quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Vodafone põe Ciberduvidas nos smartphones



Já é possível esclarecer dúvidas do quotidiano sobre a Língua Portuguesa de uma forma simples e rápida, através de uma aplicação gratuita, financiada e desenvolvida pela Fundação Vodafone Portugal para smartphones com sistemas operativos iOS e Android. Os conteúdos são disponibilizados pelo site www.ciberduvidas.pt – o espaço de referência no bom uso da Língua Portuguesa que há 16 anos clarifica questões relacionadas com a língua oficial portuguesa.

A aplicação Ciberdúvidas permite aos utilizadores, de qualquer rede móvel, esclarecer as suas dúvidas sobre a Língua Portuguesa, através da pesquisa no arquivo de respostas dadas por professores de Português e outros especialistas linguísticos, sendo igualmente possível colocar questões concretas aos consultores do Ciberdúvidas. Outra das funcionalidades integradas é a consulta de destaques relativos aos artigos e às respostas dadas na última semana.

Além de responder gratuitamente a todas as dúvidas de Português segundo o Acordo Ortográfico de 1945 ou o novo (de 1990) – contendo já um repositório de cerca de trinta mil respostas – o Ciberdúvidas integra cerca de três mil artigos de investigação e de reflexão, textos literários e de opinião, comentários, críticas e controvérsias sobre matéria linguística, desde o Ensino à Literatura, passando pelo Dicionário Terminológico ou pelo Acordo Ortográfico.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O meu filho fez o quê???

O que é este livro pode ser lido aqui, aqui e aqui!
Pode ser visto e explicado hoje ao final do dia na livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa.
Estão todos convidados!
BW

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

«O meu filho fez o quê???» - novo livro da Bárbara cujo lançamento é já amanhã!

«O meu filho fez o quê???» é o novo livro da Bárbara, editado pela Porto Editora, que será lançado no próximo dia 29 de janeiro, pelas 18:30, na Livraria Bertrand do Chiado (Lisboa), com apresentação a cargo de José Morgado, professor e investigador do Instituto Superior de Psicologia Aplicada – Instituto Universitário.

Parabéns, Bárbara!

É nacional, é bom...

... tem o selo de garantia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e não é caro!

A Science 4 you, apesar do nome em inglês, é 100% portuguesa e produz brinquedos didáticos.

Cá em casa, temos os baralhos de cartas. Os miúdos, a partir dos 6/7 anos gostam dos desafios, dos temas variados (matemática, dinossauros, ciência).
Uma boa ideia para uma prenda. Estão à venda, por exemplo, na Fnac e Bertrand assim como na loja online.


Visite o site aqui.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Papel versus Digital

Sim, vale a pena ler um livro em papel. Não sou fundamentalista, mas, por enquanto, cá em casa, ainda ganha o papel.

"Um livro eletrónico, apaga-se ou então, qual ficheiro colecionável, arquiva-se num local como grão de areia.
Mas um livro de papel…
Vale a pena ler um livro, folheá-lo, é uma relação mais quentinha.
Na montra ou no expositor dá-nos uma imagem e quando lhe pegamos tem um volume que se sente facilmente a três dimensões; tem uma capa e uma contracapa, dura ou mole, tem um odor, porventura um cheiro a novo, e tem um conteúdo que lido e entendido pode acompanhar uma vida.
Um livro de papel pode passar a fazer parte de quem o lê, das suas atitudes, dos seus sentimentos e emoções. Pode tornar-se numa companhia que pelo menos, havendo claridade está sempre disponível para permitir uma relação de intimidade mais ou menos prolongada com os conteúdos que estão escritos, e com as mensagens desencadeadas no leitor.
Um livro é um objeto com história, com um antes, um durante e um depois e sendo um livro de papel, não passa de moda, porque ao ser lido está na moda de quem o lê. Oferece materialmente uma estabilidade de relação com o leitor que é muito mais segura, fiel e palpável do que o virtual."
 Luís Patrício in Público
Leia o texto integral aqui.

Ana Soares

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Há cada vez mais alunos com sono porque estiveram no computador até tarde

e a nossa experiência na escola prova-o.
Os "gadjets" eletrónicos ocupam hoje um papel de importância capital na vida de miúdos e graúdos. Mas o pior é quando não se sabe parar...

Leia o artigo do Público sobre este tema aqui. Descubra os sinais de alerta, os sintomas e propostas para a mudança de hábitos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Olimpvs.net nas escolas

14 de Dezembro de 2012
Olimpvs.net no Colégio Miramar, em Santo Isidoro, Ericeira
Chove e o vento assobia com força. Os alunos do 5.º ao secundário entram ordenadamente na sala de aula onde muitos se sentam no chão. A porta tem de ficar aberta pois as janelas não se podem abrir devido ao mau tempo que faz lá fora. Somos muitos dentro da sala. Passa um pequeno filme preparado pelos professores Anabela Lopes, Denise Tomás e Marco Briosa. Apresento a colecção.
Perguntas? Não demoram a arrancar. As primeiras foram preparadas pelos alunos que pertencem ao Clube de Media e são lidas. As seguintes são espontâneas e feitas por todos, mesmo pelos que estão na fila de trás, os mais velhos, os que parece que terão prestado menos atenção à apresentação.
"Quando é que descobriu que gostava de escrever? Como é que tiveram a ideia? É fácil escrever com outra pessoa? Que livros gosta de ler? Gosta mais de Saint-Exupéry, Mia Couto ou...? O que diferencia Ana Soares e Bárbara Wong da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada?..." Cada vez mais difícil! "Qual é a pergunta que não gosta que lhe façam?"... E lá vou abrindo a alma àqueles alunos calados e atentos ao que vou dizendo.
É preciso terminar, avisa a professora Anabela Lopes. Os meninos batem palmas enquanto a docente me oferece um ramo de flores, alguns demoram-se a sair, ainda têm uma pergunta ou uma confissão para fazer. "Eu gostava de ser jornalista, mas se calhar vou ser médico", "Este Natal não vou ter prendas... a minha prenda vai ser o meu mano, que vai nascer!" Há ainda alguns livros para assinar.


16 de Janeiro de 2013
Olimpvs.net na Escola com 3.º ciclo e secundário de Caneças
Chuvisca. A escola é nova e o Olimpvs.net vai inaugurar o auditório com as quatro turmas do 7.º ano. No corredor de acesso a excitação é grande. Os alunos entram. Alguns mais irrequietos, com aquele ar de desafio nos olhos e no corpo que se esparrama nas cadeiras, pernas abertas, roupa desleixada. Outros sentam-se na pontinha das cadeiras novas, com a curiosidade no rosto.
Começo a apresentação. Termino a apresentação. "Já?!?", murmuram. "Perguntas?" Demoram a arrancar, até que começam. "Porque é que os heróis são duas raparigas e três rapazes e não há mais raparigas? Já pensaram introduzir mais heróis com poderes ou são só esses cinco? As duas raparigas são iguais a si e à Ana Soares? Onde é que foram impressos os vossos livros, o meu pai trabalha na Printer Portuguesa! [Coincidência, são impressos na Printer, deixando a aluna muito orgulhosa] Não querem fazer uma aventura na nossa escola? Porque é que não fazem O Túmulo Perdido II, podiam usar a lenda do espelho de Pandora... [Não conheço essa lenda, confesso. Então é aquela em que as pessoas se vêem ao espelho e as boas ficam más!] Quantas canetas gastou a escrever? [Não uso caneta, escrevo no computador, respondo. "Está mal, devia ser com caneta!", responde o rapaz indignado] É famosa? Não. Mas dá autógrafos? Sim Pode contar-nos um bocadinho de uma das histórias, pode ler?"
Sou apanhada desprevenida com o pedido. Leio duas páginas. A centena de rapazes e raparigas que se encontram à minha frente está em silêncio absoluto. Só ouço a minha voz. Quando termino, aplaudem. Fico sem saber o que fazer e sorrio. Os mais espertalhões abusam do aplauso, batem as palmas mais alto, mais intensamente, prolongando o momento.
É hora de acabar. As professoras dão-lhes os parabéns por se terem portado tão bem, confessam depois que nem sempre se comportam assim mas têm orgulho da "fornada deste ano". Sem dúvida, não envergonharam a escola, nem os pais. Estão todos de parabéns. Alguns ficam para trás, para uma sessão de autógrafos em folhas de papel. Uma das meninas segreda-me uma sugestão para um dilema que coloquei. "Excelente ideia, muito obrigada!"

sábado, 12 de janeiro de 2013

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"
Fernando Pessoa

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Professores e artistas experimentam novas estratégias na sala de aula

DEZ x DEZ

O Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência promoveu o projeto piloto DEZxDEZ com o intuito de envolver professores, artistas e alunos num trabalho de valorização de conteúdos curriculares do ensino secundário, estimulando a interação de perspetivas, dos saberes e da criatividade de cada um. O projeto visou especialmente estimular os professores, sujeitos a uma rotina difícil e desgastante, contribuindo para a renovação do seu reportório de ferramentas pedagógicas e de estratégias de comunicação na sala de aula. 

19 e 20 de janeito na Gulbenkian, 11h às 17h, auditório 2 e sala 1, entrada gratuita.

Mais informações disponíveis aqui.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Prova final de ciclo e Exame nacional - informações

No site do GAVE, já podem ser consultadas as informações relativas às provas finais de ciclo e exames nacionais 2013.

domingo, 30 de dezembro de 2012

2012 - A educação em avaliação

A Bárbara comenta o ano 2012 do ponto de vista da educação.
Espreite aqui, no site do Público.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Nadine Gordimer lê conto de Saramago

Foi o Público que me mostrou esta notícia: Nadine Gordimer lê o conto "Centauro" de Saramago para podcast do The Guardian.

Pode ouvir o texto aqui.

Bom fim de semana.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Coisas que podemos fazer com os livros - II

Podemos fazer ovos! Com as páginas dos livros que não têm nada para ver, mexemo-las e inventamos uma nova história com esta omoleta.

I e J

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Coisas que podemos fazer com os livros - I

Podemos fazer uma tenda com um livro!
A tenda serve para brincarmos lá dentro com bonecos e depois nós escondemo-nos à sombra das suas histórias.

I e J (5 e 9 anos)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Poema do Menino Jesus, de Alberto Caeiro

 Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
(...)
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
(...)
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
(...)
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
(...)
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Livros digitais

À distância de um click, temos neste site excelentes textos, em versões integrais, para ler e ver com as nossas crianças nestas férias de Natal.
Faça as suas escolhas aqui.




Eu recomendo este, O Pássaro da cabeça, do António Pina.