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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

É importante saber rir das rotinas

Acho saudável conseguirmos rir de nós próprios e das nossas "happy busy lifes", como diz uma amiga minha.
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No que diz respeito ao meu papel de mãe e à vida e rotinas familiares, encontrei a solução ideal para soltar esse riso e pôr todos, pai, mãe e filhos a rir do quotidiano das personagens, que é também o nosso. Trata-se da série cómica francesa "Fait pas ci, fait pas ça" (traduzida para "Pais desesperados"), que tem a vantagem de ser um programa passível de ser feito com os mais novos cá de casa.
Hoje dei comigo a pensar se me identificaria mais com a família Lepic, estranhamente conservadora, ou Bouley, moderna e "cool" e se os meus filhos me veriam mais como a mãe Fabianne ou como a Valérie. Apesar de não lhes ter feito esta pergunta, cheguei à conclusão que me revejo em ambas. Na primeira, no desejo de "ser" super mãe (no caso dela de quatro filhos), de dar conta de tudo e, por isso, muitas vezes, desesperar. Resultado: mau humor e stress salpicados por alguma gritaria pela casa fora. Por outro lado, acho que também me identifico com a Valérie, uma mãe mais moderna, mas com imensa dificuldade em assumir que gosta de mandar, que adora a sua profissão e que não percebeu, ainda, que os anos passaram (e que... já vai ser avó).
A vida em família nem sempre é um mar de rosas, todos sabemos. Passamos a vida a dizer aos miúdos "Fait pas ci, fait pas ça", como a música do genérico, que dá título à série, repete insistentemente (vale a pena ouvir!). Mas, mesmo assim, somos todos felizes. Acho que os meus filhos se divertem, mas sobretudo creio que a série lhes permite perceber que as suas vidas atarefadas, que as rabugices, regras, zangas fazem parte da dinâmica (saudável) de uma família. E que, no fim, todos nos aceitamos e amamos assim. Saibamos rir mais das nossas rotinas. Acredito que será mais fácil viver com elas, mesmo quando o despertador toca cedo e parece que ainda não recuperámos do dia anterior.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os pais, esses malandros que ficam sempre do lado dos filhos...

Em duas circunstâncias diferentes, em duas escolas diferentes, ouço a mesma queixa, igual:
Recebemos alunos de classe média e média alta, mas o pior de tudo são os pais. Os pais que se demitem porque têm vidas muito ocupadas mas que depois, quando há um problema, vêm à escola. Vêm para questionar o professor, vêm para pôr o professor em causa porque acreditam em tudo o que os filhos lhes dizem.
Nas sessões de O meu filho fez o quê??? digo sempre que nós, pais, somos manipulados por eles, filhos. Quando o afirmo faço uma pausa ligeira e observo os rostos à minha frente. Há pais que acenam que não com a cabeça ou que encolhem os ombros com a dúvida. Continuo: Somos manipulados quando ele fez um disparate e começa por contar ao progenitor que vai ralhar menos ou que vai compreender a situação e explicá-la ao outro que iria ralhar. Somos quando ela quer sair e pede àquele que vai dizer que sim. Neste momento, os mais incrédulos concordam e sorriem.
É um facto, eles manipulam-nos e, por isso, devemos sempre questionar o que nos dizem. Há miúdos que são calculistas (o que não é sinónimo de "maus", mas de inteligentes, de teremo visão para além do breve prazo) e nós temos de conhecer os nossos filhos e perceber quando nos querem enganar/manipular.
"A professora gritou contigo, mas tu fizeste o quê?", devemos perguntar.
A escola aplaude que os pais façam o escrutínio do que é realmente importante reportar-lhe. A escola agradece que os pais não vão lá para gritar, discutir ou pôr em causa. Mas... a escola não pode ficar contra os pais que vão lá colocar questões pertinentes, que se vão queixar porque um professor está a faltar há três semanas; que se vão queixar de um professor que abusa do seu poder em sala de aula e aterroriza os alunos; de um professor que alegadamente abusa sexualmente de uma criança; de um professor que não sabe ensinar.

Em duas circunstâncias diferentes, ouço histórias sobre penteados de rapazes, contadas por colegas de turma dos mesmos:
1) Numa sala de aula, um aluno faz uma pergunta idiota para fazer rir a turma e a professora responde-lhe: "Com esse cabelo de menina parece-me que está a ficar burro" – a professora ainda não leu todos os estudos e todas as estatísticas que indicam que as raparigas são melhores alunas do que os rapazes! Pode uma professora chamar burro ao aluno? O problema fica resolvido com uma agressão verbal? O que pensam todos os alunos que a ouviram chamar burro ao colega? É uma profissional em quem vão confiar ou já traçaram o perfil da senhora e que não é nada abonatório? E o rapaz em questão: digeriu bem as palavras ou entranhou-as e está convencido que é burro?
2) No final da entrega de um teste, o aluno pergunta à professora se uma das questões foi bem avaliada. A professora responde-lhe que sim e que ele só não vê por causa do cabelo. "Se não tivesse essa franja, veria que a resposta está bem corrigida. Porque é que não vai cortar o cabelo? Vou falar com a sua mãe para lhe cortar o cabelo a pente zero". O rapaz de 12 anos, bom aluno e que quer ser médico não se intimida: "Professora o meu cabelo não tem nada a ver, só gostava que me dissesse se corrigiu bem esta pergunta." Resposta da docente: "Vou mesmo falar com a sua mãe." O que é que esta profissional transmitiu ao aluno que se atreveu a pôr em causa o seu trabalho?

Os professores adorariam que os pais ficassem sempre do seu lado mas nem sempre isso é possível. Os pais podem e devem educar os seus filhos, chamá-los à razão quando se portam mal, quando são malcriados, quando estão desinteressados na sala de aula, quando não estudam. Contudo, os pais também devem perceber o porquê desses comportamentos – o que está por detrás? E a razão pode mesmo estar no professor!
"Onde é que fica o limite da intervenção dos pais?" – a pergunta de um pai de Aveiro continua a perseguir-me. E se a "culpa" do mau comportamento, do desinteresse, do insucesso é do professor? Se chegarmos a essa conclusão, não vamos à escola? Não questionamos a escola? Não a ouvimos? Nada fazemos porque temos medo da retaliação – "o professor tem a faca e o queijo na mão", ouço nas sessões com os pais – e que essa seja sobre os nossos filhos? Sim, porque às vezes os professores retaliam sobre os nossos filhos e não é nada agradável ver como estes sofrem com isso, como nós sofremos. Mas, por tudo isso, não fazemos nada?
BW

quinta-feira, 23 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" em Canelas, Gaia

Cartaz feito por um aluno
A sala está repleta, completamente cheia. Na véspera, o director da Escola Básica e Secundária de Canelas, Gaia, Joaquim Marques, perguntara aos pais se o auditório de 80 lugares chegaria.
Sim, na quarta-feira, o auditório estava cheio e a associação de pais estava feliz por isso. A sala estava completa e alguns dos participantes eram caras conhecidas, o pai João Paulo Silva é também um professor sindicalista da Fenprof; e Albino Almeida o pai que deixou a Confap há uns meses.
As mães, os pais e alguns filhos, as professoras, as profissionais da psicologia e assistente social da GaiUrbe e das escolas de pais, as mães das associações de pais das escolas vizinhas ouviram com atenção e fizeram perguntas difíceis: "Como se trazem os pais à escola? Aqueles que não vão a lado nenhum? Aqueles que não dão importância à escola?"; "O que se diz a um filho do qual a professora não gosta?"; "O que se diz a um filho que é prejudicado na avaliação por um professor?"; "O que fazer quando a escola recebe todos os meninos dos bairros sociais, à volta?".
Vou dando respostas que são complementadas com a intervenção de Albino Almeida, de José Oliveira, do professor João Paulo Silva e do director Joaquim Marques. O responsável pelo agrupamento conta que os casos de alunos indisciplinados aumentam, bem como dos que ameaçam os pais com a polícia se estes não os deixam fazer o que querem...

Oferta da Associação de Pais
 Os pais que ali estão são os que se preocupam e falta uma resposta para os outros, pede-me o director. O livro não pensou nos outros pais, diz-me. É um pouco verdade e faz-me lembrar um pai/professor de Aveiro que pedia um livro sobre "O meu filho faz o quê???", que reflectisse sobre a imensidão de actividades que os meninos têm. Mas neste caso é diferente, o director está a pedir uma coisa que parece impossível: um livro para quem não lê... Mas O meu filho fez o quê??? tem algumas respostas para esses pais, assim eles viessem à escola e ouvissem o que temos para lhes dizer.
E como é que se faz esses pais entrar na escola? "Pela boca", respondo. Pela festa. Pelo convívio. "É como no namoro, primeiro saímos, vamos ao cinema, jantar fora... e, de repente, passamos às coisas sérias e estamos casados!", respondo. Sim, os pais podem vir porque é precisa a sua ajuda para pintar a escola ou para arranjar umas cadeiras, para angariar fundos e, espera-se que pouco depois estejam empenhados em discutir outros temas. Demora? Demora.
"Os problemas nas escolas não têm a ver com a falta de autoridade dos professores?", pergunta um pai. E da falta de autoridade dos pais, respondo, dando um exemplo concreto de um momento em que nos demitimos de educar: no restaurante, quando se portam mal e em vez de lhes chamarmos a atenção, passamos um telemóvel ou um ipad para eles estarem entretidos.
No final, há uma última pergunta, de uma mãe com um filho com necessidades educativas especiais a quem os professores e a psicóloga lhe pediram, logo no 1.º período, para tirar o menino do ensino regular e colocá-lo no profissional, a ele que tem dificuldades mas que ainda não chumbou. A mãe chora e eu estou prestes a chorar. "Tem de lutar porque ele tem tanto direito a estar no ensino regular como os outros meninos. Coragem!"
BW
PS: Sublinhar que o cartaz acima é lindissimo! Nunca tinha tido direito a um tão bonito, que me perdoem todos os organizadores destes encontros! Parabéns ao aluno que foi incansável na cobertura fotográfica da sessão! Parabéns à associação de pais e à promoção que fazem, mensalmente, de um encontro para juntar os encarregados de educação!

terça-feira, 21 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" em Mirandela


A acção da Fenprof ao lado do "meu filho"
 A convite do Sindicato dos Professores do Norte, O meu filho fez o quê??? foi à escola secundária de Mirandela. Numa sala velhinha, mas acolhedora o público é maioritariamente constituido por professoras, um professor e duas representantes da associação de pais.
A organização desdobra-se em desculpas por não estarem mais pais, mas "os professores também são pais". É verdade.
O sindicato pediu a uma professora da escola para ler o livro e fazer a apresentação e Elvira Sousa surpreendeu as colegas (que a conheciam) e surpreendeu-me a mim (que não a conhecia) com a leitura que fez. De tal maneira que, quando termina, digo-lhe "uma vez que se vai reformar vou convidá-la para ir comigo sempre que me convidarem a ir às escolas!".
Elvira Sousa começou por dizer que O meu filho fez o quê??? entra com "facilidade na nossa vida porque foi escrito para quem não tem tempo". É verdade.
Depois, a professora de Inglês/Alemão lembrou um ditado britânico "don't buy a book by the cover" mas lembrou que a capa é a porta de entrada para a leitura. E começa a dissecá-la: O quadro negro que é uma referência na educação mas que também é um "quadro de promessa onde se faz o registo da palavra e das nossas acções. A nossa vida é um quadro negro onde as nossas acções ficam inscritas". O quadro negro é reutilizável, se nos enganarmos, apagamos e voltamos a escrever, ao contrário do computador onde se escreve com uma letra descaracterizada. "No quadro [negro] é a nossa caligrafia, há uma ligação afectiva", diz.
De seguida, Elvira Sousa explora o título: "um guia de relacionamento dos pais com a escola...", diz na capa. É um guia, portanto, pretende mostrar caminho. Mas um guia, neste caso, é também a autora que chama a atenção para detalhes. O "relacionamento" é "dos pais com a escola, da escola com os pais, dos pais com os pais e dos pais entre si (em casa)", detalha. Nem mais!
O rapaz com ar de malandro a fazer um disparate e vestido como se fosse incapaz de o fazer: "é a dualidade das crianças - eles são capazes de fazer!", alerta a professora.
O título O meu filho fez o quê??? é a "surpresa pela negativa". Os três pontos de interrogação remetem para três pontos de vista: material, racional e espiritual, são "três caminhos, apesar de ser um livro pequenino".
Do ponto de vista material, "o livro está muito bem organizado. Pode fazer-se uma leitura de uma vez mas permite também uma leitura pontual e fazer uma leitura na perspectiva preventiva. "É útil para pais, professores e educadores".
Elvira Sousa volta à capa: o rapaz tem um livro aberto à sua frente. "É o símbolo da fecundidade e este livro é fecundo", revela o "coração aberto de quem o escreveu e aquilo em que acredita".
Depois, há um caminho racional - os resumos de cada capítulo apelam para o apuramento dos sentidos: observe, escute... "faz uma chamada de atenção: há tempo para processar a informação e para reagir com dignidade e eficácia". Por vezes, nós pais tendemos a reagir a quente, digo eu.
Por fim, o percurso espiritual, "o partilhar é espiritual", a "conclusão é a chamada de atenção para o percurso espiritual que é educar". É o apelo à festa. "Os pais e os professores são convidados para a mesma festa que é a de co-educar, cooperar."
A professora gostou de ler para ver como é que o outro lado (os pais) pensa e também para reflectir na sua prática que "parece que não faz mossa [nos alunos] mas que pode fazer". Nem mais! Por vezes os professores não têm essa noção e são capazes de marcar os miúdos para a vida, digo eu.
Depois de a ouvir, a sala já não precisava de minha apresentação para nada porque estava tudo dito! Mas lá falei, humilde, para a completar.
Muito obrigada ao SPN, às professoras e sindicalistas Ana Paula Tomé e Maria José Miranda – com a preocupação de transmitir que uma sessão organizada por um sindicato pode ser sobre educação e não sobre reivindicações laborais –, e à professora Elvira Sousa – pela sua sensibilidade para ler o livro e para ler a autora!
BW

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Onde está o limite da intervenção dos pais?

Oferta da Associação de Pais
A conversa em torno de O meu filho fez o quê??? já vai longa na EB 2,3 João Afonso de Aveiro, até que uma mãe conta que, perante a incapacidade de um professor dominar uma sala, já se propôs estar dentro da aula e ajudar o docente. Faço um leve encolher de ombros, franzo os lábios e aceno que não – "não é boa ideia".
Onde está o limite da intervenção dos pais na vida da escola? Até onde podem ir? Podem interferir em questões pedagógicas? As perguntas vêm de um pai.
A mãe que queria estar na sala de aula volta a intervir. Também como representante de turma chamou a atenção para um problema e a docente visada decidiu destratar o seu filho em sala de aula, de tal maneira que a criança chegou a casa e pediu-lhe: "Ó mãe, nunca mais fales!" "Mas eu estava a tratar de um assunto da turma, decidido pelos pais e que dizia respeito a toda a turma e a professora dirigiu-se especificamente ao filho da representante da turma!"
O director da escola diz, claramente, que aquele não é um comportamento adequado e que os professores não devem interpelar os alunos com situações relacionadas com os pais. Mas que não há nada a fazer, a escola não contrata, não escolhe os profissionais que ali trabalham e em 200 docentes será 1% a percentagem de professores sobre os quais recaem queixas.
Numa das escolas do agrupamento, a associação de pais organizou formação para os professores lidarem com a indisciplina dentro da sala de aula, diz uma das mães. Participou 1/3 dos docentes.
Faz-lhes falta formação não só em gestão da indisciplina mas também em "cultura de empresa", neste caso, "cultura da escola", contrapõe outra mãe.
São muitos os pais e mães que são também professores e que deitam água na fervura. Os professores não são assim todos tão maus! Pois não, mas os que são fazem muita mossa, sobretudo na vida dos filhos daqueles pais que se queixam.
A associação de pais está de parabéns pela iniciativa e por todo o trabalho que tem tido de trazer os pais à escola, diz o director da escola e oferece-lhe uma prenda, um livro de poesia. Afinal, um dos alunos daquela escola ganhou o primeiro prémio do concurso nacional de poesia do país, numa iniciativa do PNL e do CCB. Parabéns!
Mas as perguntas do pai sobre o limite da intervenção dos encarregados de educação deixaram-me a matutar.
BW

"Dorme, bebé" de Eduardo Sá

A colecção chama-se Bebés e Crescidos e é assinada pelo psicólogo Eduardo Sá.
O primeiro livro chama-se Dorme, Bebé e são dicas e conselhos para um soninho descansado.
Eduardo Sá condescende que o bebé saia da cama dos pais até aos quatro meses e que entre os oito e os 12 deve mesmo sair do quarto dos pais. E alerta: "O sono de um bebé não pode ter o protagonismo exagerado que, nalgumas famílias, acaba por ter".
A ilustração, linda e romântica, está a cargo de Carla Nazareth.
Os próximos títulos são: Birras, Manhas e Manias; Viva a Escola! e O rei na barriga.
BW

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" vai ao Congresso de Psicologia

O meu filho fez o quê??? gosta de ir às escolas, falar com os pais, mas esta manhã vai estar no II Congresso de Psicologia de Estarreja, ao lado dos professores doutores que percebem muito mais do que esta simples licenciada... A ver como corre, mas as mãos sinto-as frias e o nervosinho na barriga também cá está!
À noite, em Aveiro, estarei na EB 2, 3 João Afonso, a convite da associação de pais e vou conhecer pessoalmente alguém com quem troco emails há muito! Só por isso vai ser bom!
BW

quinta-feira, 9 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" em Oeiras

A convite da Associação de Pais da Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras, apresento O meu filho fez o quê??? em breves pinceladas para deixar mais tempo para a conversa.

No livro advogo que os pais devem conhecer o estabelecimento de ensino antes de matricularem os filhos, mesmo que seja a escola obrigatória para onde as crianças têm de ir impreterivelmente. A visita deve ser feita em tempo de aulas. Uma mãe pergunta-me se eu acho exequível que os pais vão todos à escola e dá-me um exemplo: se a escola receber mil alunos vão dois mil pais à escola? E em tempo de aulas?
Nunca vão dois mil pais à escola! Vai meia dúzia e nem sequer vai no mesmo dia... E não é difícil a uma escola recebê-los desde que esteja à espera deles, respondo.
A escola pode não ter essa disponibilidade e a directora da secundária explica-me e aos pais como faz: raramente recebe pais, mas quando pedem, acede. Só que se forem mais pode não conseguir por falta de tempo.

Mais à frente, foco a importância de falar com os filhos sobre o regulamento da escola, o estatuto do aluno e de lhes fazer ver que há um "cadastro" que os segue enquanto andarem na escola. O ter um "cadastro" pode dissuadi-los de maus comportamentos.
A mesma mãe diz-me que isso de nada serve se eles não estiverem motivados porque além de mãe é professora e diariamente confronta-se com alunos desinteressados que não aprendem nem deixam os outros aprender e dá-me um exemplo concreto que se passou na sua sala de aula.
Tem toda a razão. É verdade. Há miúdos desinteressados e que boicotam, mas é preferível os pais não falarem com eles?

O dilema pai/professor é grande e, naquele encontro aquela mãe pôs a professora sempre em primeiro lugar. Para quê os pais irem à escola? Porque, ao contrário da senhora, nós não estamos na escola todo o dia, não conhecemos os professores, não sabemos o que se passa e queremos saber! Porquê irem em tempo de aulas? Para vermos como é o dia-a-dia de uma escola. Mas não vêem tudo, vêem uns corredores e podem apanhar um dia pior... É verdade, mas ajuda-nos a, pelo menos, conhecer o espaço. O que é preferível: mandar a criança às escuras para a escola nova ou dizer-lhe que tem uma boa biblioteca, uma cantina espaçosa...

Há pais que lembram que nunca puderam passar do portão da escola do 1.º ciclo ou que naquela escola não lhes permitem falar com outro professor que não seja o director de turma, nem conhecer os outros docentes. A directora da escola sente necessidade de defender aquela posição.

No final, a directora agradece o número de pais que participaram na sessão e o interesse que demonstraram. O presidente da associação de pais oferece-me uma lembrança e pede aos pais para participarem, para se envolverem no trabalho que a organização promove, bem como nas acções, tudo em prol dos filhos deles e dos outros, aponta. Dia 24, às 21h, é a vez de Paulo Guinote, informa.

Alguns pais mantiveram-se calados e procuraram-me no fim. A escola está igual ao que sempre foi e não motiva os alunos que revelam o seu desinteresse através do mau comportamento, diz uma mãe. Pois é, foi uma pena não ter dito isso em voz alta!
BW
PS: Muito obrigada à Associação de Pais da Escola Secundária Quinta do Marquês, ao presidente e à sua equipa, de que fazem parte homens e mulheres activos, disponíveis e atenciosos, que organizaram a sala e trouxeram de casa a máquina do café e as caixas com bolachas para atrair os pais! Obrigada a todos, em especial à mãe que foi numa corrida buscar o portátil para fazer a minha apresentação!

sábado, 13 de abril de 2013

"Histórias para os avós lerem aos netos"

É o título do último livro da jornalista Isabel Stilwell. O lançamento acontece no próximo sábado e na impossibilidade de estar presente, sentei-me a ler as histórias - embora na capa diga "pais não entram neste livro!".
É divertido, é comovente, é sensato - gosto pouco das avós e dos netos a tratarem-se por "você" mas é um estilo.
Gosto das várias definições que Stilwell dá à palavra "avós" e às missões que traça para eles: "São avós que aprenderam que não há desculpa para a crueldade, a má-criação, o egoísmo e a tirania, e que as crianças mais felizes são aquelas que tiveram direito a uma autoridade com amor - e estão dispostos a exercê-la."
Stilwell escreve uma "carta de uma avó feliz" e diz coisas que parecem óbvias mas que precisamos de ler para nos lembrarmos: "Há muitos, muitos anos, quando fui mãe pela primeira vez percebi rapidamente que o mundo nunca mais seria o mesmo. Mudava por dentro, na consciência de um amor absolutamente irracional e desmedido por aquela criatura, e mudava por fora, porque a verdade, verdadinha é que nunca mais se come (adeus às refeições sossegadas), pensa (seum um «ó mãeee...» que corta o fio à meada) ou dorme (meu Deus, como se sobrevive a uma, duas... dez noites de privação de sono?) da mesma maneira. O dia a dia passa a ser um teste constante aos nossos limites e à nossa paciência e resistência, contrabalançado pela surpresa de descobrir que o nosso coração é absolutamente elástico, e cresce com eles."
E depois de ler esta carta, descobri porque é que os pais não o devem ler, porque vão ficar cheios de vontade de ser avós!
BW

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O meu filho fez o quê???

O que é este livro pode ser lido aqui, aqui e aqui!
Pode ser visto e explicado hoje ao final do dia na livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa.
Estão todos convidados!
BW

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Porque devem os pais pôr os filhos a chorar?

Convidado por associações que defendem a família, Gordon Neufeld – psicólogo clínico canadiano e autor do livro Hold on to your kids – só podia fazer uma coisa: defender a família. Mas o discurso de o Estado querer substituir a família e querer educar os nossos filhos parece-me ultrapassado e pouco verdadeiro.
Na vida de todos os dias, sabemos que o Estado está, cada vez menos, preocupado connosco, sejamos crianças, pais, avós ou bisavós; sejamos pobres ou ricos. O Estado quer é ter cada vez menos preocupações connosco. Por isso, Neufeld e todas as associações de família podem descansar porque o Estado não quer os nossos filhos, só quer o nosso dinheiro!
Extraindo o discurso político ouvido, fica o essencial e esse é importante e, como dizia o orador, não é nada que nós não saibamos, só está mais estruturado!
BW

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Escola de Pais na Fundação Maria Ulrich, em Lisboa

ESCOLA DE PAIS
Todos nós, pais, sentimos a urgência, o desafio e a responsabilidade de acompanhar o crescimento dos nossos filhos. Esta situação torna-se ainda mais relevante hoje, quando o ambiente e a cultura se tornaram fragmentados e um enorme conjunto de solicitações e propostas torna difícil um juízo sereno e claro sobre a realidade. É neste enquadramento, por vezes extremamente difícil, que somos chamados à tarefa da educação.
Com a mesma exigência com que abordamos os aspectos profissionais e sociais da nossa vida, não podemos deixar de nos questionar em que medida nos temos preparado para o desafio educativo.
A  Fundação Maria Ulrich, realiza uma Escola de Pais, que consiste num conjunto de três encontros sobre temas específicos relacionados com a educação e a formação dos filhos. 

1ª sessão – 13 de  Outubro – 10.30h às 12h
A importância de educar: a resposta aos porquês
Isabel Almeida Brito
Directora do Colégio de S.Tomás

2ª sessão – 20 de  Outubro – 10.30h às 12h
O perigo de não propor: a televisão e a internet
Henrique Leitão
Professor Universitário

3ª sessão – 27 de  Outubro – 10.30h às 12h
A autoridade: uma questão de prémios e castigos?
A verificação: as amizades e os tempos livres
Teresa Araújo Neves
Directora Executiva da Fundação Maria Ulrich

INSCRIÇÕES (no local)
Individual 10€ /Casal 15€
Rua Silva Carvalho, 240 (junto às Amoreiras)
1250-259 LISBOA
21.3882110; 966969620
fundacaomariaulrich.blogspot.com

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Milagre de R.J.Palacio fala de bullying, mas não só




  August, ou Auggie para a família, nasceu com uma deficiência genética que faz com que o seu rosto seja completamente deformado. Ele sente-se "normal" mas a verdade é que ninguém olha para ele como se fosse um rapaz igual aos outros. Aos dez anos, August vai pela primeira vez enfrentar o dia-a-dia numa escola, até então teve aulas em casa, com a mãe e viveu num bairro onde todos o viram crescer e se habituaram ao seu aspecto. A vida não vai ser fácil.  Chama-se Milagre o livro de R.J.Palacio editado pela ASA. É escrito na perspectiva de Auggie, mas também da irmã Via e de alguns dos amigos. É um livro de leitura fácil mas emotiva, para adultos, mas também para pré-adolescentes e adolescente. Trata uma temática muito próxima de todos os que andam ou andaram na escola, o bullying.
Nos EUA, a editora Random House Children lançou uma campanha intitulada Choose Kind. Uma óptima mensagem para passarmos aos mais novos!
BW

terça-feira, 31 de julho de 2012

Bolsas universitárias

Para pais e filhos explorarem, recomendo uma visita ao projeto Quero estudar melhor, uma parceria Expresso / Prébuild. Há 30 bolsas para atribuir. Consulte o regulamento aqui.

terça-feira, 10 de abril de 2012

TPC: Sim ou não?

Volta e meia a questão coloca-se. Há umas semanas que os pais franceses decidiram fazer boicote aos trabalhos de casa. A reflexão foi feita no PÚBLICO e os especialistas dão ideias do que podem ser trabalhos de casa!

terça-feira, 20 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012