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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

É importante saber rir das rotinas

Acho saudável conseguirmos rir de nós próprios e das nossas "happy busy lifes", como diz uma amiga minha.
Resultado de imagem para fait pas ci fait pas ça
No que diz respeito ao meu papel de mãe e à vida e rotinas familiares, encontrei a solução ideal para soltar esse riso e pôr todos, pai, mãe e filhos a rir do quotidiano das personagens, que é também o nosso. Trata-se da série cómica francesa "Fait pas ci, fait pas ça" (traduzida para "Pais desesperados"), que tem a vantagem de ser um programa passível de ser feito com os mais novos cá de casa.
Hoje dei comigo a pensar se me identificaria mais com a família Lepic, estranhamente conservadora, ou Bouley, moderna e "cool" e se os meus filhos me veriam mais como a mãe Fabianne ou como a Valérie. Apesar de não lhes ter feito esta pergunta, cheguei à conclusão que me revejo em ambas. Na primeira, no desejo de "ser" super mãe (no caso dela de quatro filhos), de dar conta de tudo e, por isso, muitas vezes, desesperar. Resultado: mau humor e stress salpicados por alguma gritaria pela casa fora. Por outro lado, acho que também me identifico com a Valérie, uma mãe mais moderna, mas com imensa dificuldade em assumir que gosta de mandar, que adora a sua profissão e que não percebeu, ainda, que os anos passaram (e que... já vai ser avó).
A vida em família nem sempre é um mar de rosas, todos sabemos. Passamos a vida a dizer aos miúdos "Fait pas ci, fait pas ça", como a música do genérico, que dá título à série, repete insistentemente (vale a pena ouvir!). Mas, mesmo assim, somos todos felizes. Acho que os meus filhos se divertem, mas sobretudo creio que a série lhes permite perceber que as suas vidas atarefadas, que as rabugices, regras, zangas fazem parte da dinâmica (saudável) de uma família. E que, no fim, todos nos aceitamos e amamos assim. Saibamos rir mais das nossas rotinas. Acredito que será mais fácil viver com elas, mesmo quando o despertador toca cedo e parece que ainda não recuperámos do dia anterior.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Londres




Ontem, gostei de ouvir Helena Roseta e Teresa Caeiro na SicNotícias, sobre Israel, Londres e exames nacionais



Helena Roseta faz uma leitura interessante sobre o porquê do vandalismo, o G2 do Guardian faz hoje a mesma leitura: é a pressão do consumismo, é a falta de acesso ao consumo...
BW

Plágio diário: o seu a seu dono

Pedro Tadeu, subdirector do Diário de Notícias, ontem queixava-se do plágio que as televisões fazem aos trabalhos que os jornalistas da imprensa escrita realizam.
Dizia:

"Vi, domingo passado, o Telejornal. Em destaque esteve o tema das nomeações políticas. Uma peça de largos minutos detalhava os números. Foram feitas, pelo Executivo de Passos Coelho, 450 nomeações, 73 das quais entregues a membros do PSD e do CDS. A peça alertava para o facto de todas as nomeações ainda não serem conhecidas e comparava estes números com o dos anteriores executivos. Resumindo e concluindo: a RTP repetia um trabalho de quatro páginas publicado nesse dia pelo Diário de Notícias.
Quase tudo o que vemos nos noticiários televisivos é tirado, copiado, reciclado ou transformado da imprensa. É uma normalidade a que, aparentemente, ninguém dá importância. A RTP, que não estou aqui a acusar, limitou-se a praticar o que é aceite por todos."


No dia seguinte, o PÚBLICO trazia uma entrevista a Macário Correia que foi aproveitada por todas as televisões, sem nunca citarem o jornal.
Assim que comecei a trabalhar, tive logo essa experiência, a de ver um trabalho meu lido, repito, lido, na televisão. O mesmo voltou a acontecer vezes sem conta... Acreditem que é revoltante ouvir parágrafos inteiros, escritos por mim, lidos (nem sempre com a melhor dicção) por "jornalistas" televisivas, aquelas que chegam aos serviços lindas e carregam os tripés dos camaras com um ar muito profissional, as que nos perguntam, depois do ministro falar: "disse alguma coisa nova? Desculpa lá, mas eu não acompanho a área..."
Eu aprendi a citar sempre, mesmo a concorrência directa. Se eu não consigo falar com a pessoa x, que disse y ao DN, e é mesmo importante, cito-o. Qual é o problema?
Também não é fácil ver o Sociedade Civil, na RTP2 pegar em temas que eu escrevi e pespegá-los em tardes de debate. Há uns anos, reparei que em duas semanas seguidas tinham agarrado em vários temas sobre os quais eu escrevera (fora à procura das histórias, aquelas eram fruto da minha curiosidade, da minha necessidade de procurar trazer algo de novo aos leitores). Mandei um email que chegou ao director da produtora, este mandou-me ir fazer jornalismo para o fundo do mar ou para o espaço, onde as histórias seriam só minhas. Já Fernanda Freitas, a apresentadora e jornalista, foi mais conciliadora e explicou que a equipa de "jornalistas" procura os temas mais interessantes que saem na imprensa. Um elogio?
Este ano, deu-me algum gozo ler o trabalho de uma colega, na Notícias Magazine, sobre um tema com o qual eu tinha ganho um prémio de jornalismo, há uns anos, e ela, nesse mesmo ano, tinha recebido uma menção honrosa. Sei lá, achei divertido!
Em suma, é exigente ser jornalista da impresa escrita. Porque aos outros basta pôr uns sons no ar (no caso da rádio, por exemplo, a TSF dá notícias do PÚBLICO nunca citando) ou umas imagens, nós temos de dar o contexto, temos de saber dos temas sobre os quais escrevemos, temos de procurar novos ângulos, ter novas ideias, etc, porque respeitamos quem nos lê, porque acreditamos que só escrevendo coisas novas é que o leitor vai continuar a procurar-nos nas bancas.
BW
PS1: Conheço bons profissionais na rádio e na televisão. Pessoas que não fazem nada do que acabei de escrever, que procuram histórias novas, que são excelentes jornalistas. Claro que também nós, os da imprensa escrita, podemos "copiar" um tema televisivo ou radiofónico mas, no meu caso, procuro sempre um ângulo novo. Com certeza que também as rádios e as televisões têm "cachas" e aí, é como digo, cito sempre, porque o mérito foi deles e não meu!
PS2: Já não me recordo se já aqui escrevi, se sim, repito-me e desculpem: a trabalhar directamente com estagiários, apercebo-me que fazem plágio sem terem noção da gravidade da coisa, traduzem textos de jornais internacionais ou "picam-nos" das agências e assinam com o seu nome, como se fosse fruto do seu trabalho. Vêm assim habituados da universidade onde parece que os professores não lhes dizem nada.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Angélico dos DZRT em morte cerebral

Andamos a acompanhar com algum distanciamento - eles têm idade para ser das gerações morangos, mas não vêem... - o acidente do cantor, actor e bailarino dos DZRT, Angélico.
A história é má, muito má. Do excesso de velocidade ao carro de alta cilindrada emprestado; da ideia de imortalidade que os jovens julgam beneficiar ao deslumbramento com a fama.
Deixo aqui um comentário de um leitor do PÚBLICO: "Obrigada Angélico Vieira por ensinares à Geração Morangos a importância do uso de cinto de segurança. Mudaste o Mundo, podes ir em Paz."
Pode ser que, de facto, os mais novos percebam a importância do cinto e que esta morte (para já cerebral) sirva mais do que todas as campanhas de prevenção que têm sido feitas...
BW

quarta-feira, 22 de junho de 2011

World's Strictest Parents

Não conhecia, estou a ver agora. É uma espécie de reality show onde as famílias recebem adolescentes cujos pais não sabem o que fazer com eles. Porque há pais que não sabem lidar com as dificuldades de ter um filho adolescente que tem a certeza que sabe tudo, que tem sempre razão, que está convencido que é o melhor do universo e que, por isso, faz imensos disparates... Há dias, li num jornal qualquer coisa sobre pais que queriam entregar os filhos ao Estado porque já não sabem o que fazer com eles... Aqui, nesta série, há famílias que recebem adolescentes e tentam educá-los. Até agora, está a resultar, pelo menos neste caso, não sei como é quando desligam a camara, quando os miúdos regressam a casa... É lixo televisivo? É. Mas é interessante!
BW

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento real

E na sexta-feira voltei ao dia 29 de Julho de 1981. Estava na casa de férias da família e trocámos um dia de praia para ficarmos todos em frente ao televisor. Foi uma excitação!
O vestido de Diana perseguiu-me para o resto da vida. De tal maneira que passei a desenhá-lo nas margens dos cadernos diários. Anos mais tarde, recortei e plastifiquei, com todo o cuidado, o desenho daquele vestido, que saíra nas páginas de um jornal norte-americano (ainda deve andar guardado numa das muitas caixas que coleccionei com as piroseiras próprias da adolescência) - ficou plastificado porque era uma folha de jornal que amareleceria com o tempo... Ficou guardado para, quando chegasse a minha vez, poder inspirar-me naquele vestido.

Quando casei, não estava nada parecida com Diana! Graças a Deus!


Trinta anos depois, o vestido de Kate é lindo, lindo, lindo e apetece-me voltar a desenhar, nas margens dos cadernos, recortá-lo e plastificá-lo ou guardá-lo no disco rígido do computador, para que, daqui a uns 15 anos, a minha filha possa vestir qualquer coisa parecida...
Não vou fazê-lo, afinal ela vai levar o meu, acredito eu!

Tudo isto é piroso? É!


BW

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A avó Alice

Alice Vieira é uma escritora de mão cheia!
Histórias simples, bem escritas, tão coladas aos miúdos de hoje em dia. Nos seus livros existem os problemas, as alegrias, o modo de falar e de estar das crianças e jovens da actualidade.
Agora, Alice Vieira, a avó, escreveu para as avós, mas não só - que eu estou longe de ser avó e estou a lê-lo com a máxima atenção. Chama-se O Livro da Avó Alice e continuo a lê-lo em voz alta, para quem me quer ouvir, lá em casa, ao telefone, e agora aqui, uns bocadinhos que reflectem o que também tenho escrito neste blogue, mas que Alice Vieira faz muito melhor do que eu.

O filho de um amigo meu não pára quieto, não sabe brincar, não sabe interagir com as outras crianças, bate-lhes. Em casa, passa as refeições à frente de um ecrã; quando viaja, o DVD está incrustado no assento da mãe, onde vê filmes; de férias, os pais levam um aparelho com DVD para estar em cima da mesa do restaurante do hotel, para ele comer sossegado. Depois das queixas feitas pela educadora, os pais lá foram ao pediatra e a receita foi: menos televisão, mais brincadeira com os pais. O menino, de quatro anos, mudou da noite para o dia, está mais calmo.
Quantas vez tenho escrito sobre os malefícios da televisão e do computador em crianças tão pequenas?
Escreve Alice Vieira:

"Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas.
Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos. Se diante do nosso rosto tivermos outro rosto. Humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é."

Pois é...
Por estes dias, O Livro da Avó Alice pode ser lido pelos pais, e depois, no dia 1, dia da Mãe, ofereçam-no às avós (é o que eu vou fazer...)!
BW

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

GPS: não há muitas novidades...

... como se pode ver pela notícia do DN . E não é por falta de investigação ou de insistência dos jornalistas, é por falta de respostas.
Entretanto, o PSD começa a preparar-se para a governação, a medo, mas lá vai... Joaquim Azevedo, ex-secretário de Estado da Educação diz que o "Ministério da Educação pode ser implodido sem nenhum problema", que é como quem diz que a máquina burocrática da 5 de Outubro, da 24 de Julho e das DREs pode ser desmantelada.

E dizer ainda que o debate de ontem à noite do Prós e Contras foi confrangedor para todos: para a ministra (que esteve pouco à-vontade), para Pedro Duarte (que já estava a defender o cheque ensino, o PSD quer abrir essa porta?), para Nuno Crato (que de Educação só sabe falar da necessidade das provas de aferição e dos exames serem mais exigentes), para o professor do ano (que parecia que ia chorar a qualquer momento, mas que disse coisas interessantes sobre o que se passa realmente nas escolas), para os representantes dos colégios com contratos de associação (que não conseguiram fazer passar a mensagem - essa foi a parte em que Isabel Alçada esteve mais segura); e para Fátima Campos Ferreira que não sabe do que é que está a falar, mas fala com todas as certezas deste mundo.
Os homens da noite foram: O pai António ("Fátima, chame-me António que eu gosto mais", foi o máximo!, respondeu quando a apresentadora se enganou e chamou-lhe Afonso) trazia os números de quanto custa um aluno na escola pública, chamou mentirosa à minista e ainda promoveu Mário Nogueira a "secretário de Estado da Fenprof" - foi o momento da noite. Mário Nogueira esteve bem e era o único que realmente sabia do que é que se estava a falar.
BW

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A República explicada às crianças



"República das Perguntas é uma série criada para contar aos meninos dos 8 aos 12 anos como se implantou a República em Portugal e como se vivia há 100 anos.
O primeiro episódio, a exibir no dia 4 de Outubro, explica o que é uma Monarquia e “como se fica Rei “. O segundo episódio, a exibir no dia 5 de Outubro, explica o que é uma República e “como se fica Presidente”. A partir do terceiro episódio vamos mostrar às meninas e aos meninos de hoje como, há 100 anos, se mandavam SMS, a que se brincava, como se escovavam os dentes, como eram os hospitais, a escola, o cinema, as roupas, as festas de família e de amigos e muitos outros assuntos da vida quotidiana. República das Perguntas parte sempre de uma pergunta. E quem responde é o galo Columbano."
Na RTP2, a partir das 19h30

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O nosso Verão é mais azul!

E para celebrar o último dia de praia, mais uma memória vintage: O Verão Azul!
O nosso Verão sempre foi mais azul do que o de Chanquete, Julia e dos miúdos da série espanhola! Mais azul, mais fresco, com uma vila e praias mais bonitas, com família e amigos, tudo melhor! Para o ano, há mais! Apesar disso, é inevitável assobiar a música do genérico quando nos/os vemos em cima de uma bicicleta!
Por agora vamos aproveitando os fins-de-semana!
BW

ulminar

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Apenas dois Emmy para Glee

Glee, a série nomeada para sete categorias dos Emmy Awards, os óscares da televisão, venceu apenas dois prémios: melhor realizador de série de comédia, Ryan Murphy, e melhor actriz secundária em série de comédia, com Jane Lynch a arrecadar o prémio.
Jane Lynch interpreta Sue, uma professora de Educação Física muito peculiar, fria, seca, antipática e, no entanto, muito divertida e até, à sua maneira, uma excelente educadora. Faz bem o contraste com o professor de Espanhol Will Schuester que assume a direcção do coro da escola e que se envolve com os miúdos e os seus problemas.
BW

domingo, 29 de agosto de 2010

Glee: a Fame dos nossos filhos (e a nossa!)



São adolescentes, são os inadapatados, os ex-populares, os que passam pela escola e parece não deixarem marca, mas que estão vivos e têm os sonhos, as ansiedades e os problemas próprios da idade. São os professores, os adultos com os mesmos medos e desejos dos mais novos.
Somos nós quando tinhamos aquela idade, quando viamos a Fame e sonhávamos a escola cheia de ritmo e de música.

Na verdade, Glee é muito parecido com Fame, tem os rapazes e raparigas de todas as cores, feitios e orientações sexuais mas muito mais cientes e conscientes das suas diferenças do que os personagens mais inocentes da década de 1980 (ou seríamos nós que não atingíamos tudo?)!
Hoje é noite de Emmies
BW

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A (vi)ver o Papa

Por estes dias ando atrás do Papa. Às dez da manhã de ontem estava no aeroporto de Figo Maduro à espera de Bento XVI, que chega pontualmente uma hora depois, desce as escadas e não é nada como na televisão, é um velhinho com um ar amoroso, é simpático e atencioso. É o primeiro a bater palmas às crianças que foram dar-lhe as boas vindas, ao contrário dos bispos ou das altas entidades da República, todos já embalados pela musiquinha sensaborona mas bem cantada (ou não fosse uma das cantoras minha sobrinha!, mas a música era fraquinha e de rima fácil)!
Esse cuidado e atenção volta a ter com os jornalistas: já dentro do papamóvel, abrem-lhe a janela, vira-se para nós e saúda-nos, como que a ensaiar os primeiros acenos, aqueles que fará ao longo de todo o dia, sempre que passa pelas multidões que também o querem saudar. Os jornalistas estão todos atarefados nos seus directos, a dizer coisas para o ar, como se os telespectadores fossem cegos e não vissem o que passa na televisão; ou como se os ouvintes não percebessem as palavras de Cavaco Silva ou mesmo de Bento XVI e precisassem de um "repete-repete". Que bom ser da imprensa escrita! Apesar de ter que estar atenta para alimentar o PÚBLICO online posso observar tudo, digerir o que se passa e até responder ao aceno do Papa (discretamente porque estou a trabalhar)!
Horas (e muitos quilómetros feitos a pé) depois, revejo-o no Terreiro do Paço e de seguida (e mais uns quilometrozinhos a pé) na Nunciatura, quando os jovens vão fazer-lhe uma serenata e rezar. Bento XVI vem à janela e mais uma vez a sensação que ali está um homem tímido mas bondoso, que sabe brincar como João Paulo II, lá vai dizendo aos jovens para fazerem pouco barulho que precisa de dormir, mas deixa-lhes também uma mensagem de esperança.
Ao vivo não tem nada aquele ar de vampiro com que aparece nas fotos. É pouco fotogénico, concluo.
BW

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Não são só as crianças britânicas...

... que estão demasiado expostas a imagens sexuais. As nossas também! Mas o melhor é sentarmo-nos ao lado delas, a ver televisão ou a navegar na Internet e explicar tudo o que vai vendo, mas sem exagerar, nem fazer demasiados juízos de valor!
Não me esqueço do "trauma" que era ver televisão com o meu pai, ao ponto de lhe pedirmos que saísse da sala. Via o Super-Homem a voar e dizia: "Isso é tudo montagem, é mentira!" e se aparecia uma cena mais íntima, um beijo, levantava-se, desligava a televisão com uma sentença: "Só passam porcaria!". Pronto, para ele o assunto ficava resolvido; para nós, nem por isso...
BW

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

É assustador...

Segundo um estudo divulgado na revista Proteste, da Deco, quase um terço das crianças portuguesas passa mais de nove horas por dia nas creches e a esmagadora maioria ocupa parte do tempo a ver televisão em jardins de infância.
O inquérito feito a pais de crianças entre um e cinco anos, mostra que para a maioria dos progenitores o horário dos estabelecimentos é adequado, embora um em cada cinco deseje que as suas portas fechem mais tarde.
Mesmo com 32 por cento das crianças a passarem mais de nove horas nas creches, há 27 por cento de pais com filhos entre um e dois anos (creches) e 10 por cento com crianças nos jardins de infância (entre três e cinco anos) a afirmarem que gostariam que as instituições abrissem ao sábado.
De acordo com o inquérito, feito com base em 2884 questionários, 90 por cento das crianças entre os três e os cinco anos ocupa parte do seu tempo a ver televisão em jardins de infância e para 42 por cento esta rotina é quase diária.
Nas creches, 73 por cento das crianças até aos três anos veem televisão e tal acontece quase todos os dias para mais de metade. O período mais frequente de estar em frente ao ecrã prolonga-se até uma hora, apesar de entre 36 e 42 por cento dos inquiridos desconhecer o tempo que os seus descendentes estão a ver televisão.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Como a música pode mudar a vida das crianças

Se tiver um bocadinho, espreite aqui. Se não quiser ver tudo, salte até aos 12 minutos e veja a reportagem sobre o trabalho que a Academia de Música de Lisboa está a fazer em parceria com a EB 2, 3 Luis António Verney. É triste ouvir Daniel, de 12 anos dizer: "O violino ajuda-me a esquecer os problemas que tenho em casa... E como eu tenho muitos...", mas é maravilhoso saber que a música o pode ajudar a concentrar-se na escola, a alhear-se do mundo e quem sabe a ajudá-lo a focar-se na vontade de sair do ciclo de pobreza.
BW
PS: A primeira reportagem também é muito boa.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Apocalipse da Segunda Guerra

Eles vêem pouca televisão, têm o tempo demasiado ocupado, mas quando vêem é a sério! Gravamos a série Apocalipse da Segunda Guerra, um documentário francês com muitas imagens inéditas de filmes feitos pela propaganda nazi mas também filmes caseiros franceses, ingleses, russos. Estamos a ver com eles e quando não percebem, paramos e fazemos a contextualização. Esta semana, o Google Earth lançou imagens de algumas cidades antes, durante e depois da Guerra. Vamos espreitá-los aqui.
BW