quarta-feira, 8 de junho de 2011

Testes intermédios do 1 º ciclo - Matemática

Hoje foi o teste intermédio de Matemática do 2º ano



Hoje foi o teste intermédio de Matemática. Fui agora espreitar a prova, dividida em caderno 1 e caderno 2, e respectivos critérios de classificação.
Não sendo a minha área, ainda assim, pareceram-me evidentes alguns aspectos:
- muitas das tarefas pedidas afastaram-se daquelas que os alunos estão habituados a resolver, independentemente do grau de dificuldade das mesmas;
- a interpretação seria a chave de ouro para a resolução de muitos dos exercícios (mais do que o cálculo) e as instruções, em algumas questões, eram confusas para estas idades.

A propósito do exercício 5, aqui fica um exemplo dos critérios de classificação. Neste caso em particular, não acredito que, para chegar à resposta, algum aluno tenha pensado 45-20 ou 16+8+1. O mais provável é terem contado as joaninhas... Mas, os critérios salvaguardam esta hipótese. Esta e outras tantas em que alunos do 2º ano não terão pensado, de certeza...


Associei ainda alguns dos exercícios, nomeadamente o dos bolos (ver imagem infra), aos que o meu filho, também do 2º ano, resolve no âmbito da "Matemática Divertida", clube que, na escola, dinamiza actividades complementares no domínio da disciplina. Estas afastam-se, claramente, das propostas do manual adoptado.


O Público hoje destaca que, de acordo com o ME, «a informação reunida nestes testes intermédios do 2.º ano “(...) deverá contribuir para a preparação do próximo ano lectivo”».

Ana Soares

Boas práticas de escolas portuguesas

"A associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) está a promover projectos de parceria com 60 escolas de todo o País, que visam reduzir de forma significativa as taxas de abandono e de insucesso escolares.", noticiou o jornal Público.

Tomei contacto com esta associação aquando da leitura do livro Escolas de Futuro - 130 boas práticas de escolas portuguesas, para Directores, Professores e Pais.
Porque nem tudo é mau.
Há muito boas práticas nas nossas escolas e este livro apresenta algumas. As escolas que as implementam são identificadas e as ideias, concretas e reais, ganham assim força.
Inspirador, mas realista.

Ana Soares

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pina Bausch: obrigada!

Foi em 2008, a última vez que Pina Bausch esteve em Portugal, a própria, um ano antes de morrer.
Pensámos, pensámos e decidimos levá-los a ver Cafe Muller, no São Luiz, em Lisboa. Eram pequenos, mas era uma oportunidade única. Ele tinha dez e ela oito. Explicámos: "O pai e a mãe gostam muito do trabalho desta coreógrafa, é uma mulher cheia de imaginação, os seus bailarinos são magníficos. O pai viu esta peça há muitos anos e está tão feliz por poder partilhá-la connosco. Tu [ela] ainda não tinhas nascido e ela imaginou uma coreografia a pensar em Lisboa que o pai e mãe viram juntos. Eram danças felizes, um bocadinho diferentes do que vamos ver hoje...".
Quando chegámos, não se viam crianças, só os adultos do costume, os seres cultos e iluminados da cidade, os que vemos no CCB, no Teatro Aberto ou no cinema King.
Eles sentiram que era mesmo uma coisa diferente! Todo aquele alvoroço, todas aquelas pessoas entusiasmadas, excitadas com o que se ia ali passar... Um casal perguntou-lhes se não queriam trocar de lugar, que veriam melhor. Obrigada!
E depois, ficou-lhes para sempre gravado na memória a correria, as cadeiras a cairem, a serem derrubadas naquela pressa de as tirar da frente dos corpos que vagueam pelo café, os gestos repetidos, os diálogos mudos, os desencontros e encontros.
Perceberam tudo o que viram? Não. Precisaram de contextualização? Sim. Perceberam o que representava aquela personagem de Pina, a solidão, a fragilidade, o abandono? Não. Perceberam porque é que eu chorei o tempo todo? Não. Mas vibraram porque nós vibrámos. E perceberam que Pina era grande, magnífica, diferente e que foi um enorme privilégio para eles verem-na dançar.
Agora repetimos a experiência, desta vez de óculos 3D postos. Mais uma vez, eles eram as únicas crianças na sala. Desta vez, do cinema. Recordaram o que tinham visto e não tinham esquecido. Podemos partilhar com eles o que já tínhamos visto, há muitos anos (muitos!): a Sagração da Primavera, a Água, o Baile...
Perceberam tudo? Não. Mas os gestos e os movimentos ficaram guardados nas suas memórias, na construção do seu gosto, e, nos seus corpos, nas brincadeiras onde reproduzem repetidamente aqueles movimentos, que têm tanto de belo como de físicamente exigentes, como viram fazer aos bailarinos de Pina.
BW

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Somos os principais responsáveis por moldar os nossos filhos?

Sim, somos. Não somos os únicos, mas deveríamos ser os principais, embora nem sempre seja fácil sobrepor a nossa voz, o nosso corpo, o nosso exemplo, às vozes que vêm de fora.
A mãe de Obama, Ann Dunham (Stanley Ann Dunham Soetero), foi a grande responsável pelo homem que é: If you are going to grow into a human being,” she told him early, “you are going to need some values.
BW

Um bom cenário para falar de sexualidade com os miúdos

Exposição "Sexo… e então?!", no Pavilhão do Conhecimento

A maior mais valia desta exposição, que hoje vos recomendo, é, na minha perspectiva, criar um cenário, lúdico e divertido de onde os pais ou professores podem partir para uma conversa sobre a sexualidade. E muitas vezes é disto que precisamos, de um cenário que despolete a conversa e, eventualmente, perguntas. Com informação rigorosa, mas de forma divertida, pode ser explorada por crianças de diferentes idades. Eu esperei pelo fim do ano lectivo para levar lá os meus dois filhos. E resultou.
Eles gostaram especialmente de alimentar um bebé na barriga da mãe e ver as suas reacções face aos diferentes alimentos, os saudáveis e os não saudáveis. Olharam-se ao espelho e viram, de forma divertida, o seu corpo modificar-se ao longo da puberdade. Viram um filme e perceberam como se desenvolve um bebé ao longo dos 9 meses de gravidez.
Ela brincou e reteve o essencial. Ele aprofundou alguns conceitos e também aprendeu alguns nomes. Ainda se engana e diz que a "culpa" de tudo o que acontece na puberdade é das hortenses. Ela corrige e insiste que é das hormónias. Têm 8 e 4 anos e gostaram. A mãe também se divertiu com eles.

Porque a exposição está a terminar, renovo agora a sugestão de que a Bárbara já falou no início do ano lectivo.
Aproveitem.

Ana Soares

domingo, 5 de junho de 2011

Tão bom! 3



E pronto! Agora vão ouvir os outros ao Youtube...
Obrigada e bom domingo! E vão votar...
BW

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Souto de Moura, Obama e o Pritzker

Foi bonito e fez bem ao ego ver Obama na entrega do nobel da arquitectura, o Prémio Pritzker norte-americano a Eduardo Souto de Moura.
Em 30 anos de existência do prémio só uma vez um presidente dos EUA tinha ido à entrega do mesmo, foi Bill Clinton quando o premiado foi Renzo Piano, em 1998.
Ao contrário de Clinton, Obama não falou de política mas de arquitectura. Definiu-a como "obras de arte que podemos atravessar e onde podemos viver". Disse que a arquitectura "pode ser vista como a mais democrática forma de arte". Depois, comparou o arquitecto português a Thomas Jefferson, autor da Declaração de Independência e da sua própria casa, na Virgínia. Aos olhos de Obama, um e outro passaram "a sua carreira a desafiar as fronteiras da sua arte, mas fazendo-o de forma a servir o bem público, num estilo que parece não ter esforço e é belo ao mesmo tempo" - é isso que se quer da arquitectura, não é?
Obama concluiu que são “Obras intemporais, que nos trazem alegria e nos ajudam a tornar este mundo um lugar melhor.”
Depois, Souto de Moura discursou em português.
BW

Tão bom!

"O Grupo Vocal da Escola Básica 2, 3 da Maia, de São Miguel, nos Açores, iniciou-se em Setembro de 2010 com o intuito de aumentar a oferta de actividades musicais nesta mesma escola. Actualmente é contituído por 18 elementos com idades entre os 10 e os 13 anos. A principal actividade neste ano lectivo foi a criação do espectáculo "Velvet Carochinha", onde as tradicionais músicas infantis receberam uma nova "roupagem" com base nos grande hits da música rock. AC/DC, Queen, Nirvana e Led Zeppelin, entre outros, conheceram as fantásticas personagens do imaginário infantil português, dando origem a um programa de recordações únicas."

Tão bom, tão divertido, tão tudo. Há mesmo gente que pode fazer a diferença na vida dos alunos!

BW

Amanhã é dia de reflexão

Há meses que ando a reflectir... É uma dor de cabeça reflectir!
Deixo um dos textos que saiu no P2 do dia da criança que resume o que muitos (não só os meninos de 11 anos, como o Diogo, o autor do texto) pensam sobre o que são os políticos, o que é a vida dos políticos e depois como vivem muitos portugueses (o rendimento mínimo, os abonos, o bairro social, o desemprego... dói sobretudo a frase "As pessoas precisam dos rendimentos mínimos para poderem pagar a luz, a água e a renda. Quando sobra algum, é para a comida.") e, imaginar que, agora as coisas estão más e que daqui a uns meses estarão piores ainda e antever que, quem quer que ganhe, não está minimamente vocacionado para resolver estas situações é uma dor de estômago e de cabeça! Por isso, continuo a reflectir, a reflectir...
BW


Se fosse primeiro-ministro…
Se eu fosse eleito, ia para a televisão manifestar-me e dizia às pessoas que me estavam a ver em casa: “Obrigado por terem votado em mim, vou tentar fazer-vos ricos.” À saída dos estúdios mandava beijinhos às pessoas que estavam ali para me ver e depois ia para a minha limusina.
Festejava no carro e ia directo para casa, onde fazia uma festa e bebia champanhe.
Como um primeiro-ministro recebe muito dinheiro, mudava para uma casa mais cara do que a que tenho agora. O meu escritório seria cheio de luxo e com coisas muito caras. Arranjava uma empregada para me fazer os recados e um motorista que me levava a dar passeios, mas também levava as cartas aos correios. Essas cartas eram muito importantes, porque tinham os rendimentos mínimos e os abonos para as pessoas. Também enviava cartas para agradecer às que votaram em mim.
Quando estivesse a trabalhar, fazia várias coisas para melhorar o nosso país. A primeira coisa era mandar reabilitar os bairros das cidades, que estão velhos e estragados; por isso, dava algum dinheiro aos trolhas para fazerem as obras.
Os bairros que eu conheço têm as persianas muito estragadas, alguns telhados não têm telhas, as paredes dos blocos estão grafitadas e cheias de desenhos, as estradas têm buracos e precisam de ser arranjadas com alcatrão, as escolas não têm condições e os campos de futebol, onde os meninos brincam, estão estragados.
Se eu fosse primeiro-ministro, continuava a dar dinheiro para o rendimento mínimo e para os abonos. Estes dinheiros são importantes para ajudar as pessoas que precisam mesmo, porque têm de arranjar dinheiro para darem comida aos filhos. As pessoas precisam dos rendimentos mínimos para poderem pagar a luz, a água e a renda. Quando sobra algum, é para a comida.
Também dava comida às pessoas mais pobres, porque o dinheiro do abono e do rendimento mínimo não chega para tudo.
Como há muitas pessoas sem emprego, ajudava-as a ter um emprego. As pessoas que estão desempregadas andam à procura de trabalho, mas não arranjam.
Para ajudar estas pessoas, ia ao meu computador e pesquisava alguns empregos e, se encontrasse, dava-os aos desempregados. Também falava com o centro de emprego para conseguir mais empregos.
Se eu fosse primeiro-ministro, também dava subsídios para as mães das crianças comprarem comida para os filhos. Arranjava infantários que tivessem melhores condições, coisas novas e boa comida para as crianças. Todos os meninos e meninas que não têm dinheiro para pagar um infantário podiam ir para lá. Os ricos não precisavam de ir, porque têm dinheiro para pagar os infantários.
Se eu fosse primeiro-ministro, não gastava dinheiro em coisas que não interessam a ninguém, como os submarinos, porque há outras mais importantes.
Uma última coisa… Se eu fosse primeiro-ministro, fazia um grande esforço para cumprir as promessas que fiz ao povo que votou em mim e esperava que todas essas pessoas arranjassem emprego e tivessem mais dinheiro.
Diogo Silva, 11 anos
Escola EB 1 e Jardim-de-Infância do Lagarteiro, Porto

A violência coreografada na vida real

Que os meninos se batem nos corredores da escola, nos recreios, na rua, já se sabe. Não é novo, sempre aconteceu, os maiores, os mais cobardes, os mais idiotas, os que não sabem ignorar uma boca, os mais primários, os que ainda não aprenderam que os assuntos se resolvem a conversar, etc. Alguns, em casa, aprendem que não se bate, sabem que não se bate, mas os outros batem, o grupo bate, na televisão vê-se bater, os heróis batem, os heróis resolvem os assuntos à pancada, os cantores (nos videoclips) batem e abatem...
Está tudo gravado, nos filmes, nas séries (em que se banalizou a violência e a morte)...
E eles gravam também, nos seus telemóveis de última geração, as agressões. Juntam-se à volta dos agressores e da vítima e filmam alegramente, cobardemente, alarvemente. Estão do lado dos agressores e não da vítima. Os agressores batem de maneira diferente. Em vez de empurrões, de puxões de cabelo e de murros, há direito a pontapés na cabeça e, como nos filmes, quando a vítima está no chão ainda se dão pontapés no estômago. O agressor tem sempre razão, está cheio de razão.
Mas não são só os meninos que batem, são os adultos. Esta semana conhecemos o que sucedeu no Verão passado com uns fuzileiros, homens a bater noutro homem com recurso a esfregona e tudo; e da ama ilegal que bate em bebés. Portanto, não são só os rapazes e raparigas que se batem. Há adultos (amas, educadores de infância, avós, tios, pais...) que batem, que deixam a semente da violência dentro daqueles coraçõezinhos, que vão crescer e que, um destes dias, vão bater, mesmo que os pais lhes ensinem a não fazê-lo.
BW

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ler nas aulas de Língua Portuguesa

Numa acção promovida pela Texto Editores, tive oportunidade de ouvir Joaquim Segura, coautor dos Novos programas de Português do Ensino Básico, apresentar algumas linhas de leitura do referido documento. Das mesmas, destaco a chamada de atenção para o risco da escola estar a privilegiar actividades de leitura em detrimento da apropriação e fruição dos textos, nomeadamente dos textos literários. Concordei em absoluto.
Na aula de Português pode e deve ler-se. Não apenas para treinar técnicas de leitura e análise, mas também para estimular o gosto pela leitura. E esse gosto nem sempre é estimulado quando os textos são "afogados" em questionários infindáveis.
Que também existam nas aulas momentos de leitura. Que a escola, e em particular a aula de língua materna, proporcione momentos de encontro com as palavras e com os textos.
Ana Soares

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Feliz Dia da Criança para os pais e filhos

Leia-lhes uma história,
brinque com eles no tapete da sala,
leve-os para a cozinha e preparem juntos uma refeição divertida,
vá dar uma volta de bicicleta com eles,
ponha um CD e dancem juntos,
pinte as unhas com as meninas,
jogue à bola com os rapazes...

Dê-lhes do seu tempo.

O que pensam as crianças sobre as eleições

Hoje espreitem o P2, o suplemento diário do PÚBLICO, e vão até ao blogue do PÚBLICO na Escola, o Página 23, para ler o que pensam as crianças do 2.º ao 7.º anos, sobre a crise, as eleições, os candidatos, a política, o rendimento mínimo, as soluções que apresentam...
Tenho muito orgulho do trabalho feito!
Os parabéns e agradecimentos a todos os alunos que escreveram e aos professores que nos ajudaram a montar este trabalho! Muito obrigada!
BW