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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ler nas aulas de Língua Portuguesa

Numa acção promovida pela Texto Editores, tive oportunidade de ouvir Joaquim Segura, coautor dos Novos programas de Português do Ensino Básico, apresentar algumas linhas de leitura do referido documento. Das mesmas, destaco a chamada de atenção para o risco da escola estar a privilegiar actividades de leitura em detrimento da apropriação e fruição dos textos, nomeadamente dos textos literários. Concordei em absoluto.
Na aula de Português pode e deve ler-se. Não apenas para treinar técnicas de leitura e análise, mas também para estimular o gosto pela leitura. E esse gosto nem sempre é estimulado quando os textos são "afogados" em questionários infindáveis.
Que também existam nas aulas momentos de leitura. Que a escola, e em particular a aula de língua materna, proporcione momentos de encontro com as palavras e com os textos.
Ana Soares

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Português ou Língua Portuguesa?

Não vale a pena discutir qual a designação mais adequada ou da qual mais gostamos. O que é um facto é que a disciplina de língua materna nas nossas escolas, no Ensino Básico e a partir de Setembro próximo, passa a ter um programa com a designação de Português. Esta é já a designação da disciplina no ensino secundário. E, de facto, não faz sentido algum que até ao nono ano tenhamos uma designação e depois outra.

Ana Soares

sábado, 29 de janeiro de 2011

E se a palavra que procura não está no dicionário?

Neologismos e empréstimos

E se a palavra que procura não está no dicionário? A resposta a esta questão surge no texto cuja leitura hoje proponho e do qual destaco uma possível resposta a esta pergunta:
"Os dicionários não são só normativos, servem para registar o uso corrente que as pessoas fazem das palavras."

Sobre o uso de neologismos e estrangeirismos na nossa língua: do verbo googlar, ao mailar; do realizar ao focalizar; dos nomes phones ao hoddie. Um texto com o comentário de vários linguístas de renome: Malaca Casteleiro, Margarita Correia, Carlos Gouveia. Pode lê-lo aqui.

Ana Soares

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O ensino do português

A ambição é grande, a intenção é boa, resta esperar pela concretização...
E depois há sempre aqueles dilemas do português de Portugal e o português do Brasil, para não falar do português dos PALOP.
BW

segunda-feira, 1 de março de 2010

Como se estuda para o exame de português?

Tenho verificado que um número considerável de acessos ao educaremportugues se devem à pesquisa a partir da expressão "como se estuda para o exame de português". Tenho até recebido alguns mails com pedidos de ajuda quanto a esta questão.

Folgo em ver que estes acessos não se estão a dar nas vésperas dos referidos exames, sejam eles de língua portuguesa (9º ano), sejam de português (12º), pois a minha primeira observação, ao jeito de introdução, à resposta sobre como estudar é a seguinte: estuda-se com tempo. As aulas devem ser um tempo de reconhecimento de autores, tipologias de texto, prática, esclarecimento de dúvidas. Enfim, um processo de contínuo enriquecimento. Estudar para uma disciplina de língua não se faz à pressa, nas vésperas, à espera de milagres de última hora. Ler as obras recomendadas pelos programas, treinar a escrita exige tempo. A leitura e a escrita precisam de amadurecer.

Depois, e em termos práticos, é útil ter bons materiais de síntese (apontamentos, powerpoints dos professores ou um bom manual/guia) que devem suportar o estudo, fornecendo linhas de leitura, questões a partir das quais se treine a escrita, mas também a capacidade de interpretação.

O funcionamento da língua deve também ser estudado com tempo. Como vou dizendo aos meus alunos, meio a brincar, meio a sério, neste domínio é preciso saber tudo. Até ao 9º ano, excepto o domínio da pragmática, tudo deve ficar dado. Por isso, uma boa gramática é um guia imprescindível. De preferência com exercícios resolvidos. Para se ir fazendo e assim revendo conteúdos.

Sobretudo aos alunos do 12º ano, costumo ainda sugerir que dediquem algum tempo a ler a imprensa escrita. Produzir, por exemplo, um bom texto argumentativo com uma boa fundamentação e bons exemplos faz-se também a partir de um bom conhecimento do mundo.

Por último, conhecer bem os exames. Consultar a página do Gave. Analisar cuidadosamente a sua estrutura, o tipo de questões, a lógica que lhes está subjacente (que por vezes pode ser distinta da utilizada em aula). Ver com atenção os critérios de correcção, aspectos que são alvo de penalização e descontos. Por fim, resolver todos os os exames.

Nas vésperas, ler excertos das obras do programa e treinar a escrita, nomeadamente das tipologias textuais que habitualmente são pedidas no exame.

Ana Soares

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dicionário da língua portuguesa em linha / on-line

Para os que ainda não conhecem, aqui fica a sugestão de mais um excelente sítio em linha para melhor conhecermos a nossa língua. Priberam: uma forma rápida e segura de aceder à ortografia (nova ou antiga), significados de palavras, conjugações de verbos.
Aqui fica a apresentação.

Ana Soares



domingo, 31 de janeiro de 2010

O Novo Acordo Ortográfico

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa afigura-se como uma inevitabilidade nas nossas vidas. Pois é bom que nos vamos habituando às novas regras. Para facilitar esta tarefa, produzi um powerpoint que pretende ser uma síntese das principais alterações que o mesmo introduz na nossa língua. Este, ao jeito de resumo feito a partir do texto do Acordo, pretende não apenas apoiar pais e filhos em casa ou professores e alunos nas escolas mas, na verdade, visa ajudar qualquer utilizador da língua portuguesa nesta fase de adaptação. Por isso, passem palavra!






Comecemos por conhecer as regras. Em breve teremos de passar da teoria à prática!
Ana Soares

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Essencial sobre…a Língua Portuguesa

Para professores, alunos, pais e interessados pela língua portuguesa, a colecção O Essencial sobre… das edições Caminho apresenta um conjunto de pequenos volumes imperdíveis. Trago-vos hoje, de Esperança Cardeira, O Essencial sobre a História do Português: a história da nossa língua em cerca de 100 páginas. Do Latim, passando pelo interessante período da fundação da nossa nacionalidade e galaico-português, depois Gil Vicente e Camões, do português médio ao clássico e ainda as mudanças mais recentes. Uma colecção económica, clara e agradável. Rigorosa, mas acessível aos curiosos da língua. Uma síntese para os especialistas.



Ana Soares

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ainda a crise da língua portuguesa - Pinto Monteiro e as lições de pontuação na Assembleia da República

Na mesma semana em que soubemos dos erros do Magalhães, também na Assembleia da República se discutia a língua portuguesa, agora a propósito dos erros de pontuação na redacção da lei sobre a violência doméstica. O procurador-geral da república teceu no dia 11 de Março último reparos vários à redacção da referida lei.

As “lições de pontuação” foram semelhantes às que os professores tantas vezes propõem aos seus alunos: “Tirem lá a vírgula entre o sujeito e o predicado”, ouvimos Pinto Monteiro ensinar.

Para além destes erros de pontuação, que nos parecem imperdoáveis, também nos choca a sugestão da utilização da palavra “empoderamento” numa lei portuguesa. Apesar de até considerarmos a língua como um organismo vivo e dinâmico, consideramos que a referida adaptação da expressão empowerment da língua inglesa é totalmente desnecessária !

Ana Soares

Para ouvir mais clique aqui.

Novos Programas de Língua Portuguesa - Ensino Básico

Após um período de discussão pública, foram homologados no dia 7 os Novos Programas de Língua Portuguesa - Ensino Básico. Um só documento que congrega os programas do 1º, 2º e 3º ciclos, o que sugere maior articulação entre ciclos, aspecto que ganha o nosso aplauso. Depois de lermos o documento final com calma, voltaremos a falar dele. Para já, aqui fica a notícia.

Os Novos Programas podem ser consultados aqui.

sábado, 11 de abril de 2009

A Crise também chegou à língua portuguesa...e ao Magalhães

“Lê-se e não se acredita. "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as instruções de um puzzle - "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de "acabaste". Tudo isto se pode ler nas instruções dos jogos que vêm instalados de origem no computador "Magalhães", o orgulho do Governo de Sócrates.”
Filipe Santos Costa

No semanário Expresso, 7 de Mar de 2009
http://aeiou.expresso.pt/magalhaes_tem_tantos_erros_que_e_dificil_contarlos=f501729


Sem palavras.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ainda Ecos da Conferência Internacional - A língua portuguesa em crise


Pacheco Pereira na Conferência Internacional da Língua Portuguesa


“O ensino do português encontra-se hoje fortemente condicionado, se é que não é ameaçado, por uma espécie de doxa anti-humanista que, persistindo como persiste, terá um efeito devastador no nosso futuro próximo, conforme já se vai percebendo pela forma como os nossos jovens escrevem, falam e lêem. Pior: poucos lêem. Ninguém (…) contesta, por certo, a bondade de uma política de investimento na investigação científica, nas tecnologias puras e duras e nas chamadas ciências exactas; errado será se esse investimento trouxer consigo a míope desqualificação de áreas do saber que directa ou indirectamente concorrem para que o ensino da língua materna recolha os ensinamentos com que se renova e aprofunda.”

Carlos Reis, Actas da Conferência Internacional da Língua Portuguesa, p.9

A língua portuguesa vive tempos de crise. Esta dura realidade toca, em primeiro lugar, as escolas - básicas, secundárias e universidades.
A sociedade contemporânea vive no encanto das tecnologias. As humanidades, de uma maneira geral, e o amor e rigor na utilização da língua materna estão a ser substituídos pelo fascínio da comunicação virtual – chats, internet, e-mails – onde velocidade e qualidade nem sempre andam de mãos dadas. As grandes descobertas e áreas de valorização são as das ciências exactas, experimentais, as tecnologias, cujo valor, todavia, não questionamos.
Aquilo que questionamos é o facto de sermos diariamente bombardeados com publicidade, rodapés de telejornais, jornais onde proliferam erros linguísticos dos mais variados subtipos. Temos como exemplo o jornal que assumidamente recorre à expressão “Oje” como título. É ainda exemplo no domínio da comunicação social o número um do jornal “Sol” com um erro sintáctico. E isto para não falar dos erros que todos nós já encontrámos em impressos, folhetos e outros papéis que tais.
Escolas e professores estão a remar contra a maré.

Ana Soares