Clarisse Lispector
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
O presente é a face hoje de deus.
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citações
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Sobre a pobreza
"(...) a pobreza é um território que limita todas as capacidades humanas. Quem vive em situação de pobreza, sem chegar à destituição, não consegue elevar-se acima da luta diária pela sobrevivência. Imaginem um emprego mal remunerado (...), horas nos transportes públicos, uma casa modestíssima nos arrabaldes, e despesas que o salário mal cobre. Imaginem a vida mental que sobra desta ansiedade. Não chega para a inquietação estética ou intelectual, a escolha da beleza ou do bem-estar, o amor às artes, o altruísmo ou a descoberta da viagem. É um mundo pequenino e fechado, encaixotado entre a televisão e o hipermercado (...)."
Clara Ferreira Alves, Expresso, 14.09.2013
Clara Ferreira Alves, Expresso, 14.09.2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Novo romance de Afonso Cruz em pré-venda na Wook
Para onde vão os guarda-chuvas?
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Conferência sobre indisciplina e violência nas escolas
Apesar da melhoria
significativa registada na última década, certo é que mais de 20% da população
portuguesa – entre os 18 e os 24 anos – ainda abandona a escola precocemente,
segundo dados da Pordata relativos a final de 2012. Mas este é apenas um dos
problemas com que a educação em Portugal se debate actualmente.
No âmbito do ciclo de
conferências sobre questões-chave da Educação, a Fundação Francisco Manuel dos
Santos convidou João A. Lopes,
investigador da Universidade do Minho e Dorothy
L. Espelage, professora da Universidade do Ilinóis para debater a
“Indisciplina nas Escolas” com pais, professores e demais interessados no tema.
Nos próximos dias 17 e 18 de Outubro, em Lisboa e Braga, respectivamente. A lotação está esgotada
O nível de indisciplina nas
salas de aula continua a aumentar, e notícias recentes dão conta de que esta é
uma questão que começa agora a afectar também o Ensino Superior, e que a
indisciplina rapidamente se transforma em violência. Mas onde termina uma e
começa a outra? Qual o tipo de indisciplina que mais se salienta? Física?
Psicológica? E de que forma afecta o desempenho escolar e a motivação dos
alunos?
A FFMS promove um debate online na sua página, subordinado
ao tema “Onde acaba a indisciplina e começa a violência?”, a partir desta segunda-feira.
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bullying
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Indisciplina na escola
Indisciplina na escola - ciclo de conferências da Fundação José Manuel dos Santos
Dias 17 e 18 de Outubro, em Lisboa e Braga. Com Dorothy L. Espelage e João Lopes
Entrada Livre mediante pré-inscrição
17 Out 17h30
Lisboa, Torre do Tombo
18 Out 17h30
Braga, Universidade do MinhoInscrições e mais informações aqui
terça-feira, 8 de outubro de 2013
É ja esta quinta-feira, novo livro de Afonso Cruz
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Índice Médio de Felicidade, o novo romance de David Machado
"O progresso permite-me fazer o contraponto com a felicidade. Não acho que o caminho para a felicidade passe pelo progresso. Somos formatados para querer mais, em todos os sentidos. Esquece-se que estudos defendem que o grau de felicidade de uma pessoa não aumenta com bens materiais, só até às necessidades mínimas (emprego, casa, comida) ficarem garantidas. A partir desse momento, a felicidade aumenta muito pouco com a riqueza. "
David Machado à revista Visão
Descubra mais sobre este livro aqui.
domingo, 6 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Livros voadores
Os fantásticos livros voadores de Mr. Morris Lessmore, dirigida
por William Joyce e Brandon Oldenburg, é uma curta- metragem vencedora
de um óscar em 2011 e que vale bem os minutos passados a olhar para o ecrã. Apresentada como uma alegoria sobre o poder curativo da literatura, o pequeno filme centra-se no papel de Lessmore e no seu cargo numa mágica biblioteca cheia de livros voadores.
Comovente e mágico!
The Fantastic Flying Books of Mr Morris Lessmore
Comovente e mágico!
The Fantastic Flying Books of Mr Morris Lessmore
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Paralisia infantil não é ter o cérebro parado
As suas infâncias não foram fáceis porque não é fácil ser diferente. Há sempre quem fique a olhar, a cochichar ou a dizer mal mesmo à frente, a achincalhar, a gozar, a chamar nomes, a dar alcunhas, a fazer sofrer. E há que crescer com esse sofrimento.
No seminário Inclusão-Educação e Autodeterminação, que decorreu no sábado, 28 de Setembro, em Coimbra, promovido pela Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), ouviu-se toda a gente: os técnicos, os decisores políticos, os pais e os filhos, aqueles que sofrem as lesões cerebrais que os impossibilitam de ser como os outros.
E eles contaram as suas histórias. "As crianças são cruéis", dizem com o rosto de quem lembra o que se passou mas que não conta porque todos imaginamos e sabemos como as crianças podem ser. "Os recreios passava-os ao lado da 'contina'", revela Susana Ferreira. Só João Vieira, o único rapaz do grupo de cinco é que diz, satisfeito, que também ele levava puxões de orelhas como os colegas e jogava com os outros.
Alda Matos, doutorada e professora do ensino superior, conta que quando estudava, os colegas do curso de psicologia chegaram a perguntar-lhe se a paralisia cerebral não era ter o cérebro parado. "Se assim fosse eu estava morta!". Não a paralisia cerebral é uma lesão no cérebro e não faz destas pessoas estúpidas ou atrasadas, apenas mais lentas, a fazer as coisas com mais dificuldade, mas fazem, contam Teresa Melo, Paula Matos e Susana Ferreira.
A crueldade das crianças ajudou-os a serem quem são: pessoas fortes. "Eu sou teimosa", diz Paula Matos que faz o mestrado em gerontologia, participou na tuna académica e gosta de ajudar o próximo. "Eu consigo, demoro mais um bocadinho mas faço", afirma Susana Ferreira, que trabalha na área dos seguros. "Eu sou capaz", declara Teresa Melo, formada em História de Arte.
A autodeterminação. Demoram mais tempo a subir para o autocarro, mas sobem sozinhos. Têm dificuldade em cortar uma folha de papel, mas cortam. Custa-lhes verbalizar uma ideia mas fazem-no. "Ainda existe discriminação mas só nós é que podemos mudar as mentalidades. Os nossos exemplos é que nos podem tornar inclusivos", defende Teresa Melo.
Tiveram pais protectores, que os controlavam, que tinham medo de lhes dar liberdade, que os protegiam na tentativa de os proteger, de não os fazer sofrer. Por isso, Alda Matos lembra aos pais que "os filhos têm potencialidades. Se os estiverem sempre a proteger, podem impedir que desenvolvam as suas potencialidades", alerta.
Teresa Melo tem a experiência da maternidade e por isso diz aos pais: "Devem deixá-los lutar, prosseguir o seu percurso, deixá-los ter uma palavra a dizer, a terem autodeterminação".
Uma mensagem que não é só para os pais dos filhos com paralisia cerebral, mas para todos nós.
BW
No seminário Inclusão-Educação e Autodeterminação, que decorreu no sábado, 28 de Setembro, em Coimbra, promovido pela Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), ouviu-se toda a gente: os técnicos, os decisores políticos, os pais e os filhos, aqueles que sofrem as lesões cerebrais que os impossibilitam de ser como os outros.
E eles contaram as suas histórias. "As crianças são cruéis", dizem com o rosto de quem lembra o que se passou mas que não conta porque todos imaginamos e sabemos como as crianças podem ser. "Os recreios passava-os ao lado da 'contina'", revela Susana Ferreira. Só João Vieira, o único rapaz do grupo de cinco é que diz, satisfeito, que também ele levava puxões de orelhas como os colegas e jogava com os outros.Alda Matos, doutorada e professora do ensino superior, conta que quando estudava, os colegas do curso de psicologia chegaram a perguntar-lhe se a paralisia cerebral não era ter o cérebro parado. "Se assim fosse eu estava morta!". Não a paralisia cerebral é uma lesão no cérebro e não faz destas pessoas estúpidas ou atrasadas, apenas mais lentas, a fazer as coisas com mais dificuldade, mas fazem, contam Teresa Melo, Paula Matos e Susana Ferreira.
A crueldade das crianças ajudou-os a serem quem são: pessoas fortes. "Eu sou teimosa", diz Paula Matos que faz o mestrado em gerontologia, participou na tuna académica e gosta de ajudar o próximo. "Eu consigo, demoro mais um bocadinho mas faço", afirma Susana Ferreira, que trabalha na área dos seguros. "Eu sou capaz", declara Teresa Melo, formada em História de Arte.
A autodeterminação. Demoram mais tempo a subir para o autocarro, mas sobem sozinhos. Têm dificuldade em cortar uma folha de papel, mas cortam. Custa-lhes verbalizar uma ideia mas fazem-no. "Ainda existe discriminação mas só nós é que podemos mudar as mentalidades. Os nossos exemplos é que nos podem tornar inclusivos", defende Teresa Melo.
Tiveram pais protectores, que os controlavam, que tinham medo de lhes dar liberdade, que os protegiam na tentativa de os proteger, de não os fazer sofrer. Por isso, Alda Matos lembra aos pais que "os filhos têm potencialidades. Se os estiverem sempre a proteger, podem impedir que desenvolvam as suas potencialidades", alerta.
Teresa Melo tem a experiência da maternidade e por isso diz aos pais: "Devem deixá-los lutar, prosseguir o seu percurso, deixá-los ter uma palavra a dizer, a terem autodeterminação".
Uma mensagem que não é só para os pais dos filhos com paralisia cerebral, mas para todos nós.
BW
sábado, 28 de setembro de 2013
Um tesouro imperdível
Em fim-de-semana de eleições: Mário Viegas e o Manifesto Anti-Dantas.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Volte-face no Inglês
E, de repente, depois de muitas queixas, comentários e opiniões, o ministro Nuno Crato descobriu como o Inglês é importante no 1.º ciclo e quer que seja obrigatório. É bom quando reconhecemos o erro, mesmo que não o dizendo directamente. O importante são as crianças!
Quinta-feira é o dia europeu das línguas.
BW
Quinta-feira é o dia europeu das línguas.
BW
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Valorização do ensino do inglês
Leia aqui o Despacho n.º 11838-A/2013, publicado a 11 de setembro de 2013, que institui as novas provas de inglês no 9.º ano. Destaca-se que as mesmas, não sendo exames, poderão contar para a classificação interna dos alunos, caso a escola assim o decida. Segundo notícia do Público, este novo projeto decorre de um protocolo entre o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE, I.P.) e entidades
como o BPI, a GlobeStar Systems Inc, a Novabase e a Porto Editora.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O Inglês não era obrigatório, mas a sua oferta sim
Depois de parte da esquerda parlamentar (PS e BE) rasgar as vestes porque o Inglês deixou de ser obrigatório no 1.º ciclo, o ministro veio dizer que este nunca foi obrigatório.
É um facto. Mas o que importa sublinhar é que o ensino desta língua fazia parte obrigatória das chamadas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC). E estas eram uma oferta obrigatória das escolas às famílias, cabendo a estas inscrever (ou não) os seus filhos. Se os inscrevessem, os meninos teriam Inglês.
Recorde-se que a decisão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues de introduzir as AEC como obrigatórias foi muito contestada pelas escolas, que não tinham condições para manter as portas abertas, diziam; e pelos sindicatos dos professores que falavam nas escolas como armazéns onde os pais iam depositar as crianças. Os pais, que trabalham até depois das 17h00, saudaram a medida: os filhos ficavam na escola e com uma oferta de "qualidade", o Inglês, a Música, a Educação Física.
A obrigatoriedade das escolas terem esta oferta levou a que, logo no primeiro ano de aplicação da medida, apenas o município de Setúbal não aderiu. POnho a qualidade entre aspas porque se revelou que nem sempre as coisas correram bem e, de facto, em muitos casos, havia pessoas com pouca qualidade à frente das crianças ou estas acusavam o cansaço e saturação de estarem tantas horas na escola.
Agora, o caso é diferente. O ministro fala da liberdade das famílias em escolher, mas é a escola que tem liberdade de oferecer ou não a chamada Oferta Complementar. Ou seja, cabe à escola decidir se oferece a Língua Inglesa no 1.º ciclo. Segundo um diploma publicado em Julho, a Oferta Complementar deve ser aproveitada para “acções que promovam, de forma transversal, a educação para a cidadania e componentes de trabalho com tecnologias de informação e comunicação” e pode incluir também o Inglês.
O ministro defende a liberdade de escolha das famílias mas são as escolas que têm a liberdade de escolha de oferecer ou não a Oferta Complementar, repito.
Se a única escola da freguesia não tiver o Inglês como Oferta Complementar, os pais com dinheiro e dois dedos de testa podem por a criança no Inglês no instituto de línguas. E os outros pais? Os que não têm posses?
Se existirem duas escolas públicas na freguesia, uma oferecer e a outra não, os pais terão a liberdade de escolher o estabelecimento de ensino que tem o Inglês? E a escola terá a liberdade de escolha de seleccionar os alunos? E a escola que não tem o Inglês, vai abrir essa oferta no ano lectivo seguinte para não perder alunos? Ou as duas escolas vão conversar entre si e decidir que nenhuma oferece o Inglês, mas o colégio, ao lado, vai ter essa oferta e o ministério vai apoiar as famílias com o cheque-ensino.
Entretanto, o ministério também criou uma prova nacional obrigatória de Inglês no final do ensino básico, 9.º ano. Uma prova que não será feita pelo Gave, mas por uma entidade externa, Cambridge. Chegarão todos os alunos ao 9.º ano com capacidade para realizar a prova?
Em resumo: o ministério não está a acautelar que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades educativas.
BW
É um facto. Mas o que importa sublinhar é que o ensino desta língua fazia parte obrigatória das chamadas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC). E estas eram uma oferta obrigatória das escolas às famílias, cabendo a estas inscrever (ou não) os seus filhos. Se os inscrevessem, os meninos teriam Inglês.
Recorde-se que a decisão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues de introduzir as AEC como obrigatórias foi muito contestada pelas escolas, que não tinham condições para manter as portas abertas, diziam; e pelos sindicatos dos professores que falavam nas escolas como armazéns onde os pais iam depositar as crianças. Os pais, que trabalham até depois das 17h00, saudaram a medida: os filhos ficavam na escola e com uma oferta de "qualidade", o Inglês, a Música, a Educação Física.
A obrigatoriedade das escolas terem esta oferta levou a que, logo no primeiro ano de aplicação da medida, apenas o município de Setúbal não aderiu. POnho a qualidade entre aspas porque se revelou que nem sempre as coisas correram bem e, de facto, em muitos casos, havia pessoas com pouca qualidade à frente das crianças ou estas acusavam o cansaço e saturação de estarem tantas horas na escola.
Agora, o caso é diferente. O ministro fala da liberdade das famílias em escolher, mas é a escola que tem liberdade de oferecer ou não a chamada Oferta Complementar. Ou seja, cabe à escola decidir se oferece a Língua Inglesa no 1.º ciclo. Segundo um diploma publicado em Julho, a Oferta Complementar deve ser aproveitada para “acções que promovam, de forma transversal, a educação para a cidadania e componentes de trabalho com tecnologias de informação e comunicação” e pode incluir também o Inglês.
O ministro defende a liberdade de escolha das famílias mas são as escolas que têm a liberdade de escolha de oferecer ou não a Oferta Complementar, repito.
Se a única escola da freguesia não tiver o Inglês como Oferta Complementar, os pais com dinheiro e dois dedos de testa podem por a criança no Inglês no instituto de línguas. E os outros pais? Os que não têm posses?
Se existirem duas escolas públicas na freguesia, uma oferecer e a outra não, os pais terão a liberdade de escolher o estabelecimento de ensino que tem o Inglês? E a escola terá a liberdade de escolha de seleccionar os alunos? E a escola que não tem o Inglês, vai abrir essa oferta no ano lectivo seguinte para não perder alunos? Ou as duas escolas vão conversar entre si e decidir que nenhuma oferece o Inglês, mas o colégio, ao lado, vai ter essa oferta e o ministério vai apoiar as famílias com o cheque-ensino.
Entretanto, o ministério também criou uma prova nacional obrigatória de Inglês no final do ensino básico, 9.º ano. Uma prova que não será feita pelo Gave, mas por uma entidade externa, Cambridge. Chegarão todos os alunos ao 9.º ano com capacidade para realizar a prova?
Em resumo: o ministério não está a acautelar que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades educativas.
BW
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A gaiola dourada
Imperdível!
Com ternura e humor. Mais do que um retrato sociológico, uma homenagem do realizador aos seus pais, país e comunidade.
Segundo Rúben Alves, o jovem realizador, o título do filme relaciona-se com os sonhos que os emigrantes portugueses vivem nas suas gaiolas douradas, as caves dos prédios onde, muitas vezes, as mães são porteiras.
Com ternura e humor. Mais do que um retrato sociológico, uma homenagem do realizador aos seus pais, país e comunidade.
Segundo Rúben Alves, o jovem realizador, o título do filme relaciona-se com os sonhos que os emigrantes portugueses vivem nas suas gaiolas douradas, as caves dos prédios onde, muitas vezes, as mães são porteiras.
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