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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Já não há 500 euros para os melhores alunos

Eu não gosto de quadros de honra. Eu não gosto de prémios de mérito. Eu não gosto de fardas! Tudo me faz lembrar tempos antigos e as saudades de Salazar, que era o que este país precisava, agorinha mesmo, de um novo Salazar! Tudo me faz lembrar hinos da Mocidade Portuguesa - "cá vamos, cantando e rindo", marchas, saudações e uniformização da sociedade portuguesa onde abolimos tudo o que é diferente.
Não gosto e já disse a quem de direito.
Os prémios de mérito criados por Maria de Lurdes Rodrigues tinham como função, como o próprio nome indica, premiar os alunos com melhores resultados e não era só o dar um aperto de mão, uma pancadinha nas costas e os parabéns, pois tinham um valor pecuniário a entregar aos alunos no Dia do Diploma (outro nome horroroso!). Este valor, acredito, pode ter motivado alguns estudantes a conseguir fazer ainda melhor e a merecer recebê-lo!
Apesar de não gostar, reconheço que tem um fim nobre e que pode ser motivador e até um exemplo para os restantes estudantes.
Apesar de não gostar, não fiquei contente com a medida agora anunciada de os retirar. A dias de os miúdos receberem o dinheiro dizer-lhes "esqueçam" é, no mínimo, desonesto, para não dizer injusto; se há coisa que os alunos não são é parvos e dizer-lhes "não é para vocês é para os pobrezinhos porque vocês têm de aprender a ser solidários" é... desonesto.
É até incongruente da parte de um ministro que foi ao aeroporto receber os alunos que participaram nas olimpíadas de Matemática e felicitou o aluno que ganhou bronze nas olimpíadas de Biologia... É contraditório da parte de uma pessoa que defende o mérito...
O mérito só é válido e só é premiado se não custar dinheiro ao Estado? Ou se for conquistado no estrangeiro?
Não sei mesmo se esta medida não é ilegal. Afinal o despacho de Maria de Lurdes Rodrigues não foi revogado... Não teria sido melhor, primeiro revogar o documento e abolir a coisa só para o ano?
BW

sábado, 30 de julho de 2011

Provas de superação

- Na escola dos teus filhos existem provas de superação? pergunta um amigo, pai e professor.
- Não sei... De recuperação, sei que existem.
A partir daqui, ouço-o lamentar-se porque os professores, seus colegas de trabalho, só têm preocupações com os alunos que estão em risco de chumbar, que é com os que têm mais dificuldades que trabalham, esquecendo os outros, os medianos e os que se podem superar. Cada turma pode ter, pelo menos, três níveis e os professores trabalham para a mediania ou para a mediocridade.
Nós, os pais nunca estamos satisfeitos, seja em que patamar estejam os nossos filhos. Se eles estão em risco de chumbar, queremos lá saber se o professor trabalha ou não com os outros! Queremos é que o professor trabalhe com o nosso e o prepare para conseguir superar os obstáculos. Os outros estão bem, o nosso é que não!
Se o nosso filho pode fazer melhor, queremos que o professor trabalhe com ele e reconheça as suas capacidades e ambições, que o ensine a superar-se, a ser melhor.
Contudo, o que nos parece, é que os professores não fazem nem uma coisa, nem outra. Mas isso somos nós, do lado de cá do muro, que não temos acesso a tudo. Assustador é ouvir um pai/professor fazer essa análise, frustrado com os conselhos de turma que levam horas a discutir a passagem de um 2 para 3 (numa escala se 1 a 5), mas que não querem saber dos que poderiam ter um 5 em vez do 4.
BW

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nuno Crato é o novo ministro da Educação

Professor universitário, presidente do Taguspark, cronista do Expresso, ex-presidente da Sociedade Portuguesa da Matemática, conhecido pelas suas posições a favor dos exames no final de cada ciclo, contra o facilitismo dos mesmos, a favor da avaliação dos professores... Nuno Crato é o ministro que acumula as pastas da Educação, Ensino Superior e Ciência.
Adeus aos dois ministérios, aos dois ministros, aos três secretários de Estado! Olá a um único ministério que congrega todo o ensino. Resta saber quantos e, sobretudo, quem são os secretários de Estado.
BW

terça-feira, 14 de junho de 2011

testes e mais testes

Retomo o tema dos testes intermédios.
No trabalho ontem publicado pelo Público temos alguns números interessantes:
2005/2006 - 4 testes intermédios (todos no Secundário);
2009/10 - 17 testes (3 no 9º ano, os restantes no Secundário);
2010/11 -  23 testes (2 no 1º ciclo, 1 no 8º ano, 8 no 9º ano, os restantes no Secundário).

Concordo que são demais.
Mas porque  acredito que podem ser úteis indicadores:
- defendo que deviam ser "estrategicamente" distribuídos pelos diferentes anos escolares e que deveria, anualmente, haver apenas um de cada disciplina que é sujeita a exame;
- reitero que devia haver intermédio de Português no Secundário (ora não é de estranhar que dos 23 testes intermédios realizados este ano lectivo, 12 dos quais no Secundário, nenhum tenha sido de Português?).
E concluo dizendo que o que os alunos fazem a mais são testes. Não apenas os intermédios.

Os alunos precisam de tempo para se poderem concentrar e tirar proveito do estudo que fazem para os testes. Para que isso aconteça, não podem ter 2, 3 ou 4 testes na mesma semana. 

Menos elementos de avaliação.
Melhores elementos de avaliação.
Mais feedback para pais e alunos.
Provavelmente, melhores resultados.
Certamente, mais aprendizagens.

Ana Soares

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que pensam as crianças sobre as eleições

Hoje espreitem o P2, o suplemento diário do PÚBLICO, e vão até ao blogue do PÚBLICO na Escola, o Página 23, para ler o que pensam as crianças do 2.º ao 7.º anos, sobre a crise, as eleições, os candidatos, a política, o rendimento mínimo, as soluções que apresentam...
Tenho muito orgulho do trabalho feito!
Os parabéns e agradecimentos a todos os alunos que escreveram e aos professores que nos ajudaram a montar este trabalho! Muito obrigada!
BW

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Governo Sócrates em balanço

O PÚBLICO está a fazer um balanço do Governo Sócrates, os seis anos do executivo, em diversas áreas. Hoje foi a vez da Educação, centrada apenas no mandato de Isabel Alçada. Um trabalho de Clara Viana completo, onde foram ouvidos não só os partidos mas também os professores. O título da primeira página do PÚBLICO é apetecível: "Mudança cosmética" deixou quase tudo por fazer na Educação. A ler.
BW

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os pais das Novas Oportunidades

Já em Dezembro, Margarida Gaspar de Matos dizia, com base nos resultados dos seu estudo para a OMS que as Novas Oportunidades podiam estar a mudar a percepção dos pais relativamente à educação e à saúde dos filhos. Lucília Salgado centrou o seu estudo, pedido pela ANQ que tutela as Novas Oportunidades, nos adultos que fizeram o programa e chega a conclusões semelhantes: os adultos têm mais auto-estima, um maior sentimento de realização e de valorização pessoal e uma melhoria da capacidade de comunicação e de relação com outros. Mais conclusões aqui.
BW

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Com as festas...

... o relatório sobre os Testes Intermédios (TI) passou ao lado da maioria dos órgãos de comunicação social, excepto do i.
Os alunos do 3.º ciclo e do secundário não sabem interpretar, nem a Português, nem a Matemática. Não é novo, já todos o sabíamos. É grave e a culpa não é só do Governo, mas das famílias e dos professores.
O que não me parece muito correcto é comparar estes resultados com o PISA. Os TI testam os alunos nas disciplinas, tendo por base os programas das mesmas; os do PISA avaliam os estudantes na literacia da língua, matemática e científica, ou seja, os alunos não respondem a perguntas sobre matéria, como nos primeiros.
Os TI são feitos a meio do ano, para algumas escolas são uma espécie de preparação para os exames nacionais (no caso dos alunos do 8.º ano), por todos os alunos desses anos de escolaridade. O PISA é feito por estudantes de 15 anos, independentemente do ano de escolaridade que frequentam, que são escolhidos aleatoriamente, cerca de 40/escola, em pouco mais de 200 estabelecimentos de ensino.
Só estas duas premissas deveriam servir aos professores e comentadores de serviço para não extrapolarem. Parabéns ao Gave por esta atitude de transparência, ou seja, os testes fazem-se e os seus resultados não só chegam às escolas onde os TI foram feitos, como chegam ao grande público. O relatório está aqui.
BW

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O custo mais baixo do privado "é um mito"...

... quem o diz é o secretário de Estado da Educação João Trocado da Mata. Hoje, na Assembleia da República, na discussão do Orçamento de Estado (OE) de 2011, o governante fez as contas a quanto custa um aluno do ensino público, tendo por base o OE.
O OE é de 6,3 mil milhões de euros, destes, a dotação para o ensino particular é de 285 milhões (um corte de 21,9 por cento comparativamente ao ano passado); para acção social escolar estão destinados 181 milhões, para os serviços centrais e regionais são 95 milhões, mais 106 milhões para PIDDAC. Tudo subtraído, "chegamos ao orçamento de 5,7 milhões de euros; se dividirmos pelo número de alunos do ensino público" dá 3752 euros aluno. "São os dados do relatório do OE", sublinhou o governante.
O PSD, pela voz do deputado Emídio Guerreiro contestou o número apresentado, fazendo referência ao valor definido pela OCDE, que ronda os cinco mil euros por aluno. Mas Trocado da Mata ripostou, dizendo que esse era um dado referente a 2007 e que o modo da OCDE fazer as contas é diferente do do ministério.
"A ideia que o ensino privado presta um serviço público com custo mais baixo é um mito", declarou o secretário de Estado aos deputados.
Quanto ao privado, o governante não apresentou as contas. A ministra Isabel Alçada disse que o custo médio das turmas no ensino público é de 80 mil euros e que "será esse o tecto base com que nós trabalharemos com o privado". De recordar que o custo de uma turma com contrato de associação é de 114 mil euros/ano, diz a tutela. FIM

Ali onde diz a palavra FIM termina a notícia. Agora uma nota que também podia acrescentar porque é informação objectiva: as contas de Trocado da Mata são feitas com base num OE que vai ter um decréscimo de 11 por cento comparativamente ao do ano passado, com congelamento de progressões dos professores, ou seja, no OE 2010 o preço por aluno do público era superior (para dizer de quanto é que era, tinha que ir ver o relatório do ano passado e fazer as contas...).

A frase seguinte já não poderia acrescentar à notícia porque são cálculos meus, feitos com base nas declarações de Isabel Alçada e de Trocado da Mata, às 23h00, depois de ter estado na Assembleia da República das 15h00 às 20h20, a ouvir oposição, PS e ministério.
Se uma turma do público custa 80 mil euros e um aluno do público custa 3752, as turmas do público terão em média 22 alunos (3752 x 22 = 82.544 euros). Para uma turma do privado (com contrato de associação) com o mesmo número de alunos, o Estado desembolsa 5181 euros por estudante (114.000 : 22 = 5181). Mas não há turmas de 22 alunos no privado, se forem 28 alunos, uma prática comum e permita por lei, estes alunos já ficam mais baratos (114.000 : 28 = 2456 euros). Com os números fazemos o que queremos, eu, o Ministério da Educação, a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo ou o leitor!
Teria sido melhor se o secretário de Estado tivesse dito quanto custa um aluno do privado dos contratos de associação ao Estado (escusava eu de estar aqui de calculadora na mão...)
BW
ATENÇÃO: Actualizei a informação na caixa de comentários. As minhas desculpas pelos meus erros matemáticos (12/11, às 10h38).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tendências e Controvérsias em Sociologia da Educação

É o título do livro editado pela Mundos Sociais, organizado por Pedro Abrantes com os trabalhos e investigações mais recentes no âmbito da Sociologia da Educação.
O lançamento é esta tarde, às 16h00, em Lisboa, no ISCTE, na Ala Autónoma, no Auditório Afonso de Barros. A apresentação está a cargo do professor José Resende e eu deveria estar presente também para exercer a mesma função. Mas, por motivos de força maior, vai ser impossível. As minhas desculpas públicas ao professor Pedro Abrantes e a toda a organização (as desculpas pessoais já foram dadas, ainda que com pouca antecedência).
BW

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estudo Acompanhado e Área Projecto...

... Vão acabar. Foram avaliadas? Não, mas o país tem que cortar despesas e certamente que se poupa em recursos humanos se se cortar nestas duas áreas disciplinares não curriculares. Quem fica a perder? Além dos professores que vão perder horas lectivas, alguns poderão tornar-se redundantes nas escolas; perdem os alunos, sobretudo os mais pobres - atenção: isto se as horas foram bem aproveitadas para de facto trabalhar.
Lembro-me quando foram discutidas com as escolas, quando entraram em funcionamento. A luta que foi, o encolher de ombros dos professores para essas áreas (e para Educação Cívica) que não faziam sentido nenhum. Uma perda de tempo.
Mas depois, porque há sempre excelentes profissionais, as horas foram aproveitadas para trabalhar com os alunos, para ensinar a estudar, a organizar um dossier, a fazer horários de estudo, a esclarecer dúvidas que ficaram das aulas. Porque nem todos t~em dinheiro para explicações. Quem é que mais beneficiou com isto? Os alunos que em casa não têm sequer um espaço onde estudar, os que os pais não sabem como ajudar, os que precisavam de facto, os mais pobres e os mais fracos.
BW

domingo, 24 de outubro de 2010

O Elemento, de Ken Robinson




É de 2006 e já conhecia... Na verdade, andei à procura no blogue e não encontrei mas provavelmente já o partilhei aqui... Se sim, peço desculpa e... Revejam!
Lembrei-me deste video porque vi Ken Robinson em Portugal há uns anos e gostei. Voltei a encontrá-lo nas livrarias, desta vez em forma de livro. Foi lançado, pela Porto Editora, O Elemento que fala de educação, das escolas matarem a criatividade dos mais novos, dos diferentes tipos de inteligência, do futuro da educação e da necessidade de cada um de nós (sobretudo os filhos), descobrirmos "o elemento", o que adoramos fazer e a possibilidade de conseguirmos conciliar o que gostamos com o que fazemos!
Este video é um bom resumo dos primeiros capítulos do livro (que ainda estou a ler) e conta a história de Gillian Lynn, a menina que na década de 1930 não parava quieta na sala de aula, que a escola queria por numa turma para crianças com necessidades educativas especiais (o rótulo ainda não era conhecido) e cuja mãe a levou a um psiquiatra. O médico não diagnosticou hiperactividade, nem lhe deu ritalina (também ainda não tinham sido inventadas) mas aconselhou-a a pôr a menina numa escola de dança.
Gillian foi bailarina e criadora das coreografias de Cats ou do Fantasma da Ópera. Mas há outros exemplos como Mick Fleetwood, baterista e fundador da banda Fleetwood Mac, o prémio Nobel da Economia Paul Samuelson (quem não tem a sua bíblia em casa?) e muitos outros.
Não sei se fala de Michael Phelps, o nadador norte-americano mais medalhado em Pequim, mas ainda não me esqueci de uma das primeiras declarações que fez, pós-ganhar tantas medalhas, foi para lembrar a professora que lhe disse que ele nunca ia fazer nada na vida. De uma forma ou de outra, os professores marcam-nos para sempre!
Às vezes, os pais e a escola têm dificuldade em descobrir o que é que os filhos e alunos têm de melhor e potenciá-lo.
É preciso estarmos atentos. Até porque, aparentemente, a sociedade está a deixar de formar para o emprego seguro e duradouro, mas para o emprego criativo, para o próprio emprego!
BW

sábado, 23 de outubro de 2010

Os professores: ontem e hoje


Terá alguns aninhos este filme!

BW

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cortes na educação

O objectivo, ouço dizer por aí, é não chegar aos salários dos professores. Por isso, o Ministério da Educação parece estar a fazer como as famílias portuguesas. Primeiro deixam de viajar, depois de sair à noite, de comer fora, de ir ao cinema, de comprar livros, de comprar roupa e sapatos, passam a economizar na farmácia, na mercearia, na padaria...
Para já, a tutela ainda está melhor do que muitas famílias portuguesas por isso ainda só começou a cortar nos luxos:
1. ensino especializado da música? quem disse que o país precisa de uma orquestra em cada esquina? músicos? precisamos é de engenheiros e médicos!
2. ensino à distância para os filhos dos profissionais itinerantes? mas esses não têm já as suas vidinhas asseguradas nos circos e nas feiras? quem disse que devem ter aspirações a ser diferentes dos seus pais? ou que possam, um dia melhorar os negócios dos seus pais, graças à escola?
3. formação para os professores do 1.º ciclo em ciências? mas eles não aprenderam tudo na escola superior de educação (ESE) quando eram ainda aspirantes a professores? (neste caso irrita-me saber que estes docentes não foram devidamente preparados nas ESE, de onde são originários os mesmos professores que depois são formadores dos planos de acção para a Matemática, o Português e as Ciências - andamos a pagar a dobrar, embora a formação contínua seja necessária)
4. professores bibliotecários? bibliotecas nas escolas? que extravagância! os meninos não têm tudo nos portáteis? bibliotecas, jogos...
O problema é que são os pequenos luxos que nos fazem pessoas melhores, mais abertas, mais cultas, mais generosas, mais inteligentes, mais críticas.
BW
PS: O Governo arranjou não uma mas duas equipas para decidir o que cortar na Educação. Só esta medida parece-me uma despesa.

domingo, 4 de julho de 2010

O Ensino do Português - IV

Maria do Carmo Vieira, a professora e autora de que vos falei a propósito do seu último livro, afirmou à Pública deste Domingo "O professor tem, por vezes, de desobedecer [ao programa, ao ministério, etc].".
Podemos nem sempre concordar com as medidas e reformas propostas. E aceitá-las não é ser subserviente. É antes de mais respeitar os pais e filhos que confiam no ensino e na escola em Portugal. Depois, é ser responsável, pois é nos horas e orgãos certos que se deve discordar. Não é na sala de aula.
Ana Soares

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Já há falta de professores

Na notícia do Público, a Bárbara identifica as áreas disciplinares em que a falta de professores já se faz sentir. São eles os de Matemática, Biologia, Geologia, Física, Química, Informática, Economia, Contabilidade e Artes.

Ainda não se fala dos professores de Português, mas lá chegaremos...

Ana Soares

terça-feira, 18 de maio de 2010

Professores das AEC

As Actividades de Enriquecimento Curriculares (AEC) nasceram do desejo da anterior ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues querer uma educação igual para todos e, ao mesmo tempo, responder a uma necessidade dos pais que não tinham (nem têm) como ir buscar as crianças à escola às três ou quatro da tarde. As AEC são a oportunidade, quando bem feitas, de as crianças da escola pública terem as mesmas oportunidades que as das privadas de aprender uma língua, fazer ginástica ou aprender música.
Como muita coisa na vida, a ideia é boa, a aplicação nem por isso. Como o 1.º ciclo é da responsabilidade das autarquias, cabe-lhes a elas implementar as AEC e fazem-no ao menor custo.
Os profissionais que trabalham com estas crianças são professores que se dizem mal pagos e que, aparentemente, em muitos casos nem sequer prestar um grande serviço o que faz com que as desigualdades se mantenham - estão na escola a entreter meninos, em vez de trabalhar com eles, dizem que não têm condições. Hoje, um grupo destes profissionais vai reunir-se na sede da Federação Nacional dos Professores, em Lisboa, preocupados com as suas condições laborais.
Ontem, uma destas professoras começou a trabalhar no Arquivo de Mirandela porque posou para a Playboy. A jovem de 27 anos com quase 40 mil apoiantes no Facebook só pode ser uma mulher confusa porque ora diz que gosta de ensinar, é professora de Música, ora diz-se que está à espera de uma oportunidade no mundo do espectáculo. Não é propriamente numa grande orquestra mas na televisão. Uma pessoa que anda à procura dos seus 15 minutos de fama - espero que compreenda que já os obteve e que daqui a dias há-de voltar ao rame-rame -, não é professora por vocação, é por necessidade enquanto não surge a oportunidade de ser modelo ou playmate e as escolas precisam de profissionais com vocação para ensinar.
BW

domingo, 9 de maio de 2010

Pagamento do colégio

Eu não quero que o Estado me pague o colégio dos meus filhos. A opção pelo privado foi uma decisão familiar, por isso, ainda que a Constituição da República Portuguesa fale da gratuitidade do ensino obrigatório (que agora é até ao 12.º ano ou aos 18 anos de idade), eu faço questão de pagar o colégio. Gostava é que o Estado quando faz o acerto do IRS me devolvesse a parte que desconto para ser aplicada na Educação ou então que a entregasse ao colégio onde tenho os meus filhos. São duas sugestões. Entretanto fico sinceramente feliz por se estar a recuperar os velhos liceus e a construir melhores escolas. Sinto que o dinheiro que desconto está a ser bem aplicado.
BW

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Petição por turmas mais pequenas

O Movimento Escola Pública promove o lançamento da Petição Pública pela redução do número máximo de alunos por turma, hoje, pelas 16h, na Livraria Ler Devagar (LXFactory - Rua Rodrigues de Faria, 103, Lisboa).
A Petição contém uma lista de primeiros subscritores de várias áreas da educação e será apresentada, em conferência de imprensa, por Miguel Reis (Professor, Movimento Escola Pública), Helena Dias (ex-Presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, Movimento Escola Pública) e Paulo Guinote (Professor, autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”).
"Com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se de uma medida que reúne um consenso social alargado e que urge pôr em prática", defende a petição que se encontra-se disponível aqui .