A grande questão é mais uma excelente proposta da bruaá. Imagem e texto de mãos dadas e ao serviço das dúvidas mais simples dos nossos pequenos pensadores e filósofos. Por que estamos aqui? "é para celebrares o teu aniversário que estás aqui na terra.", diz uma das personagens que o menino encontra. Por outro lado, o gato diz-lhe que vimos ao mundo para ronronar. Um livro para ler e pensar com eles.
A bruaá disponibiliza algumas actividades em torno do livro aqui.
Como professora, às vezes não me apetece falar de educação nem de escola. Sobretudo com pais. Estamos de fim-de-semana, fala-se das notas ou escola dos miúdos e lá começa o rol de queixas acerca dos professores. Ora a professora que mandou ler um livro que não há nas livrarias, ora a professora que na aula de expressão plástica não ajudou a criança a fazer a boneca de trapos. E conclui-se a conversa dizendo "E, para a professora aprender, lá fizemos em casa uma boneca mais bonita que a criança levou para a escola!". Às vezes perco mesmo a paciência... Que culpa tem a professora se os stocks das livrarias são baixos e as mesmas cada vez têm menos livros? E o que fariam os pais se em vez de 1, 2 ou 3 crianças para ajudar a fazer os trabalhos manuais tivessem 28? E todas estas conversas são orgulhosamente tidas à frente das crianças, os pais quais leões a proteger as suas crias... Depois queixamo-nos que os professores não são respeitados. Claro!
Como mãe, também já perdi a paciência para as referidas historietas. Neste último papel, às vezes posso não compreender ou eventualmente não concordar com a 'versão' que me chega de algo que se passou na escola ( e reforço 'versão', pois muitas vezes é isso que os miúdos levam para casa), mas a nossa postura tem sido sempre a mesma: os professores lá têm a sua razão e saberão certamente o que estão a fazer. Assim se educa para o respeito e se contribui para o reforço da autoridade dos professores. Ponto.
Proposta para uma manhã de domingo criativa, uma oficina. Proposta para uma tarde, uma visita. Proposta para um dia de escola com os professores/educadores, uma visita com actividades. Proposta para uma festa de anos, um atelier.
No Museu da Marioneta existem todas estas propostas. A minha filha teve a sorte de ser convidada para uma festa de anos lá. Esta foi a desculpa para eu própria visitar o Museu. Desfalcada da filha, fui com ele. Na verdade, é sempre um prazer ter um programa só com um deles. Temos mais espaço para nos ouvirmos um ao outro. E às vezes isso faz falta.
Lá iniciámos a visita. As salas, meio soturnas, não lhe pareceram muito apelativas. Mas perceber como "funcionam" as diferentes marionetas, isso sim. Ou não fosse o rapaz ter alma de engenheiro (diz ele!). Marionetas de estacas, fios, luva e até umas de corpo inteiro.
Depois, a visita a uma das exposições temporárias, gratuitas. Dodu, o rapaz de cartão, da autoria de José Miguel Ribeiro. Simplesmente fabulosa! Uma cidade feita em cartão que deu origem a um filme de animação. Imperdível.
Chegados a casa, não resistimos. Fomos tentar imitar. Fizemos um aquário, um gato e um autocarro para a nossa cidade. O Museu veio connosco para casa. A visita continuou depois de termos saído do antigo Convento das Bernardas.
As matrículas para o 1.º ano do ensino básico arrancam amanhã, dia 15 de Abril. Segundo o Ministério da Educação, a plataforma informática que permitirá que as matrículas se façam por via electrónica estará disponível a partir desta data no Portal das Escolas.
Lá deve estar MST e mais uns tantos portugueses a achar que os professores já estão de férias. É verdade que já não temos alunos esta semana. Em vez disso, temos os dias preenchidos por montanhas de papéis: folhas de auto-avaliação; justificações de classificações; propostas de apoio para o 3º período; análises estatísticas sobre resultados; planificações de actividades, visitas e ajustes nos programas que se têm de cumprir; cruzes para pôr em processos individuais de apoio; informações para os encarregados de educação. São dias interiores de reuniões. Às vezes sem ver a cor do sol. Reuniões umas atrás das outras. Sair de uma porta e entrar na outra ao lado. E no meio disto tudo, as vidas dos nossos alunos. A importância da palavra certa para descrever um comportamento, a melhor decisão para aquele aluno, que não é igual à melhor decisão para o seu colega do lado. Estamos já no fim de mais um período escolar, é verdade. Mas o trabalho ainda não acabou.
Nos últimos tempos e depois dos Homens da Luta terem vencido o festival da canção, a comunicação social tem-se dedicado a dissecar se a canção de intervenção está de volta ou não. Hoje, a Pública, que sai com o PÚBLICO, volta ao tema. Mas a canção de intervenção não é só nossa, nem só de esquerda. Esta fala de racismo.
Cavaco Silva requereu ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização preventiva do diploma que suspendeu o modelo de avaliação de desempenho dos professores, de acordo com uma nota publicada no site oficial da Presidência da República. Leia a notícia aqui.
No dia 1 de Abril, dia das mentiras, a Google apresentou o Gmail Motion, uma forma de trabalhar com o email através de gestos e movimentos do corpo, feitos directamente para o computador.
Agora, uma equipa do MxR Lab da Universidade da Califórnia pôs em prática o sistema de controlo do email através de gestos e movimentos do corpo. O projecto foi desenvolvido no Institute for Creative Technologies e combina a solução que já tinha sido criada de Flexible Action and Articulated Skeleton Toolkit com o sensor Kinect da Microsoft. Evan Suma, um dos investigadores, comenta: "Ficámos muito excitados esta manhã quando a Google anunciou o Gmail Motion, mas, sem ofensa para os génios da Google, não conseguimos pôr a sua solução a funcionar nos nossos computadores. Por isso desenvolvemos a nossa própria solução".
CATA LIVROSé o novo projecto desenvolvido pela equipa GULBENKIAN/CASA DA LEITURA que utiliza a Internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no caráter lúdico e interativo das narrativas e desafios propostos. Animado por uma equipa que inclui João Paulo Cotrim, Fernandina Fernando, Elsa Serra e Mariana Sim-Sim David, entre outros, o portal CATA LIVROS é dirigido aos leitores iniciais e medianos (sensivelmente, dos 8 aos 12 anos) e está construído a partir da metáfora de uma casa, com as suas salas e saletas, cantos e recantos, caves e sótãos, e que levam títulos como “salão salamaleque”, “janela de papel” ou “cozinhório & laboratinha”. O mocho, ícone carismático da CASA DA LEITURA, ganha como parceiro um corvo, e ambos servem de cicerones na aventura em que se transformará a leitura. Os livros abordados são escolhidos segundo critérios de qualidade literária e estética, mas também de representatividade histórica e estilística, sem descurar a atenção ao texto e ao grafismo. Cada mês terá um tema diferente (para começar, por exemplo, «Histórias de bichos estranhos») e, dentro desse tema, um livro destacado e, pelo menos, dezanove outros abordados de modos diversos. O CATA LIVROS permite também aos mediadores (bibliotecários, professores, educadores, etc.), bem como ao mais generalista dos públicos (pais e jornalistas), por um lado, aceder, através de um conjunto diversificado de recursos, aos livros que alimentam a curiosidade de leitores da mais tenra idade até à adolescência, e, por outro lado, a um conjunto de reflexões, projectos e práticas na área da promoção da leitura. CATA LIVROS – Onde as portas e as janelas dão para o livro.
Os trabalhadores do Metro, Carris, CP, Transtejo e Soflusa contestam os cortes salariais nas empresas do sector empresarial do Estado e fazem greves atrás de greves. Tudo bem. Os trabalhadores têm direitos, devem defendê-los, devem pressionar as empresas onde trabalham a respeitar os seus direitos. Contudo, os trabalhadores esquecem-se que o país está em crise, que de dia para dia as agências de rating vão atirando-nos para o "lixo", que a dívida existe, que os funcionários públicos têm os seus salários em risco de não ser pagos nos próximos meses e, por consequência, os do privado também (se não houver consumo, não há dinheiro para salários). Os trabalhadores dos transportes públicos esquecem-se que quanto mais prejudicarem as empresas onde trabalham, mais põem em risco os seus próprios lugares (estas empresas não têm só salários para pagar e vêem o barril do petróleo aumentar de dia para dia). Os trabalhadores esquecem-se dos outros trabalhadores, dos que não trabalham nas empresas do Estado, dos que precisam de chegar a horas aos seus trabalhos, dos que pagam mensalmente um passe e não têm o serviço pelo qual pagaram a funcionar convenientemente, dos que também têm dificuldades e têm de se fazer transportar em veículo próprio (aumentando assim as suas despesas mensais), dos que têm de tirar dias de férias nos dias das greves porque têm patrões pouco compreensivos. Desses trabalhadores há quem esteja muito pouco solidário com as greves dos trabalhadores dos transportes públicos. Contaram-me que, nos comboios, há quem não apresente o título de transporte ao revisor, lhe grite que é uma pouca vergonha o que estão a fazer e que receba palmas de uma carruagem inteira, obrigando o revisor a encolher-se. É muito feio, os trabalhadores contra os trabalhadores, mas há uns que têm que meter a mão na consciência e perceber que os cortes estão aí e estão para ficar, que TODOS vamos pagá-los. Portanto, é precisa mais solidariedade e mais espírito de sacrifício. Os tempos assim o exigem. BW
Este foi um fim-de-semana como há muito não tinha: descansado, sem stress, com sol, sem trabalhos de casa, sem preparação para testes que foram às dúzias, nas últimas semanas. Tudo isto porque daqui a quatro dias termina o 2.º período.
Ao contrário de mim, creio que muitos professores tiveram mais um fim-de-semana de trabalho, com correcções de testes. Estes professores, imagino, não viram o sol, não descansaram, não almoçaram com os amigos, não ficaram na conversa a ver as crianças a brincar. Nada disso, estiveram em casa, fechados, a corrigir, a contabilizar percentagens, a abanar a cabeça com a ignorância dos alunos...
Por isso, sugiro: nada de testes! Não façam testes aos miúdos! Há outras maneiras de avaliar como os trabalhos individuais e os de grupo, de preferência todos feitos na escola! Boa?
Deste modo não há testes para levar para casa e corrigir; só trabalhos que podem ser avaliados durante a sua manufactura. E, assim, a escola prepara os alunos para o dia-a-dia, para o mercado de trabalho, onde somos avaliados, diariamente, pelo que fazemos, pelas ideias que temos e não através de testes onde mostramos que, na teoria, sabemos (ou não) a matéria toda, para a esquecermos mal saímos da sala de aula.
Uma escola sem testes era um alívio para alunos, professores e pais.
O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry foi traduzido para mirandês. Vai estar à venda, a partir da próxima segunda-feira. A ASA foi pioneira nas publicações nesta língua, falada por uma minoria de portugueses.
Este é um dos versos da música "Made for you" dos The Gift. O video oficial contou com a colaboração dos actores Lukas Haas e Isabel Lucas.
Aqui fica a sugestão.
MADE FOR YOU
I´ll probably be there waiting for your hope I´ll probably be there waiting for your hope I´ll probably be dead if I ain’t got your word I’ll probably be there waiting for your hope I’ll probably be dead if I ain’t got your word
Got your word
This time you’re not alone Get rid of old ideals Do something on your own Don’t care about the things you’re listening to
Read books not facebooks The world’s spinning upside down Why don’t you all join us Is this my carousel of hope?
Got your word
Trust, I will always be there, waiting for your love Trust in the beauty inside, trust the name Explode Trust the colours of rainbows, even if it’s dark Trust in the photos you did and the ones outside Trust in people, religions and all their hopes Trust in the meaning of life, this can only be love Trust the friends that we share, and the ones we don’t Trust in me, trust in you Over and over and over