quarta-feira, 7 de março de 2012

Se sou amado

quanto mais amado,
mais correspondo ao amor.
Se sou esquecido,
devo esquecer também,
pois o amor é como um espelho
tem de ter reflexo.
Pablo Neruda

segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

As palavras - II

"Mas houve uma menina que gostava como ninguém das praias. Nessa altura já havia a palavra “amor” e todos percebiam que ela amava o mar. Pelo dia fora corria a praia, dançava com os pássaros, brincava com as ondas, escondia-se na areia. Quando à noite ia dormir para casa, cada gesto que fazia cheirava a mar, lembrava o mar.
Mas vieram os frios. O tempo da casa. O tempo do trabalho. Cada vez mais triste, cada vez mais quieta, a menina passava o tempo sentada na praia, sem forças nem alegria tentando meter o mar dentro dela. E chegou o dia em que o pai teve de a ir buscar à praia Também estava triste o pai. E procurou conversar com ela, com as palavras que então havia. Mas ela só chorava. E quando devagarinho o pai lhe pegou ao colo, entre lágrimas nasceu da boca de uma menina a palavra “saudade”. Nessa altura uma grande onda espalhou junto aos dois muitos búzios e conchas. O pai pousou a filha no chão e começaram a apanhá-los. De repente cheio de alegria ele disse à filha uma palavra nova que o seu coração naquele instante lhe ensinara: “recordações”.
E cheios de búzios e conchas entraram, sorrindo, pelo inverno dentro.
Desde então sempre que a palavra “saudade” entristece as mães, os filhos, os homens, eles chamam a correr a palavra “recordações” e devagarinho começam de novo a sorrir.”

Graça Vilhena, Do lado de cá das fadas

sábado, 3 de março de 2012

As palavras I

Antes dos homens não havia palavras. Foram os homens que as inventaram. E não as inventaram todas ao mesmo tempo. É devagar que tem vindo a acontecer.
A palavra “amor” por exemplo como é que terá aparecido?Terá sido uma mãe para adormecer o filho? Ou foi um namorado que queria oferecer à amada a pele de um grande bicho que matara?
E a palavra “sol” quem a terá dito pela primeira vez? Se calhar foi um menino que veio a correr cá fora apanhar um raio de luz e o levou para um quarto escuro.
E as palavras que ainda estão por inventar? Quem as dirá? O que é que nos ensinarão a dizer? Uma coisa é certa, de cada vez que uma palavra nasce a vida torna-se melhor, porque melhor nos entendemos.
Uma história bonita é a da palavra “saudade”. Principalmente porque de mãos dadas com ela apareceu logo outra a seguir, outra que a aquece.
Diz-se que foi assim. São muito antigas as praias. Mais velhas que os homens. Mas sempre foram abertas, azuis, cheias de espaço e luz. E sempre os homens e os seus filhos gostaram de passar nelas todo o tempo que podiam. Até as chuvas e os ventos os empurrarem de volta às suas terras."


Graça Vilhena, Do lado de cá das fadas

sexta-feira, 2 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Revisão curricular deve garantir tempo próprio para Formação Cívica, defende CNE

"O Conselho Nacional de Educação recomenda ao Governo que, no âmbito da revisão curricular para o ensino básico e secundário, assegure um tempo próprio de Formação Cívica."  noticiou o Público.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"A Casa Sincronizada"

O livro "A Casa Sincronizada", de Inês Pupo e Gonçalo Pratas e ilustrações de Pedro Brito,venceu ontem o Prémio SPA/RTP 2012 na categoria de Melhor Livro Infanto Juvenil.
Parabéns!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Teste Intermédio Português - 12º ano

Os critérios de classificação do teste intermédio de Português - 12º ano já estão disponíveis e podem ser consultados aqui. São muito semelhantes aos dos exames nacionais tanto na formulação, quanto nos pesos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Teste Intermédio de Português

Amanhã, realiza-se o 1º teste intermédio de Português - 12º ano.
O mesmo, segundo a informação do GAVE, versa sobre os conteúdos do funcionamento da língua lecionados no 10º e 11º anos (isto porque no 12º ano não há, neste domínio, "matéria nova") e sobre competências de leitura, interpretação e escrita. Não incide sobre os textos / autores do 12º ano.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bom fim de semana

Cavalo de Guerra: um filme sobre guerra ... para jovens.

Ainda não vi, mas no programa  "Janela Indiscreta" ouvi o jornalista Mário Augusto propor esta definição para o último filme de Spielberg que me parece combinar com o que vi na apresentação.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A foto vencera do WPP e a sua história

Viram a imagem vencedora do World Press Photo? Aquela pietá constituída por uma mulher de véu e um homem frágil, que não sabemos se está morto, se vivo. Ao contrário de Maria que tem nos seus braços o filho morto. Esta é a história de Fatima que reencontra o seu filho, ainda vivo.
Esta é daquelas histórias maravilhosas que devemos partilhar com os nossos filhos (os mais crescidos): o amor das mães é inesgotável e muito mais corajoso do que qualquer um; e a coragem de lutar por aquilo em que se acredita ...
É, lamentavelmente, uma história ainda sem um final feliz.
Para ler aqui .
BW
PS: E lembram-se do tempo que demorou a descobrir a dona daquele rosto que fez a capa da National Geographic, uma rapariga afegã, lindissima com os seus olhos claros? Anos! Agora, graças ao Facebook e aos telemóveis, foi um instantinho!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Para marcar na agenda

Um tema que é, no mínimo, polémico!

A Fundação Maria Ulrich, em parceria com o Fórum para a Liberdade de Educação convida-o a participar na terceira das Tertúlias da Educação, sob o tema As escolas privadas são melhores do que as públicas?, apresentado por Carmo Seabra.

Terá lugar dia 24 de Fevereiro, entre as 18h00 e as 19h30, na Fundação Maria Ulrich, Rua Silva Carvalho 240 (junto às Amoreiras), Lisboa.
http://www.blogger.com/img/blank.gif
Entrada livre, sujeita a confirmação de presença através de: .

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hugo - Depois do filme, o livro


A história que estou prestes a partilhar convosco passa-se em 1931, sob os telhados de Paris. Aqui, irão conhecer um rapaz chamado Hugo Cabret, que, há muito tempo, descobriu um misterioso desenho que mudou a sua vida para sempre.
Mas antes de virar a página, imagine-se sentado na escuridão, à espera do início de um filme. No ecrã, o sol nascerá em breve e vai dar por si a aproximar-se de uma estação de comboios, em plena cidade. Atravesse rapidamente as portas até chegar a uma entrada cheia de gente. Vai dar pela presença de um rapaz no meio da multidão. Ele começará a caminhar ao longo da estação. Siga-o, pois trata-se de Hugo Cabret. Tem o seu imaginário cheio de segredos e aguarda o início da sua história.

 Brian Selznick, A Invenção de Hugo Cabret, Gailivro


 

A edição portuguesa de A Invenção de Hugo Cabret, com ilustrações e textos de Brian Selznick, editado pela Gailivro/Asa editores, é um livro maravilhoso.
Trata-se de uma excelente novela gráfica que, por isso mesmo, combina palavras e imagens. Apesar do volume ser aparatoso e de muitas páginas, está ao alcance dos mais pequenos, pois cada capítulo apresenta uma longa sequência de criativas imagens a carvão que o ilustram.
Para ler os desenhos e as palavras!