domingo, 4 de novembro de 2012

Da Finlândia para a Alemanha

Andámos anos e anos a visitar a Finlâdia, à procura de inspiração para a nossa escola, na tentativa de trazer o modelo de sucesso tão reconhecido pela OCDE. Agora, descobrimos a Alemanha, o sistema educativo alemão vocacionado para o profissional, desde cedo... E fazer avaliações do que se tem experimentado? Não se fazem?
BW

sábado, 3 de novembro de 2012

Professores sem escola, amanhã na SIC

Domingo, dia 4 de novembro, no ‘Jornal da Noite’

‘GRANDE REPORTAGEM’ – “PROFESSORES SEM ESCOLA”

Durante quase uma década, Silvana Lagarto e José Vicente foram professores de EVT, Educação Visual e Tecnológica, o grupo de docentes mais atingido pela reforma liderada pelo Ministro da Educação Nuno Crato. Estes dois professores dificilmente voltarão a ser colocados. Margarida Carvalho e Tiago Galveia, professores de Ciências e de Geologia, também ficaram de fora das listas de colocação pela primeira vez em seis anos. Maria Santana, docente de Filosofia, está ainda à espera de ser colocada, ao fim de 15 anos dedicados ao ensino.
Os cortes no Orçamento da Educação de 2012 deixaram milhares de professores sem trabalho e o ensino mais pobre.
As linhas gerais da re-estruturação foram definidas pela Troika, mas Nuno Crato e Vitor Gaspar levaram mais longe as orientações inscritas no memorando.
O corte no orçamento da Educação em 2012 rondou os 600 milhões de euros, três vezes mais do que os 195 milhões exigidos pela Troika. O orçamento de 2013 prevê ainda mais cortes.
A ‘Grande Reportagem’ deste domingo analisa as reformas na Educação, as consequências no ensino público e na vida de professores que, de um momento para o outro, ficaram desempregados.
Estará em causa o futuro da Escola Pública?
Professores Sem Escola é uma reportagem de Sofia Arêde, com imagem de Rodrigo Lobo e edição de Imagem de Ricardo Tenreiro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A morte

A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
Pablo Picasso

Para cantar o pão-por-deus...

... visite aqui o link com as canções do CD e livros "Canta o Galo Gordo."

Pão-por-Deus,
Ou um bolinho,
P`ra levar neste saquinho.
Bolinhos
Ou bolinhós,
P`ra levarmos aos avós. 

Se nos der
Algum Bolinho,
É porque é um bom vizinho.
Se não der
Mesmo nadinha,
Cheira mal esta cozinha!

Não é preciso dar muito,
O que conta é a intenção!
Pão-por-Deus, é hoje o dia...
Abra a porta e o coração!



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Portugal e os judeus

Segunda e terça-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, debateu-se sobre Portugal e o Holocausto e foi conhecido um projecto interessante que um grupo de alunos do secundário fez na extinta Área Projecto. Lembrou-me a visita ao Museu do Holocausto, em Washington, onde um pequeno folheto com um rosto e um nome nos ajudava a ver a exposição e onde ficávamos a saber o destino daquela pessoa.
E agora, muito haveria para dizer sobre Área Projecto mas estou cansada e triste... Apetece-me só dar um argumentozinho em favor da área não curricular e do emprego dos professores – esquecendo a importância que, de facto, tinha para a construção da cidadania dos alunos – : se houvesse Área Projecto, os professores tinham os seus horários mais ocupados e haveria mais docentes nas escolas.
BW

Pão por Deus vs. "trick or treat"

A tradição já não é o que era. Porque é que temos de adoptar as tradições dos outros, quando temos as nossas?
Irrita-me a história do Halloween, das máscaras e das decorações temáticas. Sobretudo quando nós temos uma tradição para o dia de todos os santos.
As crianças pegam em sacos de pano e vão bater às portas dos vizinhos para pedir o "pão por Deus".
Os meus já não o fazem porque são grandes demais para o fazer – a adolescência tem destes senãos – mas os sacos vinham sempre cheios de chocolates, gomas, rebuçados, 'beijinhos', madalenas, bolachas, mas também de frutos secos (castanhas, nozes e figos) como no tempo das avós.
E a tradição não se fica pela recolha dos doces. Há o convívio com os vizinhos, saber como estão, como se sentem, dar um abraço, um beijo. E isto é tão diferente e tão mais genuíno do que o vestir uma máscara...
BW

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Um chá para Alice

Imagem de Vladimir Clavijo, patente na FCG (DR)
O chapeleiro louco, o gato de Cheshire, a rainha de copas, personagens de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, foram retratados por 21 ilustradores internacionais que integram uma exposição a inaugurar esta semana, em Lisboa.

Um chá para Alice abre ao público amanhã, dia 1 de Novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, e apresenta ilustrações de 21 autores que deram uma nova interpretação visual à história criada há mais de cem anos por Lewis Carroll. A exposição ficará patente até Fevereiro.

O direito a não emigrar

Ontem, o Papa apelou ao "direito a não emigrar" como um direito fundamental e convidou os os governantes a fazerem tudo para que as populações permaneçam nos seus países.


“Migrar torna-se então um calvário para sobreviver, onde homens e mulheres aparecem mais como vítimas do que como actores e responsáveis da sua aventura migratória”, observa o Papa.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Histórias de Pontuar, lançamento este sábado

"Era uma vez uma história sem sinais de pontuação".
É assim que começa o livro Histórias de Pontuar. A história da Dona Gramática, da Vírgula Virgulina e de outras personagens saídas de um qualquer compêndio de pontuação surge magicamente ilustrada pela Marta, com o traço poético a que já nos habituou.

Se ainda não conhece o trabalho da Suzana (autora do texto) e da Marta (ilustradora, também responsável pela imagem do educar em português) pode começar por folhear este novo livro aqui .
Se gostar, passe pelo lançamento, na Fnac, no próximo sábado.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Bom fim-de-semana!

Lá por casa há quem esteja a tentar aprender coreano com esta bela música que critica o estilo novo-rico dos jovens sul-coreanos. (Sim, não é uma piroseira qualquer, é uma canção de intervenção! Que o diga o artista chinês Ai Weiwei). PSY é o sul-coreano do momento!
A coreografia já sabemos quase toda, as palavras em inglês e o refrão também. Falta o resto!


Quanto custa um aluno no ensino português?

Na verdade, ainda não sabemos...
Apesar de o Tribunal de Contas ter feito um estudo e ter chegado à conclusão que um aluno do público fica mais barato do que o do privado, em média, a verdade é que não sabemos porque as contas do TC referem-se ao ano de 2009/2010 e incluem os alunos das Novas Oportunidades. Portanto, eu diria que se as contas fossem feitas hoje, um aluno do público ficaria ainda mais barato porque há menos professores, há menos funcionários, há menos ensino para adultos, há menos disciplinas, é tudo a subtrair, logo, mais barato. Por isso, as declarações de satisfação das escolas privadas são vazias.
BW

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"A vida não é só alegria"

Todos os dias somos bombardeados com as decisões de um ministro que deve tanto ao país que pagou a sua extraordinária educação, que sente ser um dever messiânico esmagar-nos com mais do que a troika lhe exige. Há um anseio desesperado por se ser um bom aluno, o melhor aluno, custe o que custar. E, por isso, temos de pagar, pagar, mesmo que não consigamos. Ñão interessa. Os velhos ficam com uma reforma insustentável para viver? Melhor, reduz-se agora a reforma e daqui a dois meses o corte é definitivo porque o velho já morreu e assim vamos resolvendo o problema da sustentabilidade da segurança social! A família que recebe o RSI vai ter ainda menos? Azar. Vá trabalhar, emigre, mate-se, faça qualquer coisa, mas desampare a loja! Se não, pague!
Esta filosofia do castigo - vamos ser todos castigados porque andámos a festejar, a gastar o que não tínhamos por demasiado tempo - chega também à educação.
Nesta área o castigo não se chama "austeridade", mas "exigência".
“A escola moderna é onde se aprende, onde se respeitam os professores, é a que tem metas claras de aprendizagem, onde se avalia, onde se ensina os jovens que a vida não é só alegria, a vida é muito trabalho, disse hoje Nuno Crato na inauguração de um centro escolar. Há dois dias na televisão dizia que a leitura não é só prazer... É o castigo. Castigo. Castigo.
Quem é que, neste momento, vê a vida como uma alegria? Os miúdos que vão para a escola com fome? Os pais que estão desempregados? Os professores com carreiras congeladas e sem subsídio?
Senhores ministros, já todos percebemos e sentimos na pele a ausência da alegria.
BW
PS: A Escola Moderna é um movimento que promove uma escola democrática e responsável.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"Galo Gordo - Este dia vale a pena"



"Galo Gordo - Este dia vale a pena": é um regresso do Galo Gordo, com poemas musicados que, desta vez, falam sobre os dias que valem a pena!
Um livro bom para agitar os ânimos, no melhor sentido possível, nesta fase atribulada que vivemos...
Se puder, aproveite o concerto de lançamento no dia 27 de outubro, às 16 horas, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

domingo, 21 de outubro de 2012

Feira de Frankfurt

Veja aqui a edição do programa LER+ sobre a feira de Frankfurt onde, mais do que o destaque aos novos autores ou editoras, se reflete sobre as novas formas que o livro está a assumir e o que se perspetiva para o futuro do livro.

sábado, 20 de outubro de 2012

Plano bullying: Como apagar o bullying da escola

Luís Fernandes e Sónia Seixas juntaram-se e escreveram Plano Bullying: Como apagar o bullying da escola, editado pela Plátano Editora. Hoje foi o lançamento na Fnac do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. Por ausência da autora do prefácio, a professora Margarida Gaspar de Matos, coube-me a apresentação do livro.
Esta é uma obra feita a pensar nos professores e é um trabalho muito completo (há um livro e um cd-rom) porque além do lado da investigação - através da qual vai respondendo a todas as dúvidas dos professores sobre o mundo do bullying -, tem propostas concretas para aplicar na escola.
Os autores pedem que não se ignore o bullying e lembram que este não é uma coisa própria da adolescência, não é nenhum rito de passagem, é violência, intimidação, humilhação e magoa sempre. Às vítimas, o bullying faz mal à saúde e ao aproveitamento escolar. Faz tão mal à saúde que, por vezes, há jovens e adolescentes que não resistem e encontram na morte a solução para os seus problemas.
Este é um livro, repito, dedicado aos professores e, por isso, aproveitei para falar do papel dos pais - estes, acredito, têm um papel fundamental para preparar/educar os filhos de maneira a que não seja vítimas ou agressores. E depois de dizer como é importante o nosso exemplo, Luís Fernandes recorda uma história real que aconteceu com ele, na agrupamento de escolas (um TEIP) onde trabalha, em Beja. A história de uma criança que chega ao pé do adulto feliz por ter conseguido resolver um conflito sem o uso da força, sem dar porrada em ninguém, mas através do diálogo. Um miúdo que sai da escola feliz e que, no dia seguinte, regressa triste e cabisbaixo. O que se passara? A mãe dissera-lhe que nenhum filho dela resolve as coisas a falar, mas sim recorrendo à força física.
Portanto, aos professores que vão franzindo o sobrolho porque aqui está mais um livro para lhes dar trabalho, que o bullying não é nada consigo, é uma coisa de miúdos e eles que resolvam entre si... Errado, os professores devem ensinar as suas disciplinas mas também ajudar a preparar os homens e as mulheres de amanhã porque nem todos os pais sabem dar o exemplo, sabem educar.
BW

António Manuel Pina e Fernando Pessoa, o fingimento poético

"Eterna  criança,  o  homem  é  naturalmente  atraído  pelo  carácter
fundamentalmente lúdico que anima todas as formas de arte, pelos jogos de
palavras, pelo misterioso poder que têm as palavras, não só para designar o
mundo, mas também para criar o mundo.
De facto, a literatura é, sobretudo,
uma arte de fazer de conta; é, como Blanchot diz, ilusão; ou fingimento,
como,  por  sua  vez,  diz  Pessoa.  Quando  lemos  um  livro,  suspendemos  a
incredulidade. À porta de qualquer obra literária está sempre a inscrição:
“Para aqui entrares, tens que fazer de conta que acreditas”.

O  poeta  [a  poesia  é  o  campo  de  observação  por  excelência  da
literatura pois a poesia é, talvez, literatura em estado puro] o poeta, dizia
eu, escreve, ou faz de conta, com a mesma seriedade com que uma criança
brinca. As fronteiras teóricas entre literatura e verdade, entre Dichtung e
Wharheit, são,  como  nos  jogos  infantis,  hesitantes  e  imprecisas.  Para  os
românticos  [e  românticos,  ou  seus  herdeiros,  todos  nós  somos,  ou  ainda
menos] a dor é a mãe de toda a verdadeira poesia. Mas a dor e o sofrimento
sinceros, isto é, sem fingimento, são a mãe [e o pai, e a família toda] da
maior  parte  da  má  poesia  que  se  escreve.  Muita  da  grande  poesia  pode
ter nascido da dor, mas o que a autonomiza da dor e a diferencia do mero
espasmo doloroso é o fingimento, a capacidade de o poeta fingir “a dor que
deveras sente” tornando-a poeticamente verdadeira. A poesia é forma, e
essa é a sua verdade. Se a dor do poeta que eventualmente terá gerado o
poema é “verdadeira” ou “falsa”, a sua verdade por assim dizer “vivida”, é
assunto, como diz Jacobson, com interesse apenas para a Medicina Legal. (...)
Na poesia, as palavras e as suas relações são as formas que os nossos
sentimentos ou a memória deles tomam. Com elas, o poeta, como a criança
brincando, cria, escrevendo, uma verdade outra, tão ou mais verdadeira.
Uma verdade autónoma, cuja autenticidade não depende da verdade ou  

da não-verdade do sentimento [e quem diz sentimento diz pensamento ou
mera impressão ou emoção] que eventualmente lhe terá estado na origem. "


texto integral aqui

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Novos manuais e livros para alunos invisuais e disléxicos

"Como lê uma criança cega ou com baixa visão? Através de audiolivros. Estes chegam também, e pela primeira vez, aos alunos com dislexia." O projecto, uma parceria do Ministério da Educação, da Fundação Vodafone Portugal e da Porto Editora, foi apresentado esta quinta-feira em Lisboa.
Leia a notícia do Público aqui.