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domingo, 5 de setembro de 2010
Frases ilustradas
Do outro lado do Atlântico, um blogue bem engraçado! (para ler com sotaque de português do Brasil)
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cebolinha ensina o Acordo Ortográfico
Depois de já vos ter sugerido uma leitura séria sobre o Acordo Ortográfico, proponho hoje uma mais descontraída. Quem é que não se lembra, com ternura, da Turma da Mónica, do Cebolinha e companhia?
Primeiro na perspectiva do português do Brasil e depois na perspectiva do português europeu, com a ajuda do António Alfacinha, estas personagens fazem uma apresentação, com algum detalhe e exemplos, das principais mudanças que vão ocorrer.
As minhas páginas preferidas são as páginas 6, 7 e 8, não que as mesmas sejam muito importantes quanto ao tema do acordo, mas porque resumem a história de Portugal com muita graça.
O mérito desta descoberta não é nosso. É do Revisitar a Educação, a quem damos os parabéns por ter descoberto esta pérola. Deixamo-la também aqui aos nossos leitores, embora reconheçamos que a apresentação contém algumas imprecisões (pois em Portugal "erva" não se escrevia antes do acordo com "h", por exemplo).
Ana Soares
Turma_da_Monica_Reforma_OrtográficaAna Soares
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Caetano Veloso ilustrado
O Leãozinho de Caetano Veloso, para oferecer aos leozinhos das nossas vidas!Foi uma feliz surpresa encontrar este livro. A cada página um verso e uma ilustração, cada uma mais ternurenta do que a outra e todas as páginas me fazem cantar (ainda que para dentro)!
O texto de Caetano Veloso ilustrado por Gabriella Sotto Mayor e publicado pelas edições Quasi.
Para ler, ver e, já agora, ouvir a dois, três, quatro ou mais!
Ana Soares
domingo, 12 de abril de 2009
"Ó gente"
O burburinho começa baixo e vai levantando volume. As vozes saem pelas janelas de guilhotina e há uma que se destaca. Paciente e insistente: "Ó gente..." Daí a pouco repete: "Ó gente..." E mais uma vez: "Ó gente..." Até que opta por chamar um a um, começando pelos mais faladores: "Henrique... Pode parar?"
O silêncio finalmente chega à sala de aula da Escola Municipal Marília Dirceu Ensino Fundamental. A "gente" tem pouco mais de oito anos e está atenta o tempo suficiente para ouvir a frase:
"A tia trouxe hoje os desenhos dos símbolos da Páscoa." Assim que a "tia" - é assim que os alunos chamam às professoras primárias, no Brasil - começa a mostrar os símbolos: "Tem vela... Uva... Trigo...", as vozinhas recomeçam e a professora continua: "Flor... Ovo... Peixe..." E eles cada vez mais interessados, a partilhar experiências com os colegas do lado: "Minha mãe comprou um ovo enorme!" E a professora começa a levantar um pouco a voz: "Sino... Coelho..." E o burburinho transforma-se em excitação. "Ó gente!..."
Seja professor ou tio - e este é um nome carinhoso, de alguma familiaridade, mas também de respeito -, os problemas são os mesmos.
Como dizia o ex-ministro da Educação, citando uma docente: "O difícil é mantê-los sentados". Mas não só.
Bárbara Wong
O silêncio finalmente chega à sala de aula da Escola Municipal Marília Dirceu Ensino Fundamental. A "gente" tem pouco mais de oito anos e está atenta o tempo suficiente para ouvir a frase:
"A tia trouxe hoje os desenhos dos símbolos da Páscoa." Assim que a "tia" - é assim que os alunos chamam às professoras primárias, no Brasil - começa a mostrar os símbolos: "Tem vela... Uva... Trigo...", as vozinhas recomeçam e a professora continua: "Flor... Ovo... Peixe..." E eles cada vez mais interessados, a partilhar experiências com os colegas do lado: "Minha mãe comprou um ovo enorme!" E a professora começa a levantar um pouco a voz: "Sino... Coelho..." E o burburinho transforma-se em excitação. "Ó gente!..."
Seja professor ou tio - e este é um nome carinhoso, de alguma familiaridade, mas também de respeito -, os problemas são os mesmos.
Como dizia o ex-ministro da Educação, citando uma docente: "O difícil é mantê-los sentados". Mas não só.
Bárbara Wong
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sexta-feira, 10 de abril de 2009
Quando os alunos querem estudar mais
Aqui o ano lectivo não começa em Setembro, mas agora, depois do Verão. E com ele uma nova reforma no secundário. Neste estado, em 2017 escolas públicas há um novo currículo. Das 14 disciplinas, os alunos podem escolher as que querem seguir a partir do 11.º ano. Por exemplo, se um aluno quiser humanidades não precisa das cadeiras de Física, Química ou Biologia. Contudo, a Matemática é obrigatória. A escola pode escolher a oferta.
Até aqui nada de novo. Em Portugal é assim desde o 10.º.
No entanto, as privadas têm liberdade para continuar a oferecer todas as disciplinas. Os alunos que quiserem continuar a ter as cadeiras que não precisam terão de recorrer a explicações ou mudar de escola, para outra pública ou para uma privada.
Os professores queixam-se que o objectivo é poupar. Mas são as queixas dos alunos que surpreendem:
¨Se eu quiser fazer todas as matérias, terei que ir buscar outra escola¨,
"O conteúdo é muito superficial",
"O ensino público ficou mais fraco",
"Sinto que estou a ser prejudicado".
Eu não quero ser má língua, mas não consigo imaginar os alunos portugueses a emitir estas opiniões.
Bárbara Wong
Até aqui nada de novo. Em Portugal é assim desde o 10.º.
No entanto, as privadas têm liberdade para continuar a oferecer todas as disciplinas. Os alunos que quiserem continuar a ter as cadeiras que não precisam terão de recorrer a explicações ou mudar de escola, para outra pública ou para uma privada.
Os professores queixam-se que o objectivo é poupar. Mas são as queixas dos alunos que surpreendem:
¨Se eu quiser fazer todas as matérias, terei que ir buscar outra escola¨,
"O conteúdo é muito superficial",
"O ensino público ficou mais fraco",
"Sinto que estou a ser prejudicado".
Eu não quero ser má língua, mas não consigo imaginar os alunos portugueses a emitir estas opiniões.
Bárbara Wong
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Siglas
Um dia, durante um almoço entre a ministra da Educação e alguns jornalistas, Maria de Lurdes Rodrigues crispava-se com a capacidade dos portugueses transformarem tudo em siglas. São as DRE's (Direcções Regionais de Educação), as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), o dinheiro do QREN (Quadro .... têm que ver este, ok)... e, dizia a ministra, até já inventaram os CNO (Centro de Novas Oportunidades)!
As siglas são amigas dos jornalistas (e não só), são boas para quem tem falta de espaço para escrever. Quantos caracteres tem Federação Nacional dos Professores ou Federação Nacional dos Sindicatos da Educação? Não poupamos em escrever Fenprof ou FNE?
Por aqui é igual. Há siglas para os órgaos do Governo, para projectos, para tudo, com a única diferença: Eu nao percebo nenhuma!
Bárbara Wong
As siglas são amigas dos jornalistas (e não só), são boas para quem tem falta de espaço para escrever. Quantos caracteres tem Federação Nacional dos Professores ou Federação Nacional dos Sindicatos da Educação? Não poupamos em escrever Fenprof ou FNE?
Por aqui é igual. Há siglas para os órgaos do Governo, para projectos, para tudo, com a única diferença: Eu nao percebo nenhuma!
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
Oi?! (II)
Não posso dizer onde estou! O Brasil é imenso e como estou a trabalhar e há concorrência e essas coisas, desculpem!
Mas não resisto a dar umas pistas que, na verdade, não vão ajudar ninguém.
I
"Onde servem o pequeno-almoço?"
"Oi?"
"O pequeno-almoço?", de vogais abertas e o volume mais alto.
"É portuguesa? Que gracinha! O café da manhã é naquela porta amarela, ali, ó!"
II
Na mesa ao lado:
"Pó pô pó?"
"Pó pô!"
Esclarecidos? Leiam e tentem perceber...
Agora a tradução:
"Posso pôr pó (de café ou de cacau, numa xícara e não numa chávena)?"
"Pode pôr!"
Bárbara Wong
Mas não resisto a dar umas pistas que, na verdade, não vão ajudar ninguém.
I
"Onde servem o pequeno-almoço?"
"Oi?"
"O pequeno-almoço?", de vogais abertas e o volume mais alto.
"É portuguesa? Que gracinha! O café da manhã é naquela porta amarela, ali, ó!"
II
Na mesa ao lado:
"Pó pô pó?"
"Pó pô!"
Esclarecidos? Leiam e tentem perceber...
Agora a tradução:
"Posso pôr pó (de café ou de cacau, numa xícara e não numa chávena)?"
"Pode pôr!"
Bárbara Wong
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Acordo Ortográfico
Eles perdem o trama,aqueles dois pontinhos em cima do "u",como têm os alemães e que usam em "linguiça". Nós perdemos o "c" em "acção" e "facto"; ou o "p" em "excepto" e "óptimo". Eles estão tão contentes como nós. Eles escrevem de maneira diferente, a construção frásica não é a mesma e isso não vai mudar. Mesmo com alguma harmonização, a língua, de um lado e do outro do Atlântico, vai continuar a evoluir, para sítios diferentes. Por isso, daqui a uma década continuaremos a discutir este ou outro qualquer acordo ortográfico.
Bárbara Wong
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
"Oi?"
Não, não são as iniciais de Objectivos Individuais (OI), que tanto atormentam os professores, mas a interjeição que os brasileiros usam para perguntar: "O quê?", "Desculpe?", "Importa-se de repetir?".
Numa loja, um diálogo entre uma vendedora brasileira e um jornalista português:
"Como se chama ela?". "Maria". "Oi?". "Maria". "É melhor eu escrever...". "Máriá". "Ah!...".
Adivinharam. Estou no Brasil. Sim, a trabalhar.
Bárbara Wong
Numa loja, um diálogo entre uma vendedora brasileira e um jornalista português:
"Como se chama ela?". "Maria". "Oi?". "Maria". "É melhor eu escrever...". "Máriá". "Ah!...".
Adivinharam. Estou no Brasil. Sim, a trabalhar.
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