segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hugo - Depois do filme, o livro


A história que estou prestes a partilhar convosco passa-se em 1931, sob os telhados de Paris. Aqui, irão conhecer um rapaz chamado Hugo Cabret, que, há muito tempo, descobriu um misterioso desenho que mudou a sua vida para sempre.
Mas antes de virar a página, imagine-se sentado na escuridão, à espera do início de um filme. No ecrã, o sol nascerá em breve e vai dar por si a aproximar-se de uma estação de comboios, em plena cidade. Atravesse rapidamente as portas até chegar a uma entrada cheia de gente. Vai dar pela presença de um rapaz no meio da multidão. Ele começará a caminhar ao longo da estação. Siga-o, pois trata-se de Hugo Cabret. Tem o seu imaginário cheio de segredos e aguarda o início da sua história.

 Brian Selznick, A Invenção de Hugo Cabret, Gailivro


 

A edição portuguesa de A Invenção de Hugo Cabret, com ilustrações e textos de Brian Selznick, editado pela Gailivro/Asa editores, é um livro maravilhoso.
Trata-se de uma excelente novela gráfica que, por isso mesmo, combina palavras e imagens. Apesar do volume ser aparatoso e de muitas páginas, está ao alcance dos mais pequenos, pois cada capítulo apresenta uma longa sequência de criativas imagens a carvão que o ilustram.
Para ler os desenhos e as palavras!


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sugestão



"A Invenção de Hugo conta a história de um órfão vivendo uma vida secreta nas paredes de uma estação de trem em Paris. Com a ajuda de uma garota excêntrica, ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente, o mau humorado dono de uma loja de brinquedos que vive abaixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente sem chave."
Visite o site oficial aqui.
A não perder! 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ainda o tema do calendário dos exames nacionais 2012

"Três ou quatro exames nacionais realizados numa única semana. Esta é a consequência de todos os candidatos a exame no ensino secundário terem de os fazer na 1.ª fase."

Esta frase pode ser lida aqui, na notícia do Público, e decorre das afirmações de um representante da Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário.

Mas, bem vistas as coisas, isto não é exatamente assim.

Este ano, os meus alunos do 11º ano de ciências, por exemplo, irão fazer apenas dois exames: Física e Química A (terça-feira, dia 19) e Biologia Geologia A (segunda-feira, dia 25). E, como se pode verificar, estes exames têm quase uma semana de intervalo entre si.
Os alunos do 12º irão fazer  exame de Português e de Matemática. Um na segunda e outro na quinta-feira (neste caso, da mesma semana).
A situação a que o aluno se reporta, na notícia, só poderá acontecer no 12º ano e no caso dos alunos que decidam fazer, para além dos exames obrigatórios, várias melhorias dos exames do ano anterior ou disciplinas que não fazem parte do seu curso.

Ana Soares

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Movimento de oposição ao Acordo Ortográfico

"Petições no Parlamento e na Internet, uma queixa na Provedoria de Justiça por "inconstitucionalidade" e uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos são algumas das acções em curso."
Leia a notícia do Público aqui .

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O amor é saber que há uma parte de nós que deixou de nos pertencer

José Luís Peixoto

Exames Nacionais do Secundário

aqui divulgámos o calendário dos exames nacionais 2011/12.

Resta destacar, quanto aos do ensino secundário, que este ano a 1ª fase é obrigatória.
Se nos anos anteriores, os alunos podiam escolher as fases a que queriam ir (decidindo, por exemplo, para uma melhor gestão do tempo, ir à de Matemática na primeira fase e à de Português na segunda), este ano todos terão de ir à 1ª fase.
O acesso à 2ª fase fica condicionado aos alunos que não obtiveram aprovação na 1ª ou que queiram fazer melhoria de nota.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O desastre da educação

"O principal culpado pelo desastre da educação em Portugal é: você. Sim, refiro-me ao encarregado de educação, que passa a vida culpando os outros em vez de aceitar que o fracasso do processo começa em casa."

"Os principais responsáveis pela educação não são os professores mas sim os próprios pais. É claro que são os professores que dão as aulas, que sabem ensinar Português e Matemática, História e Geografia. Mas todo este esforço vale pouco ou nada se não começa num ambiente familiar que dá valor ao esforço e à disciplina que uma boa educação exige.
A única desculpa que vejo para os nossos encarregados de educação é que estamos perante uma questão 'cultural'. A mentalidade do 'desenrasque' e do 'chico esperto' também se manifesta na escola: um gaba-se do seu novo método de 'copianço' como se se tratasse de uma conquista amorosa; outro orgulha-se por ter passado a cadeira 'sem estudar quase nada'; e o aluno mais cool é o que se lembra de mais 'partidas' durante as aulas.
Mas o pior não é tanto a atitude dos adolescentes como a reacção dos adultos: o sorriso que traduz uma certa nostalgia ("hã, se soubesses o que eu fazia na tua altura"); o piscar de olho que manifesta aprovação ("assim é que é!"); ou simplesmente a indiferença."

Luís Cabral in  Expresso, "economia", p.38

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Calendário dos exames nacionais e provas finais

Já foi publicado o calendário para os exames nacionais 2011/2012.

Em síntese,

1º ciclo:
Língua Portuguesa - 9 de maio
Matemática - 11 de maio

2º ciclo:
Língua Portuguesa - 19 de junho
Matemática - 22 de junho

3º ciclo:
Língua Portuguesa - 18 de junho
Matemática - 21 de junho

secundário:
1º fase - 18 a 26 de junho
2ª fase - 13 a 18 de julho

Exame nacional de Português (639)
1º fase - 18 de junho, 14h
2ª fase - 13 de julho, 9h

Fernando Pessoa, Plural como o Universo

Exposição inaugurada esta semana na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, onde fica até 30 de abril. A mostra possui ainda uma forte componente multimédia, composta por filmes e poemas ditos.
A visitar!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jornal estatal angolano rejeita Acordo Ortográfico

"O novo Acordo Ortográfico começou a ser aplicado nos documentos do Estado a 1 de Janeiro, vigorando em todos os serviços, organismos e entidades na tutela do Governo português. No entanto, existem ainda instituições que não o aplicaram, como a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa ou o Centro Cultural de Belém, que voltou atrás na decisão depois do novo presidente Vasco Graça Moura ter ordenado que todos os conversores – ferramenta informática que adapta os textos ao acordo – fossem desinstalados dos computadores da instituição. Desde então, a discussão tem estado em aberto, tendo surgindo cada vez mais vozes contra a aplicação do acordo.

Agora o tema chegou às páginas do jornal angolano de capitais públicos, depois da reunião, em Lisboa, dos ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde se pode ler que “nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante”. No editorial, o jornal escreve que a questão do Acordo Ortográfico foi um dos temas debatidos na reunião de ministros, uma vez que a Angola e Moçambique ainda não o ratificaram.

O jornal, dirigido por José Ribeiro, escreve que é importante que todos os países “respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige”, arrebatando assim o argumento de que o Acordo Ortográfico servirá para aproximar as comunidades de língua portuguesa."

in Público

Leia o texto integral aqui.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Novos Desafios no Ensino do Português

Com organização de Madalena Teixeira, Inês Silva, Leonor Santos, a publicação Novos Desafios no Ensino do Português está disponível para leitura aqui. Sugiro a leitura do artigo "O Ensino do texto literário no 3º ciclo" que, em coautoria, apresentei na Escola Superior de Santarém a convite do Departamento de  Línguas e Literaturas. Destaco ainda o texto "O sustentável desafio da escrita" a propósito dos NPPEB.

Ana Soares 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quando Está Frio no Tempo do Frio

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.

Alberto Caeiro, in  "Poemas Inconjuntos "

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

D. Sebastião está de regresso!

D. Sebastião está de regresso, desta feita pela mão de Nuno Markl e Patrícia Furtado, numa edição da Alfaguara Infantil. Uma combinação que só podia ter sucesso. As ilustrações originais e variadas, associadas à imaginação do jornalista Nuno Markl dão vida a esta personagem histórica que reaparece no meio de um congestionametno de tráfego. Uma leitura divertida para miúdos e graúdos!