quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ferreira Gullar e o acordo ortográfico

Foi o prémio Camões deste ano, Ferreira Gullar é um autor brasileiro, que o I entrevistou na FLIP, a feira literária brasileira. Sobre o acordo ortográfico:

"Eu acho que o Brasil e Portugal, com os outros países de língua portuguesa, têm de parar com essa coisa de ficar mudando as regras ortográficas. Eu acho que é uma coisa que não ajuda em nada. É uma perda de tempo. Cria confusão, inclusive dá prejuízos. Já imaginou o que vai acontecer? Colecções de livros vão ter que ser jogadas fora e reimpressas, para obedecer a uma nova ortografia porque uma ou duas pessoas resolveram mudar a maneira de escrever a língua. Isso é uma arbitrariedade. Quem é que outorgou a essas pessoas o direito de fazer isso? A língua é património do país, da população, não é propriedade de ninguém. Não pode haver uma entidade que decide mudar a língua de todo o mundo. Isso é um absurdo. É uma coisa precária, que cria confusões, porque é impossível você encontrar uma forma de colocar todos os países de língua portuguesa em que não se crie ambiguidade nenhuma. É um sonho vão. A ortografia tem de ser uma representação da linguagem falada. Então é uma bobagem. Uma perda de tempo."

A entrevista na íntegra pode ser lida aqui.
BW

1 comentário:

  1. Está em curso uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) para revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. São necessárias 35.000 assinaturas.

    Texto da ILC e impresso de subscrição em http://ilcao.cedilha.net

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