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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não é a mesma coisa ter adultos ou crianças à frente

do professor. Nos cursos EFA os alunos, adultos, têm ritmos diferentes. Precisam de um acompanhamento distinto. Por isso as turmas pequenas. Mas isso agora não interessa nada...
BW

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Já não há 500 euros para os melhores alunos

Eu não gosto de quadros de honra. Eu não gosto de prémios de mérito. Eu não gosto de fardas! Tudo me faz lembrar tempos antigos e as saudades de Salazar, que era o que este país precisava, agorinha mesmo, de um novo Salazar! Tudo me faz lembrar hinos da Mocidade Portuguesa - "cá vamos, cantando e rindo", marchas, saudações e uniformização da sociedade portuguesa onde abolimos tudo o que é diferente.
Não gosto e já disse a quem de direito.
Os prémios de mérito criados por Maria de Lurdes Rodrigues tinham como função, como o próprio nome indica, premiar os alunos com melhores resultados e não era só o dar um aperto de mão, uma pancadinha nas costas e os parabéns, pois tinham um valor pecuniário a entregar aos alunos no Dia do Diploma (outro nome horroroso!). Este valor, acredito, pode ter motivado alguns estudantes a conseguir fazer ainda melhor e a merecer recebê-lo!
Apesar de não gostar, reconheço que tem um fim nobre e que pode ser motivador e até um exemplo para os restantes estudantes.
Apesar de não gostar, não fiquei contente com a medida agora anunciada de os retirar. A dias de os miúdos receberem o dinheiro dizer-lhes "esqueçam" é, no mínimo, desonesto, para não dizer injusto; se há coisa que os alunos não são é parvos e dizer-lhes "não é para vocês é para os pobrezinhos porque vocês têm de aprender a ser solidários" é... desonesto.
É até incongruente da parte de um ministro que foi ao aeroporto receber os alunos que participaram nas olimpíadas de Matemática e felicitou o aluno que ganhou bronze nas olimpíadas de Biologia... É contraditório da parte de uma pessoa que defende o mérito...
O mérito só é válido e só é premiado se não custar dinheiro ao Estado? Ou se for conquistado no estrangeiro?
Não sei mesmo se esta medida não é ilegal. Afinal o despacho de Maria de Lurdes Rodrigues não foi revogado... Não teria sido melhor, primeiro revogar o documento e abolir a coisa só para o ano?
BW

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A manipulação das crianças pelos pais

1. Levar um filho a uma manifestação é manipulação das crianças?
2. Ver crianças em frente aos portões das escolas a contestar os fechos das escolas, as más condições do estabelecimento de ensino ou os mega-agrupamentos é manipulação das crianças?
3. Colocar crianças em tempos de antena dos partidos é manipulação das crianças?
4. Colocar adolescentes e jovens nas ruas a protestar contra a falta de educação sexual nas escolas é manipulação das crianças?
A ministra da Educação Isabel Alçada está genuinamente preocupada e "indignada" (a palavra é dela) porque os pais dos alunos em colégios com contratos de associação estão a manipular as crianças. Nunca disse uma palavra quando crianças, no início deste ano lectivo estiveram frente a portões de escolas a contestar mil e uma coisas que estão mal (no seu ponto de vista, na perspectiva dos seus pais ou das direcções das suas escolas). Também se desconhece a sua opinião quanto às crianças usadas nos tempos de publicidade ao Magalhães. E estou curiosa de ouvir Isabel Alçada quando no dia 24 de Março, o dia do estudante, o PCP e o BE puserem os meninos na rua a pedir educação sexual para todos.
A mim o que me parece é que há manipulação nos dois últimos casos que enuncio. Nos dois primeiros não. Os dois primeiros são lições de cidadania que é bom que os filhos/alunos aprendam com os pais e com a escola. É bom ensinar os mais novos a ser interventivos, a formar opiniões, a ver as diferenças entre o bem e o mal, a lutarem por aquilo em que acreditam. É aqui que está a génese da democracia.
BW

terça-feira, 18 de maio de 2010

Professores das AEC

As Actividades de Enriquecimento Curriculares (AEC) nasceram do desejo da anterior ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues querer uma educação igual para todos e, ao mesmo tempo, responder a uma necessidade dos pais que não tinham (nem têm) como ir buscar as crianças à escola às três ou quatro da tarde. As AEC são a oportunidade, quando bem feitas, de as crianças da escola pública terem as mesmas oportunidades que as das privadas de aprender uma língua, fazer ginástica ou aprender música.
Como muita coisa na vida, a ideia é boa, a aplicação nem por isso. Como o 1.º ciclo é da responsabilidade das autarquias, cabe-lhes a elas implementar as AEC e fazem-no ao menor custo.
Os profissionais que trabalham com estas crianças são professores que se dizem mal pagos e que, aparentemente, em muitos casos nem sequer prestar um grande serviço o que faz com que as desigualdades se mantenham - estão na escola a entreter meninos, em vez de trabalhar com eles, dizem que não têm condições. Hoje, um grupo destes profissionais vai reunir-se na sede da Federação Nacional dos Professores, em Lisboa, preocupados com as suas condições laborais.
Ontem, uma destas professoras começou a trabalhar no Arquivo de Mirandela porque posou para a Playboy. A jovem de 27 anos com quase 40 mil apoiantes no Facebook só pode ser uma mulher confusa porque ora diz que gosta de ensinar, é professora de Música, ora diz-se que está à espera de uma oportunidade no mundo do espectáculo. Não é propriamente numa grande orquestra mas na televisão. Uma pessoa que anda à procura dos seus 15 minutos de fama - espero que compreenda que já os obteve e que daqui a dias há-de voltar ao rame-rame -, não é professora por vocação, é por necessidade enquanto não surge a oportunidade de ser modelo ou playmate e as escolas precisam de profissionais com vocação para ensinar.
BW

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Estamos todos mortos?

Os atentados à liberdade de imprensa têm-se seguido uns atrás dos outros e Portugal lá vai caindo no ranking sobre a liberdade de imprensa. Ricardo Rodrigues, deputado do PS, rouba, furta ou guarda sem autorização dos proprietários dois gravadores de dois jornalistas e o presidente da bancada do PS acha compreensível.
Tudo isto é normal ou estamos todos mortos? Já nada interessa, já não há regras, nem moral, nem ética, nem nada quando o povo elege arguidos em processos ou quando os casos de corrupção se sucedem uns atrás dos outros e não acontece nada.
BW

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como nós podemos influenciar a vida dos nosso filhos

Senta-se à frente da criança. Casaco de executiva, de dentro da mala tira o portátil que liga enquanto atira à criança: "Sabes quais são os TPCs?", a voz rispida sobe de tom para continuar: "Não sabes?! Sua burra, és mesmo burra, não admira que a professora ralhe contigo, como é que não sabes?". A menina tenta explicar que não tem TPCs, que precisa de ler um texto e terminar uns exercícios de Matemática. "Mas para isso é preciso saber umas regras ou não?! Sabes as regras, sua estúpida?!".
Não aguento, preciso de mudar de lugar, antes de me levantar olho para os rostos da mãe e da filha. A mãe de olhos irados, a menina de cabeça baixa enfiada no livro do 2.º ano, tem sete ou oito anos. Estão num lugar público, rodeadas por outros pais e filhos. Sim, aquela criança vai ser burra e estúpida, por culpa de quem? daquela mãe, mil vezes burra e estúpida.
Ao meu lado, outra mãe mostra-se incomodada, revira os olhos e abana a cabeça. Antes de pegar no casaco apetece-me dizer-lheque não pode falar assim com a filha, que está a fazer-lhe mal, que eu devia chamar a comissão de protecção de menores, qualquer coisa para proteger aquela criança de uma mãe bem vestida que aparenta um bom nível de vida e de educação, mas que é uma fraude, que agride verbalmente a criança, que está a dar cabo do seu futuro. Será que o posso fazer? Vou perguntar porque certamente voltarei a encontrar aquela família.
BW

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

É assustador...

Segundo um estudo divulgado na revista Proteste, da Deco, quase um terço das crianças portuguesas passa mais de nove horas por dia nas creches e a esmagadora maioria ocupa parte do tempo a ver televisão em jardins de infância.
O inquérito feito a pais de crianças entre um e cinco anos, mostra que para a maioria dos progenitores o horário dos estabelecimentos é adequado, embora um em cada cinco deseje que as suas portas fechem mais tarde.
Mesmo com 32 por cento das crianças a passarem mais de nove horas nas creches, há 27 por cento de pais com filhos entre um e dois anos (creches) e 10 por cento com crianças nos jardins de infância (entre três e cinco anos) a afirmarem que gostariam que as instituições abrissem ao sábado.
De acordo com o inquérito, feito com base em 2884 questionários, 90 por cento das crianças entre os três e os cinco anos ocupa parte do seu tempo a ver televisão em jardins de infância e para 42 por cento esta rotina é quase diária.
Nas creches, 73 por cento das crianças até aos três anos veem televisão e tal acontece quase todos os dias para mais de metade. O período mais frequente de estar em frente ao ecrã prolonga-se até uma hora, apesar de entre 36 e 42 por cento dos inquiridos desconhecer o tempo que os seus descendentes estão a ver televisão.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pacheco Pereira, o faz-tudo

No meio do zapping dei com um novo programa na SICNotícias, Ponto contra Ponto, onde Pacheco Pereira (PP) fala sobre jornalismo. Apanhei-o a falar sobre as quebras de vendas dos diários para dizer que os que mais tinham caído no último semestre, o PÚBLICO e o 24 Horas, tratavam mal essa informação porque não lhes convinha.
PP, que escreve no PÚBLICO (poderá ser uma das causas porque este título tem menos leitores?), esquece que este jornal tem feito vários trabalhos, inclusivé destaques, sobre o assunto. Quanto ao 24 Horas, PP acusa de não ter incluído o próprio título numa tabela onde estavam todos os diários e mostrava a página desse jornal, que o contrariava: o 24 Horas estava na primeira linha da tabela. Confrangedor.
Critica ainda a existência de famílias que pagam obituários que saem na mesma página que os obituários de personalidades, no Expresso. Diz que não se percebe se é publicidade paga e volta a mostrar a folhinha do jornal: Lá está! PP não vê, mas o espectador em casa consegue ler a palavra Servilusa!
Depois elogiou um trabalho da revista Exame onde, mais uma vez, o computador Magalhães é notícia, para mostrar como as peças do portátil não são portuguesas e outro texto sobre os concursos públicos e as suspeitas. Nada de novo, não há jornal neste país que não tenha já escrito sobre tal. Mas PP, além de falta de vista, está esquecido ou, então, sublinha o que lhe interessa: atacar o Magalhães, que é o mesmo que dizer o Governo, mesmo com notícias requentadas.
Por fim, pôs o ex-ministro Manuel Pinho a repetir, até à náusea, o bonito gesto feito a semana passada na Assembleia da República, enquanto dizia que o pior de tudo era a repetição que se tinha feito da imagem!
Qual é o objectivo de tão desinteressante programa? A SICNotícias precisa de um PP a falar sobre jornais? Não há especialistas sobre o assunto, professores ou investigadores universitários que saibam mesmo do que falam?
Pacheco Pereira é uma espécie de faz-tudo de um partido que não gosta especialmente dele. Um destes dias ainda o veremos, com a monotonia que o caracteriza, de pé, junto ao mapa de Portugal, a comentar a meteorologia e a reforçar como o céu ao fim do dia está laranja, laranja, lindo, lindo!
BW