segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mensagem de F. Pessoa: fac-símile

"Há (...) 75 anos, no dia 1 de Dezembro de 1934, a editora Parceria António Maria Pereira, de Lisboa, publicava o volume de poemas Mensagem. O autor, Fernando Pessoa, tinha então 46 anos - morreria quase exactamente um ano depois, a 30 de Novembro de 1935 - e, em formato de livro (...) editara apenas alguns opúsculos de poesia inglesa.
Para comemorar o 75º aniversário da Mensagem, a Guimarães lançou um fac-símile do dactiloscrito que Pessoa entregou nas oficinas tipográficas da Editorial Império, onde o livro foi impresso. Luís Vilaça, da Guimarães, chama-lhe "edição clonada" para acentuar que o objectivo da editora foi criar um objecto virtualmente indistinguível do original hoje conservado na Biblioteca Nacional. Desde a encadernação em tecido que Pessoa mandou fazer do dactiloscrito até à qualidade do papel, tudo foi minuciosamente reproduzido. Tal como no original, a palavra Mensagem aparece redigida a lápis, na folha de rosto, sob o título Portugal (que Pessoa só abandonou no último momento), escrito à máquina e riscado por cima. " Pedro Cunha


Leia mais no Ípsilon.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O que será o futuro?

Para atingir os 50 milhões de utilizadores,

a rádio precisou de 38 anos,
a tv levou 13 anos,
a internet gastou 4 anos,
o i-pod demorou 3 anos.

Em menos de 9 meses o facebook atingiu os 100 milhões de utilizadores.

O que será que vem a seguir?

Mais números e dados no vídeo. Espreitem e deixem-se surpreender.

Ana Soares

sábado, 12 de dezembro de 2009

Há uma miúda de caracóis que no Natal vai receber...

A Onda não tem uma única palavra escrita.
É um livro lindissimo, as imagens lêem-se como um poema e trazem-nos saudades dos dias quentes, à beira-mar, das conversas, dos amigos, do não fazer nada, de jogar às cartas, de entreter os mais pequenos com brincadeiras na areia.
A ilustradora é a coreana Suzy Lee (descobri-o porque o site é em coreano e não me peçam para explicar como sei identificar caracteres chineses, japoneses e coreanos, mas sei! Só tenho pena de não saber ler nem uma só palavra...) e a editora é a Gatafunho. Descobri-o na Pó dos Livros, em Lisboa. Voltei a vê-lo, escondidinho, noutras livrarias que preferem destacar o Noddy e a Hannah Montana!
BW

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Alice Vieira comemora 30 anos de carreira

ALICE VIEIRA COMEMORA 30 ANOS DE CARREIRA
TEATRO SÃO LUIZ
16 DEZ 2009, 17h

O Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, será o palco da comemoração dos 30 anos de carreira da escritora Alice Vieira. A festa, que terá apresentação de Manuel Luís Goucha, está marcada para o próximo dia 16 de Dezembro, às 17h, e é uma iniciativa do grupo Leya, no qual se integram as quatro editoras com as quais a Alice Vieira edita os seus livros – a Caminho, a Oficina do Livro, a Texto e a Dom Quixote.
Em preparação para o evento está um conjunto de intervenções de dezenas de amigos, colegas, escritores e editores de Alice Vieira, muitos dos quais subirão ao palco para momentos de poesia, leitura ou apenas de partilha de alguns episódios vividos com a escritora.
Ana Margarida Ramos e José Tolentino Mendonça abordarão a obra da autora, enquanto o actor João d'Ávila lerá alguns textos.
Intervirão também diversas personalidades do universo literário e editorial como José Jorge Letria, José Oliveira, Leonor Riscado, Leonor Xavier, Luísa Beltrão ou Mário Zambujal, entre muitos outros. Não faltarão, ainda, as crianças e algumas surpresas para a autora.
A entrada é livre.

Meninos ponham os olhos na Finlândia!

"Pedro Pereira acertou em cheio nas estatísticas e tem grandes planos para 2010. Tem 28 anos e faz 29 em Janeiro. Se tudo correr bem, em Fevereiro pensa sair de vez de casa dos pais. No máximo até ao Verão quer o seu espaço. O seu limite são os 29 anos e meio, exactamente a média de idades com que os rapazes portugueses saem de casa dos pais e um dos valores mais elevados da União Europeia (UE), de acordo com um estudo divulgado ontem pelo Eurostat. Comprar ou alugar casa, limpar, cozinhar, ir às compras e pagar as contas são alguns dos verbos que vai juntar à sua rotina. Quer abraçar o desafio da independência. (...)
A liderar a tabela daqueles que se tornam adultos ainda a viver no "ninho" está a Bulgária, Eslovénia e Eslováquia, onde a média para os rapazes é de 31,5 anos. As raparigas eslovacas são as que se tornam independentes mais tarde, aos 29,8. No sentido contrário vai a Finlândia, onde os rapazes saem aos 23,1 e as raparigas aos 22.
Portugal é também dos países onde a camada jovem da população tem um vínculo mais precário no trabalho. Entre os 15 e os 24 anos, mais de 54 por cento dos jovens estão com um contrato de trabalho temporário e entre os 25 e os 29 este número ainda se situa nos 38,3 por cento, o segundo mais elevado na UE. Dados que são agravados pelo número de desempregados entre os 25 e os 34 anos: Portugal tem 7,7 por cento dos jovens com qualificações elevadas sem emprego, quando na UE a média é de 5,9." Continue a ler aqui .
Digo-lhes, meio a sério, meio a brincar, que estou desejosa que saiam de casa! Digo-lhes desde que são pequenos, de maneira a que vão interiorizando e percebendo que têm de ganhar a sua própria autonomia.
Sim, eu sei que não é fácil sair da casa dos pais, não foi fácil para nós e se o fizemos foi com a sua ajuda. Mas porque é que as novas gerações não se juntam com uns amigos e partilham a renda? Porque é muito mais fácil ficar em casa dos pais, com a roupa passada e lavada, com a comida na mesa à hora certa, sem preocupações de maior, como se ainda tivessemos dez anos!
É mais fácil porque queremos ter tudo antes de abandonarmos o ninho: a grande casa, o carro de luxo, os electrodomésticos, as grandes viagens feitas, e assim vamos adiando as responsabilidades e começamos a ter filhos aos 35 e somos velhos quando eles tiverem dez, 20, 30 anos... E vamos deixando-os ficar por casa, sem grandes responsabilidades porque são os nossos bebés e porque foi assim que aconteceu connosco.
Socorro!
Meninos ponham os olhos nos nórdicos e aventurem-se!
Pais tenham a coragem de os empurrar para fora do ninho, com maiores ou menores dificuldades eles hão-de saber voar!
BW

Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa de Lisboa é uma certeza, anunciou a Ministra da Cultura. E não será no Pavilhão de Portugal, como se suspeitava. Afirmou ao PÚBLICO julgar "ser oportuno juntar a Língua com a viagem, onde se incluem os fluxos migratórios dos séculos XVIII, XIX e XX”, no entanto, não avançou ainda com dados sobre o local escolhid0.

Para conhecer o Museu da Língua Portuguesa inaugurado em 2006 em São Paulo, clique aqui. Conheça as exposições, o espaço e objectivos do mesmo navegando por aqui.

Ana Soares

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Por cá, a moda já começou nos privados...

"O Governo irlandês adoptou medidas drásticas para controlar a despesa pública no orçamento para 2010 e decidiu reduzir salários a professores, enfermeiros e polícias. Está também prevista a redução de prestações da segurança social a desempregados e a famílias com filhos.". Mais aqui .
Têm sido muitas as vozes que se ouvem a defender cortes nos salários e por cá já se começou a sentir, não na função pública, mas nas empresas privadas e os trabalhadores preferem isso a ficar sem trabalho. E lá vão fazendo o sacrifício, sabendo que os seus chefes saem com grossas indemnizações ou que ganham chorudos prémios no final do ano.
Em contraparida, esta parece ser uma boa notícia: "A França vai seguir o exemplo do Reino Unido e taxar em 50 por cento os bónus dos quadros superiores da banca acima dos 27 mil euros, segundo o jornal Les Echos, uma informação hoje parcialmente confirmada pela presidência francesa que sublinha que "a forma ainda não foi encontrada"".
Esperemos que o Governo português siga o exemplo francês e não o irlandês!
Entretanto, os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação continuam a negociar alterações ao estatuto, avaliação e progressões nas carreiras. Se a tutela mantiver os pontos com os quais os sindicatos estão em desacordo, parece-me que os professores não voltarão a ter o apoio da opinião pública que conseguiram na legislatura anterior.
BW

Conversas sobre Educação


São cerca de 50 minutos e sabemos que nem todos têm disponibilidade (nem interesse!) para estar - agora - a ver Plano INCLINADO de Mário Crespo na SIC Notícias. Mas o programa de sábado passado era sobre o ensino básico e secundário e a convidada foi a professora de secundário Maria do Céu Vieira (MCV), para conversar com Nuno Crato e Henrique Medina Carreira. Propomos reproduzir algumas das frases ditas e comentá-las:

1. Quem faz os PROGRAMAS DE PORTUGUÊS trai-se porque põe em evidência uma grande “ignorância e falta de amor pela língua, cultura” e literatura portuguesa. (Maria do Céu Vieira)

AS: admitindo fragilidades nos programas, parece-me de uma absoluta injustiça falar assim de quem elaborou os novos programas. As críticas devem fazer-se nos momentos e órgãos próprios, com propostas concretas e positivas de melhoria. Não desta forma. Além disso, afirmar que o discurso dos novos programas não entra nas suas aulas é apresentar um retrato dos professores de português que não corresponde à realidade e que em nada valoriza a imagem dos docentes.

BW: MCV ficou mediaticamente conhecida por mostrar que os manuais escolares traziam coisas tão aberrantes quanto o concurso do Big Brother. Ignora que o problema dos alunos portugueses é a iliteracia funcional. Eles sabem ler e até podem interpretar Camões, o problema é não saberem preencher um impresso, não saber interpretar uma lei... E isso também tem que se aprender na escola e é nas aulas de Português.

2. Erros nos novos programas

Quando MCV exemplifica estes erros referindo-se ao facto das OBRAS DE LEITURA RECOMENDADAS pelos programas serem do Plano Nacional de Leitura (PNL), "que, apesar de ter bons objectivos, tem muito LIXO”. Defende ainda que tem de existir na escola um CÂNONE DE AUTORES. Quanto a este mesmo assunto, Nuno Crato comenta que em Inglaterra todos os alunos conhecem Shakespeare e que “deve haver um cânone mínimo”.

AS: Bem sabemos que o PNL procura integrar obras para todos, o que significa ter obras para graus de leitura/interpretação distintos. Mas daí até se poder afirmar que há muito lixo, parece-me que vai uma longa distância.
Só quem não conhece os programas de Português pode afirmar que os nossos alunos não têm os "clássicos" nos programas. Dou o exemplo de Camões. Neste momento, obrigatoriamente, os alunos estudam este autor três vezes: Os Lusíadas no 9.º ano; poesia Lírica de Camões no 10.º e, novamente, Os Lusíadas no 12.º. Nalguns casos, estudam o autor quatro vezes, no caso das escolas que no 8.º ano adoptam como leitura extensiva Os Lusíadas contados aos mais pequenos de João de Barros.


BW: É um facto o PNL procura agradar a gregos e a troianos. Mais uma vez, temos um país a muitas velocidades e se Sophia parece ser fundamental para todos, a verdade é que nem todos lá chegam ou querem lá chegar! Ainda ontem, numa livraria, uma menina de nove anos tinha O Cavaleiro da Dinamarca na mão e a mãe disse-lhe: "Leva antes este que é mais engraçado! Olha as imagens" - era um livro com 365 anedotas...
Como me dizia, há semanas, a responsável da rede de bibliotecas escolares Teresa Calçada, há livros muito bons com ilustrações média-baixa e vice-versa e a imagem também faz parte da leitura, por isso - digo eu: quase tudo cabe no PNL! Quanto ao Shakespeare, a experiência inglesa mostra que muitos meninos começam a ler biografias de jogadores de futebol como o Beckham para, talvez, chegarem ao autor...

3. Quanto à MATEMÁTICA, Nuno Crato refere como principal problema dos novos programas este desejo de modernidade que se concretiza em opções, na sua perspectiva, erradas e perigosas.


AS: Percebo e concordo. Ora vejamos. Abolir do ensino o treino de algoritmos (por exemplo, memorização da tabuada, de cálculos ou fórmulas) não apenas contraria as recentes tendências que defendem de que a memória deve ser treinada como cria dificuldades aos alunos.

4. Nuno Crato apresenta os mais recentes números do PISA. Destaca os fracos resultados de Portugal (comparando-os, por exemplo, com os do Canada). “por cima das questões gerais há questões políticas” que explicam estes resultados.


BW: O problema já identificado pelos professores é que sempre que o Governo muda, ou o ministro da Educação, há novas maneiras de olhar para a Educação, quando devia haver um consenso.

5. QUANTIDADE versus QUALIDADE

Medina Carreira fala de outro ponto de vista e afirma que “ antigamente desprezava-se a quantidade”. “hoje há o desejo de apresentar a quantidade e a qualidade é absolutamente secundária ”.
AS: Nem sempre quantidade e qualidade andam de mãos dadas. A democratização do ensino tem este reverso da medalha. Mas continua a ser obrigação da escola proporcionar a qualidade.

6. Medina Carreira fala da DISCIPLINA nas salas de aula.


AS:
É verdade, os professores enfrentam hoje desafios ao nível da disciplina que não se verificavam noutros tempos. O convidado referia a questões dos telemóveis. Eu acrescentava a questão da imagem e autoridade dos professores. O gosto dos alunos pelos saber e pela escola, o consequente respeito pela figura do professor.

BW: Isabel Alçada, nas poucas intervenções que tem feito, tem sublinhado o papel dos pais. A importância destes educarem os filhos não só para o respeito (pelos professores), mas para a responsabilidade (do seu trabalho na escola).

7. Voltando aos PROGRAMAS todos destacaram a necessidade dos programas serem elaborados por especialistas e não apenas por pessoas da educação.

BW: É o medo do "eduquês" de Nuno Crato a vir ao de cima! Mas é também o definir para que serve a escola: só para transmitir conhecimentos ou para preparar para o mercado de trabalho? É que se a segunda opção também for tida em conta, então é preciso chamar outras pessoas para fazer programas que não sejam demasiado teóricos.

8. “Nos RANKINGS, as escolas públicas estão a vir para baixo e as privadas estão a vir para cima”.

BW: Os rankings revelam sempre uma coisa: seja qual for a escola, o que interessa são os alunos que fazem os exames e não os professores! E quais são as escolas que ficam nos primeiros lugares? As privadas e públicas que recebem alunos de classe média, média-alta, filhos de pais com formação superior e que além das aulas têm explicações! Ou seja, os bons resultados devem-se ao trabalho intensivo dos estudantes e às explicações, mas quem fica com a fama são as escolas, situadas em bons bairros das principais cidades do país!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Está ou não está a aumentar?

O número de casos de bullying está a aumentar nas escolas de todo o País – é essa, pelo menos, a percepção que existe -, mas nem o Ministério da Educação nem a Procuradoria-Geral da República dispõem de dados sobre este fenómeno nos estabelecimentos de ensino, diz a TSF, a partir de uma história isolada de uma aluna vítima de bullying.
Fazem-se notícias com base em "parece-me que...", "tenho a sensação...", "ouvi dizer..."?
Não.
BW

Amigos secretos e prendas originais

A época natalícia caracteriza-se também por proporcionar reencontros, jantares de Natal, trocas de prendas. O jogo do amigo secreto ou oculto é prática comum entre adultos e miúdos. Aqui ficam duas sugestões que já experimentei, tanto com amigos e colegas, como com turmas de alunos, e que este ano repito.
1. A primeira é a que dá mais trabalho: fazermos nós a prenda que vamos oferecer ao amigo. Um roteiro para um passeio de bicicleta, que se pode imprimir sem grandes custos; um CD com fotografias que tenhamos tirado juntos. Para os que tenham umas mãos habilidosas, uma pulseira ou um colar de contas. Para os artistas: um desenho, uma música, um poema!
2. A segunda é bem divertida, encontrar uma prenda com o custo máximo de 1 Euro! Não é impossível! Uma caixa de Cd's, um lápis, um doce, um jogo didáctico (sim, é possível!). O importante é pensar em coisas que todos usamos todos os dias! O grande desafio é entrar nas lojas, mesmo nas mais improváveis, e procurar coisas com este valor.
Este ano nem precisei de entrar nas lojas dos chineses! Posso dizer que fui, no fim-de-semana passado, fazer uma prospecção. Tenho um amigo secreto de 17 anos e queria procurar com tempo a prenda certa. Fui a uma loja gourmet que tem sempre coisas maravilhosas, lindas de morrer e deliciosas. Como sei que ele é guloso, fui espreitar. E não é que havia lá uns guarda-chuvas/rebuçado maravilhosos, ainda mais bonitos do que o da fotografia, por 90 cêntimos!
Ainda assim, decidi, antes de comprar, procurar noutro sítio. Fui a uma loja de brinquedos e jogos de madeira, embora, confesso, sem grandes esperanças. E não é que também lá encontrei coisas a um euro? Para além de balões com formatos originais (elefante, girafa, etc), encontrei pequenos quebra cabeças de madeira (para diferentes idades) por este valor. Não pensei mais nos doces e lá comprei o jogo. Pedi a factura e achei que era melhor, a bem da minha imagem, explicar à senhora da loja o motivo pelo qual pedia a factura de um euro com tanto entusiasmo!
Ana Soares

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Regras para o Pai Natal do shopping!

Os pais natais que estão nos centros comerciais um pouco por todo o país estão proibidos de dar beijos às crianças e os seus ajudantes são responsáveis por
desinfectar sistematicamente o espaço por causa da gripe A.
“Em vez de dar beijinhos às crianças, o Pai Natal vai mandar beijos pelo ar, dar apertos de mão e fazer vénias”, explicou à agência Lusa, Susana Silva, gerente
da Bee Action, uma empresa de animação de eventos responsável pelas iniciativas.
Dezenas de actores da Bee Action estão já a trabalhar em 13 centros comerciais de norte a sul do país. Este ano, a ameaça da gripe A obrigou a mudar os hábitos
e o Pai Natal traz,a gora, “um kit antisséptico no saco” e passa o tempo a desinfectar as mãos. “Vai estar permanentemente a trocar de luvas ou a
lavá-las com o desinfectante”, descreve Susana Silva.
Coitadinho do Pai Natal! E das crianças!
BW

Copenhaga: cimeira sobre o clima

Diz o editorial comum a 56 jornais em 44 países, incluindo o PÚBLICO:
"Desde há uma geração que os perigos têm vindo a tornar-se evidentes. Agora os factos já começaram a falar por si próprios: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes desde que existem registos, a camada de gelo ártico está a derreter-se, e os elevados preços do petróleo e dos alimentos, no ano passado, permitiram-nos ter uma antevisão de futuras catástrofes."
BW

Educação: uma máquina autofágica

Com a natalidade em queda, o número de alunos está a diminuir, mas o de professores mantém-se, diz o professor universitário Luís Fábrica, autor do estudo que esteve na origem da reforma no sector público.
Em reacção a esta divergência, diz, a educação, que "é um serviço público", está a ser pensada, sobretudo, em função da carreira dos professores e do preenchimento dos seus horários, o que tem vindo a criar "problemas pedagógicos graves".
"A máquina está a ser autofágica. Está a consumir demasiada energia, recursos e atenção, e com isto a prestação e utilidade da escola estão a ser prejudicadas", adverte o professor.
Notícia de Clara Viana, no PÚBLICO
BW

Museus para crianças

“António Maria já tinha decidido que quando fosse grande, queria ser antigo como o avô. Depois daquele dia, acrescentou ainda que, quando fosse antigo, queira morar num museu. Quando morasse num museu, convidaria o avô para lá viver com ele. Isto porque, o avô contava as mais longas e intermináveis histórias sobre a vida dos antigos. António fazia muitas perguntas ao avô, que lhe respondia ao ritmo compassado do relógio. Sobre os museus explicou:

- Os museus são as casas das colecções! Como as colecções não gostam de viver sozinhas, os museus abrem as portas para as pessoas entrarem…"


Excerto de Colecção, Margarida Botelho


Escrito e ilustrado pela própria Margarida Botelho, é uma aventura maravilhosa do António Maria. Museus, colecções, letras. Com a qualidade e magia a que a autora nos tem vindo a habituar.

Ana Soares

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Poema sobre a nostalgia da infância

Celebrar aniversários e o dom da vida conduz-nos muitas vezes à nostalgia da infância. Aqui vos deixo um poema interseccionista de Fernando Pessoa em que o tempo passado e o tempo presente se fundem. As lembranças da infância - materializadas no Jockey, na bola e no cão - são evocadas pela música - que surge associada ao maestro e batuta do tempo presente.
A nostalgia da infância num universo quase surreal!


O maestro sacode a batuta,
E lânguida e triste a música rompe...
Lembra-me a minha infância, aquele dia
Em que eu brincava ao pé de um muro de quintal
Atirando-lhe com uma bola que tinha dum lado
O deslizar dum cão verde, e do outro lado
Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo...
Prossegue a música, e eis na minha infância
De repente entre mim e o maestro, muro branco,
Vai e vem a bola, ora um cão verde,
Ora um cavalo azul com um jockey amarelo...
Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares, e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão tornando-se jockey amarelo...
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)
Atiro-a de encontro à minha infância e ela
Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
A brincar com um jockey amarelo e um cão verde
E um cavalo azul que aparece por cima do muro
Do meu quintal... E a música atira com bolas
À minha infância... E o muro do quintal é feito de gestos
De batuta e rotações confusas de cães verdes
E cavalos azuis e jockeys amarelos...
Todo o teatro é um muro branco de música
Por onde um cão verde corre atrás de minha saudade
Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo...
E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
Donde há arvores e entre os ramos ao pé da copa
Com orquestras a tocar música,
Para onde há filas de bolas na loja onde comprei
E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância...
E a música cessa como um muro que desaba,
A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto,
Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça,
Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo...

Fernando Pessoa Ortónimo - Chuva Oblíqua

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Literacia e competitividade

Ontem foi apresentado em Lisboa um estudo sobre a Dimensão Económica da Literacia em Portugal, encomendado pelo Plano Nacional de Leitura e que revela: Portugal apresenta os níveis mais baixos de competências de literacia entre os países já estudados.
E a baixa literacia tem consequências directas na economia e na possibilidade de gerar riqueza. Se não houver uma inversão dos números, a pobreza e a desigualdade social aumenta, assim como o país perde o comboio da competitividade.
Portugal é dos poucos países onde os empregadores não reconhecem a importância de ter trabalhadores com bons níveis de literacia. Dois terços dos empregadores optam por profissionais pouco qualificados. Isso deve-se ao próprio nível de literacia dos empregadores e à oferta de emprego que existe em Portugal (digo eu!)
Aparentemente parece que estudar não compensa, porque se há diferenças nos salários daqueles que têm formação de nível superior; o mesmo não se verifica com os que fizeram o ensino secundário, quando comparados com os profissionais que têm níveis de escolaridade mais baixos, aponta o relatório, com base em dados de 1994/1998.
Se T. Scott Murray, autor do estudo, defende que é preciso investir mais no Plano Nacional de Leitura e no Novas Oportunidades; para o economista João Salgueiro, não faz sentido fazer mais investimento na educação quando os resultados escolares são dos piores. Também Vítor Bento, da Sibs, é da opinião que é preciso mudar a cultura que não valoriza a aquisição de conhecimentos, é preciso valorizar os bons alunos, premiá-los, propôs. A ministra Isabel Alçada preferiu falar do importante papel dos pais: “Falamos sempre da qualidade da escola e dos professores mas precisamos de ter bons alunos."
BW

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Proposta de novo modelo de avaliação - ME

"A proposta de modelo de avaliação apresentada hoje pelo Ministério da Educação aos sindicatos entrega o processo de avaliação de docentes a uma comissão constituída por três professores dos conselhos pedagógicos e por um relator do mesmo grupo disciplinar do docente avaliado. Essa comissão será dirigida pelo presidente da Comissão Pedagógica, cargo que é ocupado pelos directores das escolas.O período de avaliação é bi-anual mas o Ministério da Educação mostrou abertura para reavaliar os prazos." in PÚBLICO
As negociações vão ser agendadas até final do mês.

Autores do Programa de Português do Secundário

Os actuais programas de Português do Secundário perderam a antiga lógica cronológica.
Os referidos programas privilegiam o estudo de tipologias textuais, pelo que, do ponto de vista do "tempo", e ao longo do 10º, 11º e 12º anos, se vão dando grandes saltos.
Aqui fica um quadro que nos permite visualizar estes saltos e que costumo usar para mostrar aos alunos as nossas viagens pela literatura portuguesa.
De Camões à poesia contemporânea, no programa do 10º; passando por Padre António Vieira e Eça de Queirós, no 11º; chegamos, depois, aos autores do século XX , no 12º ano.
Antes dos testes de Português ou exame nacional, vale a pena arrumar a cabeça e colocar os autores nos séculos certos! Não imaginam os sítios onde eu já vi alguns dos nossos autores. A última curiosidade que me deram a ler colocava Almeida Garrett a escrever o Manifesto Anti-Dantas (na verdade , da autoria de Almada Negreiros, século XX!).
Ana Soares
Ana Soares

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Negociações...

"Para a Fenprof, não é necessário que todos os professores cheguem ao topo da carreira, mas aqueles que vierem a revelar mérito, no âmbito de um novo modelo de avaliação, «não podem ser impedidos» de atingir esse reconhecimento."
Leia mais aqui.

Preparar o Natal - II

Os felizes contemplados das nossas prendas "caseiras" são sempre os avós, tios, padrinhos, primos e amigos especiais.

Já começámos a preparação das prendas 2009, mas não vos podemos falar destas...ainda são segredo. Deixo-vos, então, como sugestão o que fizemos nos três últimos anos.

1 - molduras
Comprei molduras em pinho, lisas, no Ikea. Aos pares, ficam muito económicas. Umas foram simplesmente pintadas com os dedos. A outras foram ainda acrescentados uns botões. Para as meninas, botões cor de rosa ou com forma de flor. Outras molduras tiveram direito a joaninhas dos ramos de flores. Para as dos rapazes, foram escolhidas cores e temas mais discretos.

2 - ganchos e imans

Com uns pedaços de espuma colorida (mas com tecido ou feltro também deve resultar) desenhámos uns corações e uns círculos e aplicámo-los em ganchos de cabelo. Esta foi a prenda das "miúdas".

Para os rapazes, no mesmo material, desenhámos uns carros. Aplicámos triângulos, rectângulos e círculos a fazer de janelas e rodas. Por detrás, colámos uns pedaços de imans de frigorífico.


3 - biscoitos

Com uma simples receita de biscoitos de manteiga ou chocolate e umas forminhas de metal, do género das da plasticina, podem fazer-se fantásticos biscoitos em forma de estrela, flor, árvore de Natal ou, até mesmo, biscoitos anjo. Destes não tenho fotografias. Foram todos comidos!

Ana Soares