domingo, 13 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Professores fazem avaliação do desempenho do ME

Por esta hora, os professores que se associaram à manifestação Geração à Rasca e que se concentraram junto ao Campo Pequeno, em Lisboa, deverão estar a entregar no Ministério da Educação a Avaliação do Desempenho. Não a sua. A avaliação que os docentes fazem do ME.


"A concentração deverá terminar por volta das 17 horas, altura em que os participantes se vão dirigir ao Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, onde está o secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, a quem os professores vão entregar as folhas de avaliação que estão agora a preencher neste momento no Campo Pequeno. Os avaliados não serão, desta vez, os docentes, mas sim o Ministério da Educação. As notas oscilam entre o insuficiente e o excelente."

Manifestação Geração à rasca

"Magalhães de Campos, 79 anos, vendedor reformado, quer um futuro para a juventude. Diana Simões, 19 anos, estudante de Direito, não quer empregos precários, nem recibos verdes. Alcino Pereira, 27 anos, carpinteiro no desemprego, quer um emprego. Estas são as razões de alguns dos manifestantes que abriram o desfile, que foi ganhando corpo à medida que o protesto descia a Avenida."

quinta-feira, 10 de março de 2011

o nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata?

"Comecemos, talvez de modo desajeitado, perguntando: o nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata? A pergunta faz-nos sorrir, é um bocado cómica, mas, se quisermos, acaba por colocar-nos perante a nossa realidade de uma forma bastante profunda. A pergunta pode ser feita numa cozinha, por uma criança que está a descobrir o mundo, pode ser proferida por filósofos ou ser reformulada por um mestre espiritual. O nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata? Nietzsche, por exemplo, dizia que «tudo é interpretação», isto é, não há um núcleo de Ser a sustentar a nossa experiência de vida, tudo são cascas de cebola, modos de ver, perspectivas, interpretações. Para lá disso não há mais nada. A visão cristã do mundo está certamente do lado da batata, pois defende que, mesmo escondida por uma crosta ou por um véu, está uma realidade que é substanciosa e vital.

A verdade é que mesmo sabendo que a vida é uma batata, nós vivêmo-la, muitas vezes, como se fosse uma cebola. Vivemos de opiniões, de verdades parciais e provisórias, de paixões, vivemos aparências e modas como se a vida fosse isso. Esgotamo-nos a desfilar cascas e camadas, sem um centro que nos dê realmente acesso ao pleno sentido..."


José Tolentino Mendonça, O Tesouro Escondido

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Canteiro dos Livros

E se no canteiro das hortensias nascessem livros, em lugar de flores? Esta é a ideia original do livro de José Jorge Letria que nos leva a acompanhar Francisco, o jovem menino, que com surpresa descobre algo de diferente no seu jardim.


A colecção Júnior da Texto prima pela adequação da extensão e grau de dificuldade dos livros de cada uma das séries às faixas etárias a que se destinam (série azul - 6 anos, laranja - 8 anos e vermelha - 10 anos).
Inclui ainda algumas pistas de leitura, caso o livro seja para ser explorado, assim como guiões de leitura que podem ser encontrados aqui. O guião d'O Canteiro dos Livros está também disponível aqui e apresenta-se como um extra à leitura.

Confesso que, em tempo de férias, os livros são só para ser lidos e fruídos. Ainda assim, este é um excelente recurso para pais e educadores de uma maneira geral, uma mais valia desta interessante colecção.

Ana Soares

Come what may!

domingo, 6 de março de 2011

A Luta é Alegria!



Parece que foi um escândalo, eles cantam mal que se farta, mas foi o povo que escolheu! São Os Homens da Luta e hão-de representar Portugal na Eurovisão! A ver se até lá afinam as vozes.

Actualização a 07/03/2011, às 11:50. A primeira versao foi retirada pelo YouTube.


Não será a primeira vez que a Eurovisão recebe canções de intervenção, para não falar das nossas, do passado, deixo a ucraniana de 2007 que tem batida de discoteca (talvez fosse nesta figura que Lady Gaga se inspirou...).

Sugestões de cinema

Parece que este filme é para nós e não para eles, pelo menos para os mais pequenos, pequenos... Esses têm o Zé Colmeia.

É carnaval!

sábado, 5 de março de 2011

PÚBLICO de parabéns!

O jornal onde trabalho há 14 anos faz hoje 21!
As celebrações há muito que começaram porque há bastante tempo que a redacção está a trabalhar para estes dias, além de trabalhar para o dia-a-dia porque este é um jornal diário.
* Ontem, o Ipsilon, o suplemento de cultura, falava com jovens com 20 anos sobre os seus hábitos culturais.
* Hoje, o P2, o suplemento diário que sai com o jornal, tem 21 ideias "fora da caixa", pessoas com ideias diferentes que podem mudar Portugal.
* No PÚBLICO, em papel, o nosso destaque, das páginas 2 à 12, foi construido com base numa sondagem PÚBLICO/Intercampus sobre a família - que é a base de tudo (ou não). E descobrimos o que é que os portugueses pensam sobre o amor, o casamento, a infidelidade e a adopção por casais do mesmo sexo.
* E conhecemos várias famílias que estão dispostas a que os leitores do PÚBLICO as acompanhem durante um ano. Vamos saber como é que todas vão fazer face à crise.
* António Câmara, o CEO da YDreams e director por um dia envolveu-se inteiramente na idealização deste jornal e está, neste momento, a conversar com os leitores no PÚBLICO Online.
* Ontem, quando soprámos as velas do bolo de aniversário, António Câmara confessava que não fazia ideia de como era fazer um jornal e que, quando quisessemos descansar, que fossemos trabalhar para a YDreams...
* Hoje, Miguel Esteves Cardoso diz na sua crónica (pág. 63): "As coisas são de graça, incluindo uma boa parte do que nos custa a fazer". Resumindo nesta frase o trabalho dos jornalistas desta e de outras casas.
Apesar da quebra de vendas, do aumento do número de leitores no Online, de todos os meios da imprensa escrita (excepto o Correio da Manhã) andarem à procura da solução para não desaparecerem, o PÚBLICO está de parabéns!
BW

Strangers no more




Strangers No More é um documentário sobre uma escola em Telavive, Israel, que recebe alunos de 48 países, filhos de imigrantes, com histórias de vida nada fáceis.
O filme acompanha a vida de três estudantes.
Ganhou três Emmies e um Óscar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Guerra de gerações?

Irritam-me os críticos à "geração parva", "geração à rasca" ou como quiserem chamar à geração que vai dos 20 aos 35 anos (parece-me que os agricultores são jovens até aos 40, uma idade bonita para se continuar a ser designado como "jovem"!) que vai estar na rua em massa (espero) para exigir o que tem direito, como fazem as classes profissionais quando não estão satisfeitas com a sua vida. Um direito, de resto.
Irritam-me que digam, como diz Helena Matos, Pedro Lomba (de resto um jovem da geração de 1970) e outros, que estes jovens querem as mesmas condições de trabalho que os pais e que o mundo não está para isso. Qual é o mal?, alguém me responde?
Porque é que um jovem não pode sonhar com um trabalho estável, com dignidade, de preferência na área em que estudou? Porque é que um jovem não pode ambicionar um trabalho digno, que lhe permita ser feliz, constituir família e cumprir o seu plano de vida?
Ah! Porque a geração de Helena Matos e as que a antecederam não pensaram nas gerações seguintes! Pronto, está explicado, e por isso, olham para estes jovens como uns "malandros", que querem o mesmo que os pais tiveram, imagine-se a ousadia!
Eu, que só seria jovem se fosse agricultora, também gostava de chegar à idade da reforma e ter reforma e não vou ter. Não vou ter, não porque a ideia do Estado Social esteja errada mas porque quem a pôs em prática não foi honesto, abusou, esquecendo as gerações seguintes.
Mas quando eu chegar à idade da reforma e tiver que trabalhar para continuar a sustentar Helena Matos e afins já sei o que é que a senhora me vai dizer: "Paciência! A Bárbara queria reforma? Só há esta, é para mim! Onde é que já se viu, querer reforma, como os seus pais! O mundo mudou, a economia mudou, a demografia mudou..."
Entretanto, vou continuar a descontar 35,5 por cento para os senhores das gerações ancestrais continuarem a desbaratar, a acumular reformas, a aposentar pessoas aos 50 anos de idade para manter os lucros das empresas.
Apesar de não ser jovem, de ter o trabalho que gosto, que me preenche e me enche os dias, se estivesse em Lisboa no dia 12, iria para a rua. Pelos meus filhos que daqui a dez/15 anos querem estar no mercado de trabalho, querem ter um trabalho digno que os preencha e os faça felizes, querem ter projectos de vida e de futuro. Pelos meus filhos e com os meus filhos, de maneira a que compreendessem a importância de lutar pelas coisas em que se acredita, mesmo que alguém lhes diga: "Pfff! Não é possível terem as mesmas condições que os vossos avós!".
BW

Bom fim-de-semana! É carnaval!

Boas notícias para os professores

Parecem ser boas notícias para os professores - aqui

Carnaval na Kidzania