terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os e-books são uma ameaça?

Para as editoras tradicionais os e-books não são uma ameaça aos livros impressos. "As maiores ameaças são as que provocam alterações drásticas no comportamento dos consumidores, actuais ou potenciais", assinalou o editor da Esfera do Caos, Francisco Abreu, em declarações à Lusa. Outra ameaça foi "o computador com Internet", que afastou a maioria dos estudantes, "do básico ao universitário", das pesquisas em livros. Na opinião do editor, a rede tem ainda a desvantagem de provocar "uma mudança radical" nos hábitos de leitura e na atitude relativamente ao suporte tradicional: "a leitura de textos com 200 páginas, num livro, é substituída pela leitura, no monitor do computador, de textos com dois parágrafos ou com duas páginas".
Em contrapartida, e com excepção de "nichos de mercado de elevada especificidade e o muito longo prazo", a nova geração de e-books não representa uma verdadeira ameaça, segundo Francisco Abreu, para quem "vai acontecer agora o mesmo que sucedeu há cerca de uma década com a primeira geração", que não cativou os leitores.

Não sei... A mim cativa-me andar com um gadget, em vez de levar 500 páginas no avião ou para a praia. Por outro lado, tenho a certeza que vou ficar mal-disposta só de olhar para o écrã, em viagem; e que na praia o e-book não sobreviverá muito tempo por causa da humidade e da areia!

Diz um estudo sobre a atenção que a concentração desce quando se lê num e-book porque o leitor pode mudar de tarefa facilmente e que o retorno à leitura concentrada pode demorar 23 minutos. Por isso, o melhor é carregar com as 500 páginas!

BW

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