Escolher e comprar o material escolar pode ser uma verdadeira aventura. No comércio local, os preços disparam. Nas grandes superfícies, as tentações são muitas. O preferível, creio, é mesmo levar um catálogo para casa, confrontá-lo com a lista do material pedido pela escola (isto depois de ver o que se pode aproveitar ou reutilizar do ano passado). Por último, ir à loja com a lista na mão e não comprar mais nada para além do que está na lista!
Aqui fica uma sugestão para um passeio em família. Perto de Constância, existe um parque de astronomia que faz as delícias dos mais pequenos. Os equipamentos são muito interessantes. Destaco a qualidade das visitas guiadas. Os monitores que as acompanham visitas conhecem bem os programas escolares, sabem em que ano os miúdos aprendem que conteúdos e conseguem adequar as sessões ao seu público. Nós fomos os 4. Pagámos 9 euros pelo bilhete familiar e valeu bem a pena.
Ficou a promessa de voltarmos no fim-de-semana sem chuva para fazermos a observação nocturna das estrelas!
A pouco mais de uma hora de Lisboa, esta é a oportunidade para conhecer Constância, onde se diz que Camões esteve preso, ver outras paisagens, visitar este importante equipamento e olhar as estrelas.
Hoje espreitem o P2, o suplemento diário do PÚBLICO, e vão até ao blogue do PÚBLICO na Escola, o Página 23, para ler o que pensam as crianças do 2.º ao 7.º anos, sobre a crise, as eleições, os candidatos, a política, o rendimento mínimo, as soluções que apresentam... Tenho muito orgulho do trabalho feito! Os parabéns e agradecimentos a todos os alunos que escreveram e aos professores que nos ajudaram a montar este trabalho! Muito obrigada! BW
A minha filha de 4 anos chegou a casa e disse que na escola tinha estado a ver quadros. Até aqui tudo normal. O estranho foi quando reproduziu, quase fielmente, o nome dos pintores: Miró, «Modigliano», «Archimboldo»! Se eu fiquei espantada, nem imaginam a cara do pai quando chegou a casa e lhe perguntou o que tinha feito na escola!
Perante um trabalho que tanto a entusiasmou, achei que tinha de contribuir para desenvolver este gosto. Comecei por procurar nas livrarias, mas não encontrei nada muito adequado a estas idades.
Depois pesquisei na net e acabei por encomendar uns livros com imagens, autocolantes e uma página de biografia em inglês (para ela tanto faz ser em inglês ou japonês, pois ela ainda não sabe ler) . Várias semanas depois, quando chegaram, fizeram um sucesso. Pertencem a uma colecção de "Sticker Art Shapes", ou seja, autocolantes para reproduzir quadros famosos. De um lado da página está o "original", do outro está um modelo para completar com os autocolantes.
Recentemente, acabei por aumentar a nossa colecção, pois na Bertrand do Vasco da Gama, enquanto esperava na fila para pagar, vi numa bancada mais livros desta mesma colecção pelos mesmos 7 euros. E não resisti.
Há dias, sugeri que fizessem um concurso: cada um deles escolhia um quadro e eu dava a partida. Ganhava quem completasse a imagem com os autocolantes certos e nas posições certas mais rapidamente. Ele de 7 e ela de 4 adoraram. Fica a ideia.
Um lanche em casa dos primos foi o mote para fazermos esta "casinha de chocolate". Na verdade, não é de chocolate, é de gengibre, mas para os miúdos é como se fosse de chocolate. Comprei a caixa com a bolacha na loja sueca da Ikea e reservei-a para uma das tardes das férias em casa com os miúdos. Quando a abri, verifiquei que se tratava de uma casinha para montar. Os bolos e doces não são a minha especialidade, pelo que eu receei não estar à altura da tarefa. Mas a verdade é que seguindo as instruções da caixa (no Ikea até as bolachas trazem instruções!!) é muito fácil montar a casinha e decorá-la. Para a próxima tenho é de arranjar um saco de pasteleiro que me permita aperfeiçoar as decorações com o açúcar glace.
Aqui fica a sugestão para um fim de semana com chuva!
E a propósito do Ikea, de que sou fã, aqui fica um excerto de uma das minhas crónicas preferidas do RAP:
«Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros."
Ricardo Araújo Pereira, Novas Crónicas da Boca do Inferno
Este ano decidimos embrulhar "ecologicamente" as nossas prendas. Estamos a usar o papel dos jornais e revistas que os pais compram e lêem cá por casa. Escolhemos as páginas mais bonitas, fugimos das com imagens de guerra ou tristeza. A próxima tarefa é recortar umas estrelas e, no caso das meninas, fazemos um laço em papel de jornal enrolado que depois aplicamos por cima ou usamos uns carimbos. O mais velho dos nossos filhos ficou encarregue de escrever os nomes.
Cada embrulho e preparação do mesmo é o tempo que dedicamos a pensar e falar naquela pessoa especial a quem queremos e podemos dar uma prenda, comprada ou feita. E isso também é importante para as crianças: perceberem que o mais importante é a pessoa, o que ela significa para a família e que a prenda foi escolhida com carinho e que pomos muito de nós nela!
A Lavandaria Caffé (em Lisboa, no parque das Nações, perto do Hospital CUF) associou-se a uma campanha de angariação de roupa. Este é um projecto muito interessante. Todos aqueles que têm roupa em boas condições e que já não precisem dela, podem deixá-la na referida lavandaria. Depois, esta fá-la chegar a uma LOJA SOLIDÁRIA da Cáritas, perto do metro de Carnide, onde, quem dela precisar, pode ir escolher roupa e levá-la. A entrega pode também ser feita na própria loja "É DADO" da Cáritasque fica na Rua Manuela Porto.
Fazem-se listas dos possíveis brindados com prendas.
Ideias, pedidos, oportunidades começam a preencher os espaços em branco.
Mas antes de avançarmos para as compras, sugiro:
- Compre o que é nacional. É uma frase feita, um chavão, mas faz sentido, sobretudo em época de crise. Dos doces aos enchidos; dos autores, música até roupa, há de tudo e a todos os preços!
- Escolha prendas ecológicas (poucas pilhas, plásticos; quem sabe uma ecobola para a sogra e um compostor para o sogro!)
- Privilegie brinquedos que valorizam as aprendizagens, as relações entre pares. Não precisam de ser grandes nem electrónicos!
- Compre livros. Em formato de livro de bolso, edições especiais ou económicas. De preferência de autores portugueses (para os adultos, por exemplo, José Luís Peixoto, Saramago, Eça de Queirós; para as crianças, por exemplo, Ana Maria Magalhães, Alice Vieira, António Torrado, David Machado, entre tantos outros).
- Ofereça presentes solidários, por exemplo, àquela tia a quem já não sabe o que oferecer! Espreite aqui algumas sugestões. Para os que têm dúvidas quanto a estes projectos e seriedade dos mesmos, posso dizer que nos últimos dois anos comprei um telhado de zinco, uma cabra e um kit escola para oferecer e tudo correu bem e foi entregue a tempo e horas.
-Use a imaginação e o coração com prendas personalizadas e económicas, feitas em casa: desenhe ou use fotografias em molduras feitas de tecido. Recicle e faça enfeites para a árvore de Natal, ganchos para o cabelo das meninas, porta-chaves para os rapazes. Escreva ou compile poemas, ofereça livros/cadernos personalizados. Envolva os mais pequenos, faça o Natal em família a baixos custos!
É uma questão de educação cívica: Não tenho Via Verde e evito as novas portagens automáticas, em que uma simpática máquina fala comigo. A primeira vez que aconteceu, há umas semanas, rimo-nos imenso porque todos falámos com a máquina e desejámos-lhe uma "boa tarde", enquanto ela repetia: "retire o cartão". À segunda, já não caímos e lá fomos para a cabine onde havia uma pessoa. É um facto que no banco de trás, eles preferiam que tivessemos Via Verde, em vez de ficarmos numa fila de "totós", à espera de sermos atendidos. "E porque é que não vamos falar com a máquina?", perguntam impacientes. Porque estamos ali para que o trabalho daquela pessoa continue a fazer sentido, para que não seja substituida por uma máquina, para que não engrosse as estatísticas do desemprego. É assim na auto-estrada e no hipermercado, mesmo quando a senhora do outro lado é pouco competente e não nos recebe com o mesmo entusiasmo que a máquina, nem responde aos nossos desejos de "boa tarde"... BW
Miguel Esteves Cardoso (MEC) enchia-nos as medidas quando éramos jovens estudantes de jornalismo e, quando crescessemos, queriamos ser como ele (excepto aquela parte da gaguez e dos tiques com a boca). MEC escreve como ninguém. Diariamente, no PÚBLICO tem uma crónica de dois parágrafos, às vezes menos, pequenas e right to the point. Umas vezes lindíssimas de irmos às lágrimas, outras divertidas de chorarmos a rir. É esse o efeito que a escrita de MEC tem sobre mim! Gosto das crónicas em que fala da sua vidinha, da saúde da sua mulher, Maria João Pinheiro, do que comeu ontem, coisas simples, de todos os dias, do esforço e da alegria que imprime no fazer Maria João feliz, como quando andou feito louco à procura de umas botas para ela, enviava-lhe fotos das botas enquanto a mulher estava internada. Este texto é um hino ao amor e aos casamentos felizes e lembra-nos algo que tendemos a esquecer: que o casamento é o primeiro filho do casal. BW
É de 2006 e já conhecia... Na verdade, andei à procura no blogue e não encontrei mas provavelmente já o partilhei aqui... Se sim, peço desculpa e... Revejam! Lembrei-me deste video porque vi Ken Robinson em Portugal há uns anos e gostei. Voltei a encontrá-lo nas livrarias, desta vez em forma de livro. Foi lançado, pela Porto Editora, O Elemento que fala de educação, das escolas matarem a criatividade dos mais novos, dos diferentes tipos de inteligência, do futuro da educação e da necessidade de cada um de nós (sobretudo os filhos), descobrirmos "o elemento", o que adoramos fazer e a possibilidade de conseguirmos conciliar o que gostamos com o que fazemos! Este video é um bom resumo dos primeiros capítulos do livro (que ainda estou a ler) e conta a história de Gillian Lynn, a menina que na década de 1930 não parava quieta na sala de aula, que a escola queria por numa turma para crianças com necessidades educativas especiais (o rótulo ainda não era conhecido) e cuja mãe a levou a um psiquiatra. O médico não diagnosticou hiperactividade, nem lhe deu ritalina (também ainda não tinham sido inventadas) mas aconselhou-a a pôr a menina numa escola de dança. Gillian foi bailarina e criadora das coreografias de Cats ou do Fantasma da Ópera. Mas há outros exemplos como Mick Fleetwood, baterista e fundador da banda Fleetwood Mac, o prémio Nobel da Economia Paul Samuelson (quem não tem a sua bíblia em casa?) e muitos outros. Não sei se fala de Michael Phelps, o nadador norte-americano mais medalhado em Pequim, mas ainda não me esqueci de uma das primeiras declarações que fez, pós-ganhar tantas medalhas, foi para lembrar a professora que lhe disse que ele nunca ia fazer nada na vida. De uma forma ou de outra, os professores marcam-nos para sempre! Às vezes, os pais e a escola têm dificuldade em descobrir o que é que os filhos e alunos têm de melhor e potenciá-lo. É preciso estarmos atentos. Até porque, aparentemente, a sociedade está a deixar de formar para o emprego seguro e duradouro, mas para o emprego criativo, para o próprio emprego! BW
É certo que estamos em Agosto mas, não tarda nada e Setembro está à porta com as despesas das escolas. É certo que estamos de férias e não nos apetece, nem a nós, nem a eles, pensar em escola, em cadernos, manuais, mochilas, etc. MAS podemos ir fazendo planos para o regresso às aulas. Assim que me lembre: 1. Passar a pente fino todo o material escolar do ano passado e ver o que é possível ser reaproveitado. Deste modo, escusamos de voltar a comprar a régua e o esquadro, material que já compramos o ano passado, o anterior e no outro... Tudo o que for passível de ser usado, é menos uma despesa que se faz. 2. Aproveitar uma viagem ao estrangeiro ou a um museu e comprar um estojo que mais ninguém tem, as canetas, as borrachas, os cadernos, a carteira para por o cartão magnético aquele que lhes possibilita a entrada na escola, no refeitório, etc. 3. Nas idas ao supermercado, comprar uma ou outra coisa para que quando chegarem as campanhas do regresso às aulas já só se adquira o que falta. 4. Pedir todos os recibos, todos, para meter nas despesas de Educação, no IRS, do tubo de cola ao manual escolar. É a forma do Estado cumprir, muito parcialmente, o que diz a Constituição sobre a gratuitidade do ensino. Continuação de boas férias! BW
Adoro levar os meus filhos a um museu. E não é por qualquer pretensiosismo ou achar que eles são “chiques” ou “cultos”. E não é apenas quando se celebra o Dia Internacional dos Museus!
Não, é mesmo pelo gozo de estar sentada no chão de um museu com eles e ver como é que eles olham para o mesmo que eu, como o interpretam. Levamos sempre uma caixa de lápis (no nosso caso, uma para cada um deles, para não haver desentendimentos no museu!) e os cadernos dos museus (designação que eu inventei para um caderno que só usamos nestes dias). “Espreitamos” o museu, salas e corredores. E eles podem escolher um, dois ou, no máximo, três quadros (conforme o tempo, disposição e sono da mais pequena).
O CAM da Gulbenkian tem sido, pela facilidade de acesso, aquele que mais vezes temos visitado. Por vezes levamos piquenique para comer no jardim e visitamos os patos. Ofereço-vos esta reprodução do Ângelo de Sousa - sem título de 1972 - que o rapaz fez numa destas visitas (a mesma em que uma das suas galochas foi parar ao lago dos patos!).
Gostou das linhas e das cores do quadro. Sentiu-se satisfeito por ter conseguido reproduzi-lo para mostrar ao pai, que não nos pôde acompanhar (para os que não conhecem o original, tenho de confessar que está parecido! São duas linhas curvas: uma amarela, outra preta).
E assim, visita após visita, museu após museu, os gostos e tendências vão-se formando, os museus passam a ser espaços familiares.
O Movimento Escola Pública promove o lançamento da Petição Pública pela redução do número máximo de alunos por turma, hoje, pelas 16h, na Livraria Ler Devagar (LXFactory - Rua Rodrigues de Faria, 103, Lisboa). A Petição contém uma lista de primeiros subscritores de várias áreas da educação e será apresentada, em conferência de imprensa, por Miguel Reis (Professor, Movimento Escola Pública), Helena Dias (ex-Presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, Movimento Escola Pública) e Paulo Guinote (Professor, autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”). "Com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se de uma medida que reúne um consenso social alargado e que urge pôr em prática", defende a petição que se encontra-se disponível aqui .
Acolhimento Familiar. Poder receber uma criança e ajudá-la a ter uma vida melhor. Aqui está um projecto que quero abraçar daqui a uns anos, quando os miúdos sairem de casa!
A Santa Casa precisa de famílias de acolhimento em Lisboa, pessoas ou famílias entre os 25 e os 65 anos que possam acolher uma criança ou jovem e prestar todos os cuidados. Tratam-se de crianças que por dificuldades familiares, têm de ser separadas da sua família natural temporariamente. Normalmente, "são crianças em grande sofrimento emocional que necessitam, por um período de tempo, de uma família substituta que as ajude a devolver a confiança em si e nos outros, que as aceite incondicionalmente e cuide delas com ternura e seja capaz de as devolver à vida mais fortes e mais felizes", avisa a Santa Casa em comunicado. Não são iguais à da imagem, são meninos sofridos, de todas as cores e estratos sociais. Antes de receber uma criança as famílias de acolhimento "beneficiam de sessões de preparação e formação, atenção individualizada, acompanhamento durante (e pós) o acolhimento da criança, apoio telefónico durante 24 horas por dia para situações de emergência, contactos com outras famílias de acolhimento para troca de experiências e ajuda financeira para gastos com o acolhimento".
A candidatura faz-se através do Serviço de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, telefones: 213 235 118 / 213 235 177; e-mail: diadij@scml.pt BW
A Reisenthall aproveitou a ideia que qualquer mãe tem quando anda às compras com miúdos atrás: ter um saco de compras com uma pega para os miúdos agarrarem.
Assim nasceu o motherchildbag. Vale o que vale, pois não é por por o saco da mãe ter uma pega extra, feita a pensar neles, que os miúdos se vão deixar de perder... mas não deixa de ser giro. E é verdade que às vezes apetece ter um saco destes. Vi-os à venda numa loja distribuidora da marca e encontrei-os na net. Custam cerca de 20 euros. Não comprei, mas achei que há dois anos atrás me teria apetecido comprar (ou imitar).
Mães que decidiram ter filhos mais tarde - são cada vez mais! - deixem de se angustiar! Afinal podem viver mais tempo e continuar saudáveis! A receita serve a qualquer mãe, nova ou velha e está aqui . BW
Igualmente interessante no que diz respeito à aprendizagem da língua materna é este jogo: A Lição do Sabichão - Loto da Leitura da Majora. Com seis cartões, cada um com quatro palavras de duas sílabas, pode ser jogado por crianças que estão a aprender a ler. Tentando preencher um cartão para fazer linha e loto ou tirando as letras do saco para os restantes jogadores (tarefa mais fácil), esta é mais uma forma de, a brincar, se estimular o gosto pela língua e se consolidarem aprendizagens escolares.
Se, por um lado, acho que as crianças têm de perceber que nem tudo na escola tem de ser ultra entusiasmante e que estudar dá mesmo trabalho e implica esforço, por outro, acho que se pode aprender muito a brincar.
Por isso, para os mais pequenos, que dão os primeiros passos na leitura e na escrita, sugiro hoje um jogo, o Scrabble. Não, não estou a delirar. Falo da versão "Junior" . Esta apresenta dois níveis de dificuldade. O primeiro pode ser jogado a partir do momento em que a criança reconhece as letras e o adulto pode ajudar a ler. O segundo implica que reconheça as letras, mas que já as saiba também "utilizar". O tabuleiro, nesta versão, tem dois lados, é mais colorido do que a versão original e apresenta ainda umas "fichas" com pontos. Os miúdos gostam de ver as suas respostas certas convertidas em pontos.
Um jogo para a família, ideal para os dias frios desta quadra natalícia.
A época natalícia caracteriza-se também por proporcionar reencontros, jantares de Natal, trocas de prendas. O jogo do amigo secreto ou oculto é prática comum entre adultos e miúdos. Aqui ficam duas sugestões que já experimentei, tanto com amigos e colegas, como com turmas de alunos, e que este ano repito.
1. A primeira é a que dá mais trabalho: fazermos nós a prenda que vamos oferecer ao amigo. Um roteiro para um passeio de bicicleta, que se pode imprimir sem grandes custos; um CD com fotografias que tenhamos tirado juntos. Para os que tenham umas mãos habilidosas, uma pulseira ou um colar de contas. Para os artistas: um desenho, uma música, um poema!
2. A segunda é bem divertida, encontrar uma prenda com o custo máximo de 1 Euro! Não é impossível! Uma caixa de Cd's, um lápis, um doce, um jogo didáctico (sim, é possível!). O importante é pensar em coisas que todos usamos todos os dias! O grande desafio é entrar nas lojas, mesmo nas mais improváveis, e procurar coisas com este valor.
Este ano nem precisei de entrar nas lojas dos chineses! Posso dizer que fui, no fim-de-semana passado, fazer uma prospecção. Tenho um amigo secreto de 17 anos e queria procurar com tempo a prenda certa. Fui a uma loja gourmet que tem sempre coisas maravilhosas, lindas de morrer e deliciosas. Como sei que ele é guloso, fui espreitar. E não é que havia lá uns guarda-chuvas/rebuçado maravilhosos, ainda mais bonitos do que o da fotografia, por 90 cêntimos!
Ainda assim, decidi, antes de comprar, procurar noutro sítio. Fui a uma loja de brinquedos e jogos de madeira, embora, confesso, sem grandes esperanças. E não é que também lá encontrei coisas a um euro? Para além de balões com formatos originais (elefante, girafa, etc), encontrei pequenos quebra cabeças de madeira (para diferentes idades) por este valor. Não pensei mais nos doces e lá comprei o jogo. Pedi a factura e achei que era melhor, a bem da minha imagem, explicar à senhora da loja o motivo pelo qual pedia a factura de um euro com tanto entusiasmo!