quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O retrato da migração...

... é feito hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mas também aqui !
Algumas ideias a reter:
- estamos a "perder" gente qualificada: "Em 2000, 13 por cento dos portugueses com grau superior (90 mil) emigrara. Na União Europeia, este valor só era superado pela Eslováquia (14 por cento) e pela Irlanda (23 por cento).Os “novos emigrantes” são mais qualificados e escolhem o destino porque são informados, bem diferentes dos emigrantes dos séculos XIX e XX que iam atrás de um trabalho ou de familiares que os chamavam."
- os imigrantes são precisos: em nome do crescimento demográfico (é preciso gente que contribua para a segurança social e assim) e de vários sectores de actividade que, caso os imigrantes decidissem sair todos ao mesmo tempo, ficavam semi-paralisados.
O balanço é que as saídas - há 2,3 milhões de portugueses, nascidos em Portugal, a viver no estrangeiro - são maiores do que as entradas - há meio milhão de imigrantes.
O curioso disto tudo é que o ser humano nunca foi tão pouco migrante como actualmente, diz Rui Pena Pires. Apenas quatro por cento da população mundial é que migra.
BW

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