sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Valorização do ensino do inglês

Leia aqui o Despacho n.º 11838-A/2013, publicado a 11 de setembro de 2013, que institui as novas provas de inglês no 9.º ano. Destaca-se que as mesmas, não sendo exames, poderão contar para a classificação interna dos alunos, caso a escola assim o decida. Segundo notícia do Público, este novo projeto decorre de um protocolo entre o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE, I.P.) e entidades como o BPI, a GlobeStar Systems Inc, a Novabase e a Porto Editora.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Inglês não era obrigatório, mas a sua oferta sim

Depois de parte da esquerda parlamentar (PS e BE) rasgar as vestes porque o Inglês deixou de ser obrigatório no 1.º ciclo, o ministro veio dizer que este nunca foi obrigatório.
É um facto. Mas o que importa sublinhar é que o ensino desta língua fazia parte obrigatória das chamadas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC). E estas eram uma oferta obrigatória das escolas às famílias, cabendo a estas inscrever (ou não) os seus filhos. Se os inscrevessem, os meninos teriam Inglês.
Recorde-se que a decisão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues de introduzir as AEC como obrigatórias foi muito contestada pelas escolas, que não tinham condições para manter as portas abertas, diziam; e pelos sindicatos dos professores que falavam nas escolas como armazéns onde os pais iam depositar as crianças. Os pais, que trabalham até depois das 17h00, saudaram a medida: os filhos ficavam na escola e com uma oferta de "qualidade", o Inglês, a Música, a Educação Física.
A obrigatoriedade das escolas terem esta oferta levou a que, logo no primeiro ano de aplicação da medida, apenas o município de Setúbal não aderiu. POnho a qualidade entre aspas porque se revelou que nem sempre as coisas correram bem e, de facto, em muitos casos, havia pessoas com pouca qualidade à frente das crianças ou estas acusavam o cansaço e saturação de estarem tantas horas na escola.
Agora, o caso é diferente. O ministro fala da liberdade das famílias em escolher, mas é a escola que tem liberdade de oferecer ou não a chamada Oferta Complementar. Ou seja, cabe à escola decidir se oferece a Língua Inglesa no 1.º ciclo. Segundo um diploma publicado em Julho, a Oferta Complementar deve ser aproveitada para “acções que promovam, de forma transversal, a educação para a cidadania e componentes de trabalho com tecnologias de informação e comunicação” e pode incluir também o Inglês.
O ministro defende a liberdade de escolha das famílias mas são as escolas que têm a liberdade de escolha de oferecer ou não a Oferta Complementar, repito.
Se a única escola da freguesia não tiver o Inglês como Oferta Complementar, os pais com dinheiro e dois dedos de testa podem por a criança no Inglês no instituto de línguas. E os outros pais? Os que não têm posses?
Se existirem duas escolas públicas na freguesia, uma oferecer e a outra não, os pais terão a liberdade de escolher o estabelecimento de ensino que tem o Inglês? E a escola terá a liberdade de escolha de seleccionar os alunos? E a escola que não tem o Inglês, vai abrir essa oferta no ano lectivo seguinte para não perder alunos? Ou as duas escolas vão conversar entre si e decidir que nenhuma oferece o Inglês, mas o colégio, ao lado, vai ter essa oferta e o ministério vai apoiar as famílias com o cheque-ensino.
Entretanto, o ministério também criou uma prova nacional obrigatória de Inglês no final do ensino básico, 9.º ano. Uma prova que não será feita pelo Gave, mas por uma entidade externa, Cambridge. Chegarão todos os alunos ao 9.º ano com capacidade para realizar a prova?
Em resumo: o ministério não está a acautelar que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades educativas.
BW

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A gaiola dourada

Imperdível!
Com ternura e humor. Mais do que um retrato sociológico, uma homenagem do realizador aos seus pais, país e comunidade.



Segundo Rúben Alves, o jovem realizador, o título do filme relaciona-se com os sonhos que os emigrantes portugueses vivem nas suas gaiolas douradas, as caves dos prédios onde, muitas vezes, as mães são porteiras.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

No regresso à escola

"(...) ao mesmo tempo que acarinhamos o ensino obrigatório (e o modo como ele transformou o mundo, de dentro para fora das salas de aula), não devíamos assumir que o mais importante na vida de uma criança não é a escola (e, muito menos 'esta' escola)? Que mais escola não é, obrigatoriamente, mais vida e mais sabedoria? E que a escola da vida é tão importante como a ...escola?

Eduardo Sá, Expresso, 14.09.2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Os Anjos Não Comem Chocolate



Da autoria da jornalista do PÚBLICO, Andreia Sanches, o livro Os Anjos Não Comem Chocolate nasceu de uma reportagem que saiu no Verão de 2012, numa série sobre pais. A reportagem era sobre uma mãe que perdera um filho.
Estava tão bem escrita e teve tantas reacções dos leitores que, de imediato, a Andreia Sanches foi convidada pela editora Oficina do Livro para escrever sobre o tema. O lançamento é esta terça-feira, em Lisboa.
Estou muito feliz por uma ideia minha ter resultado neste livro. Parabéns Andreia!
BW

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Os leitores do Olimpvs.net são os mais criativos do universo!

De uma rajada, a Inês, de nove anos, leu os cinco títulos da colecção Olimpvs.net. A mãe conta que leu alguns em um, a dois dias e que, logo de seguida, pedia o seguinte. Por isso, quando soube que as autoras estavam na Feira do Livro da Ericeira, em Agosto, pediu para as conhecer, mesmo que para isso a mãe tivesse de fazer umas largas dezenas de quilómetros.
E assim foi! Conhecemos a Inês e ficámos felizes mesmo quando ficou mais desanimada por o próximo volume, o sexto, ter data prevista de saída lá para o fim do ano. "Tanto tempo...", suspirou.
Agora, a Inês deu notícias! Como está completamente fã da colecção, decidiu fazer os autocolantes que vão identificar os seus livros e cadernos escolares.
Ora vejam! E mais este!
Obrigada Inês!
BW

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Um balão de oxigénio para o privado ou um direito das famílias?

O novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo abre as portas ao cheque-ensino. As declarações de Nuno Crato vão além do que o que está no diploma, este abre as portas a novas portarias e despachos que poderão levar a um maior apoio aos colégios, externatos e outras escolas do ensino particular e cooperativo.
Mas o que o ministro disse foi que - “o Estado não se restringe a apoiar turmas, como existe neste momento com os contratos de associação, mas também apoia alunos, o que abre um caminho mais directo a uma liberdade de escolha e a uma concorrência entre escolas e entre sistemas”.
Há quem acuse o ministro de querer ajudar o privado a sobreviver num momento de crise, de o cheque-ensino ser um balão de oxigenado para os colégios que vêem os alunos debandar porque a escola pública ainda fica mais barata. Talvez... Contudo, Crato sempre defendeu a livre escolha.

As escolas privadas são melhor do que as públicas? Algumas, só algumas e devido ao contexto onde estão inseridas. Não é por acaso que os lugares dos topos dos rankings têm escolas privadas e públicas que, muitas vezes, são vizinhas - servem o mesmo público.
Haverá escolas públicas com a preocupação de algum privado de querer conhecer o aluno como um todo e não tratá-lo como um número, uma coisa? Provavelmente. Haverá privados que se estão a marimbar para os alunos? Claro que sim. Não é tudo preto ou branco, há muitos tons de cinzento pelo meio. Há privados que expulsam os alunos que não interessam, assim como públicos.
Preocupa-me que com o cheque-ensino as escolas privadas possam escolher os alunos? Mas elas já o fazem. Aliás como as públicas também os escolhem e até decidem as turmas com base nas suas escolhas...
Preocupa-me que com o cheque-ensino as escolas públicas fiquem às moscas porque as famílias vão escolher os colégios? Não, se a escola for realmente boa - não só os espaços físicos mas o corpo docente, não se debaterá com esse problema. Já se for uma escola menos boa, precisa de se rever, de auto-reflectir, de mudar para segurar os seus alunos. Os professores têm de se preocupar com isso? Têm.
Preocupa-me que com o cheque-ensino o desemprego docente aumente? Não, porque este Governo está já a tratar disso. Aliás, as medidas de aumentar turmas, agrupamentos, excluir disciplinas e áreas não disciplinares e tudo o mais que venha há-de contribuir mais para o aumento do desemprego entre os professores do que o cheque-ensino.
É uma medida ideológica? Sim, como são todas as medidas políticas.
É uma medida que pode contribuir para um crescimento do fosso entre os pobres e os ricos? Talvez não, porque no ensino público há escolas de elite como há no privado - ou seja, não é igual para todos, nunca é igual.
Corremos o risco de ter escolas de primeira e de segunda? Mas não existem já? No público e no privado?
Desenganem-se os pais que acreditam no contrário - é sempre a escola que nos escolhe, a nós e aos nossos filhos, com ou sem cheque-ensino. As escolas privadas assumem esse poder, as públicas são mais discretas no seu uso.
BW

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Manual de apoio para professores desempregados

A Federação Nacional de Educação lançou hoje um manual de apoio para professores desempregados.
Pode consultá-lo aqui.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Regresso às aulas

Agosto está na recta final e Setembro aproxima-se, veloz. Com ele, o regresso a casa e às aulas com um misto de borboletas no estômago e entusiasmo. O PÚBLICO tem alguns conselhos para poupar, num video bem divertido, a ver!

sábado, 10 de agosto de 2013

Arco da Rua Augusta já é visitável!

Arco da Rua Augusta já é visitável. Vai estar aberto diariamente, entre as 9h00 e as 19h00 e crianças com idades até aos cinco anos não pagam bilhete. 

"A entrada no monumento faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. O bilhete, que custa 2,5 euros, garante o acesso ao elevador que leva os visitantes até ao segundo piso. Depois é preciso subir quase 30 degraus para alcançar o salão de abóbadas que alberga a maquinaria do relógio do arco. Neste espaço foi colocado um painel, contando a história do arco, que começou a ser pensado em 1759 mas só ficou concluído em 1875.", informa o Público.

Espreite aqui a viagem 360º feita pelo Público e, depois, sugira aos mais jovens a leitura de O Enigma de Ulisses, da colecção Olimpvs.net. Eles vão perceber porquê!


terça-feira, 23 de julho de 2013

A (falta) de inteligência dos atletas

Nota prévia: Eu sou mãe de um desportista.
Diz o PÚBLICO: "Qual é o segredo para detectar um atleta acima da média? As capacidades mentais assumem um papel essencial.
Um desportista de topo não se reduz às suas capacidades físicas e ao talento com que foi favorecido pela natureza. Há cada vez mais literatura científica, produzida por especialistas de diferentes áreas de estudo a partir de testes práticos, a explorar a importância das competências intelectuais na prestação desportiva de alto nível. E as conclusões tendem a contrariar alguns preconceitos: cérebro e músculos são tudo menos incompatíveis." Leia mais aqui

Quando ouvimos um futebolista falar arrepiamo-nos. Os atletas são todos assim? Não sabem conjugar os verbos? Desconhecem o significado das palavras? Muitas vezes, a resposta é sim. Não estudaram. Não tiveram tempo para estudar. Desistiram da escola quando eram miúdos e se podia desistir antes dos 12 anos de escolaridade obrigatória.

Quem quer abraçar um desporto a sério tem de abdicar de muitas coisas: de festas, de saídas com os amigos, mas também de horas para estudar - algo incompreensível para os professores. Quando as aulas terminaram e fomos ver as pautas uma professora disse-me que ele era "mandrião". Com um sorriso respondi-lhe que ele trabalhava imenso e que não ia ter férias porque se estava a preparar para participar em várias provas. E a docente rematou: "Descanse que ele tem muitas férias durante o ano [lectivo]". Não insisti.

As aulas acabaram há um mês e ele ainda não parou de treinar. Continua a levantar-se de madrugada para o fazer. Em tempo de escola, as suas semanas podem ter 50 horas de trabalho, entre treinos e aulas. Incompreensível para os professores que o comparam aos outros, os que vão às aulas, voltam para casa e saem para ir às explicações.

Há provas nacionais e internacionais. Cada vez que sai do país, vai vestido com um equipamento que representa Portugal. São as cores da bandeira que fazem os seus fatos de corrida e de natação. É a abreviatura "POR" que está colada nas suas costas no fato de esgrima. Ele é Portugal na Polónia, em Inglaterra, na Bielorússia, na República Checa, em Espanha... em todos os países onde participa numa prova; onde dá tudo por tudo para subir lugares no ranking.

Há provas em tempo de férias. Há provas em tempo de aulas e, porque tem o estatuto de atleta de alta competição a escola é obrigada a fazer-lhe os testes ou entrega de trabalhos noutra altura quando aquelas batem com as datas das provas. Uma benesse, acreditam uns professores. Uma trabalheira, pensam outros, convencidos que estão que ele é um mandrião, que não faz nada. Faz, mesmo na escola. Não é aluno de 20? Não. Há outros na mesma situação que ele que conseguem ter 20? Há. É daqueles cuja inteligência permite não estudar e ter testes positivos só com o que ouviu na aula. Se estudasse seria um excelente aluno, acredito.

Ele não é único. A mãe de uma atleta contou-me que pediu à escola para colocar a filha numa turma da manhã por causa dos treinos. A miúda foi posta à tarde. Outra mãe pediu à directora de turma para adiar um teste porque naquele dia o filho ia para uma prova fora, o pedido foi ignorado.

Se fosse nos EUA, em Inglaterra ou mesmo na vizinha Espanha, estes miúdos estariam numa escola com outros atletas, com professores que compreendem que um miúdo que acorda às seis da manhã não é igual a outro que acorda às 7h30 para entrar nas aulas às 8h15. O país não investe no desporto, como não investe em nada – é inacreditável o investimento que os países de Leste continuam a fazer nos seus atletas, com treinos integrados e articulados com a escola desde que eles são pequenos. A escola portuguesa também não se sente na obrigação de tratar estes alunos de maneira diferente, aliás, como não trata nenhum dos outros de modo diferente, os alunos é que têm de se adaptar à escola, à escola das massas, da uniformização.

E sim, é preciso ser inteligente para gerir horários da escola e dos treinos; para gerir quando se deve fazer muito ou pouco esforço; para conhecer os adversários, os seus pontos fortes e fracos; para saber quando fazer a prova com mais calma ou com mais velocidade; para fazer cálculos matemáticos (quantos pontos preciso para alcançar o meu adversário? quantos segundos tenho de diminuir à minha corrida?); para planear. É preciso ter maturidade para sair do país com o treinador e não com a família; para gerir a frustração de não ser o melhor; para controlar o ego quando se é o melhor. É preciso ter responsabilidade para saber dizer 'não'.
B
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Afonso Cruz estreia-se no teatro

"Ninguém nos vê somos invisíveis. A miséria é uma poção de invisibilidade.  Quando as roupas ficam rotas, quando estendemos as mãos, puf, desaparecemos."

O texto é soberbo. De uma profundidade brutal, sem banalidades, com uma poesia e olhar atentos ao mundo.
A encenação, de que já aqui falei, é de Rute Rocha e estará ainda em cena no Espaço Clube Estefânia (R. Alexandre Braga, nº 24 A -Estefânia) na próxima semana, de quinta a domingo. Do início, ainda fora da sala, ao movimento, envolvimento do público, todos os pormenores contribuem para que o espectáculo seja uma experiência intensa.
O bilhete custa 5 euros, se levar um alimento não perecível para oferecer ao Centro de Apoio ao Sem-Abrigo.
Não perca o espectáculo!

Se puder, leia também o livro. Os direitos de autor desta obra revertem na totalidade para a associação CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Let her go

Well you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your love her when you let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know your love her when you’ve let her go


terça-feira, 16 de julho de 2013

Resultados das provas finais de ciclo

Depois dos resultados dos exames nacionais do secundário, chegou o dia de se saberem os resultados das provas finais de ciclo. E o panorama é semelhante. No 9.º ano, em Português, a média mais baixa de sempre, 47%, como o Público noticia, ao lado da também média negativa de Matemática, 43%.

Quanto ao 2.ºciclo, os alunos do 6.º ano, ainda que com média positiva , desceram o desempenho médio em Português em 8%, alcançando-se este ano uma média de 51%.

Quanto a reações, o MEC, na pessoa do senhor ministro, defende que estes resultados “mostram dificuldades persistentes em Português e Matemática, num número muito elevado de alunos”. “São dificuldades que é urgente ultrapassar, e todos nós - professores, escolas, pais e, obviamente, o ministério - temos de nos empenhar em as ultrapassar.  Tudo isto mostra a necessidade de haver uma avaliação externa rigorosa. Mas não basta conhecermos as dificuldades. Temos de actuar”, vincou Nuno Crato em declarações aos jornalistas.

Pode recordar as críticas às provas por parte da APP e APM na notícia do Público.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Afonso Cruz e o espetáculo «CASA - o cultivo de flores de plástico»

Em CASA – o cultivo de flores de plástico, o espetador torna-se cúmplice da partilha dos olhares e das estórias das personagens.
Quatro sem-abrigo partilham um beco de uma cidade. Cada um na sua “não-casa” cria o seu mundo possível. Nesse mundo, as palavras ganham a força necessária para que se façam ouvir. Através da palavra assistimos à construção de um manifesto social. Estas personagens querem falar delas.
Sentem-se fragilizados, excluídos, sem projetos de vida ou com projetos de vida completamente destroçados. Perguntam-se se estarão a mais no mundo. Há quanto tempo e por mais quanto tempo têm de estar ali? Estórias de vida ou de coragem? Estórias que traçam caminhos  transformando os seus percursos de vida em comunicação.
Cada dia que passa chegam à rua pessoas que perdem a esperança, que perdem o futuro e a voz.

Autor: Afonso Cruz
Encenação: Rute Rocha - Gato que Ladras (GQL)
Com: Cristina Cavalinhos, José Mateus, Maria D’Aires e Pedro Barbeitos

18 a 28 de Julho
Espaço Escola de Mulheres | Clube Estefânia
quinta-feira a sábado | 21h30
domingo | 17h00

informações/reservas 915 039 568 / 968 382 245