergunta:
"Com o devido respeito, formulo uma pergunta que talvez pareça provocatória: os professores de Português sabem português com a profundidade que se exige a quem ensina? Estudaram devidamente o idioma, a sua história, os seus cambiantes socioletais e as suas variações geolinguísticas? Dominam a gramática da língua e a sua terminologia? Conhecem os escritores que têm feito do português um grande idioma de cultura? Leram Sá de Miranda, Herculano, Camilo, Cesário Verde, Machado de Assis, Carlos de Oliveira, Agustina ou Luandino Vieira? Distinguem-nos dos pífios escritores da moda “consagrados” em livros escolares pouco criteriosos? Dispõem de instrumentos e de disposição para indagações linguísticas e literárias que vão além das banais ferramentas da Internet? As perguntas são embaraçosas, mas têm que ser feitas, mesmo sabendo-se que há exceções ao que temo seja a regra."
BW

terça-feira, 19 de julho de 2011

De quem é a culpa dos maus resultados no Português?

Maria do Carmo Vieira volta a ser chamada para falar de uma realidade da qual me parece estar muito distante. Ataca, uma vez mais, os programas que, na sua perspetiva, estão esvaziados de conteúdos e que descreve como sendo "uma brincadeira pegada".
Todos os professores com quem falo referem os conteúdos programáticos excessivos, para além de ser consensual que as competências também devem ter um espaço privilegiado nas salas de aula e que as mesmas precisam de tempo para ser desenvolvidas e aperfeiçoadas.
Discordo da leitura da referida colega. Discordo da análise que faz dos exames, particularmente da que faz do exame de 9º ano deste ano, que não me parece ter sido "infantilizante" nem me parece que tenha tido perguntas "estupidificantes".
Mas a colega faz afirmações polémicas. E isso dá audiência.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Latim de novo nas escolas?

Descobri duas escolas onde se aprende Latim desde o 5.º ano.
Para ser mais precisa: uma onde se aprende do 5.º ao 8.º ano; outra onde primeiro se aprende cultura greco-romana e depois Latim.

Nos EUA, Inglaterra e afins há um movimento de retorno ao Latim, com estudos onde se conclui que o regresso aos clássicos "fazem bem à sáude" dos alunos, ao seu rendimento e sucesso académico quer na Língua Materna como na Matemática.
Cá, chega tudo um bocadinho mais tarde. O Latim voltará às escolas portuguesas?
BW

domingo, 4 de julho de 2010

O Ensino do Português - IV

Maria do Carmo Vieira, a professora e autora de que vos falei a propósito do seu último livro, afirmou à Pública deste Domingo "O professor tem, por vezes, de desobedecer [ao programa, ao ministério, etc].".
Podemos nem sempre concordar com as medidas e reformas propostas. E aceitá-las não é ser subserviente. É antes de mais respeitar os pais e filhos que confiam no ensino e na escola em Portugal. Depois, é ser responsável, pois é nos horas e orgãos certos que se deve discordar. Não é na sala de aula.
Ana Soares

terça-feira, 29 de junho de 2010

O Ensino do Português - III - A terminologia linguística

Discordo ainda da forma como Maria do Carmo Vieira, no livro O Ensino do Português, desvaloriza a terminologia linguística. A mesma teve um longo e conturbado processo de implementação. Sem dúvida. E isso, a meu ver, é um tema susceptível de críticas. No entanto, a existência de uma terminologia uniformizada e actualizada era um urgência. É ainda claro que há muito para fazer no que diz respeito ao ensino do português: formação inicial e contínua dos docentes; implementação de novos programas de raiz, entenda-se do 1º ciclo em diante e não começando pelo secundário; entrada em vigor da nova nomenclatura de forma serena e ponderada; preparação da entrada em vigor do novo acordo ortográfico. Algumas das áreas que a Maria do Carmo Vieira critica, a meu ver, não são, agora, as mais pertinentes; noutros casos, discordo mesmo da perspectiva. Destaco, agora, alguns dos aspectos apresentados e com os quais concordo. Também defendo o cânone literário escolar, ideia subjacente a algumas das observações e críticas que autora tece. Creio que nos Novos Programas de Língua Portuguesa – que entretanto foram suspensos - a substituição de algumas obras clássicas obrigatórias por obras do plano Nacional de Leitura (PLN) não terá sido a melhor medida. Não por que me oponha ao PNL ou ache que as obras do mesmo não devam entrar na sala de aula, mas por considerar que, ainda assim, algumas obras essenciais deverão ser recomendadas, se não mesmo obrigatórias, em todos os ciclos. Concordo ainda com as críticas que faz à qualidade, ou melhor ausência da mesma, em alguns manuais e textos seleccionados por estes. Espero que a acreditação dos manuais venha a pôr termo a esta situação e que a qualidade dos materiais que são colocados à disposição de professores e alunos melhore. Concluo dizendo que é sempre bom reflectir sobre o Ensino da nossa língua. Maria do Carmo Vieira proporciona isso. Ainda que me pareça que se algumas ideias estão fora do tempo.
Ana Soares

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Ensino do Português - II - os clássicos

É claro que é preciso preservar os clássicos, e a escola deve dar-lhes o destaque me merecem – por inúmeros motivos (património, memória e o facto de serem fontes preciosas para o desenvolvimento de competências linguísticas). No entanto, a escola tem de dar espaço às novas formas da palavra se afirmar no mundo. A escolarização não está reservada às elites, e ainda bem. Por isso, a sua função (que deve ser exercida com rigor, sem dúvida) não pode resumir-se a ensinar literatura, tocar piano e falar francês. Há outras coisas, talvez menos interessantes, menos artísticas, é verdade, que devem ter espaço na aula de português. Mas recordo: um espaço. É óbvio que não defendo mais do que isso. E é isso o que os novos programas de português propõem. Ainda que discorde da organização do programa do 10º ano, este é um facto nos programas actualmente em vigor no secundário. E Maria do Carmo Vieira continua a lutar como se não o fosse. Exemplo claro do que acabo de afirmar é o programa do 12º ano que no domínio do Funcionamento da Língua não apresenta conteúdos novos. Prevê-se uma consolidação dos conteúdos de anos anteriores. Por outro lado, este é um ano em que os textos literários predominam: Fernando Pessoa ortónimo, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Camões, Sttau Monteiro, José Saramago.

No projecto de doutoramento que desenvolvi, analisei questionários de alunos do antigo e do novo programa. Em ambos os casos foi flagrante a forma positiva como os grandes nomes da nossa literatura são bem-amados pelos alunos. Mas foi também claro o modo como os alunos destacaram a importância de outros tipos de texto na sala de aula, referindo-se claramente ao texto argumentativo e aos textos do domínio do transaccional, reforçando a forma como os mesmos contribuem para uma melhor preparação para o mundo real.


Ana Soares

domingo, 27 de junho de 2010

Ensaio: O Ensino do Português

A Fundação Francisco Manuel dos Santos, à qual já aqui nos referimos, editou um primeiro livro – colecção Ensaios da Fundação. A sua autora é a professora Maria do Carmo Vieira e intitula-se O Ensino do Português. Não posso deixar de comentar o livro, nomeadamente algumas das observações da colega, cujo trabalho e dedicação à causa da Língua Portuguesa admiro. Todavia, a visão que a mesma tem defendido em múltiplas circunstâncias e que esta obra reúne afigura-se-me como desconcertante.

Maria do Carmo Vieira faz a apologia do texto literário e do ensino pela arte. Na teoria, estou de acordo. Na prática, quanto ao ensino da literatura, estou de acordo. Discordo é da forma talvez extremista como se apresenta contra a introdução de outros textos no espaço da sala de aula de língua materna. Recordo que os programas são para todos! E este todos inclui os alunos que não sabem ler rótulos ou a programação da TV! Podemos achar mal esta no programa de Português, mas o mal do país, a iliteracia, não é apenas a falta de conhecimento da literatura.

Por outro lado, não me parece que a escola, de uma maneira geral, seja a mesma e a aula de Português, em particular, possa decorrer como antigamente. As Tic, os quadros electrónicos, os computadores, as tecnologias entraram na vida dos pais, professores, escolas, alunos e estão a mudar o mundo. A escola tem, necessariamente, de se adaptar.

Ana Soares

Ps - as primeiras páginas do livro estão disponíveis aqui. Bastas clicar em saber mais sobre o ensaio.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Conversor para o novo Acordo Ortográfico

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, apresentou a semana passada um conversor de documentos para o novo Acordo Ortográfico desenvolvido pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) com financiamento do Estado português. Apesar de o Lince ser a primeira ferramenta deste género encomendada e paga pelo Governo, não está ainda decidido se este será o conversor "oficial", destaca o jornal Público.


O Lince é uma ferramenta de apoio à implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que converte o conteúdo de ficheiros de texto para a grafia neste momento a ser introduzida em vários países do espaço da CPLP. Suporta vários formatos e permite converter em simultâneo um número elevado de ficheiros de qualquer dimensão.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O Novo Acordo Ortográfico

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa afigura-se como uma inevitabilidade nas nossas vidas. Pois é bom que nos vamos habituando às novas regras. Para facilitar esta tarefa, produzi um powerpoint que pretende ser uma síntese das principais alterações que o mesmo introduz na nossa língua. Este, ao jeito de resumo feito a partir do texto do Acordo, pretende não apenas apoiar pais e filhos em casa ou professores e alunos nas escolas mas, na verdade, visa ajudar qualquer utilizador da língua portuguesa nesta fase de adaptação. Por isso, passem palavra!






Comecemos por conhecer as regras. Em breve teremos de passar da teoria à prática!
Ana Soares

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Gramáticas: da Tlebs ao DT

O novo ano lectivo voltou a trazer novidades quanto a gramáticas de Português. Começo por destacar a nova edição da excelente Gramática da Língua Portuguesa da Areal Editores com a supervisão científica de Mário Vilela.

Na sua anterior versão, de acordo com a Tlebs, já era óptima. Nesta, de acordo com o DT (Dicionário Terminológico actualmente em vigor), continua muito rigorosa, clara e explícita. Embora recomendada para o 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário, creio que esta, pela sobriedade que também a caracteriza, será uma escolha mais interessante para o secundário.


Ana Soares

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Plano Nacional de Leitura em ... inglês

No sítio do Plano Nacional de Leitura (PNL) existe uma lista de obras recomendadas para leitura no 1º ciclo. Até aqui nada de novo.

A questão é que estas sugestões a que hoje me refiro são de livros em inglês, alguns dos quais até já recomendados por nós, em posts mais antigos.

De início estranhei, confesso. No entanto, até acho que faz (algum) sentido se considerarmos que o GRANDE objectivo do PNL é promover o livro e o gosto pela leitura. Eu achava que era no âmbito da língua portuguesa... mas os seus objectivos vão mais longe!

Ana Soares

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Caminho das Letras para ajudar os meninos do 1.º ano

O Ministério da Educação acaba de lançar um sítio electrónico designado Caminho das Letras com o objectivo de estimular a aprendizagem da leitura.
O produto resultou de uma parceria entre o Programa Nacional de Ensino do Português (PNEP), o Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas – CITI e o Plano Nacional de Leitura (PNL). E foi concebido por uma equipa de especialistas coordenada por Inês Sim-Sim e Carlos Correia, com música original de José Mário Branco e executado por artistas plásticos, actores e técnicos em investigação e desenvolvimento.
Em comunicado, o ministério informa que este portal "oferece às crianças a possibilidade de percorrerem um surpreendente universo de imagens, textos e sons apelativos, que lhes despertarão a curiosidade pelas letras, pelas palavras e pelos textos". Além disso, "oferece aos educadores e às famílias um instrumento educativo, que irão gostar de descobrir em agradável convívio com as crianças facilitando os primeiros passos no caminho da leitura".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gramática para o 1º ciclo

A excelente gramática de Clara Amorim e Vera Costa (com supervisão de Mário Vilela), À Descoberta da Gramática - 1º e 2º ciclos, foi uma excelente proposta editorial da Areal. Na minha perspectiva, fazendo a transição entre dois ciclos, a mesma conseguia apresentar a nova terminologia com clareza, rigor e adequação às faixas etárias a que destinava. Agora que a Tlebs deu lugar ao DT (Dicionário Terminológico) está em fase de conclusão uma nova versão. Infelizmente agora numa versão só para o 1º ciclo e uma outra para o 2º ciclo. Perde-se a transição entre ciclos mas espero que se mantenham a qualidade e rigor.



Ana Soares

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Tele-Escola do século XXI

Quando li o título da notícia do Público (que pode ler aqui), lembrei-me imediatamente da velhinha tele-escola. Mas não é disso que se trata...

É um projecto do nosso conhecido espaço de promoção da língua portuguesa, o Ciberdúvidas, que conta com 2,5 milhões de visitas mensais, que agora ganha uma nova valência e, certamente, mais acessos. O sítio vai passar a oferecer, através de um novo sistema, jogos interactivos nas áreas da gramática e da escrita que, no final, serão corrigidos e avaliados, acompanhados com treino da leitura com materiais incluídos numa biblioteca virtual. Os alunos poderão ainda aceder a entrevistas, textos autobiográficos, relatos de viagens, relatórios ou textos científicos.

Ana Soares

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ensino do Português na vizinha Espanha

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o seu homólogo espanhol, Ángel Gabilondo, assinaram, esta semana, um memorando de entendimento com vista a que o Português se torne numa língua de opção com avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino espanhóis. Com este protocolo, ambos os Estados comprometem-se a potenciar as aprendizagens do Português e do Espanhol nos respectivos países.
Assim, Português passa, pela primeira vez, a constar do programa curricular do sistema de ensino em Espanha e abre-se caminho para que o intercâmbio de aprendizagens das duas línguas se estenda a todas as comunidades educativas espanholas e portuguesas.
A ministra Maria de Lurdes Rodrigues assinará um segundo memorando de entendimento, com o presidente da Junta da Extremadura, Guillermo Fernández Vara, para tornar efectiva a introdução do Português como língua estrangeira de opção e avaliação curricular nas escolas daquela região autónoma espanhola, uma vez que em Espanha a Educação é matéria descentralizada e depende, em grande medida, dos governos regionais.
Estão a ser feitas diligências com outras regiões de Espanha, como Leão e Castela, Catalunha, Andaluzia e Galiza, para que se celebrem memorandos de entendimento de igual teor ao que será assinado amanhã com a Junta da Extremadura.

sábado, 11 de julho de 2009

Como tornar-se um leitor em 10 passos

No blogue da livraria Pó dos Livros encontrei um post intitulado Como tornar-se um leitor em 10 passos. Não sei se os 10 passos propostos serão suficientes, pois acho que o problema número UM é o potencial leitor querer tornar-se um leitor a sério, mas, sem sombra de dúvida, que são passos importantes. Na conversa que tivemos com Ana Maria Magalhães, de que já vos demos conta, também vimos que as estratégias têm de ser constantemente reinventadas. Pois aqui está mais um caminho (para aqueles que já decidiram que querem ser leitores).Vale a pena passar por lá.

Ana Soares