quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais um conversor ortográfico gratuito

A fazer "concorrência" ao conversor Lynce, de que já aqui falei, temos uma outra proposta, também ela gratuita, da Porto Editora.
Pois enquanto não temos corre(c)tores ortográficos a(c)tualizados nos nossos PC's , em caso de dúvidas, se quisermos ou precisarmos, podemos ir utilizando estas úteis ferramentas.
Experimente.

Ana Soares

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Matrículas no 1.º ciclo

Em vez de Janeiro, o Ministério da Educação mudou o início das matrículas para o 1.º ciclo para Abril. A Internet e o cartão de cidadão são duas novidades para os pais poderem fazer as inscrições nas escolas públicas. Nas privadas, por esta altura, em muitas escolas, os processos de selecção já começaram.
BW

Retrato de uma geração - outra vez o que parva que eu sou...

Geração parva: diplomados sem emprego eram quase 190 mil em 2010
Diplomados precários mais do que duplicaram em dez anos .


Leia aqui a reportagem do Público, um trabalho de Raquel Martins, com Andreia Sanches, cujo título foi inspirado pelo "hino" dos Deolinda, Ai que parva que eu sou, que já vos oferecemos.

Aqui fica um excerto deste trabalho que me parece importante destacar:

"O lado certo da canção é alertar para as largas dezenas de estagiários sem remuneração e para os jovens que estão a recibos verdes. Mas também passa uma mensagem que deixa implícito que não vale a pena estudar", alerta o presidente do IEFP. "O que não é verdade. Um diplomado no desemprego demora em média oito meses a encontrar emprego enquanto um que não tenha formação superior demora 15 meses. O último relatório da OCDE Education at a Glance também é claro quando diz que Portugal é o segundo país da organização, a seguir ao Brasil, onde o prémio salarial dos licenciados que entram no mercado de trabalho é mais elevado. Quem faz uma licenciatura ou um grau mais elevado ganha duas vezes mais do que a média. E comparativamente aos que não foram além do secundário ou de um curso profissional, o ganho é 80 por cento superior. "

Ana Soares

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ainda a geração parva II

Um trabalho completo no PÚBLICO de ontem

Uma história de amor

"agrada-me que [Saramago] corra mais do que a maior parte dos jovens que conheço, que sonhe... (...) gosto deste homem porque tem 86 anos e ou não se deu conta ou alcançou a sabedoria".
Pilar del Rio

"Pilar tem um temperamento fortíssimo. Eu, ao lado dela, sou uma espécie de algodão em rama."

José Saramago

Na reportagem "A Viagem do Elefante", Sic - 2009


domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Porque o coração dos homens corajosos ou apaixonados
gera efeitos
que se vêem por todo o lado, à superfície."


Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia, Canto II, estrofe 44


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os egípcios derrubaram o faraó

Há dias, na televisão os egípcios continuavam na Praça Tahir a exigir a queda de Mubarak e ela, de 11 anos, passou e disse: "Tão lindo!". Olhei, para ver se trazia alguma coisa na mão que me quisesse mostrar ou se estaria algo em cima da mesa ou na parede que eu não tivesse reparado. Nada.
Ela voltou a repetir "Tão lindo!", desta vez apontando com o queixo para o écrã da televisão. "Sim", respondi com alguma dúvida na voz. "É o 25 de Abril deles, não é?", perguntou com um olhar intenso e feliz. "É!" e abracei-a por ter aquela capacidade de se maravilhar com gente na rua a pedir a queda de um ditador, de ter um sentido de justiça tão apurado, de, mesmo sem perceber nada de geografia política ou das consequências da saída de Mubarak, se comover com milhares na rua.
BW

Os pais na defesa da escola dos seus filhos

Depois das Associação Portuguesa de Escolas Católicas, é a vez do SOS Movimento Educação, que reúne os pais, virem dizer que o acordo assinado entre Ministério da Educação e Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep) é a morte lenta dos contratos de associação. Os pais estão dispostos a continuar a defender a escola dos seus filhos e o exemplo que ontem a Lusa noticiava é precisamente aquilo que os pais não querem que os seus filhos percam.
BW

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Outras contas...

Depois das contas ao número de horas curriculares e número de professores desempregados, temos agora outras contas. As da Srª Ministra e dos custos dos alunos na escola pública. Os cortes anunciados na educação vão tornar os nossos alunos 435 euros mais baratos no próximo ano! O custo por aluno na escola pública será de cerca de 3300 euros por ano, enquanto neste ano é de 3735 euros.

Quanto aos colegas de Educação Visual, anuncia o secretário de estado Alexandre Ventura, não haverá despedimentos. Como? A resposta foi dada pelo próprio: muitos destes professores estão nos últimos escalões e em breve vão aposentar-se...
Espreite a notícia do Público, aqui.

Ana Soares

Bom fim de semana!

com Israel Kamakawiwo'ole

Em tempos de crise ... corta-se na educação.

Na Escócia discute-se a hipótese de, devido à crise, a semana escolar passar a ser de 4 dias e/ou as crianças entrarem um ano mais tarde para a escola. O projecto não deve ter pernas para andar, mas a situação é-nos familiar: em tempos de crise ... corta-se na educação.
Pode ler a notícia da BBC aqui.
Ana Soares

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ministério e Aeep chegaram a acordo

aqui

Kseniya Simonova

Na Ucrânia, nos concursos de talentos faz-se mais do que cantar - no Leste o comunismo teve uma coisa boa: a educação era completa, da música à matemática, das artes visuais à literatura. O trabalho desta artista com a areia fez-me lembrar as tardes passadas na companhia de Vasco Granja.
BW

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Filosofia para crianças: Porque é que eu não posso fazer o que quero?


Foi no dia da Filosofia, numa pequena feira do livro da escola, que descobri o Filipe e o Zof. O primeiro é um menino, cheio de perguntas, como qualquer menino que se preze! O Zof é o seu amigo-boneco. Este último acompanha-o nas constantes descobertas que faz. Trouxemos para casa o livro intitulado Porque é que gostas de mim? Os meus filhos já sabiam a resposta! Todos os dias, mesmo aqueles em que nos zangamos, faço questão de lhes lembrar que gosto deles. Ainda assim, foi muito divertido acompanhar o Filipe enquanto este foi colocando a mesma questão a todos os que encontrava pelo caminho. Uma amiga comprou o título que dá o nome ao post - Porque é que eu não posso fazer o que quero? - e emprestou-mo. Além de bem divertido, este livro ajuda-os a perceber os limites, a necessidade dos mesmos, das regras e como fazer o que nos apetece pode ser bem perigoso. Recomendado a todos os filósofos mais pequenos, embora os médios e graúdos também gostem do Filipe! Esta colecção, editada pela Edicare, com textos de Oscar Brenifier, está disponível na maior parte das livrarias e aqui.



Ana Soares

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando a escola é a única alternativa...

Ainda sobre a questão do número de horas curriculares, a reflexão, efectivamente, ultrapassa o domínio da educação, conforme um nosso leitor já referiu. Trata-se de uma questão política, cultural e geracional. A escola a tempo inteiro é uma necessidade que decorre das condições de trabalho dos portugueses, ou melhor, da falta das mesmas. O número de horas que as famílias têm de ter dos filhos nas escolas, actividades extra curriculares, avós, amas, etc. são consequência desta pseudo-cultura do trabalho, em que os horários se estendem muitas vezes das 9 às 9. E não estamos a falar do trabalho por turnos, ou dos serviços que necessariamente têm horários alargados. Além disso, a moda de que só é bem visto quem sai mais tarde do seu posto de trabalho pegou. Ainda que tenha passado metade do dia no facebook a criar vacas cor de rosa. Há ainda o caso daqueles pais que se desdobram e acumulam funções ou empregos. Conheço uma mãe solteira que aos dias de semana tem um emprego das 8 às 18. Ao sábado começa às 6 num café e ainda faz artesanato para levar a feiras. Não acumula "empregos" por gosto. Mas para poder dar conforto e qualidade de vida à filha que educa sozinha.
Enquanto não se resolver esta questão de fundo, do mundo do trabalho, a escola tem de dar respostas. É verdade. Eu também acho que um turno de aulas pode ser suficiente para se aprender bem. Mas de modo a que outras competências possam ser desenvolvidas é preciso ter família com tempo, devem existir outras actividades, etc. As condições socio-económicas e laborais das famílias da nossa geração não permitem que as mesmas possam ter lugar. A escola tem, então, de dar resposta. Para além do currículo, a escola deve, por isso, ver complementadas as suas propostas curriculares com actividades de outros domínios: música, desporto, etc. Mas isto é uma pescadinha de rabo na boca. Com os cortes orçamentais, quem paga estas actividades?
Ouvi ontem uma mãe dizer, a propósito deste assunto, que escolheu ter filhos para estar com eles e os ver crescer. Assim, é o pai que trata das crianças de manhã e as leva à escola. A mãe começa a trabalhar ainda antes das 8 da manhã de modo a poder sair mais cedo e estar disponível para ir buscar as crianças à escola e poder acompanhá-las. Esta é a solução possível (para alguns). É preciso querer. É preciso escolher e fazer opções. Mas também é preciso ter algumas condições ou sorte para que o querer e as escolhas possam ter lugar.

Ana Soares

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ainda o "Que parva que eu sou"

A ler aqui, a opinião de José Manuel Fernandes.

Número de contribuinte dos filhos obrigatório na declaração de IRS

Já tinha recebido esta informação por mail. Agora parece que é mesmo verdade. A notícia do Público confirma-a. Por esclarecer está ainda se os documentos (entenda-se por documentos todas as facturas de saúde e educação) têm de conter o referido número de contribuinte.

O mail que recebi dizia o seguinte:

O Orçamento do Estado para 2011 vem introduzir alterações significativas em matéria fiscal e no caso dos documentos de despesas com saúde, educação, formação, com lares, etc., vem acrescentar o nº 6 ao Artº 78º do CIRS, cuja alínea b) tem a seguinte redacção, relativa às condições para serem aceites deduções à colecta:

b)Mediante a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa.

Resumindo, a partir de 1 de Janeiro de 2011 tem de pedir as facturas ou recibos para os tipos de despesas atrás mencionadas com o nome e o número de contribuinte da pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito passivo ou membro do agregado familiar (descendentes ou ascendentes).

Assim, quem tem filhos, mesmo os recém nascidos, deverá de imediato requerer o seu número de contribuinte para que possa deduzir as despesas com ele incorridas, já que as facturas têm de vir em seu nome e com o respectivo NIF. Na declaração de rendimentos anual é também obrigatório o NIF de cada membro do agregado.

Rematando, provavelmente não poderemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos, educação, etc., com o nome do destinatário e o NIF em branco, para posterior colocação destes dados. Estes dados terão que fazer parte do preenchimento correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque serão objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalização da DGCI.

Como já estamos quase a meio de Fevereiro, e não sendo um tema que seja muito publicitado nem muito claro, e perceptível pela maioria das pessoas, é muito importante que passemos a mensagem para evitar situações desagradáveis quando os contribuintes se defrontarem com os problemas na altura da apresentação da declaração de rendimentos em Março de 2012.

Ana Soares

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Portugal é o 2.º país da OCDE com menos apoios ao ensino particular e cooperativo

Depois de ontem, o Expresso dizer que o "Estado desperdiça mais de 20 milhões/ano com colégios", hoje o DN diz que "só em Portugal e no México é que mais de dez por cento dos alunos frequentam o privado sem qualquer ajuda estatal. Ao nível das escolas apoiadas pelo Estado, estamos a meio da tabela da OCDE.", segundo o Education at a Glance de 2010.
O verbo "desperdiçar" parece opinativo, eu escreveria "Estado gasta" que é mais correcto e imparcial.
BW

Como sobreviver num mundo de nove mil milhões?

A resposta está aqui