Foi o prémio Camões deste ano, Ferreira Gullar é um autor brasileiro, que o I entrevistou na FLIP, a feira literária brasileira. Sobre o acordo ortográfico:
"Eu acho que o Brasil e Portugal, com os outros países de língua portuguesa, têm de parar com essa coisa de ficar mudando as regras ortográficas. Eu acho que é uma coisa que não ajuda em nada. É uma perda de tempo. Cria confusão, inclusive dá prejuízos. Já imaginou o que vai acontecer? Colecções de livros vão ter que ser jogadas fora e reimpressas, para obedecer a uma nova ortografia porque uma ou duas pessoas resolveram mudar a maneira de escrever a língua. Isso é uma arbitrariedade. Quem é que outorgou a essas pessoas o direito de fazer isso? A língua é património do país, da população, não é propriedade de ninguém. Não pode haver uma entidade que decide mudar a língua de todo o mundo. Isso é um absurdo. É uma coisa precária, que cria confusões, porque é impossível você encontrar uma forma de colocar todos os países de língua portuguesa em que não se crie ambiguidade nenhuma. É um sonho vão. A ortografia tem de ser uma representação da linguagem falada. Então é uma bobagem. Uma perda de tempo."
A entrevista na íntegra pode ser lida aqui.
BW
Está em curso uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) para revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. São necessárias 35.000 assinaturas.
ResponderEliminarTexto da ILC e impresso de subscrição em http://ilcao.cedilha.net