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terça-feira, 27 de março de 2012

Nunca houve um desenho curricular igual

Sexta-feira à noite, em Odemira, um auditório enorme para o número de pessoas que está interessado em A minha sala de aula é uma trincheira.
– O que pensa da Educação em Portugal?, pergunta um professor, no final da apresentação sobre o livro e sobre como as novas tecnologias podem ajudar ao sucesso educativo dos alunos.
– Sabe que os jornalistas devem manter a sua imparcialidade e se me ponho aqui a dizer o que penso, quando lerem uma notícia escrita por mim vão pensar que a fiz com base naquilo que penso... mas digo-lhe que em 15 anos de trabalho já passaram por mim sete ministros e acho que isso diz tudo sobre o que penso... É impossível trabalhar bem quando o nosso chefe está a mudar constantemente, ainda não nos adaptámos e já mudou. Faz falta uma coordenação entre os principais partidos, entre o PS e o PSD (que são eles que se alternam no poder) sobre o que querem para a educação e não andar a mudar tudo de cada vez que muda um ministro. Sem avaliar o que foi feito, sem saber se é, de facto, preciso mudar... – respondo.
– É verdade, desde que comecei a dar aulas que nunca, no secundário, o desenho curricular durou mais de três anos. As disciplinas estão sempre a mudar, agora temos umas, amanhã já temos outras – confirma uma professora, sublinhando o que eu acabara de dizer, mas com a prática da escola, dos docentes que andam a estudar nova legislação para poder aplicá-la; com professores submersos em burocracias, em vez de se dedicarem àquilo que deverão saber fazer melhor, que é ensinar.
E aí está mais um novo desenho curricular! Quanto tempo vai durar? Talvez uma legislatura.
Entretanto, os nossos filhos, tal como nós, são ratinhos de laboratório em experiências cuja única utilidade é encher os egos dos governantes. Nada mais.
B

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Já não há 500 euros para os melhores alunos

Eu não gosto de quadros de honra. Eu não gosto de prémios de mérito. Eu não gosto de fardas! Tudo me faz lembrar tempos antigos e as saudades de Salazar, que era o que este país precisava, agorinha mesmo, de um novo Salazar! Tudo me faz lembrar hinos da Mocidade Portuguesa - "cá vamos, cantando e rindo", marchas, saudações e uniformização da sociedade portuguesa onde abolimos tudo o que é diferente.
Não gosto e já disse a quem de direito.
Os prémios de mérito criados por Maria de Lurdes Rodrigues tinham como função, como o próprio nome indica, premiar os alunos com melhores resultados e não era só o dar um aperto de mão, uma pancadinha nas costas e os parabéns, pois tinham um valor pecuniário a entregar aos alunos no Dia do Diploma (outro nome horroroso!). Este valor, acredito, pode ter motivado alguns estudantes a conseguir fazer ainda melhor e a merecer recebê-lo!
Apesar de não gostar, reconheço que tem um fim nobre e que pode ser motivador e até um exemplo para os restantes estudantes.
Apesar de não gostar, não fiquei contente com a medida agora anunciada de os retirar. A dias de os miúdos receberem o dinheiro dizer-lhes "esqueçam" é, no mínimo, desonesto, para não dizer injusto; se há coisa que os alunos não são é parvos e dizer-lhes "não é para vocês é para os pobrezinhos porque vocês têm de aprender a ser solidários" é... desonesto.
É até incongruente da parte de um ministro que foi ao aeroporto receber os alunos que participaram nas olimpíadas de Matemática e felicitou o aluno que ganhou bronze nas olimpíadas de Biologia... É contraditório da parte de uma pessoa que defende o mérito...
O mérito só é válido e só é premiado se não custar dinheiro ao Estado? Ou se for conquistado no estrangeiro?
Não sei mesmo se esta medida não é ilegal. Afinal o despacho de Maria de Lurdes Rodrigues não foi revogado... Não teria sido melhor, primeiro revogar o documento e abolir a coisa só para o ano?
BW

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Novas Oportunidades em Espanha

Uma responsável do departamento de educação ao longo da vida do ministério da educação espanhol diz-me que estão a copiar o nosso modelo de reconhecimento e validação de competências. "A copiar", sublinha ela, "até o nome: Novas Oportunidades". Eu argumento que tem havido muitas queixas, que os partidos da oposição (agora no poder) têm criticado muito o programa, que - quem sabe - pode não continuar, pelo menos, nos moldes em que está... "Uma pena, porque é um modelo inovador, diferente dos dos nórdicos e que se adequa muito aos nossos adultos".
BW

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ler a avaliação que Eduardo Pitta faz...

... Do trabalho da Clara Viana no PUBLICO, aqui http://daliteratura.blogspot.com/ ... Isto é do trabalho dos últimos governos e da sua aposta na educação.
BW

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Governo Sócrates em balanço

O PÚBLICO está a fazer um balanço do Governo Sócrates, os seis anos do executivo, em diversas áreas. Hoje foi a vez da Educação, centrada apenas no mandato de Isabel Alçada. Um trabalho de Clara Viana completo, onde foram ouvidos não só os partidos mas também os professores. O título da primeira página do PÚBLICO é apetecível: "Mudança cosmética" deixou quase tudo por fazer na Educação. A ler.
BW

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Novidades do dia:

1 - Exame de Filosofia opcional
2 - Governo elimina disciplina de Área de Projecto no 12º ano
3 - Formação Cívica para o 10º ano

A notícia é do Público e surpreende, pois todos esperávamos notícias do básico e, afinal, temos em primeiro lugar as mudanças do secundário oficializadas.

Breve comentário:

1 - O exame opcional de Filosofia parece-me valorizar a disciplina e o papel que a mesma assume no desenvolvimento duma sociedade.

2 - Confesso que concordo com medidas que possam reduzir a carga horária dos alunos. Quando penso no meu 12º ano, só com três disciplinas, e agora olho para os meus alunos, respectivo número de disciplinas, exigência e extensão dos programas fico arrepiada. Como o meu marido costuma dizer, o 12º ano foi dos anos em que mais trabalhámos para nos prepararmos para o superior, para os exames de acesso (pois para além das PGA's fizemos provas específicas)... e só tínhamos três disciplinas!

3 - Naturalmente que, em teoria, concordo com a Formação Cívica. No entanto, tenho dúvidas sobre os moldes em que a mesma vai ser operacionalizada. A ver vamos.

Ana Soares