sábado, 31 de outubro de 2009

Amanhã é dia de Pão por Deus e não de "tricks & treats"!

Amanhã de manhã, há crianças que nas aldeias, vilas e em alguns bairros das cidades agarram em saquinhos de pano e vão pedir o "pão por Deus" aos vizinhos e amigos. Nos seus sacos vão cair nozes, castanhas, beijinhos (aqueles bolinhos cheios de açúcar), chocolates, rebuçados, mas também uma prenda dos padrinhos. O "pão por Deus" é uma tradição portuguesa e é uma pena que jardins-de-infância e escolas o substituam pelo Halloween, abóboras, chapéus de bruxas, aranhas e afins... Em vez do disfarce de bruxa, pegue num velho saco de pão, encha-se de coragem e vá ao "pão por Deus" com as crianças!
BW

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O pequeno gaulês tem 50 anos!

Cumprem-se hoje 50 anos sobre a publicação do primeiro livro de uma das mais famosas figuras de banda desenhada de sempre: Astérix. Muito mais informação aqui !

Gripe A - Novas medidas nas escolas

De acordo com as últimas indicações, os alunos das salas onde se verifiquem casos de Gripe A deverão ficar em casa 7 dias. O objectivo é afastar as crianças que não apresentem sintomas do foco de infecção. As crianças que apresentem sintomas gripais devem também permanecer em casa os referidos 7 dias. Conforme já referimos aqui, as faltas poderão ser justificadas apenas pelos Encarregados de Educação, não sendo necessário apresentar qualquer outra documentação. Leia mais sobre estas novas regras aqui e sobre o encerramento das salas de aula aqui.

Parece que é normal ser vítima de bullying

Os alunos resignam-se e acham que é normal, sempre existiu e vai continuar a existir. O bullying faz parte do dia-a-dia da escola, de qualquer escola. Um estudo realizado com uma amostra de 1237 alunos entre os 11 e os 16 anos de Braga, Porto e Granada conclui que entre os inquiridos 7,3 por cento são vítimas, 8,5 agressores e 84,1 por cento presenciam actos de violência entre colegas.
O inquérito mostra ainda que as vítimas de bullying são pessoas passivas, socialmente incompetentes, ansiosas, depressivas e inseguras. Ao passo que os agressores "são vistos como fortes, extrovertidos e alegres, detentores de um poder e confiança que reforçam o seu carácter de liderança dentro do grupo".
Um destes dias é preciso fazer um estudo que reflicta uma análise mais fina e descubra que há outras vítimas de bullying: os alunos bem sucedidos escolar e socialmente. Não há nada que os
medianos mais odeiem que aqueles que se destacam por serem excepcionais. Diz que a inveja é uma coisa muito portuguesa e talvez a bebamos logo no leite materno.
O que é certo é que se às vítimas mais passivas o bullying pode ser traumatizante; aos alunos confiantes, ser espezinhado vai ajudá-los a tornarem-se mais forte, mais resilientes e... serão eles os futuros líderes!
BW

Uma Cinderela não tradicional no Porto

"Esta não é uma Cinderela tradicional. Há uma reescrita, um tanto ou quanto anacrónica, da história tradicional, a partir das versões de Perrault e Grimm. Personagens saídos de outros contos de fadas caem do céu para dificultar a vida a Cinderela. Há uma Bruxa-Má que detesta histórias com final feliz e um Lobo-Mau disfarçado de GNR a patrulhar as estradas da floresta. Os Sete Anões são chamados para salvar Cinderela de morte certa, na sua qualidade de especialistas em técnicas de salvamento de meninas envenenadas. A Fada-Madrinha é uma tia irascível e ajusta contas com a Bruxa-Má, num combate de wrestling. No final Cinderela casa mesmo com o príncipe e têm imensos filhinhos, para descanso de todos."
7 A 29 DE NOVEMBRO
PÚBLICO EM GERAL:
sábados às 16h00 e 21h30; domingos às 16h00
PÚBLICO ESCOLAR:
terça a sexta, às 10h30 e 15h00
BALLETEATRO AUDITÓRIO
Praça 9 de Abril, 76 - Porto (Jardim de Arca d'Água)
RESERVAS PELO TEL. 222089175
ESPECTÁCULO PARA MAIORES DE 4 ANOS

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Uma Aventura na Casa Assombrada nos Cinemas

Os fãs da colecção "Uma Aventura" terão em breve a oportunidade de ver o filme Uma Aventura na Casa Assombrada nas salas de cinema. Uma excelente adaptação da obra, cheia de emoção e aventura, como não poderia deixar de ser. A longa-metragem, dirigida por Carlos Coelho da Silva (“Amália – O Filme”, “O Crime do Padre Amaro”) é uma narrativa de grande emoção e espectacularidade, com cenários fantásticos entre falésias escarpadas para o mar, florestas densas que parecem ganhar vida e um segredo perdido nos confins do México do século XVI, rumo a uma casa que esconde tesouros, fantasmas e estranhos desaparecimentos. O jovem elenco de cinco protagonistas irá contracenar com nomes consagrados do cinema e televisão nacionais, numa adaptação que cruza a aventura com a comédia e o fantástico com o suspense.


Tive a oportunidade de conversar com a autora Ana Maria Magalhães, que acompanhou de perto a transformação deste livro em filme. Falou com emoção e descreveu pormenores como as teias de arranha feitas de açúcar, a casa apalaçada alugada para fazer o filme, em que todos os objectos tiveram de ser meticulosamente escolhidos para criar o ambiente desejado. Explicou ainda a presença do rubi nesta história. Os leitores da obra saberão que no livro não há nenhum rubi. Todavia, o realizador pediu autorização para trazer o rubi da aventura que se passa na Quinta das Lágrimas. Adaptações a que a linguagem cinematográfica exige.


Parabéns a todos os que participaram neste projecto, 100% nacional!


Aos leitores, resta esperar pela estreia nas salas de cinema.


Aqui fica o trailler para espreitarem.


Ana Soares




terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ano Europeu contra a Pobreza

"73% dos europeus consideram que a pobreza é um problema que se está a propagar nos respectivos países e 89% reclamam dos governos uma acção urgente para o combater. São estas as principais conclusões de um novo inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes face à pobreza e à exclusão social, apresentado hoje pela Comissão Europeia. O inquérito surge no âmbito da preparação do Ano Europeu contra a Pobreza, em 2010"
in Inquérito Eurobarómetro

José Saramago e a dignidade humana

“Se eu voltar a ter olhos, olharei verdadeiramente os olhos dos outros, como se estivesse a ver-lhes a alma.”
José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, 1995

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

José Saramago - a polémica

Caim abriu as portas a uma nova polémica em torno de José Saramago. Creio, no entanto, que o que está aqui em questão é a sua visão pessoal do mundo e do fenómeno religioso, não necessariamente o novo livro.
Passe pelo Expresso on-line e leia a "conversa" entre Saramago, o homem, o Nobel, o ateu, e José Tolentino Mendonça, o poeta, o teólogo, o homem de fé. Vale a pena. Clique aqui.
Ana Soares

domingo, 25 de outubro de 2009

Tesouros que nos perpetuam - II


Memórias de gente à frente do seu tempo.
Sebentas que ficaram para filhos e netos.
Tesouros que perpetuam lembranças.
Ana Soares

sábado, 24 de outubro de 2009

Tesouros que nos perpetuam - I

"Todos devíamos deixar qualquer coisa atrás de nós, ao morrermos, dizia o meu avô.Um filho, um livro, um quadro, uma parede ou um par de sapatos. Ou ainda um jardim plantado de flores. Qualquer coisa que a mão tocou e para onde a alma irá no instante da morte. E quando as pessoas olharem essa árvore ou essa flor que plantámos nós, estamos lá, sob os seus olhos."

R. Bradbury, Fahrenheit 451, col. mil folhas, Público, p.152

Saber Ser, Saber Estar

É um livro de etiqueta para crianças, de uma especialista em protocolo. Elisabete Vieira Canha de Andrade recupera um título com dez anos e dá-lhe novas histórias e personagens.
O objectivo é ensinar os mais novos a comportar-se bem à mesa, na escola, nas viagens, a falar, etc. "Incutir e fazer perdurar no tempo os bons valores morais que outrora nos eram transmitidos pelos nosso pais, avós, tios e outros familiares que ainda tinham tempo de passar aos mais novos", diz a autora.
Discordo ligeiramente da afirmação: etiqueta nada tem a ver com valores morais, mas sim com o viver em sociedade. E isso, sim, é importante que os nossos filhos saibam fazer.
O livro parece-me útil sobretudo para quem não aprendeu onde colocar os braços quando está à mesa; para quem não sabe que não se deve atirar papéis ou outro lixo pela janela do carro; para quem não sabe que deve cumprimentar toda a gente, mesmo que não receba resposta (o que nem sempre é fácil!).
E, já se sabe, ninguém vai admitir que desconhece estas regras! Mas para os mais novos, um livro pode ter uma autoridade que os pais, por vezes parecem não ter e aí, este Saber Ser, Saber Estar, da Texto, pode ser muito útil!
As ilustrações são de Raquel Pinheiro (vale a pena visitar a página de Internet da ilustradora) e dois por cento das vendas revertem a favor do Instituto de Apoio à Criança.
BW

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Porque continuam as suas músicas actuais?

"Na ruela de má fama/o charlatão vive à larga/chegam-lhe toda a semana/em camionetas de carga/rezas doces, paga amarga.
No beco dos malfadados/os catraios passam fome/têm os dentes enterrados/no pão que ninguém mais come/os catraios passam fome."
(...) "Entre a rua e o país/vai o passo de um anão/vai o rei que ninguém quis/vai o tiro do canhão/e o trono é do charlatão"
A letra é de Sérgio Godinho, a música de José Mário Branco. Ontem foi ainda cantada (e a corneta mal tocada, a dar lugar a gargalhadas no palco e na plateia) por Fausto. A canção é de 1971 e no concerto que ontem reuniu os três cantautores Sérgio Godinho disse, em tom irónico que "um charlatão é coisa que já não existe em Portugal".
Pois não!
É impressionante como muitos dos temas com 40 anos continuam actuais.
O que mudou? Aqueles que os ouviam, que cantavam e manifestavam-se há 40 anos contra a ditadura, os que se orgulham de ter feito parte da mudança, são os mesmos que ontem repetiam, sentados nos seus lugares na plateia vip, os mesmos refrães e são agora ministros, administradores de grandes empresas do Estado e outros.
A mudança? Aconteceu, sim há a democracia; mas a fome, a pobreza, o desemprego continua. Anteontem, a rádio anunciava o despedimento de 500 trabalhadores da Delphi; hoje a Quimonda vai escolher os operários que ficarão em lay-off e os que serão despedidos. Um em cada cinco portugueses é pobre. Por seu lado, os bancos querem ser pagos pelos impostos que cobram.
BW

Faltas dos alunos devido à Gripe A

De acordo com notícia publicada no jornal Público, uma circular enviada às escolas terá esclarecido quais os procedimentos relativamente às faltas dos alunos infectados com o vírus H1n1, vulgo gripe A. Os alunos que apresentem sintomas de gripe A devem ficar afastados da escola durante "sete dias a contar do primeiro dia de aparecimento da febre, independentemente da data do diagnóstico”, lê-se no documento da Direcção-Geral da Inovação e do Desenvolvimento Curricular, organismo do Ministério da Educação que trata estas questões em parceria com a Direcção-Geral da Saúde.

As faltas podem simplesmente ser justificadas na caderneta ou impresso próprio. Só se o aluno desejar regressar à escola antes dos sete dias será necessária apresentação de declaração médica.


Ana Soares

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Isabel Alçada - Nova Ministra da Educação

Está anunciado o novo governo.
Isabel Alçada, na Educação, era já uma suspeita.
Os sindicatos, por seu lado, já lançaram a "agenda" para o arranque desta nova legislatura: suspender a avaliação de desempenho dos docentes.
Pessoalmente, tenho a esperança de encontrar nesta nova ministra mais diálogo, mais equilíbrio, mais bom senso. A ver vamos.
Ana Soares

Porque é que os nossos filhos devem vir a casa todos os dias

Para rapazes aventureiros, atléticos, responsáveis, independentes, o apelo do Colégio Militar (CM) é tentador. Viver, dia e noite, com outros rapazes da mesma idade, longe de casa, estudar e praticar todos os desportos possíveis e imagináveis. Ser responsável por si e pelos outros. Para quem teve familiares ou amigos no Colégio Militar, como eu, que falam da união, da fraternidade, do espirito de camaradagem lá dentro e do sentido de grupo que se continua a viver cá fora, o apelo é de facto tentador. "Um por todos e todos por um". Mas são essas mesmas pessoas que admitem que uma vez ou outra lá há um castigo; que faz parte, que é preciso ser homem e não "uma menina", que quem se queixa são os fracos, que quem é castigado são os rebeldes, que quem tira os filhos do colégio são as famílias descompensadas e problemáticas.
Há sempre uma justificação para encobrir um castigo inflingido pelos mais velhos. São 200 anos de tradição, é o espírito militar, argumentam.
Não são os castigos que me afastam de uma educação militar. É o ter a certeza de que quem é responsável pela educação e pela formação de carácter dos meus filhos sou eu e o pai deles e não o Estado travestido na figura dos graduados - rapazes de 16/17/18 anos, finalistas do secundário que foram deixados pelos pais no colégio quando tinham dez, à guarda de outros rapazes de 16/17/18 anos.
BW
PS: Diz o presidente da associação de pais do CM que não há violência como "cá fora", não há navalhadas. É certo, há a humilhação constante. Desconheço com o que é mais difícil de lidar...

Arquitecto David Mares ganha concurso Guggenheim

David Mares venceu prémio do público em concurso do Guggenheim. O arquitecto português de 26 anos, venceu o Prémio do Público no concurso internacional de Design “Shelter Competition”, promovido pelo Museu Guggenheim de Nova Iorque, com um modelo que conjuga aço, madeira e cortiça, construído em Vale de Barris, perto de Setúbal.
A proposta portuguesa reuniu 64.875 votos dos cibernautas, de acordo com a última contagem disponível, contabilizada pela Lusa.
O trabalho, que David Mares fez "numa semana de férias, era um dos dez finalistas escolhidos entre cerca de 600 participantes oriundos de 68 países.
O projecto intitulado CBS - Cork Block Shelter, foi desenhado para ser ecológico e manter uma temperatura amena perante grandes amplitudes térmicas. “Num micro-clima que vai do calor seco ao frio húmido, a aplicação da cortiça é um bom isolante térmico que também fornece isolamento acústico para dormir ou estudar”, lê-se na apreciação do projecto.
Parabéns!

Como Obélix caiu no caldeirão...

A hora de ler Astérix é quase sagrada. Durante a sua leitura não se ouve um barulho, a não ser uma gargalhada ou um pedido de esclarecimento de alguma expressão.


Por isso, o livro Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno vai ser muito benvindo lá em casa, sobretudo porque tem uma capa nova, criada por A. Uderzo, o histórico co-autor, com R. Goscinny, das aventuras dos famosos gauleses, que este ano completam 50 anos.


Para assinalar o cinquentenário das aventuras de Astérix e Obélix, a editora ASA vai publicar um álbum de 56 páginas com pranchas e textos inéditos de A. Uderzo e R. Goscinny. A edição está agendada para 22 de Outubro e acontecerá em simultâneo em 18 países.



BW

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Clássicos da literatura em animação

The Triplets :uma extraordinária série infantil produzida pela Cromosoma.

Conhecia as trigémeas do canal Panda, onde algumas vezes as vi numa série de iniciação à língua inglesa. Voltei a encontrá-las na Fnac. Um único CD, falado em Português, com três episódios:
As três irmãs e Robinson Crusoe;
As três irmãs e Oliver Twist;
As três irmãs e Helena de Tróia.


Arrisquei e trouxe. Fizeram um sucesso e todos os episódios são fantásticos. O meu receio inicial, que os episódios fossem uma "fraca" substituição da leitura destas obras, deixou de fazer sentido, pois, pelo contrário, cada episódio, com uma pequena aventura, apresenta a obra, tema e personagens, assim abrindo o apetite para futuras leituras
Recentemente, voltei encontrá-las no clube de video (na verdade, agora deveria dizer clube de DVD, certo?). Mais uma série de fantásticos episódios; a ilha do tesouro, Sandokan, as 20.000 léguas submarinas.
Uma boa escolha, definitivamente.


Ana Soares

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O principezinho envelhecido - Ondjaki




"Velhice é todos os dias ir despedindo um pouco coisas que inda nos tocam as paredes do coração."

Ondjaki, E se amanhã o Medo, p.44



E se amanhã o Medo é um pequeno livro de contos de Ondjaki, com cerca de 100 páginas, que reúne vinte contos.
O conto " A confissão do acendedor de candeeiros" recria, num velho acendedor de candeeiros, a quase mítica personagem de Saint-Exupéry, o Principezinho. Uma homenagem a esta figura no livro dum jovem escritor angolano.
Ana Soares