sábado, 4 de maio de 2013

A minha mãe é...



As profissões dos pais são [quase] sempre mágicas para os filhos. Irina Melo e Carla Jorge aproveitaram este facto e criaram duas histórias: A Minha Mãe é Professora e O Meu Pai é Polícia.


Descrevendo a descoberta destas profissões em particular, os livros incluem ainda uma página final onde os pequenos leitores podem desenhar a sua mãe ou pai e indicar a sua profissão.


Edição Máquina de Voar

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os reformados, o 1.º de Maio e o 25 de Abril

O 1.º de Maio da CGTP passa sempre à porta de casa. Da varanda, gostamos de ver os trabalhadores a passar. Sabemos as palavras de ordem e repetimo-las, uns anos por brincadeira, este ano por convicção. E alternamos com a rua. "É preciso, é urgente...", dizem os manifestantes, "... uma política diferente!", respondemos do alto. É ponto de honra não gritar "a luta continua".
"Porque é que são todos velhos?" pergunta ela, fotografando a rua. Lá em baixo passa o SPGL e os dirigentes que conheço há década e meia. Dói-me ver um deles, caminha com dificuldades, agarrado a uma colega ou familiar. Era um homem da luta, do terreno, do "vamos a eles!" e ali vai num passo lento, incerto e, de certeza, doloroso, de uma fragilidade imensa. Força, professor!
"Porque é que são todos velhos?" torna a perguntar. "Porque foram eles que fizeram o 25 de Abril", respondo, sem ter a certeza da resposta. "Quer dizer que quando morrerem não vai haver ninguém para desfilar?". "Não, enquanto houver injustiças e desigualdades há-de haver sempre alguém que vai sair à rua", respondo. "Além disso, os reformados têm sido muito prejudicados pelos cortes deste Governo", continuo. "Sim, mas os professores também e estes são todos velhos...", argumenta ela.
Hoje, ao ver a professora Rosário Gama e os seus companheiros da Apre! no Parlamento a cantar o Grândola lembrei-me do 1.º de Maio. Foram eles que fizeram o 25 de Abril, foram eles que lutaram por mais direitos, por mais condições, por reformas dignas. São eles que continuam a lutar pelas suas reformas, sim, pelos seus direitos, sim, mas também pelos nossos. Assunção Esteves está muito enganada quando diz que cantar o Grândola não ajuda a democracia. Ajuda sim, senhora presidente da AR! Ajuda a mantê-la viva neste marasmo que vivemos em que se procura controlar o 25 de Abril com cantares alentejanos nas escadarias do Parlamento ou com alunos nas galerias.
De regresso ao 1.º de Maio, o final do cortejo é dos jovens e dos artistas. Estou sozinha na varanda. "Venham! Venham! Os novos também se manifestam!", grito para dentro de casa e os outros acorrem para dançarmos ao som dos batuques. Depois, saímos à rua para comer sardinhas com os "camaradas". E isto também é democracia.
BW

História de um gato e de um rato que se tornaram amigos

História de um gato e de um rato que se tornaram amigosDepois de História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Luís Sepúlveda brinda-nos com esta nova aventura com gatos! Ou melhor, com um gato especial. São 64 páginas que contam a história de Max e o seu amigo Mix, o gato, e de Mex, o ratinho que se junta às duas curiosas personagens. Baseado numa história de um dos filhos do autor, a edição portuguesa conta com as ilustrações de Paulo Galindro.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Provas finais de ciclo - recomendações para o dia

Recomendamos que as informações do Júri Nacional de Exames, divulgadas pelas escolas, sejam lidas pelos Encarregados de Educação.
No entanto, faço aqui algumas chamadas de atenção. Nas provas finais do 1.º ciclo é apenas permitida a utilização de esferográfica preta (azul não; não me perguntem porquê, pois não faço ideia) e lápis apenas para alguns exercícios. Nos outros ciclos, a caneta pode ser azul ou preta.
À semelhança dos anos anteriores, os alunos não podem transportar ou levar consigo qualquer aparelho eletrónico (telemóveis, MP3, ipads...). A posse dos mesmos determina a anulação da prova.  A novidade deste ano é que os alunos têm de preencher um documento onde declaram não estar na posse dos referidos aparelhos.
Atenção aos atrasos... Os alunos devem apresentar-se na escola 30 minutos antes da hora da prova e, caso se atrasem, só podem entrar até 15 minutos depois do início da mesma.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Carta aberta de uma criança no dia do trabalhador

"No mundo inteiro celebra-se hoje, 1 de Maio, o Dia do Trabalhador. Muitos de vós não saberão que o dia 1 de Maio foi escolhido para homenagear os trabalhadores de Chicago que, em 1886, começaram a reivindicar o dia de trabalho com oito horas, o que veio a ser constituído como regra na maior parte dos países.
Mas não para nós, companheiros e companheiras. Nós [crianças e jovens] que andamos nas escolas temos cargas horárias que podem ir até às onze horas por dia, se juntarmos as horas nos ateliers de tempos livres, as horas curriculares, as actividades de enriquecimento curricular e a componente de apoio à família. Não podemos aceitar esta situação."
Começa assim esta espécie de carta aberta de um aluno, imaginada por José Morgado e publicada pelo Público. 
Leia o resto aqui e ponha-se no lugar dos mais novos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

25 de Abril e a educação

Não combinaram, um mais pragmático, outro mais poético, mas ambos falam das conquistas de Abril na área da Educação. A verdade é que Maria de Lurdes Rodrigues e José Morgado tocam no ponto: não queremos a escola de antigamente e a educação é melhor hoje do que antes do 25 de Abril de 1974. Eu acrescentaria que é preciso continuar a lutar por uma escola inclusiva com todos e para todos!
BW