Hoje espreitem o P2, o suplemento diário do PÚBLICO, e vão até ao blogue do PÚBLICO na Escola, o Página 23, para ler o que pensam as crianças do 2.º ao 7.º anos, sobre a crise, as eleições, os candidatos, a política, o rendimento mínimo, as soluções que apresentam...
Tenho muito orgulho do trabalho feito!
Os parabéns e agradecimentos a todos os alunos que escreveram e aos professores que nos ajudaram a montar este trabalho! Muito obrigada!
BW
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Para quem vem aqui através do apelo do senhor César Preto...
... verificar se eu sou uma grande defensora da escola pública, seja bem vindo!
O que aqui poderá confirmar é que os jornalistas não são amorfos, pensam e são pessoas. E este é o MEU espaço, onde EU escrevo o que penso sobre a vida, os filhos, a família, a educação, a escola, etc. Outra coisa é o MEU trabalho que está plasmado nas notícias, reportagens e entrevistas que são publicadas no PÚBLICO.
Tudo isto por causa deste texto! Escrevi-o porque sou uma grande defensora do privado, porque estou a fazer publicidade aos colégios, a começar pelo Moderno, acusam alguns dos leitores do PÚBLICO, nomeadamente o senhor César Preto que convida os leitores a vir aqui confirmar a marota que eu sou, que misturo trabalho com convicções pessoais.
Passo a contextualizar os leitores:
1. Eu não escrevi a reportagem do Moderno porque defendo o privado, escrevi-a porque me foi pedida. É que os jornalistas têm editores e directores acima deles e não escrevem só o que querem... Aceitei a ideia (atenção: por vezes, os jornalistas têm liberdade para dizer não, que isto aqui não é uma ditadura!) porque havia um facto de que tinha conhecimento: alguns colégios tinham fila à porta para pré-inscrições. Quando comecei a pesquisar - falei com vários colégios, como se pode ver aqui - percebi já ninguém tinha filas, à excepção do Moderno, embora pouco significativa porque as matrículas podem ser feitas pela Internet, como nos outros.
2. Depois de informar os meus superiores ficou decidido que ainda assim avançaria para a reportagem. O ângulo já não eram as filas, mas os que se recusavam a fazer a matrícula pela Internet. E, para isso, teria de falar com os pais que se juntavam à porta do Moderno. Lá fomos nós, jornalista e repórter fotográfico para a porta do colégio uma noite antes e no dia das inscrições.
3. O que se lê na reportagem não é um elogio ao colégio, mas as motivações e reacções dos pais que se sacrificam a passar uma noite (talvez mais) à porta de uma escola. Aliás, não foi nada fácil fazer um texto quando os pais, os que passaram ali a noite, se fecharam em copas e se recusaram a falar e a ser fotografados porque têm vergonha de estar numa fila, porque sabem que estão a fazer uma coisa que a própria directora lhes pediu para não fazer, porque já faz pouco sentido nos dias que correm. "Ó minha senhora, de mim não leva nada", é paradigmático do sentimento daqueles pais.
4. Nas páginas do jornal, podem ler-se ainda dois textos que são sobre as angústias que os pais passam à frente do computador a fazer a pré-inscrição e os critérios de admissão dos colégios.
CONCLUSÃO:
1. O trabalho, no seu conjunto, tem a função de informar os leitores que: ainda há pais que se sujeitam a passar noites em claro por causa do futuro dos filhos; os colégios continuam a ter procura, a matrícula não se faz presencialmente mas pela Internet; e é a direcção dos colégios que tem a última palavra, não os pais que fazem os sacrifícios e vão viver a angústia de não saber se o filho foi ou não admitido, senão daqui por uns meses.
2. O que não está no texto mas que motiva os comentários mais agrestes é isto: O sacrifício que os pais fazem para NÃO meter os filhos na escola pública e isso é que dói!
3. Mas também sabemos dos enganos que os pais cometem para meter os filhos NAQUELA escola pública e o que esta faz para seleccionar os alunos. Esse trabalho também já foi feito no PÚBLICO.
BW
PS1: Na manhã em que fui para o Moderno, apanhei uma taxista que me descrevia a sua relação com a imprensa: "Vocês [PÚBLICO] é mais política, não é? Eu gosto de ler o Correio da Manhã porque percebo tudo! Eu para ler o Diário de Notícias tenho que ter um dicionário ao lado porque não conheço muitas palavras. Vocês [os jornalistas] esquecem-se que o povo só tem a quarta classe e não aprendemos as palavras todas."
Lembrei-me desta conversa porque quando leio alguns comentários penso que quem leu a notícia, a entrevista ou a reportagem não percebeu porque não compreende, porque não sabe interpretar, porque tem a mania da teoria da conspiração e lê sempre com esses óculos postos.
E de seguida penso, a escola tem TANTO trabalho pela frente! E, logo depois, tremo quando penso que alguns dos comentadores são professores, são aqueles que deviam ensinar as crianças a serem livres e a interpretar...
PS2: Os jornalistas também vão atrás de pistas que os leitores ou outros lhes dão sobre determinados assuntos; também escrevem sobre actualidade; sobre queixas, acusações, etc. Raramente escrevem sobre as coisas de que gostam.
O que aqui poderá confirmar é que os jornalistas não são amorfos, pensam e são pessoas. E este é o MEU espaço, onde EU escrevo o que penso sobre a vida, os filhos, a família, a educação, a escola, etc. Outra coisa é o MEU trabalho que está plasmado nas notícias, reportagens e entrevistas que são publicadas no PÚBLICO.
Tudo isto por causa deste texto! Escrevi-o porque sou uma grande defensora do privado, porque estou a fazer publicidade aos colégios, a começar pelo Moderno, acusam alguns dos leitores do PÚBLICO, nomeadamente o senhor César Preto que convida os leitores a vir aqui confirmar a marota que eu sou, que misturo trabalho com convicções pessoais.
Passo a contextualizar os leitores:
1. Eu não escrevi a reportagem do Moderno porque defendo o privado, escrevi-a porque me foi pedida. É que os jornalistas têm editores e directores acima deles e não escrevem só o que querem... Aceitei a ideia (atenção: por vezes, os jornalistas têm liberdade para dizer não, que isto aqui não é uma ditadura!) porque havia um facto de que tinha conhecimento: alguns colégios tinham fila à porta para pré-inscrições. Quando comecei a pesquisar - falei com vários colégios, como se pode ver aqui - percebi já ninguém tinha filas, à excepção do Moderno, embora pouco significativa porque as matrículas podem ser feitas pela Internet, como nos outros.
2. Depois de informar os meus superiores ficou decidido que ainda assim avançaria para a reportagem. O ângulo já não eram as filas, mas os que se recusavam a fazer a matrícula pela Internet. E, para isso, teria de falar com os pais que se juntavam à porta do Moderno. Lá fomos nós, jornalista e repórter fotográfico para a porta do colégio uma noite antes e no dia das inscrições.
3. O que se lê na reportagem não é um elogio ao colégio, mas as motivações e reacções dos pais que se sacrificam a passar uma noite (talvez mais) à porta de uma escola. Aliás, não foi nada fácil fazer um texto quando os pais, os que passaram ali a noite, se fecharam em copas e se recusaram a falar e a ser fotografados porque têm vergonha de estar numa fila, porque sabem que estão a fazer uma coisa que a própria directora lhes pediu para não fazer, porque já faz pouco sentido nos dias que correm. "Ó minha senhora, de mim não leva nada", é paradigmático do sentimento daqueles pais.
4. Nas páginas do jornal, podem ler-se ainda dois textos que são sobre as angústias que os pais passam à frente do computador a fazer a pré-inscrição e os critérios de admissão dos colégios.
CONCLUSÃO:
1. O trabalho, no seu conjunto, tem a função de informar os leitores que: ainda há pais que se sujeitam a passar noites em claro por causa do futuro dos filhos; os colégios continuam a ter procura, a matrícula não se faz presencialmente mas pela Internet; e é a direcção dos colégios que tem a última palavra, não os pais que fazem os sacrifícios e vão viver a angústia de não saber se o filho foi ou não admitido, senão daqui por uns meses.
2. O que não está no texto mas que motiva os comentários mais agrestes é isto: O sacrifício que os pais fazem para NÃO meter os filhos na escola pública e isso é que dói!
3. Mas também sabemos dos enganos que os pais cometem para meter os filhos NAQUELA escola pública e o que esta faz para seleccionar os alunos. Esse trabalho também já foi feito no PÚBLICO.
BW
PS1: Na manhã em que fui para o Moderno, apanhei uma taxista que me descrevia a sua relação com a imprensa: "Vocês [PÚBLICO] é mais política, não é? Eu gosto de ler o Correio da Manhã porque percebo tudo! Eu para ler o Diário de Notícias tenho que ter um dicionário ao lado porque não conheço muitas palavras. Vocês [os jornalistas] esquecem-se que o povo só tem a quarta classe e não aprendemos as palavras todas."
Lembrei-me desta conversa porque quando leio alguns comentários penso que quem leu a notícia, a entrevista ou a reportagem não percebeu porque não compreende, porque não sabe interpretar, porque tem a mania da teoria da conspiração e lê sempre com esses óculos postos.
E de seguida penso, a escola tem TANTO trabalho pela frente! E, logo depois, tremo quando penso que alguns dos comentadores são professores, são aqueles que deviam ensinar as crianças a serem livres e a interpretar...
PS2: Os jornalistas também vão atrás de pistas que os leitores ou outros lhes dão sobre determinados assuntos; também escrevem sobre actualidade; sobre queixas, acusações, etc. Raramente escrevem sobre as coisas de que gostam.
domingo, 24 de outubro de 2010
O Elemento, de Ken Robinson
É de 2006 e já conhecia... Na verdade, andei à procura no blogue e não encontrei mas provavelmente já o partilhei aqui... Se sim, peço desculpa e... Revejam!
Lembrei-me deste video porque vi Ken Robinson em Portugal há uns anos e gostei. Voltei a encontrá-lo nas livrarias, desta vez em forma de livro. Foi lançado, pela Porto Editora, O Elemento que fala de educação, das escolas matarem a criatividade dos mais novos, dos diferentes tipos de inteligência, do futuro da educação e da necessidade de cada um de nós (sobretudo os filhos), descobrirmos "o elemento", o que adoramos fazer e a possibilidade de conseguirmos conciliar o que gostamos com o que fazemos!
Este video é um bom resumo dos primeiros capítulos do livro (que ainda estou a ler) e conta a história de Gillian Lynn, a menina que na década de 1930 não parava quieta na sala de aula, que a escola queria por numa turma para crianças com necessidades educativas especiais (o rótulo ainda não era conhecido) e cuja mãe a levou a um psiquiatra. O médico não diagnosticou hiperactividade, nem lhe deu ritalina (também ainda não tinham sido inventadas) mas aconselhou-a a pôr a menina numa escola de dança.
Gillian foi bailarina e criadora das coreografias de Cats ou do Fantasma da Ópera. Mas há outros exemplos como Mick Fleetwood, baterista e fundador da banda Fleetwood Mac, o prémio Nobel da Economia Paul Samuelson (quem não tem a sua bíblia em casa?) e muitos outros.
Não sei se fala de Michael Phelps, o nadador norte-americano mais medalhado em Pequim, mas ainda não me esqueci de uma das primeiras declarações que fez, pós-ganhar tantas medalhas, foi para lembrar a professora que lhe disse que ele nunca ia fazer nada na vida. De uma forma ou de outra, os professores marcam-nos para sempre!
Às vezes, os pais e a escola têm dificuldade em descobrir o que é que os filhos e alunos têm de melhor e potenciá-lo.
É preciso estarmos atentos. Até porque, aparentemente, a sociedade está a deixar de formar para o emprego seguro e duradouro, mas para o emprego criativo, para o próprio emprego!
BW
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Combarros - Galiza

Os palheiros armazenam também as feridas de quem lá tentou proteger o alimento perene. O gato afasta-se do peso das histórias que a pedra tem marcadas. Deita-se no chão, mas também ele fala. Ecoam os pés dos que calcorrearam aquele chão, dos que fugiram, se esconderam, dos que ali amaram.
Gato que brincas na rua, invejo a sorte que é tua, pois nem sorte se chama. É o fado. O de ouvir, ver e cheirar aquilo que os turistas nem sonham.
Ana Soares
sábado, 22 de maio de 2010
Pontevedra
Da água surgiu a sede.Da sede, a vontade de correr o mundo e perseguir o seu curso natural.
Viajar é ir atrás desta sede.
Ana Soares
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A janela da minha escola
Quantos sonhos, risos, desilusões, esperanças terão acontecido lá dentro? Quantas descobertas, erros, tentativas e esperanças?
Lá, longe, lembro o cheiro da madeira. Toco o lápis a rodar nas minhas mão, quase que oiço as aparas, pouco coloridas, a cair no cesto.
Sinto o fresco das idas à casa de banho, no pátio. Oiço a corda a rodar e bater no chão a cada volta e salto. Lembro os amigos que deveriam ter sido para sempre.
Memórias de uma escola que também fez de mim quem sou.
Ana Soares
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