quinta-feira, 9 de julho de 2009

Coro Infantil da Universidade de Lisboa

O Coro Infantil da Universidade de Lisboa vai realizar um concerto comemorativo do seu quarto aniversário no próximo sábado, dia 11, às 16h30, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.
Na primeira parte do concerto, actuará o coro dos Pequenos Cantores de Estrasburgo, um coro de renome internacional, que certamente nos deliciará com peças de Berlioz, Schubert e Mozart, entre outros.
Para a segunda parte, o Coro Infantil da Universidade de Lisboa e o atelier de preparação prepararam um concerto rico em movimento e surpresas ao som de Britten, Vasco Negreiros, Rossini, Bach, entre outros...
No final, 100 crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos encerrarão o concerto!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O risco de pandemia (vírus H1N1) e as escolas

No mesmo dia em que a ME defende que adiar o início do ano lectivo por causa da gripe não é a solução para evitar a propagação do vírus, a DGIDC divulga no seu site informações várias para as escolas quanto à gripe A, assim como um folheto informativo e conselhos práticos.
Uma página que deve ser visitada e divulgada por todos.

Pedido de reapreciação dos exames

A partir de hoje, os alunos podem pedir para consultar os exames. A fotocópia do mesmo custa entre 3,5 e 5 euros. No caso de pretenderem pedir reapreciação da prova (ou recurso, expressão utilizada pelos alunos para se referirem à reapreciação), esta custa 7 euros e deve ser feita com cuidado. Não se esqueçam que a prova é toda ela reavaliada (e não apenas "aquela" questão que vos possa ter parecido não ter sido bem cotada) e que as notas podem descer.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Olhar para os resultados dos exames nacionais

Clicando aqui é possível aceder aos resultados dos exames das várias disciplinas desde 2006.

Sairam os resultados. E agora?
Os alunos fazem contas à vida. Chega ou não chega? Ir ou não ir à segunda chamada? Que curso colocar em primeira opção? Enfim... um sem número de contas e escolhas que devem ser muito bem feitas.
Quanto aos professores, este vão (ou deviam) agora olhar com olhos de ver estes resultados.
É preciso reflectir sobre o que melhorou, ou não, nas diferentes disciplinas a nível nacional e, mais concretamente, em cada escola. Ajustar práticas. Preparar para um melhor conhecimento e domínio de competências e também preparar para o exame (sabendo que este nem sempre é justo e que os resultados finais dependem também de muitos outros factores...).
No que diz respeito aos meus alunos, eles não se sairam mal, no geral. Claro que há sempre uma ou outra surpresa. Este dia é sempre um dia de alívio. Felizmente este ano com melhores notícias do que o ano passado.
Ana Soares

Comentário aos resultados dos exames nacionais

Pronto. Alívio para muitos alunos. Desilusão para alguns. Os resultados já cá estão fora.
Comparando os resultados com os do ano passado, aqui vos deixamos algumas ideias: por um lado, o Português subiu; por outro , a Matemática (A), a Física e Química A e a Biologia Geologia desceram. Resultados relativamente previsíveis nas duas disciplinas mais comentadas e criticadas, o Português e a Matemática. No caso da primeira, dificilmente o resultado poderia ser pior do que o do ano passado, que fora o pior dos últimos doze anos (foi 9,7 em 2008 e 11,1 este ano). Quanto à Matemática, o exame do ano passado foi considerado, por quase todos os intervenientes no processo, como muito acessível, para não dizer fácil, pelo que a descida de uma média de 12,5 para 10 valores não surpreende ninguém.
Ana Soares

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Resultados dos exames nacionais - 1ª fase

Chegou, finalmente, o dia dos resultados. A afixação das pautas com as notas dos exames nacionais deverá acontecer amanhã. Amontoar-se-ão em frente às vitrines os alunos. Comparar-se-ão notas, far-se-ão contas: muda ou não a nota de frequência, é ou não a nota que cada um "precisa" para entrar no curso desejado ou, eventualmente para passar... Depois é tempo de serenar. Alguns vão pedir para ver a prova, consultar as correcções e, no caso das notas acabadas em 4 (9,4, 12,4 ou mesmo 18,4), vão pensar se não vale a pena pedir recurso. Uma décima deste género, na verdade, para alguns significa passar ou não passar, entrar ou não entrar. É legítimo que os alunos queiram ter a certeza de que aquela é a nota justa.
Depois a comunicação social vai encher-se de notícias com as médias. Subiram? Desceram? Quanto ao Português, apesar dos critérios de correcção não terem sido facilitadores (nem tinham de o ser, atenção!), creio que a média nacional deve subir. Vamos esperar para ler mais sobre o assunto. Se entretanto surgirem notícias, vamos remetendo para os links, aqui.
Ana Soares

Listas de colocação dos professores

À semelhança do que verificámos com a entrevista de MLR e Mário Nogueira, também quanto à lista de colocações dos professores, Valter Lemos e o representante da Fenprof não parecem estar a falar do mesmo concurso. O primeiro destaca que metade dos 30 mil agora colocados vão ter um vínculo pela primeira vez nos Quadros de Agrupamento. Por outro lado, Mário Nogueira destaca o facto de serem perto de 40 mil os professores que não encontrarão um lugar nas escolas este ano. A notícia do Público mostra estas duas formas de olhar para uma mesma realidade: a situação ainda difícil de muitos docentes neste país.

Ana Soares

Ministra versus Sindicato(s)

Não parece que estão a falar da mesma realidade. Maria de Lurdes Rodrigues e o Secretário Geral da Fenprof, Mário Nogueira (MN), responderam a perguntas do "DN" sobre o trabalho da legislatura na área da educação. As diferenças são evidentes. Tudo é mais simples e breve nas palavras de MLR (veja-se a primeira pergunta/resposta).

A resposta que de forma mais flagrante sublinha as diferenças de opinião é a última: "É justo dizer que a qualidade do sistema de ensino melhorou em Portugal nesta legislatura? ". Naturalmente que a governante considera que é justo dizer que a qualidade do ensino melhorou; na perspectiva do sindicalista isso não aconteceu.

Da ruptura com o passado (que, para o bem e para o mal, este governo conseguiu), à divisão da carreira; do novo modelo de gestão escolar, à escolaridade de 12 anos, vários são os temas abordados neste balanço da legislatura.

Vale a pena ler. Aqui.

Ana Soares

Pacheco Pereira, o faz-tudo

No meio do zapping dei com um novo programa na SICNotícias, Ponto contra Ponto, onde Pacheco Pereira (PP) fala sobre jornalismo. Apanhei-o a falar sobre as quebras de vendas dos diários para dizer que os que mais tinham caído no último semestre, o PÚBLICO e o 24 Horas, tratavam mal essa informação porque não lhes convinha.
PP, que escreve no PÚBLICO (poderá ser uma das causas porque este título tem menos leitores?), esquece que este jornal tem feito vários trabalhos, inclusivé destaques, sobre o assunto. Quanto ao 24 Horas, PP acusa de não ter incluído o próprio título numa tabela onde estavam todos os diários e mostrava a página desse jornal, que o contrariava: o 24 Horas estava na primeira linha da tabela. Confrangedor.
Critica ainda a existência de famílias que pagam obituários que saem na mesma página que os obituários de personalidades, no Expresso. Diz que não se percebe se é publicidade paga e volta a mostrar a folhinha do jornal: Lá está! PP não vê, mas o espectador em casa consegue ler a palavra Servilusa!
Depois elogiou um trabalho da revista Exame onde, mais uma vez, o computador Magalhães é notícia, para mostrar como as peças do portátil não são portuguesas e outro texto sobre os concursos públicos e as suspeitas. Nada de novo, não há jornal neste país que não tenha já escrito sobre tal. Mas PP, além de falta de vista, está esquecido ou, então, sublinha o que lhe interessa: atacar o Magalhães, que é o mesmo que dizer o Governo, mesmo com notícias requentadas.
Por fim, pôs o ex-ministro Manuel Pinho a repetir, até à náusea, o bonito gesto feito a semana passada na Assembleia da República, enquanto dizia que o pior de tudo era a repetição que se tinha feito da imagem!
Qual é o objectivo de tão desinteressante programa? A SICNotícias precisa de um PP a falar sobre jornais? Não há especialistas sobre o assunto, professores ou investigadores universitários que saibam mesmo do que falam?
Pacheco Pereira é uma espécie de faz-tudo de um partido que não gosta especialmente dele. Um destes dias ainda o veremos, com a monotonia que o caracteriza, de pé, junto ao mapa de Portugal, a comentar a meteorologia e a reforçar como o céu ao fim do dia está laranja, laranja, lindo, lindo!
BW

O dia em que o meu bairro ficou de pantanas

"No dia em que eu fugi de casa, o meu bairro ficou de pantanas." É assim que começa a estória de um menino de nove anos que a mãe e a Vitória procuram por todo o bairro. O texto é de Rosário Alçada Araújo e as ilustrações de Afonso Cruz. A Texto Editores criou a colecção Gramofone com o objectivo de aliar os textos à aprendizagem da língua.
A brincar, as crianças (e os pais) vão descobrindo, neste álbum, o que são palavras homónimas, homófonas, parónimas e homógrafas. Na página da Internet da Gramofone, os miúdos podem fazer alguns exercícios, actividades e jogos relacionados com a história que leram e com a gramática que aprenderam.
Os próximos títulos serão das escritoras Margarida Fonseca Santos, Alice Vieira e Luísa Costa Gomes. Estamos ansiosamente à espera!

BW

Biblioteca Digital para miúdos

Nada substitui o livro em papel, para ler na caminha, ou no sofá, com uma bela mantinha por cima... mas temos de nos ir actualizando. Por isso, aqui vai uma sugestão de leitura electrónica para os mais pequenos: uma Biblioteca de Livros Digitais. Com títulos variados, inclui obras do Plano Nacional de Leitura e de autores como Alice Vieira, Ana Maria Magalhães, Rui Zink, Alves Redol. Eu e os miúdos já lemos algumas. Numa homenagem a todos os padrinhos, e em particular aos padrinhos babados da nossa família, recomendo a história Inês vai ao Circo que fez um tremendo sucesso cá em casa. Cada um dos miúdos sentado numa perna, aqui, no escritório, na cadeira proibida (a da secretária onde está o computador e onde trabalho) e eu a virar as páginas electrónicas com o rato (estas, pelo som que fazem, mais parecem páginas de jornal do que de um livro, pelo que... podem tirar o som, se ele vos irritar, como a mim).
Ana Soares

domingo, 5 de julho de 2009

João e Maria

Nunca gostei do meu nome. Bárbara. Ouvia com frequência anedotas e trocadilhos e nunca fiquei completamente convencida da escolha: era o nome de uma das minhas bisavós; significa "estrangeira" e eu nasci no estrangeiro, filha de estrangeiros; além disso, o nome escrevia-se da mesma maneira no país onde nasci, à excepção do acento. Na verdade, sou Barbara! Portanto, cheio de significado!
Nunca gostei. Nenhuma das minhas amigas tinha um nome tão estranho. Eram a Sandra, a Susana, a Paula, a Patrícia, a Ana, a Luísa, a Fátima, a Isabel, a Cristina... Eram às duas e às três em cada turma e eu era a única Bárbara da escola... Quem é que gosta de ser único em plena adolescência!?!
Não há dúvida que a escolha dos nomes é de modas. No tempo da monarquia homenageavam-se as rainhas D. Amélia, D. Teresa ou D. Leonor. Depois, na geração da minha mãe, as referências são as religiosas, com as Marias de Fátima ou de Lurdes, mas também havia as Marias do Carmo ou da Luz. De seguida, as personagens das novelas brasileiras baptizaram as Gabrielas, da década de 1970 e as Luanas, de 1980. Lembro-me de uma menina Catarina Eufémia, em homenagem à heroína comunista.
Hoje, os pais voltaram ao tradicionalismo dos nomes antigos, dos nomes dos santos, dos reis e dos antepassados. Eis os mais escolhidos, aqui!
BW
PS: Só em adulta passei a gostar! É um nome forte e cheio de significado, mas não gosto de ver meninas com o meu nome, confesso.

José Luís Peixoto - Certidão de Nascimento

CERTIDÃO DE NASCIMENTO


Portugal, encho a boca com esta palavra, mastigo-a.
Preencho impressos com os números de uma data
em que tinha 3 quilos e 700 gramas.

Portugal é o nome de pessoas que telefonam umas
às outras, que se ultrapassam na auto-estrada e
que se despedem com a mesma sílaba.

O dia em que nasci é a minha mãe com as pálpebras
desmaiadas sobre os olhos, a pensar em labirintos e
a tricotá-los no centro dos seus sonhos.

Portugal e o dia em que nasci misturam-se sem
perderem cor, são matérias complementares
na lamela de um microscópio.

Portugal e o dia em que nasci são irmãos gémeos,
vestidos de igual, que os parentes mais próximos
se entretêm a tentar distinguir.

O dia em que nasci é Portugal, um país completo,
mas Portugal é muito mais do que apenas um dia,
Portugal é o instante exacto em que nasci.

José Luís Peixoto

sábado, 4 de julho de 2009

A Charada da Bicharada

O texto é de Alice Vieira e a ilustração de Madalena Matoso.
A história é a ideal para os pais lerem e os filhos adivinharem de que animal se fala e descobrirem-no nos desenhos coloridos.
A Charada da Bicharada, publicada pela Texto Editores, pode e deve ser ouvida pela voz da autora aqui.
Uma ideia da Rita Pimenta!
BW

Ainda as férias dos miúdos

Para os pais que ainda andam à procura de soluções para aqueles dias em que já não há escola para os miúdos mas ainda não há férias para os pais aqui ficam mais umas tantas propostas.


Cangulula é a nova versão dos ateliers que talvez alguns de vocês conheçam ainda como "Camaleão". Funcionam no jardim do Museu do Traje e, ainda que com um espírito um pouco hippie, são uma óptima oportunidade para os miúdos estarem em contacto com a natureza, explorarem materiais simples e naturais, num espaço maravilhoso como é o Jardim Botânico deste museu e com uma equipa fantástica.


Outra sugestão é a dos Ateliers Artísticos para Crianças. Existem para várias idades e procuram ocupar estes tempos de forma lúdica, educativa e artística.


Noutro género, temos as férias do Oceanário. São por regra actividades mais caras mas muito aliciantes e com uma equipa de monitores também muito dinâmica e cuidadosa.


Provavelmente já se lembraram de procurar na Fundação Gulbenkian. Esta tem sempre umas propostas muitíssimo interessantes. Algumas das actividades têm o inconveniente de só começarem as dez ou de só existirem por turnos, de manhã ou de tarde, o que complica a vida, é verdade...mas têm a vantagem de serem bons, económicos e também num sítio fantástico. As reservas podem ser feitas na própria bilheteira on-line, o que facilita a marcação. As actividades com a Margarida Botelho e com a Dora Batalim esgotam muito rapidamente. Adivinhem porquê...


Ana Soares

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Eleições

Manuela Ferreira Leite afirmou hoje, ao Público, que, no âmbito da educação, questões tão quentes como Estatuto do Aluno, Avaliação dos Professores, Estatuto da Carreira Docente e aspectos de desburocratização serão alvo de revisão caso ganhe as eleições.


Para o bem e para o mal, que todos nós, infelizmente, tão bem conhecemos, temos de reconhecer que ninguém nos últimos anos mexeu tanto na educação como o actual governo e MLR.

Ainda assim, a presidente do PSD considera que “estes quatro anos foram quatro anos absolutamente perdidos em termos de reforma da Educação” e afirmou que é preciso “lançar mão àquilo que é preciso fazer e não permitir que o sistema educativo se continue a deteriorar".


Meus amigos, preparem-se. Começou a campanha!


Ana Soares


Dicas para educar partilhando as tarefas da vida familiar

Educar para a responsabilidade

As grandes superfícies fazem tudo para angariar fiéis consumidores, é verdade. Mas admito que simpatizo mais com umas estratégias do que com outras. Dou-vos o exemplo de uma com a qual simpatizei. Tratou-se de um folheto que apareceu cá em casa, na caixa do correio, e que resumia em poucos itens o que fazer para "Educar partilhando as tarefas da vida familiar" referindo-se a três fases diferentes da vida das crianças e jovens (3 aos 6 anos; 7 aos 11 anos e dos 12 aos 17 anos). Podia ganhar o referido guia de co-responsabilidade na compra de alguns produtos e assim aceder a esta informação de forma mais detalhada.

Não fui comprar os referidos produtos, pelo que não ganhei o livro. Mas fiquei com o folheto que me fez pensar nesta responsabilização pela qual na escola nós também lutamos, mas onde a família, como sempre, tem um papel fundamental.
Por isso, não necessariamente com estas tarefas ou etapas, toca a responsabilizar! Dá trabalho, pois é verdade, e nas primeiras vezes as tarefas têm de ser corrigidas ou exigem a nossa supervisão (o que ocupa o dobro do tempo do que se fossemos nós a fazê-las), mas a longo prazo, sem dúvida, que os frutos serão muitos. E assim estaremos a educar os nossos filhos para uma vida responsável.
Ana Soares
ps - se clicar na imagem consegue ler o texto

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O que vai mudar na grafia do português?

Adoção ou adopção?Creem ou crêem? Seleção ou selecção?
O novo acordo ortográfico trará, certamente, dúvidas deste género. Para além dos sítios que já vos sugeri noutro post, tenho hoje uma sugestão em papel para vos fazer e que poderá esclarecer estas questões. Trata-se de um pequeno livro, com 30 páginas, de João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia, editado pela Texto Editora, que apresenta as alterações e as regras deste novo acordo. É de fácil leitura e consulta. Útil para pais, professores e, a médio prazo, para alunos. Na verdade, útil para toda a gente.
Ana Soares

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Obrigada Pina Bausch

"Mãe, morreu a Pina Bausch? Que sorte termos visto a Pina Bausch dançar, não foi?". Foi!
Quando compramos bilhetes para ver Cafe Muller, eles eram das poucas crianças na sala do São Luiz, em Lisboa. Havia peças mais felizes, imensamente mais coloridas do que o Cafe Muller, se quisessemos, mais apropriadas para crianças.
Foi em Maio de 2008 e vimos e ouvimos palavras reprovadoras ditas entre dentes, à medida que subiamos a escadaria do teatro e eles íam aos pulos. Mas houve um casal simpático que não se importou de trocar com eles, para poderem ver melhor.
Quando terminou, eles tinham imensas perguntas e comentários para fazer. Eu mal conseguia responder, tal o impacto, o murro no estômago que tinha recebido. O pai estava feliz por ter partilhado aquela experiência com a família, porque vira Cafe Muller há muitos, muitos anos.
À saída, encontramos a Dora Batalim que lhes disse que eles eram privilegiados por terem visto a Pina Bausch dançar, que provavelmente não íam perceber tudo, mas que o que viram ía lá ficar e que quando crescessem haviam de recordar e encontrar significados.
Obrigada Pina Bausch!
BW

Gianni Rodari - uma sugestão para os mais pequenos

Gianni Rodari, jornalista, escritor e especialista em literatura infantil, que muitos colegas professores e educadores conhecerão pelo seu importante livro A Gramática da Fantasia, tem também um livro para crianças. E é maravilhoso.

Chama-se Alice entre as gravuras, publicado pela Dinalivro, e conta a história de uma menina que entrou num livro e, de repente, se vê confrontada com personagens de histórias que conhece. O jovem leitor, talvez a partir dos 5 anos, vai acompanhando Alice e descobrindo as histórias a que as personagens com quem se cruza pertencem: a Aurora, a Bela Adormecida, o lobo e o Gato das Botas. Uma leitura intertextual muito estimulante e divertida.



Ana Soares