Espera-se que as associações sejam ouvidas ANTES das metas saírem cá para fora.
Espera-se que não sejam tão diferentes dos programas como se revelaram as de Português e de Matemática.
BW
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mais metas para mais disciplinas
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metas
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Maria Teresa Horta, a coerente
Lembro-me dela e de outras duas, na televisão, as Três Marias - Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Quando apareciam, a minha mãe desdenhava: "Humpf... Lá vêm as Marias! Se lhes dessem uns pratos para lavar..." ou "Vão lá queimar soutiens para as avenidas!". E eu, espírito da contradição, ficava a ouvi-las, a construir a minha ideia do que era o feminismo, do que era a liberdade. Admirava a inteligência embora talvez não percebesse metade, de tão pequena que era! Mas gostava de as ouvir.
Então como agora, Maria Teresa Horta é uma mulher coerente e, por isso mesmo, recusou-se a receber o prémio literário D. Dinis porque este ser-lhe-ia dado pelo primeiro-ministro. Passos Coelho foi eleito democraticamente e é o primeiro-ministro mas é também o homem que chefia o Governo que está "empenhado em destruir o país", diz a escritora, poetisa e activista. Coerente. Com que cara poderia criticar o que se passa no país e, de seguida, sorrir ao lado de Passos Coelho?
BW
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casos
Histórias à mesa
Rita Pimenta entrevistou Marina Colasanti. Uma reflexão sobre as histórias que deixámos de contar à mesa para contar na internet.
«Como é que foi o teu dia? Correu tudo bem na escola? As respostas a estas perguntas também são histórias. Mas já não as contamos em casa. Mergulhamos no Facebook, partilhamos o que outros disseram ou fizeram e pouco sabemos de quem está por perto.
Sempre se contaram histórias em família. Não apenas as que estão
escritas, mas as que decorrem do dia-a-dia. “A casa é um fulcro de
narrativas vindas do exterior. Você chega da rua e traz a história da
vizinha, que te contou que o cachorro dela foi roubado por um ladrão”,
exemplifica a escritora brasileira Marina Colasanti. “Ou então, falando
sobre como foi o seu dia, diz: ‘O meu chefe isto e aquilo…’ São
histórias que você está contando na sua casa”, prossegue a (também)
contadora de histórias, que veio a Portugal para participar na XII
edição das Palavras Andarilhas.«Como é que foi o teu dia? Correu tudo bem na escola? As respostas a estas perguntas também são histórias. Mas já não as contamos em casa. Mergulhamos no Facebook, partilhamos o que outros disseram ou fizeram e pouco sabemos de quem está por perto.
Mas este ritual familiar, muito associado aos momentos de refeição, está a perder-se: “As histórias são trazidas por cada um e emitidas por cada um para fora: no Twitter, Facebook ou blogue. As histórias que se ouvem são jogadas para fora outra vez. Em vez de serem compartilhadas com o conjunto familiar.”»
Texto integral aqui.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Lisboa Story Centre
A história de Lisboa já pode ser conhecida no centro de interpretação Lisboa Story Centre – Memórias da Cidade, que abriu portas no torreão nascente do Terreiro do Paço. Este importante equipamento da capital recria, através de uma «viagem no tempo», os principais acontecimentos da cidade de Lisboa. Bilhetes a nove euros. Mais informações estão disponíveis aqui.
domingo, 16 de setembro de 2012
You KNOW you're beautiful!!!
Parabéns!
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música
sábado, 15 de setembro de 2012
Acabou a pobreza envergonhada
"Sem emprego, sem casa, sem medo", li num cartaz madrileno dos que se manifestam contra as políticas de Rajoy.
Por cá, hoje foi dia de sair à rua para mostrar ao Governo o descontentamento com políticas que não agradam aos trabalhadores, aos pensionistas, aos desempregados, aos patrões. Lado a lado estiveram trabalhadores por conta de outrém, trabalhadores por conta própria, pequenos empresários que vêem o investimento que fiizeram ir por água abaixo. Famílias inteiras, avós com pensões reduzidas, pais com menos um a dois salários, filhos sem perspectivas de futuro.
Foi dia de sair à rua e mostrar à troika que não somos tão bem mandados e tão resignados como nos querem. Não somos como os gregos, não somos como os espanhóis mas a subserviência tem limites, sobretudo quando se tem cada vez menos.
Em final de semana de regresso às aulas, dizem os directores de escola que antes era preciso perceber quem eram os miúdos que passavam fome ou os que chegavam à escola sem pequeno-almoço. Agora não, agora os pais vão à escola para perguntar como é, como podem receber ajuda. E as aulas começaram há dois ou três dias, conforme descreve a jornalista Graça Barbosa Ribeiro.
Em situação de desespero perdemos a vergonha e, espero, o medo.
BW
Por cá, hoje foi dia de sair à rua para mostrar ao Governo o descontentamento com políticas que não agradam aos trabalhadores, aos pensionistas, aos desempregados, aos patrões. Lado a lado estiveram trabalhadores por conta de outrém, trabalhadores por conta própria, pequenos empresários que vêem o investimento que fiizeram ir por água abaixo. Famílias inteiras, avós com pensões reduzidas, pais com menos um a dois salários, filhos sem perspectivas de futuro.
Foi dia de sair à rua e mostrar à troika que não somos tão bem mandados e tão resignados como nos querem. Não somos como os gregos, não somos como os espanhóis mas a subserviência tem limites, sobretudo quando se tem cada vez menos.
Em final de semana de regresso às aulas, dizem os directores de escola que antes era preciso perceber quem eram os miúdos que passavam fome ou os que chegavam à escola sem pequeno-almoço. Agora não, agora os pais vão à escola para perguntar como é, como podem receber ajuda. E as aulas começaram há dois ou três dias, conforme descreve a jornalista Graça Barbosa Ribeiro.
Em situação de desespero perdemos a vergonha e, espero, o medo.
BW
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casos
Bom fim-de-semana
Se alguém pudesse pôr um fim à maldição
Que entristece a nossa antigeração
Talvez se o Maradona ainda jogasse futebol
E o rock n'roll ainda fosse a canção
Tantas memórias, tantas pontas desconexas
Se o Chuck Norris ainsa fosse o rei do Texas
E derrubasse o muro entre o «nós» e o «amanhã»
Sem fé no futuro, rumo ao passado a cantar, cantar, cantar
Não ficamos à espera, não sustemos a respiração
À espera que o D. Sebastião nos traga a redenção
O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o Fizz Limão? Ai o Fizz Limão há-de voltar?
Num dia de sol, o Fizz Limão há-de voltar!
A nossa estática perdeu-se no vazio
A nossa ética anda presa por um fio
Valham-nos as memórias de um céu bem mais azul
De quando o Verão Azul dava na televisão
Não sinto orgulho nas notícias da manhã
Já só vasculho nos baús da minha irmã
E o cheiro a naftalina é que me aquece o coração
Rumo ao passado a cantar, cantar, cantar
Não ficamos à espera, não sustemos a respiração
À espera que o D. Sebastião nos traga a redenção
O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o Fizz Limão? Ai o Fizz Limão há-de voltar?
Num dia de sol, o Fizz Limão há-de voltar!
No nosso tempo ninguém morria
No nosso tempo ninguém sofria
Tanto que no nosso ninguém dizia «o nosso tempo»
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música
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Porque é que o ministro não foi inaugurar/abrir o ano escolar?
Com medo que atirem um ovo?
Com medo que algum professor desempregado se atire para cima do carro?
Com medo dos protestos agendados pela Fenprof?
Não. O ministro não foi a qualquer escola, nem mesmo àquela onde já estava marcada a abertura do ano lectivo, na Benedita, onde estaria com o senhor primeiro-ministro, numa escola com contrato de associação, porque está ocupado. Está em Lisboa, no seu palácio das Laranjeiras (muito mais digno do que a 5 de Outubro) a receber os brilhantes alunos portugueses que participaram nas Olimpíadas internacionais da Matemática. Podia fazer o mesmo enquanto presidente da Sociedade Portuguesa da Matemática.
BW
Com medo que algum professor desempregado se atire para cima do carro?
Com medo dos protestos agendados pela Fenprof?
Não. O ministro não foi a qualquer escola, nem mesmo àquela onde já estava marcada a abertura do ano lectivo, na Benedita, onde estaria com o senhor primeiro-ministro, numa escola com contrato de associação, porque está ocupado. Está em Lisboa, no seu palácio das Laranjeiras (muito mais digno do que a 5 de Outubro) a receber os brilhantes alunos portugueses que participaram nas Olimpíadas internacionais da Matemática. Podia fazer o mesmo enquanto presidente da Sociedade Portuguesa da Matemática.
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professores
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O ministro matemático e a estatística
Na sua entrevista ao Sol, na sexta-feira passada, e à TVI, na segunda-feira, o ministro Nuno Crato justificou que a máquina da escola pública não precisa de mais docentes porque o número de alunos no sistema diminuiu 200 mil. Ou seja, há menos 200 mil estudantes no ensino. Portanto não são precisos tantos professores.
Duzentos mil em três anos? Foi a peste? Um terramoto? A emigração? Ou a diminuição da natalidade, como argumentou Nuno Crato? Não. O PÚBLICO descobriu que foi um erro nas estatísticas do ministério: a inclusão do número dos adultos das Novas Oportunidades. O ministro comparou dados de um ano de expansão das Novas Oportunidades - que tinham pouquíssimas aulas com professores, mas que eram acompanhados por formadores, logo, o argumento de não serem precisos professores por causa destes adultos não pode ser usado - com os de outro ano onde as Novas Oportunidades não foram contempladas.
Um erro? Como é que um ministro que tanto ama o rigor e a exigência não soube ler os números?
BW
Duzentos mil em três anos? Foi a peste? Um terramoto? A emigração? Ou a diminuição da natalidade, como argumentou Nuno Crato? Não. O PÚBLICO descobriu que foi um erro nas estatísticas do ministério: a inclusão do número dos adultos das Novas Oportunidades. O ministro comparou dados de um ano de expansão das Novas Oportunidades - que tinham pouquíssimas aulas com professores, mas que eram acompanhados por formadores, logo, o argumento de não serem precisos professores por causa destes adultos não pode ser usado - com os de outro ano onde as Novas Oportunidades não foram contempladas.
Um erro? Como é que um ministro que tanto ama o rigor e a exigência não soube ler os números?
BW
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colocação dos professores,
professores
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Regresso às aulas
São testemunhos comoventes e reais os que a jornalista Graça Barbosa Ribeiro ouviu e reproduziu aqui.
Como mãe, preocupam-me todos os casos, os dos professores desempregados que podiam estar a trabalhar se não existissem turmas de 30 alunos: os dos professores em final de carreira a ter de enfrentar turmas de 30 alunos; os professores de EVT que ficaram à porta da escola; os professores com horário zero porque já não há disciplinas não curriculares para leccionar. Preocupa-me que os professores cheguem ao primeiro dia de aulas desmoralizados, em baixo, desmotivados - como o estado do país.
BW
Como mãe, preocupam-me todos os casos, os dos professores desempregados que podiam estar a trabalhar se não existissem turmas de 30 alunos: os dos professores em final de carreira a ter de enfrentar turmas de 30 alunos; os professores de EVT que ficaram à porta da escola; os professores com horário zero porque já não há disciplinas não curriculares para leccionar. Preocupa-me que os professores cheguem ao primeiro dia de aulas desmoralizados, em baixo, desmotivados - como o estado do país.
BW
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domingo, 9 de setembro de 2012
Resultados das candidaturas ao ensino superior
Já foram divulgados os resultados das candidaturas ao superior.
Médias de acesso, número de vagas e de candidatos disponíveis aqui.
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acesso
"Uma corda estica até ao seu comprimento, mas pode passar uma vida dobrada sobre si mesma, enrolada para dentro. Uma corda comprida pode não passar de um pequeno rolo. A nossa vida também é assim, como uma corda. Por vezes estende-se sobre o abismo, por vezes está enrolada na arrecadação. Pode unir dois lugares distantes ou ficar arrumada, dobrada sobre si mesma."
Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja, p. 222
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citações
sábado, 8 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
há sonhos que acontecem quando estamos acordados
"- Olha, trouxe bolinhos de canela - diz Rosa.
Ari está com os olhos cheios de montanhas e flores da Primavera e não ouve nada, pois os olhos repletos de coisas dão cabo do que se ouve...
- Trouxe bolinhos ...
Ari levanta-se e sorri, pega em três ou quatro de uma vez e empurra-os para dentro da boca.
- Não sabem a canela.
- Estes não sabem.
- Não há bolos de canela que não sabem a canela.
- Claro que há. Tal como há pessoas velhas que morrem novas e há horas que passam em segundos e há sonhos que acontecem quando estamos acordados, há bolos de canela que não sabem a canela."
Ari está com os olhos cheios de montanhas e flores da Primavera e não ouve nada, pois os olhos repletos de coisas dão cabo do que se ouve...
- Trouxe bolinhos ...
Ari levanta-se e sorri, pega em três ou quatro de uma vez e empurra-os para dentro da boca.
- Não sabem a canela.
- Estes não sabem.
- Não há bolos de canela que não sabem a canela.
- Claro que há. Tal como há pessoas velhas que morrem novas e há horas que passam em segundos e há sonhos que acontecem quando estamos acordados, há bolos de canela que não sabem a canela."
Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja, p. 153
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
É o fim das férias, não é o fim do mundo.
Provavelmente não vou fazer as compras de regresso às aulas na Fnac, mas reconheço que esta campanha está muito divertida.
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