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sexta-feira, 16 de março de 2012

A importância de falarmos com os nossos filhos

O estudo sobre comportamentos dos jovens em idade escolar, feito para a Organização Mundial de Saúde, pela equipa de Margarida Gaspar de Matos aí está para nos dizer várias coisas:
- que é importante os nossos filhos confiarem em nós
- que é importante os nossos filhos terem amigos
- que fumam menos
- que têm uma sexualidade mais responsável, em parte, graças à educação sexual nas escolas
Enfim, boas notícias e infografias lindas para ver!
BW

terça-feira, 13 de março de 2012

Sexting

Nos últimos tempos, enquanto me desdobrava em múltiplas tarefas e uma delas era a escrita deste texto, volta e meia dizia aos meus filhos: "Nada de publicar imagens indecentes no facebook, nem de mandar imagens pelo telemóvel. É crime!" Eles reviravam os olhos e, um dia, ele disse-me, já um bocado cansado da minha conversa: "Eu sei! Só pessoas burrinhas é que fazem coisas dessas..."
A verdade é que acontece e que será bom falarmos com os nossos filhos, seja a pretexto do livro da norte-americana Therese Fowler, Escândalo, editado pela ASA; seja porque, como revelam os dados do estudo EU Kids Online, apesar de 15% dos jovens entre os 11 e os 16 anos confessarem já ter recebido mensagens de cariz sexual, apenas 2% dos pais consideram que os filhos já tiveram essa experiência. É preciso estarmos mais atentos.
BW
PS: Sexting - o termo nasceu da junção das palavras em inglês sex e texting - para referir a difusão de mensagens e imagens com conteúdos eróticos ou sexuais. Hoje já não é texto, mas imagem.

domingo, 14 de agosto de 2011

Crianças e jovens dormem metade do que precisam...

... diz o PÚBLICO de hoje, com base num estudo feito a partir de inquéritos realizados em várias escolas, que comprovam taxas de sonolência em mais de metade dos estudantes. Não dormir horas suficientes, já se sabe, contribui para o cansaço e insucesso escolar. Vamos ver e a culpa dos maus resultados nos exames nacionais foi dos estudantes dormirem pouco. Por consequência, culpa dos pais que não têm mão neles e não os mandam para a cama cedo (na verdade, muitos nem sabem onde é que eles andam...).
BW

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Barrigas de aluguer

No sábado, o PÚBLICO trazia um trabalho sobre a maternidade de substituição, mais conhecido por barrigas de aluguer. Ou seja, a possibilidade de um casal pedir a alguém que, durante nove meses, carregue o seu filho numa barriga que não é a da mãe.
Na rua, junto ao quiosque dos jornais, há uma senhora que, depois de ler a primeira página do jornal, me interpela: "Tantas crianças por adoptar... Porque é que é tão importante ter um filho biológico?".
Porque sim, é a resposta imediata. Será uma resposta egoista? Não somos egoistas quando temos um filho? Não nos deleitamos com os seus pequenos feitos? Não os adoramos por serem iguais a nós? Não ficamos orgulhosos quando nos dizem que eles são iguais a nós (mesmo que nós sejamos os mais horrorosos à face da terra e eles, sim, aos nossos olhos, são lindos de morrer)? O ser humano é assim, egoista, narcisista e "umbiguista".
Mas há excepções, há quem se resigne com as incapacidades do seu corpo e decida adoptar. Há quem consiga ver naquele filho que não gerou os mesmos trejeitos do pai ou o olhar da mãe, dos que adoptaram, não dos biológicos. E também se orgulham quando lhes dizem: "É mesmo igual ao pai!" e, tal como os que têm filhos biológicos, também ouvem: "É mesmo bonito!"
E isso, sim, é de facto amor!
BW

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Carlos Castro e Renato Seabra, só para terminar

Passa uma semana do assassínio de Carlos Castro. Segundo a imprensa tablóide nova iorquina, Renato Seabra confessou o crime. Com base no que se vai sabendo, o crime é classificado de "homofóbico" por causa da mutilação e daquilo que o rapaz disse, o querer libertar os demónios homossexuais.
Por mais que se legalize o casamento homossexual, que o Estado promova a normalização dos comportamentos, ainda há uma parte da sociedade a quem os homossexuais metem nojo, são considerados doentes e coisas piores. Lembram-se da morte de Gilberta, na noite do Porto, por um grupo de rapazes? Eles são rapazes, tal como Renato Seabra, não são homens de 50, 60 anos, de barba rija. São rapazes, miúdos, garotos a quem a homossexualidade lhes dá asco. Eles são intolerantes e impiedosos.
É certo que por detrás do assassínio de Castro existem outros factores,mas não tenho dúvidas que a homofobia foi um deles e que este sentimento está latente.
BW

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Uma surpresa chamada Bento XVI

Não tem o ar mais simpático do mundo. Na verdade, não é fotogénico porque ao vivo parece um velhinho amoroso. Quando foi escolhido, não se augurava nada de bom: já idoso, um intelectual e alemão. Suceder a João Paulo II não era fácil. O anterior Papa era uma verdadeira pop-star, sabia usar os media como ninguém.
Mas Bento XVI tem sido uma surpresa! Um homem atento ao mundo em que vive. Desde sábado que Bento XVI vem surpreendendo o mundo. Primeiro as declarações que surgem no livro Luz do Mundo sobre o uso do preservativo, com as devidas salvaguardas para a importância de vivermos com dignidade a nossa sexualidade. Bento XVI diz claramente que o preservativo não é "uma solução verdadeira e moral", mas que em casos concretos possa ser utilizado, "pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana". Estas declarações custam a alguns que parecem mais papistas do que o Papa.
No mesmo livro, Bento XVI admite resignar se ficar incapacitado. Mais uma porta que se abre.
BW

sábado, 30 de outubro de 2010

Sexo... E então?!



Olhem para a cara do rapaz, está verdadeiramente incomodado com a exposição "Sexo... E então?!", no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
Eu tive mais sorte do que a jornalista da SIC porque no dia em que fui ver a exposição (motivos profissionais), um sábado à tarde, havia famílias com bebés, a divertirem-se à grande com todos os materiais interactivos que a exposição oferece.
Também vi a exposição com um olhar mais abrangente do que a camara da SIC, ou seja, vi para além da máquina de insuflar preservativos! Há uma máquina para escrever cartas de amor, há outra que mede a nossa pulsação amorosa através da música, há um jogo de flippers que permite compreender que a concepção é um verdadeiro milagre e há um karaoke (com o objectivo de percebermos as mudanças na voz dos rapazes)em que temos de cantar I will survive, da Gloria Gaynor.
A família pode juntar-se toda, junto à banheira e exorcizar os seus medos: "I will survive!". Sim, eles - os adolescentes a quem se destina a exposição, dos nove aos 14 anos - hão-de sobreviver à puberdade e à adolescência. E nós, pais, também (assim esperamos)!
A ver, se não tiver preconceitos quanto à educação sexual. Se tiver, o melhor é não ir.
BW
PS: Se quiser ler mais sobre esta exposição, compre o PÚBLICO de hoje e leia na Fugas, a revista de viagens que sai com o jornal, ao sábado!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Educação sexual na escola

Com voz pausada declara que é contra a lei da educação sexual e que por isso a associação que representa procurou um projecto de resposta à mesma. Descobriram-no na Colômbia, chama-se Protege o Teu Coração e vai ser adoptado por várias escolas do país. O lema do programa é "carácter forte, sexualidade inteligente". Portanto, o que se pretende é moldar o carácter dos adolescentes, propor-lhes o "auto-controle das emoções sexuais por anos, como a melhor escolha e como meio de desenvolvimento pessoal", diz a técnica - tradução: não começarem a sua vida sexual aos 12 mas mais tarde.
Óptimo.
"Que eles entendam o valor de esperar até encontrar um grande amor, para viver um amor verdadeiro e genuíno", continua. Os adolescentes vão aprender que "homens e mulheres são diferentes e complementares", que a educação sexual não é só informação mas também formação.
Certo.
Só começo a remexer-me na cadeira quando associado à homossexualidade, a senhora fala de "aberrações"; quando diz que "nós [os pais] não viviamos numa sociedade tão sexualizada" (já se sabe, antigamente é que era bom); quando diz que eles [os filhos] confundem amor com sexo (nem sempre, nem sempre...); quando diz [perante uma plateia com imensos divorciados] que os jovens não acreditam no amor e no casamento porque à sua volta só vêem "o divórcio" (do demo, acrescento eu); quando diz que "o "sexo seguro" não é tão seguro assim" (num dos panfletos que nos é dado fala em "regulação natural da fertilidade").
Quando me levanto, espreito: Por detrás da cadeira onde a técnica está sentada, no chão, encontra-se a sua mala, a pasta com o feitio do portátil e um saco de papel com as palavras La Perla gravadas a prateado.
Fico na dúvida, não sei se me hei-de preocupar com os filmes, as canções e as audições que os alunos farão nas sessões sobre educação sexual promovidas pela Associação Família e Sociedade, que não serão sobre educação sexual mas sobre educação do carácter... Confusa e na dúvida, concluo: "Tem bom gosto".
BW
PS: O folheto Boas Práticas é um bom folheto. Não é sobre educação sexual, mas sobre educação.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Outra vez a educação sexual

Tal como em 2005 o Expresso fazia campanha contra a educação sexual nas escolas - mostrando manuais que não eram manuais, ou seja, imagens que faziam parte da bibliografia de outros manuais e que não era obrigatório ser usados por ninguém; agora foi a vez do I pegar nas mesmíssimas imagens que, diz, já estão no material que as escolas podem usar.
Quem é que o jornalista ouve? Os suspeitos do costume, aqueles que são contra a educação sexual nas escolas - a associação das famílias numerosas, a plataforma resistência nacional (que diz reunir cerca de 800 pais), a Confap e a APF (tinha que ouvir, afinal é dos manuais e do seu trabalho que se fala na peça, seria muito descarado não fazê-lo).
E o Ministério da Educação? Porque é que não ouviu a tutela, porque é que não perguntou quantas escolas usam os materiais da APF, quantos professores tiveram formação da APF? Porque é que não consultou os programas de educação para a saúde? Se o tivesse feito, saberia que não se fala de sexo no 1.º ciclo, nem de masturbação, nem de homossexualidade, mas de afectos, de alimentação, de higiene, enfim, de saúde. E que cabe às escolas, depois de ouvir os pais, decidir sobre o que é que se vai falar com os alunos, o que se vai incluir no projecto educativo. Os pais são ouvidos. Portanto, os pais da plataforma se fizerem parte da associação são ouvidos.
Porque isso não interessa ao I ou ao seu jornalista, porque o que interessa é fazer campanha contra a educação sexual nas escolas e atormentar os pais que querem olhar para a educação para a saúde como uma intromissão do Estado na sua vida privada ou na vida privada dos seus filhos, esquecendo os milhares de crianças que têm pais que não têm a mínima preocupação ou ligação com elas; esquecendo aquelas que se não for na escola não vão aprender em mais lado nenhum.
O I não foi Isento, nem Independente ou Imparcial, só foi Idiota e é uma pena porque deveria fazer bom jornalismo, em vez de defender falsas causas.
BW

sábado, 22 de maio de 2010

Ainda a professora que posou para a Playboy 2

O excelente trabalho de Luís Francisco, hoje no PÚBLICO, onde ouve meio mundo sobre o tema.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

À espera de um irmãozinho

É daqueles livros muito rápidos de ler, com uma frasezinha por página, fácil para os mais pequenos que lêem mais as imagens do que as palavras que dizemos.
As personagens são a Maria, a mãe e o irmão que ainda está na barriga da mãe e vai crescendo à medida que vamos passando as páginas.
A mãe anuncia à menina que vai ter um irmão e ela passa por todos os sentimentos, da alegria ao ciúme, da felicidade ao sentimento de solidão porque ela também é um bebé... E dentro da barriga da mãe, através de páginas desdobráveis vamos sabendo como é que o irmãozinho se vai sentindo!
À espera de um irmãozinho, desenhado por Marianne Vilcoq, da editora Minutos de Leitura, é bom para quem vai oferecer um mano ao primeiro filho!
Uma necessidade premente para o país! Hoje soubemos, através dos dados do Eurostat que Portugal é o país da União Europeia onde a natalidade caiu mais na última década, onde o número de mortes suplanta o de nascimentos...
BW

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Update após as férias da Páscoa

Bom, vamos lá ver, então, que novidades nos trouxeram as férias da Páscoa no que diz respeito à educação.

1. Segundo o jornal Expresso de três de Abril, parece que se confirma
a) a morte da Área de Projecto no 3º ciclo;
b) a reestruturação do Estudo Acompanhado (que será, talvez, só para alguns alunos);
c) a semestralização de algumas disciplinas (a senhora ministra referiu a História e a Geografia, mas pode deduzir-se que o mesmo se pode aplicar às restantes disciplinas com pouca carga semanal);
d) a recusa em aumentar a carga horária da Matemática e do Português, embora continuemos a ser dos países onde a carga horária atribuída à língua materna é mais baixa.

2. Os conteúdos curriculares de Educação Sexual já foram publicados em DR. Pode ler mais sobre este tema na notícia do PÚBLICO.

Ana Soares

segunda-feira, 29 de março de 2010

Perguntas sobre sexualidade

As crianças do primeiro ciclo vivem com serenidade a sexualidade. "Recordemos que são crianças que de 6,7 ou 8 anos, que normalmente nos perguntam sobre a sexualidade como poderiam fazê-lo sobre a sua colecção de cromos; as nossas respostas serão claras, mas simples, adaptadas à sua capacidade de compreensão; não daremos maior importância do que a que eles pedem de nós; nem nos estenderemos em explicações que não podem assimilar."




María Jesús Álava Reyes, O Não também ajuda a crescer, Lisboa, Esfera dos Livros

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Precious: a escola pode mudar a vida de alguém?

É duro, crú e triste. É a história de uma miúda de 16 anos, grávida pela segunda vez de um pai que a molesta, mal-tratada por uma mãe que vive do cheque da segurança social. Podia passar-se em Lisboa ou no Porto, mas a acção decorre em Harlem, em 1987. Claireece Precious Jones não sabe ler e ouve a mãe dizer-lhe repetidamente que não vale a pena estudar mas, lá no fundo ela sabe que pode ser a sua porta para sair do horror em que vive. E Precious tem direito ao seu final relativamente feliz. É um filme produzido por Oprah e como tal tem uma "moral da história", é pedagógico, é uma chamada de atenção e é dedicado a todas as Precious que existem.
BW

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Estudantes na rua

Para hoje está marcada uma manifestação de estudantes do básico e secundário. Estarão à porta da escola, em Lisboa irão para a frente do Ministério da Educação e no Porto para a Avenida dos Aliados. As suas reivindicações são: fim dos exames, fim do estatuto do aluno, educação sexual nas escolas. As bandeiras são as mesmas há anos, mas quem vem para a rua é sempre sangue novo.
Confesso que dentro de mim há um lado que diz: "Que disparate! Os miúdos estão a ser instrumentalizados pelos partidos (porque estão) e são tão ingénuos que nem se apercebem." As bandeiras e as t-shirts com o rosto de Che lá estarão. Mas depois há outro que responde: "É bom que participem numa manifestação, é bom que se comprometam com causas, que se envolvam, talvez aprendam mesmo a reivindicar e, quando forem adultos saibam exigir, reclamar, defender os seus direitos e os dos outros." Esperemos que corra tudo bem.
BW
PS: A manifestação ou concentração frente à escola vai marcá-los e um dia vão provar aos filhos que também eles foram radicais, contestatários, que lutaram pelas suas causas!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um filho homossexual

A homossexualidade não é nova, sempre existiu, mas continua a ser desconfortável para os pais lidar com a questão. São as piadas, o preconceito, o desdém, muitas vezes revelado à frente dos filhos.
Volta e meia, por culpa da actualidade, o tema vem à baila. O que é a homossexualidade?, perguntam os mais novos. Se falarmos com naturalidade das relações entre pessoas do mesmo sexo, como falamos das relações entre pessoas de sexo diferente, estaremos a fazê-los crescer na tolerância e no respeito pelos outros. Estamos a dizer-lhes que lá fora, na escola, no grupo de amigos, etc, podem encontrar outras pessoas que são diferentes e devem respeitá-las por isso. Estamos também a abrir-lhes as portas para que confiem em nós caso descubram que a sua orientação sexual é diferente da nossa. Em suma, estamos a transmitir-lhes que podem contar connosco.
Este domingo, na Notícias Magazine, o pediatra Mário Cordeiro escrevia sobre o tema e lembrava que se a adolescência já é complicada para os miúdos que fazem parte da maioria heterossexual, muito mais difícil será para os que descobrem ser homossexuais. E alerta que, por vezes, estes jovens podem ser «"empurrados para a clandestinidade", o que pode trazer um menor acesso a serviços, um maior desconhecimento de informação credível, e um aumento de problemas psicológicos e sociais, numa adolescência pontuada por dúvidas, angústias e "duelos" entre modelos de vida, de comportamentos, de relações e de concepções de sociedade
A não aceitação da homossexualidade pode levar à exclusão, ao assédio e pode ter repercussões no desenvolvimento, no sucesso escolar e na futura integração no mercado de trabalho, acrescenta o pediatra.
Certamente que nenhum pai quer que o seu filho passe por tudo isto sozinho.
BW

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Numa semana quatro mulheres foram mortas pelos namorados

Sandra, 25 anos e Marinela, 23 anos foram mortas pelo namorado da primeira no sábado passado em Rio de Mouro. Sandra queria sair de casa, ingressar num curso profissional e o namorado, 25 anos, era contra. Suicidou-se.
Carla, 28 anos, mestre em Biologia ia começar o doutoramento, foi morta na segunda-feira pelo ex-namorado à porta da casa dos pais em Castelo Branco. O casal conheceu-se na universidade. O agressor está em prisão preventiva.
Joana, 20 anos, namorava há cinco com David, 22 anos, eram alunos do politécnico de Viseu. Joana foi morta pelo namorado na quarta-feira, em Mangualde. O rapaz é hoje ouvido em tribunal.
Lembro-me de um estudo da Universidade do Minho, divulgado há um ano que dizia que 25 por cento dos jovens entre os 15 e os 25 anos já foram vítimas de violência do namorado ou namorada. A investigação dizia que as novas gerações começam a agredir-se cada vez mais cedo e chegam a tolerar a violência sexual. Na altura foram inquiridos 4730 jovens dos ensinos secundário, profissional e universitário, e que abandonaram a escolaridade.
Como é que estamos a educar os nossos filhos?
Que exemplo é que damos em casa?
Como falamos com o pai/a mãe dos nossos filhos?
Que imagem têm eles do sexo oposto?
Os nossos rapazes respeitam as raparigas? E vice-versa?
Mostramos que amar é respeitar, sempre?
Ensinamos que a vida humana é única e inviolável?
BW

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Educação sexual, sim

http://extra.globo.com/blogs/telinha/posts/2009/09/24/censuraram-vovo-do-comercial-de-tv-225968.asp
Porque é que falar de sexo é incómodo? Não é algo que faz parte integrante da vida de toda e qualquer pessoa, desde o momento que nasce até que morre? É. Ainda assim, há sempre esta moral, ligada ou não à religião, seja ela qual for, que empurra o sexo para um canto escondido e de vergonha. Esta é uma das razões porque a educação sexual, seja em casa ou na escola, é importante.
BW

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Jovens com Saúde para pais, professores e... jovens!

Jovens com Saúde, Diálogo com uma geração é um manual para pais, professores e também para alunos, coordenado por Margarida Gaspar de Matos e Daniel Sampaio, que se encontraram no Grupo de Trabalho para a Educação Sexual, do Ministério da Educação.
Na ausência de manuais para a área da Educação para a Saúde, o objectivo deste livro da Texto Editores, com algumas ilustrações de Eduardo Salavisa, é ajudar a construir um diálogo entre adultos, adolescentes e jovens sobre vários temas da saúde e bem. O crescimento, o sono, o desporto, o bullying, os amigos, a família, o consumo de substâncias, a sexualidade, entre outros. Um dos truques encontrados para promover o diálogo intergeracional é pedir aos adultos para recordarem o que foi a sua adolescência.
O lançamento vai ser feito um pouco por todo o país, em várias escolas, nos próximos dois dias. Amanhã Daniel Sampaio, Eduardo Salavisa e eu própria estaremos na secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa, a partir das 16h30. À mesma hora, Margarida Gaspar de Matos, Tânia Gaspar e a jornalista Andreia Sanches, do PÚBLICO, estarão em Coimbra, na secundária D. Duarte. Outros elementos que participaram na realização desta obra estarão em escolas de Aveiro, Carcavelos, Castelo Branco, Faro, Leiria, Odivelas, Quinta do Conde, Samora Correia, Sobreda - Costa da Caparica e Vila Nova de Gaia.
BW

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Educação sexual nas escolas

Hoje a Plataforma de Resistência Nacional (PRN) - um grupo de pais que se juntou porque "ficaram em alerta vermelho" com a aprovação do projecto-lei que impõe a inclusão obrigatória da educação sexual nas escolas - vai fazer um protesto em Lisboa contra a lei. A concentração é às 17h30, junto à Maternidade Alfredo da Costa e segue para o Ministério da Educação onde a será entregue um manifesto.

O que é que diz a lei contestada?
Que a educação sexual é obrigatória e tem como finalidades (artigo 2.º):
"a) a valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa;
b) o desenvolvimento de competências nos jovens que permitam escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade;
d) a redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções sexualmente transmissíveis;
f) o respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
g) a valorização de uma sexualidade responsável e informada;
h) a promoção da igualdade entre os sexos;
i) o reconhecimento da importância da participação no processo educativo de encarregados de educação, alunos, professores, técnicos de saúde"
As alíneas são 11, mas deixo aqui aquelas que considero mais relevantes.

Para a PNR não há razões para aplicar a lei. Por isso pede que "o nacional-sexualismo deixe de existir, pois nenhum parlamento imporá uma doutrina sexual oficial, a única e de Estado". Quanto aos problemas que surgem devido à falta de informação, a resolução é simples: "Os pais displicentes com os seus filhos serão ajudados pela Segurança Social e não serão pretexto para a expropriação de todos os filhos dos pais esforçados".

Voltemos à lei:
A educação sexual é obrigatória "nos moldes definidos pelo respectivo conselho geral [da escola], ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores" (art. 6.º).
Os pais voltam a ser referidos no art. 11.º que diz:
"1. Os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei.
2. Os encarregados de educação e respectivas estruturas representativas são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual."

Não vejo motivos para contestação quando a lei - cuja aplicação esperamos que seja coerente com o texto - salvaguarda que os pais têm que ser ouvidos. Também não me parece que a Igreja Católica queira abraçar esta luta (pelo menos abertamente). Por exemplo, o Secretariado Nacional da Educação Cristã, tutelada pela Conferência Episcopal Portuguesa, tem publicado alguns livros sobre o tema.

Entre eles está o Guia para a Educação da Sexualidade, de Cristina Sá Carvalho, psicóloga e professora na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Da bibliografia deste manual fazem parte documentos do magistério da Igreja como as encíclicas papais ou as cartas dos bispos portugueses.

Voltando, outra vez, à lei. Esta prevê ainda a criação de protocolos com organizações não governamentais, "devidamente reconhecidas e especializadas na área, para desenvolvimento de projectos específicos". E estas associações existem, lembro só o Movimento de Defesa da Vida que tem trabalho feito e reconhecido nesta área - para não falar de outras como a Associação para o Planeamento da Família que fazem urticária aos pais da PNR e de outras plataformas semelhantes.
BW