Este ano, as inscrições baixaram no ensino superior. Pela primeira vez desde 2007. Porquê? Duas das justificações imediatas podem ser os péssimos resultados nos exames e a necessidade de recurso à segunda época de exames. Mas acho que há outras causas: é caro ter um filho no ensino superior. Para quê estudar se, no final, não há saídas profissionais? A crise leva a que as famílias e os filhos, em particular, pensem duas vezes e tentem entrar já no mercado de trabalho? Os especialistas continuam a insistir que é nas alturas de crise que vale mais a pena investir na formação. O que é que vai ser deste país, cujos jovens, preferem trabalhos mal remunerados, em vez de apostarem na sua educação?
BW
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Menos alunos no ensino superior
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Nuno Crato é o novo ministro da Educação
Professor universitário, presidente do Taguspark, cronista do Expresso, ex-presidente da Sociedade Portuguesa da Matemática, conhecido pelas suas posições a favor dos exames no final de cada ciclo, contra o facilitismo dos mesmos, a favor da avaliação dos professores... Nuno Crato é o ministro que acumula as pastas da Educação, Ensino Superior e Ciência.
Adeus aos dois ministérios, aos dois ministros, aos três secretários de Estado! Olá a um único ministério que congrega todo o ensino. Resta saber quantos e, sobretudo, quem são os secretários de Estado.
BW
Adeus aos dois ministérios, aos dois ministros, aos três secretários de Estado! Olá a um único ministério que congrega todo o ensino. Resta saber quantos e, sobretudo, quem são os secretários de Estado.
BW
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O CEJ, os magistrados, o sindicato...
Copiaram alguns dos futuros juízes deste país. Foram-lhes anulados os testes? Não! O castigo foi ter dez valores, numa escala de zero a vinte. É um castigo justo diz o CEJ. Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, diz que estas pessoas não serão magistrados honestos, que lhes falta legitimidade moral para julgarem outros cidadãos. Marinho Pinto diz que os testes deviam ser anulados. Já o representante do sindicato dos juízes também concorda com a anulação do teste mas diz que esta situação não deve por em causa o CEJ.
De facto, esta situação - a do copianço - não deve por em causa o CEJ mas a decisão que o CEJ tomou de atribuir dez aos que eles pensam que copiaram já me parece que põe em causa a instituição e que as descredibiliza.
E amanhã, ou hoje mesmo, teremos alunos do básico, do secundário, do superior a dizer: "Ih... Ó setor não acredito que me vai anular o teste... Faça como os ilustríssimos senhores juízes do CEJ, seja justo comigo setor..."
BW
De facto, esta situação - a do copianço - não deve por em causa o CEJ mas a decisão que o CEJ tomou de atribuir dez aos que eles pensam que copiaram já me parece que põe em causa a instituição e que as descredibiliza.
E amanhã, ou hoje mesmo, teremos alunos do básico, do secundário, do superior a dizer: "Ih... Ó setor não acredito que me vai anular o teste... Faça como os ilustríssimos senhores juízes do CEJ, seja justo comigo setor..."
BW
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Econômico ou económico?
Pediram-me para dar uma vista de olhos num trabalho de uma disciplina do ensino superior. Para fazer uma ou outra correcção, ver se estava tudo bem, os capítulos, se as conclusões eram pertinentes, etc.O trabalho abria com uma declaração em como não tinha sido feito plágio (uma novidade para os meus dias de jovem estudante universitária), de seguida todo o trabalho era um plágio completo: econômico, ação, fato... A formulação das frases... As citações de livros brasileiros, de editoras brasileiras... TUDO! Fiquei doente! Perante a minha indignação, um dos "autores" do trabalho ficou com aquele ar de que está tudo bem, qual é o mal? Português do Brasil? O que é isso?
Dias antes tinha participado numa avaliação sobre um sítio na Internet só de dados estatísticos. A dada altura perguntam-me se junto aos dados deveria vir alguma informação com contextualização sobre o que se terá passado para os números mudarem. Disse imediatamente que não, que é importante sermos nós a interpretar, a questionarmos porque é que de repente há uma quebra na natalidade (por exemplo) e que não há uma única justificação mas várias. Ainda dissertei sobre a importância pedagógica dos dados não serem interpretados pelos detentores do sitio; que um professor de Geografia ou de História pode pedir aos alunos para irem àquele site e a partir dos dados estatísticos estudarem qualquer coisa.
Na sala estavam dois professores do secundário que discordaram, que não, que é melhor estar lá tudo, que fica mais completo e é mais simples para os alunos.
A entrevistadora responde que também foram inquiridos estudantes universitários, que defendem a inclusão dessa informação, que dizem que não consultam tanto o site porque só tem dados.
Palavra de honra que a mediocridade me põe doente!
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O retrato da migração...
... é feito hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mas também aqui !
Algumas ideias a reter:
- estamos a "perder" gente qualificada: "Em 2000, 13 por cento dos portugueses com grau superior (90 mil) emigrara. Na União Europeia, este valor só era superado pela Eslováquia (14 por cento) e pela Irlanda (23 por cento).Os “novos emigrantes” são mais qualificados e escolhem o destino porque são informados, bem diferentes dos emigrantes dos séculos XIX e XX que iam atrás de um trabalho ou de familiares que os chamavam."
- os imigrantes são precisos: em nome do crescimento demográfico (é preciso gente que contribua para a segurança social e assim) e de vários sectores de actividade que, caso os imigrantes decidissem sair todos ao mesmo tempo, ficavam semi-paralisados.
O balanço é que as saídas - há 2,3 milhões de portugueses, nascidos em Portugal, a viver no estrangeiro - são maiores do que as entradas - há meio milhão de imigrantes.
O curioso disto tudo é que o ser humano nunca foi tão pouco migrante como actualmente, diz Rui Pena Pires. Apenas quatro por cento da população mundial é que migra.
BW
Algumas ideias a reter:
- estamos a "perder" gente qualificada: "Em 2000, 13 por cento dos portugueses com grau superior (90 mil) emigrara. Na União Europeia, este valor só era superado pela Eslováquia (14 por cento) e pela Irlanda (23 por cento).Os “novos emigrantes” são mais qualificados e escolhem o destino porque são informados, bem diferentes dos emigrantes dos séculos XIX e XX que iam atrás de um trabalho ou de familiares que os chamavam."
- os imigrantes são precisos: em nome do crescimento demográfico (é preciso gente que contribua para a segurança social e assim) e de vários sectores de actividade que, caso os imigrantes decidissem sair todos ao mesmo tempo, ficavam semi-paralisados.
O balanço é que as saídas - há 2,3 milhões de portugueses, nascidos em Portugal, a viver no estrangeiro - são maiores do que as entradas - há meio milhão de imigrantes.
O curioso disto tudo é que o ser humano nunca foi tão pouco migrante como actualmente, diz Rui Pena Pires. Apenas quatro por cento da população mundial é que migra.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Vagas do concurso nacional de acesso ao ensino superior público
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Vicky Harrison não aguentou 200 recusas aos seus pedidos de emprego
Vicky Harrison era uma jovem inglesa de 21 anos, depois de dois anos e 200 recusas de emprego pôs fim à vida. Pode ler mais aqui. Neste espaço é possível deixar uma mensagem à família que quer criar uma fundação para ajudar os jovens a lidar com as dificuldades que encontram num mercado de trabalho cada vez mais fechado. No Reino Unido o desemprego atinge dois milhões e meio de jovens, são já chamados uma "geração perdida".
Continuo sem perceber como é que a economia evolui, como é que cresce, com um mercado de emprego cada vez mais reduzido, com as empresas a cortar em postos de trabalho claramente necessários, com os administradores e accionistas a manter regalias, com uma classe média estrangulada, com jovens que terminam os estudos e não obtêm trabalho e sem meios de sair de casa dos pais... Alguém me explica?
BW
Continuo sem perceber como é que a economia evolui, como é que cresce, com um mercado de emprego cada vez mais reduzido, com as empresas a cortar em postos de trabalho claramente necessários, com os administradores e accionistas a manter regalias, com uma classe média estrangulada, com jovens que terminam os estudos e não obtêm trabalho e sem meios de sair de casa dos pais... Alguém me explica?
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sábado, 23 de janeiro de 2010
Instituições de ensino superior a mais
Diz um estudo de Vítor Crespo, ex-ministro da Educação, que Portugal tem instituições de ensino superior a mais. Existem 1,7 por cada cem mil habitantes, revela o estudo citado pelo Expresso. A sorte (ou o azar) é que vem aí a avaliação dos cursos que poderá fechar alguns e, de alguma maneira, reorganizar a rede de ensino superior, conforme noticia o PÚBLICO aqui e aqui . Mas o melhor mesmo é comprar o jornal pois as infografias (que não estão online) permitem ter uma ideia muito clara do que se fala, nomeadamente as áreas de estudo que produzem mais desempregados, útil para qualquer pai que se preocupe com o futuro e escolhas profissionais dos seus filhos.
BW
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
"Pequenas" preocupações
A brincar aos cabeleireiros, as duas primas de nove e sete anos vão conversando.
A mais velha, enquanto penteia os cabelos louros da mais nova, vai comentando: "Quero ser médica, mas se não conseguir emprego, posso ser cabeleireira ou florista..."
"Ou se fores despedida...", responde a mais pequena.
Desemprego e despedimento. "Tão pequenas e com tanto sentido nos problemas do país", espantou-se a avó, que presenciava a brincadeira e reproduziu a conversa, orgulhosa, aos pais.
São as preocupações e a realidade dos jovens licenciados, actuais e futuros, conforme se pode confirmar aqui.
BW
A mais velha, enquanto penteia os cabelos louros da mais nova, vai comentando: "Quero ser médica, mas se não conseguir emprego, posso ser cabeleireira ou florista..."
"Ou se fores despedida...", responde a mais pequena.
Desemprego e despedimento. "Tão pequenas e com tanto sentido nos problemas do país", espantou-se a avó, que presenciava a brincadeira e reproduziu a conversa, orgulhosa, aos pais.
São as preocupações e a realidade dos jovens licenciados, actuais e futuros, conforme se pode confirmar aqui.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Não é fácil ter 24 anos
"Não é fácil ter 24 anos", dizia uma familiar, com licenciatura e mestrado concluidos, na encruzilhada entre o continuar a estudar ou fazer trabalhos menos qualificados para a formação que os pais e o Estado pagaram. Com formação numa área científica, teve sempre excelentes notas, fez Erasmus e estágios em Portugal e no estrangeiro. E se o Governo publicita a importância da ciência no desenvolvimento do país, na prática, pessoas como ela estão à espera que algo de bom aconteça. Entretanto, continuam a responder e a enviar CV para todo o lado, enquanto fazem trabalhos para os quais não precisavam de tantas qualificações.
"Não é fácil ter 24 anos" e os ministros e reitores das universidades continuam a insistir na importância de ter formação superior e atiram com as estatísticas: um desempregado com licenciatura está menos tempo no desemprego do que um sem qualificações. Há tempos, lia um texto de Pedro Adão e Silva que dizia que não é mau ter licenciados em Direito a conduzir táxis. Por mim, prefiro continuar a ser conduzida pelo senhor Alberto, com a quarta classe "bem feita porque no tempo do Salazar é que era bom" e que ainda não se habituou ao GPS e a "essas modernices", do que por um aspirante a jurista, revoltado com a sua sorte.
"Não é fácil ter 24 anos". Sim, não é só em Portugal, mas no resto da Europa também. Senão, como explicar que a União Europeia tenha definido como idade limite os 30 anos para o acesso a iniciativas públicas destinadas aos jovens? Aí está a primeira medida do Governo português: alargar os benefícios do Cartão Jovem dos 25 para os 30 anos. E assim vamos torneando o problema do emprego. Ler aqui.
BW
"Não é fácil ter 24 anos" e os ministros e reitores das universidades continuam a insistir na importância de ter formação superior e atiram com as estatísticas: um desempregado com licenciatura está menos tempo no desemprego do que um sem qualificações. Há tempos, lia um texto de Pedro Adão e Silva que dizia que não é mau ter licenciados em Direito a conduzir táxis. Por mim, prefiro continuar a ser conduzida pelo senhor Alberto, com a quarta classe "bem feita porque no tempo do Salazar é que era bom" e que ainda não se habituou ao GPS e a "essas modernices", do que por um aspirante a jurista, revoltado com a sua sorte.
"Não é fácil ter 24 anos". Sim, não é só em Portugal, mas no resto da Europa também. Senão, como explicar que a União Europeia tenha definido como idade limite os 30 anos para o acesso a iniciativas públicas destinadas aos jovens? Aí está a primeira medida do Governo português: alargar os benefícios do Cartão Jovem dos 25 para os 30 anos. E assim vamos torneando o problema do emprego. Ler aqui.
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