Acho saudável conseguirmos rir de nós próprios e das nossas "happy busy lifes", como diz uma amiga minha.
No que diz respeito ao meu papel de mãe e à vida e rotinas familiares, encontrei a solução ideal para soltar esse riso e pôr todos, pai, mãe e filhos a rir do quotidiano das personagens, que é também o nosso. Trata-se da série cómica francesa "Fait pas ci, fait pas ça" (traduzida para "Pais desesperados"), que tem a vantagem de ser um programa passível de ser feito com os mais novos cá de casa.
Hoje dei comigo a pensar se me identificaria mais com a família Lepic, estranhamente conservadora, ou Bouley, moderna e "cool" e se os meus filhos me veriam mais como a mãe Fabianne ou como a Valérie. Apesar de não lhes ter feito esta pergunta, cheguei à conclusão que me revejo em ambas. Na primeira, no desejo de "ser" super mãe (no caso dela de quatro filhos), de dar conta de tudo e, por isso, muitas vezes, desesperar. Resultado: mau humor e stress salpicados por alguma gritaria pela casa fora. Por outro lado, acho que também me identifico com a Valérie, uma mãe mais moderna, mas com imensa dificuldade em assumir que gosta de mandar, que adora a sua profissão e que não percebeu, ainda, que os anos passaram (e que... já vai ser avó).
A vida em família nem sempre é um mar de rosas, todos sabemos. Passamos a vida a dizer aos miúdos "Fait pas ci, fait pas ça", como a música do genérico, que dá título à série, repete insistentemente (vale a pena ouvir!). Mas, mesmo assim, somos todos felizes. Acho que os meus filhos se divertem, mas sobretudo creio que a série lhes permite perceber que as suas vidas atarefadas, que as rabugices, regras, zangas fazem parte da dinâmica (saudável) de uma família. E que, no fim, todos nos aceitamos e amamos assim. Saibamos rir mais das nossas rotinas. Acredito que será mais fácil viver com elas, mesmo quando o despertador toca cedo e parece que ainda não recuperámos do dia anterior.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
É importante saber rir das rotinas
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Se não se demitiu até agora, que se demita depois do problema resolvido, sff
É uma coisa anti-natura: os alunos não querem furos, querem aprender, querem professores.
OK, na primeira semana ainda vai. É giro, é divertido, está calor, os dias ainda são de Verão, cheiram a férias... Mas depois, depois há que pensar que há exames para fazer no final do ano. Há matéria para aprender e ninguém quer ter aulas extra – nem alunos, nem professores. Por que têm de ser castigados pela incompetência do ministério?
As escolas mais afectadas são as que têm contratos de autonomia e as que estão em Territórios de Intervenção Prioritária (TEIP). Neste último caso, as escolas que recebem as crianças mais frágeis, as que mais precisam, as dos bairros, as que os pais trabalham e não têm onde as deixar, as que as mães limpam escritórios de noite e de madrugada, as que passam fome, as que não sabem o que é o gosto pelo estudo, pelo conhecimento, enfim, as que mais precisam!
Recorde-se que estas escolas podiam escolher os seus professores. Afinal, não é fácil trabalhar com estes alunos, é preciso ter alguma predisposição, é preciso dar-lhes estabilidade... Mas este Governo, tão defensor da autonomia, cortou essa liberdade às escolas e agora estas são das principais prejudicadas com a falta de professores colocados.
Como Paulo Guinote lembra muito bem, Nuno Crato queria a implosão do ministro e conseguiu a explosão das escolas... Das escolas públicas, sublinhe-se.
Estará o ministro a fazer um enorme favor ao privado, em nome da liberdade de escolha? Porque nas escolas do sistema privado as aulas decorrem com toda a normalidade, os alunos têm todos os professores, estão a dar matéria e a preparar-se para os exames. Vai ser interessante olhar para os rankings, em Outubro de 2015.
Compreende-se a ideologia neoliberal deste Governo que se diz social-democrata mas que nada percebe de social democracia: dar cabo do sistema público de ensino, dar cabo das oportunidades dos que menos podem. Vergar a classe média remedidada e os pobres, não lhes dar acesso à educação, fomentar desigualdades, oferecer-lhes o profissional e tecnológico que não têm capacidades para mais. Estarei a exagerar?...
O ministro espera que tudo se resolva até à próxima semana.
Os professores, pais e alunos esperam que, depois da situação estar resolvida, o ministro se demita, já que não teve, até agora, a hombridade para tal.
BW
OK, na primeira semana ainda vai. É giro, é divertido, está calor, os dias ainda são de Verão, cheiram a férias... Mas depois, depois há que pensar que há exames para fazer no final do ano. Há matéria para aprender e ninguém quer ter aulas extra – nem alunos, nem professores. Por que têm de ser castigados pela incompetência do ministério?
As escolas mais afectadas são as que têm contratos de autonomia e as que estão em Territórios de Intervenção Prioritária (TEIP). Neste último caso, as escolas que recebem as crianças mais frágeis, as que mais precisam, as dos bairros, as que os pais trabalham e não têm onde as deixar, as que as mães limpam escritórios de noite e de madrugada, as que passam fome, as que não sabem o que é o gosto pelo estudo, pelo conhecimento, enfim, as que mais precisam!
Recorde-se que estas escolas podiam escolher os seus professores. Afinal, não é fácil trabalhar com estes alunos, é preciso ter alguma predisposição, é preciso dar-lhes estabilidade... Mas este Governo, tão defensor da autonomia, cortou essa liberdade às escolas e agora estas são das principais prejudicadas com a falta de professores colocados.
Como Paulo Guinote lembra muito bem, Nuno Crato queria a implosão do ministro e conseguiu a explosão das escolas... Das escolas públicas, sublinhe-se.
Estará o ministro a fazer um enorme favor ao privado, em nome da liberdade de escolha? Porque nas escolas do sistema privado as aulas decorrem com toda a normalidade, os alunos têm todos os professores, estão a dar matéria e a preparar-se para os exames. Vai ser interessante olhar para os rankings, em Outubro de 2015.
Compreende-se a ideologia neoliberal deste Governo que se diz social-democrata mas que nada percebe de social democracia: dar cabo do sistema público de ensino, dar cabo das oportunidades dos que menos podem. Vergar a classe média remedidada e os pobres, não lhes dar acesso à educação, fomentar desigualdades, oferecer-lhes o profissional e tecnológico que não têm capacidades para mais. Estarei a exagerar?...
O ministro espera que tudo se resolva até à próxima semana.
Os professores, pais e alunos esperam que, depois da situação estar resolvida, o ministro se demita, já que não teve, até agora, a hombridade para tal.
BW
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Os "paizinhos" não valem nada
A classe docente sente-se isolada. Nem quando tem os pais do seu lado, consegue vê-los.
Há dias, num grupo do facebook, no qual estou porque me convidaram, mas onde estão maioritariamente professores, uma docente escreve: "Os paizinhos andam a dormir. Se os meninos têm mais um dia de férias começam logo a refilar porque não têm onde deixar os rebentos. Agora ninguém diz nada!"
Estava a professora a referir-se à falta de professores na escola mas quando me chamam "paizinhos", sobe-me a mostarda ao nariz. Acho de uma falta de chá que não resisti a responder: "Que professor merece respeito quando fala assim dos pais? "Paizinhos" ou "pais"? Se não fossem os pais, os professores não tinham matéria-prima para ensinar. Respeite para não ser chamada de "professoreca"."
Pouco depois, a professora responde-me do alto da sua sabedoria: "Eu sou mãezinha e professoreca. É preciso ser inteligente para decifrar este post."
Estúpida, Bárbara, toma lá para aprenderes!
Mas há uma outra colega que sentiu a necessidade de ser pedagógica: "Bárbara Wong, a colega não criticou os pais, apenas disse que andavam a dormir pois há escolas onde faltam mesmo muitos professores. Eu enquanto mãe não tolero que isso aconteça nesta altura do ano. Ao meu filho falta-lhe um professor e já mandei reclamações para vários sítios. As aulas já iniciaram praticamente há 15 dias e é inadmissível ainda não estar um professor colocado naquela vaga. Tenho um agrupamento ao pé de casa onde faltam 41 professores. Você acha isso normal? Pois eu não acho e sou mãe!"
Mas a professora acredita que eu não compreendi o que a sua colega queria dizer? Eu percebo, não gosto é que chamem "paizinhos" a um parceiro educativo. E por mim a conversa acabou.
Só que faltava a professora indignada porque há uma "mãezinha" que entra em diálogo. Então, ainda não sabe que os professores não podem nunca ser questionados e tudo o que dizem é verdade? Ai, ai, ai...
"Agora chama-se matéria-prima aos alunos! A D. Bárbara deu a sua opinião através da escrita!! Aprendeu a escrever sozinha? Reforça a ideia de que alguns "paizinhos" andam a dormir; ou melhor nunca acordaram para a realidade que é ter um filho, ter alguém que devem cuidar e educar. A forma como muitos agem não são dignos de serem chamados "paizinhos" quanto mais de PAIS! A D. Bárbara não entre em disputa comigo porque não lhe vou responder mais! Sei o que pretende"
A D. Bárbara é respeitadora e não entra em "disputa" até porque a D. Bárbara não sabe "o que pretende", nem sabe o que responder a alguém que destila ódio pelos pais que não merecem ter filhos - talvez fosse de criar um órgão nacional onde estivesse esta professora a decidir quem pode ou não ter descendentes.
A D. Bárbara gosta de diálogos construtivos por isso, não sabe do que a professora está a falar. O que a D. Bárbara sabe é que a docente na sua escrita revela estar confusa ou furiosa com o mundo. A D. Bárbara teme pelos alunos desta professora.
Um pormenor de menor importância: A D. Bárbara detesta que lhe chamem "dona", chamem-lhe "Bárbara", "menina Bárbara", "senhora" ou "senhora dona"; mas "dona" é que não. Nem "doutora", chamem-lhe "jornalista". Gostos não se discutem.
O comentário da senhora professora tem quatro "gostos", inclusive há uma colega que diz que já tinha pensado o mesmo (?!?): Toma lá, ó D. Bárbara, o que tu queres sabemos nós!
O último comentário é revelador da classe de alguma classe docente: "Os pais são ignorantes... se o não fossem valorizariam a educação dos seus filhos e saberiam lutar mais por estes direitos fundamentais!!"
Temi que terminasse com um "morte aos pais". Mas pronto, são só uns "ignorantes". As senhoras professoras é que são o suprassumo da inteligência! E devem ter nascido de geração espontânea! Não acredito que tivessem pais, porque se assim fosse seriam tods uns ignorantes, não mereciam ser pais, eram uns "paizinhos"...
A verdade, é que estas senhoras professoras em concreto não viram notícias nos últimos dias, não leram jornais, não ouviram rádio - acredito que estivessem ocupadas a preparar aulas e a conhecer os seus alunos - porque se o tivessem feito, teriam visto os pais às portas das escolas a protestar. Se passeassem pelas redes sociais, leriam as queixas dos pais porque faltam professores nas escolas. Portanto, os "paizinhos" estão do lado dos professores. Quer dizer, os pais acham que estão ao lado dos professores, mas têm um problema de perspectiva porque, na verdade, os professores estão lá tão em cima, mas tão em cima que não conseguem ver os pais.
Uma pena porque a união faz a força.
BW
Há dias, num grupo do facebook, no qual estou porque me convidaram, mas onde estão maioritariamente professores, uma docente escreve: "Os paizinhos andam a dormir. Se os meninos têm mais um dia de férias começam logo a refilar porque não têm onde deixar os rebentos. Agora ninguém diz nada!"
Estava a professora a referir-se à falta de professores na escola mas quando me chamam "paizinhos", sobe-me a mostarda ao nariz. Acho de uma falta de chá que não resisti a responder: "Que professor merece respeito quando fala assim dos pais? "Paizinhos" ou "pais"? Se não fossem os pais, os professores não tinham matéria-prima para ensinar. Respeite para não ser chamada de "professoreca"."
Pouco depois, a professora responde-me do alto da sua sabedoria: "Eu sou mãezinha e professoreca. É preciso ser inteligente para decifrar este post."
Estúpida, Bárbara, toma lá para aprenderes!
Mas há uma outra colega que sentiu a necessidade de ser pedagógica: "Bárbara Wong, a colega não criticou os pais, apenas disse que andavam a dormir pois há escolas onde faltam mesmo muitos professores. Eu enquanto mãe não tolero que isso aconteça nesta altura do ano. Ao meu filho falta-lhe um professor e já mandei reclamações para vários sítios. As aulas já iniciaram praticamente há 15 dias e é inadmissível ainda não estar um professor colocado naquela vaga. Tenho um agrupamento ao pé de casa onde faltam 41 professores. Você acha isso normal? Pois eu não acho e sou mãe!"
Mas a professora acredita que eu não compreendi o que a sua colega queria dizer? Eu percebo, não gosto é que chamem "paizinhos" a um parceiro educativo. E por mim a conversa acabou.
Só que faltava a professora indignada porque há uma "mãezinha" que entra em diálogo. Então, ainda não sabe que os professores não podem nunca ser questionados e tudo o que dizem é verdade? Ai, ai, ai...
"Agora chama-se matéria-prima aos alunos! A D. Bárbara deu a sua opinião através da escrita!! Aprendeu a escrever sozinha? Reforça a ideia de que alguns "paizinhos" andam a dormir; ou melhor nunca acordaram para a realidade que é ter um filho, ter alguém que devem cuidar e educar. A forma como muitos agem não são dignos de serem chamados "paizinhos" quanto mais de PAIS! A D. Bárbara não entre em disputa comigo porque não lhe vou responder mais! Sei o que pretende"
A D. Bárbara é respeitadora e não entra em "disputa" até porque a D. Bárbara não sabe "o que pretende", nem sabe o que responder a alguém que destila ódio pelos pais que não merecem ter filhos - talvez fosse de criar um órgão nacional onde estivesse esta professora a decidir quem pode ou não ter descendentes.
A D. Bárbara gosta de diálogos construtivos por isso, não sabe do que a professora está a falar. O que a D. Bárbara sabe é que a docente na sua escrita revela estar confusa ou furiosa com o mundo. A D. Bárbara teme pelos alunos desta professora.
Um pormenor de menor importância: A D. Bárbara detesta que lhe chamem "dona", chamem-lhe "Bárbara", "menina Bárbara", "senhora" ou "senhora dona"; mas "dona" é que não. Nem "doutora", chamem-lhe "jornalista". Gostos não se discutem.
O comentário da senhora professora tem quatro "gostos", inclusive há uma colega que diz que já tinha pensado o mesmo (?!?): Toma lá, ó D. Bárbara, o que tu queres sabemos nós!
O último comentário é revelador da classe de alguma classe docente: "Os pais são ignorantes... se o não fossem valorizariam a educação dos seus filhos e saberiam lutar mais por estes direitos fundamentais!!"
Temi que terminasse com um "morte aos pais". Mas pronto, são só uns "ignorantes". As senhoras professoras é que são o suprassumo da inteligência! E devem ter nascido de geração espontânea! Não acredito que tivessem pais, porque se assim fosse seriam tods uns ignorantes, não mereciam ser pais, eram uns "paizinhos"...
A verdade, é que estas senhoras professoras em concreto não viram notícias nos últimos dias, não leram jornais, não ouviram rádio - acredito que estivessem ocupadas a preparar aulas e a conhecer os seus alunos - porque se o tivessem feito, teriam visto os pais às portas das escolas a protestar. Se passeassem pelas redes sociais, leriam as queixas dos pais porque faltam professores nas escolas. Portanto, os "paizinhos" estão do lado dos professores. Quer dizer, os pais acham que estão ao lado dos professores, mas têm um problema de perspectiva porque, na verdade, os professores estão lá tão em cima, mas tão em cima que não conseguem ver os pais.
Uma pena porque a união faz a força.
BW
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