sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Estas parecem-me (mais) boas notícias

Sócrates anunciou novas medidas no Parlamento.
Afinal o Estudo Acompanhado não vai acabar, vai ser destinado ao reforço na Matemática, Português e Ciências.
Acho graça à tutoria virtual, para isso, é preciso que todos os alunos tenham computador...
As medidas para o programa Mais Sucesso e para as escolas TEIP também me parecem bem. Mais uma vez, para os alunos que mais precisam, aqueles que nos fazem ficar mal nas estatísticas e não só.
BW

Confirmado Novo Acordo Ortográfico para 2011/2012

Foi ontem oficialmente decidida em Conselho de Ministros a adopção do Novo Acordo Ortográfico nas escolas no ano lectivo 2011/2012. Além disso, é já em Janeiro próximo que as novas regras ortográficas serão também aplicadas a toda a actividade do Governo e seus organismos, entidades e serviços que dele dependem.

Para facilitar, a todos, esta transição, estão disponíveis duas importantes ferramentas oficiais de que já aqui falámos: o conversor Lynce e o VOP (Vocabulário Ortográfico Português). Neste último, agora escolhido como lista oficial, basta introduzir no canto supeior direito a palavra sobre a qual temos dúvidas e o mesmo mostrar-nos-á a forma adequada assim como a possibilidade de dupla grafia, se esta hipótese se colocar.
Introduzi, por exemplo FACTO. e o resultado foi o seguinte:

fac·to
nome masculino
Singular

facto


Plural
factos

variante AO :
fato (Brasil)

Não escolhi este exemplo inocentemente. Este tem sido aquele que mais vezes tenho ouvido (erradamente) ser apresentado como uma das mudanças que o Novo acordo traz.

Recordo: só caem as consoantes que não se pronunciam.

Nós, em Portugal, pronunciamos faCto, pelo que o C não cai na variedade europeia. Os nossos irmãos além atlântico não o pronunciam, pelo que a palavra assume uma dupla grafia e no Brasil se escreve FATO. E como uma colega minha, brasileira, dizia com muita graça, eles têm o terno, não precisam do fato como nós!

Ana Soares

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Fim do EA e AP no básico

As escolas não sabem oficialmente, mas já toda a gente sabe. Fim da AP no básico e, possivelmente, do EA . Milhares de horários em questão. Apesar de concordar com a redução da carga horária dos miúdos no básico (eles têm tantas disciplinas e horas!), esta medida deixa adivinhar mais um ano difícil para as escolas e professores...


Da entrevista ao Eng. Sócrates pelo PÚBLICO a propósito dos resultados do PISA:


Estão previstas mudanças nos currículos do 3.º ciclo que fazem cair a Área de Projecto e o Estudo Acompanhado, áreas onde os alunos trabalhavam Matemática e Língua Portuguesa. Não é um retrocesso?

A decisão não foi tomada em função dos cortes, mas por razões pedagógicas. É melhor ser a escola a decidir se há Estudo Acompanhado e este deve ser orientado para as disciplinas onde há mais necessidades e para os alunos que mais precisam.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fim do pagamento da correcção dos exames nacionais

A RFM noticiou o fim do pagamento da correcção dos exames nacionais do secundário. Em contrapartida, ouvi também na notícia das 12h, os professores serão dispensados de quaisquer outras tarefas durante o período da correcção.
Aguardam-se as reacções.

Ana Soares

O Facebook e o conceito de "amizade"

A minha filha, de 11 anos, quis criar uma conta no Facebook. Depois de centenas de milhares de crianças da mesma idade e mais novas estarem nesta rede social, acabámos por ceder, em nome da sua vida social.
No primeiro dia do mês tratámos do assunto:
1. Ao princípio, ela só escolheu as pessoas de quem era, de facto, amiga. Umas dez.
2. Depois, voltou a rever as listas dos amigos e encontrou outras de quem gostava e que queria tornar-se "mais amiga". Aumentou para 15.
3. Nisto, começaram a "chover" pedidos de amizade. "Olha! Esta é uma das populares! Porque é que ela quer ser minha amiga? Nós nunca falámos..."; "Este foi da minha turma, mudou de escola e quando me encontra só me diz "olá", porque é que quer ser meu amigo?"; "A x é mázinha para mim..."; "O y está sempre a gozar comigo..."; "Mãe! Como é que é possível a z ter 523 amigos?!". Duas horas depois de termos criado a conta, tinha 30 amigos.
E de repente começámos a reflectir sobre o conceito de "ser amigo". O que é a amizade?
A amizade não são definitivamente os amigos do Facebook. Por isso, a lista dela continua a crescer. Não tarda tem uma centena de "amigos"...
BW

domingo, 5 de dezembro de 2010

O meu avô

O meu avô fascista - era assim que eu o apelidava, mas de maneira carinhosa (!) porque foi procurador à Câmara Corporativa e, mais tarde, convidado por Marcelo Caetano (seu professor na Faculdade de Direito) para o cargo de presidente da câmara de Loures.
O meu avô não era fascista - diz Manuel Braga da Cruz que Portugal não teve um regime fascista mas autoritário -, teve um pide à porta durante todo o tempo que assumiu cargos políticos (talvez antes também lá estivesse, mas o meu avô era distraído e nunca reparou). Um dia foi chamado pelo presidente do Conselho porque numa entrevista disse que em Loures não havia comunistas mas pessoas com fome. Marcelo Caetano não sabia o que era pior se o comunismo, se a constatação pelo presidente da câmara de que havia fome!
Não foi personagem digna de registo, as suas fábricas não foram nacionalizadas nem tomadas de assalto pelos trabalhadores, sinal de que foi um patrão justo. As malas estiveram feitas para partir para o Brasil, mas não foi necessário.
O meu avô padrinho, benemérito, caridoso ou, como se diz agora, solidário - foi padrinho de centenas de crianças e assumiu as suas responsabilidades. Ainda jovens chegavam a Lisboa, vindas da terra (da província!), ficavam em sua casa. Ele arranjava-lhes trabalho, orientava-os na vida, escrevia cartas de recomendação, pedia a este ou àquele amigo para empregar o seu afilhado ou afilhada. Deixava estudar os que queriam estudar. Quando chegávamos à aldeia, só ouvíamos "ó padrinho", seguido de um pedido. O meu avô ouvia em silêncio e dizia: Vou tratar disso, fosse um problema de emprego ou familiar.
O meu avô empreendedor, com o toque de Midas - poderia ter feito o seu caminho no exército, onde se ficou por capitão (patente que antecedia o seu nome, era "o capitão Baptista"); mas preferiu a vida civil, criou empresas, fábricas, dedicou-se à agricultura. Procurava as técnicas mais modernas, usadas na Alemanha, nos EUA ou em Israel e exportava-as, aplicava-as. Era um visionário e tinha a força e a coragem de concretizar o que imaginava.
O meu avô sovina - estava-lhe nos genes, herdados dos cristãos novos da Beira Baixa. Há uns dias encontrei um envelope do meu aniversário, de 1988, onde apontei as quantias que cada um me tinha oferecido, ele que era quem tinha mais, foi o que deu menos, cinco mil escudos. Foi assim com os filhos e com os netos, obrigando-os a fazer o seu caminho, não queria gente dependente, mandriona, a viver à conta dele.
O meu avô ausente - as refeições eram feitas em silêncio. Ele era o chefe da família, tinha um lugar de destaque à mesa e uma criada plantada atrás dele para acorrer a todos os desejos do "senhor capitão". Ele comia pão integral, alho crú, muita fruta, legumes e tudo o que o fizesse viver centenas de anos. Nós comiamos calados, se nos ríssemos olhava-nos com tal dureza que engoliamos o riso. Nunca se riu connosco. Quando nos falava era para desenhar o nosso futuro. Queria um neto advogado (seria eu), um farmacêutico, um engenheiro, um arquitecto... Teve azar! Eu fiz dois anos e mudei de curso - a última carta que me escreveu (comunicava connosco por escrito, embora morássemos na mesma casa) pedia-me que eu fosse terminar Direito. Antes de mim, o filho também o contrariou, embora seja professor universitário, não é de Direito!
O meu avô velhinho - não viveu centenas de anos, viveu 96 anos e nove meses - com o passar do tempo tornou-se uma criança, como todos os velhos. A máscara da dureza caiu e ria-se para nós, fazia-nos festas, apertava-nos as mãos como quem diz que ama e que está agradecido pela família que tem. Podia ter morrido sozinho, mas o tempo apaga as mágoas, os gestos frios e as palavras ditatoriais ficaram lá longe e ali só estava um velhinho.
Levei a véspera e o meu dia de anos a tratar de papéis, a certidão de óbito, a funerária, os avisos à família, a escrita do obituário, a cerimónia fúnebre, a receber os pêsames, logo seguidos pelos parabéns. O resto da família esteve perdida em lágrimas e emoção pela perda do velhinho, não do homem que foi, nem do que construiu.
Já o sabia, mas confirmei que tenho muito dele em mim: sou prática e organizada, sei o que quero para o futuro dos meus filhos (embora vá ter azar, como ele teve!), mas não quero cometer os mesmos erros. Por isso, adoro apertar as mãos dos meus filhos, beijá-los; adoro abraçar os meus sobrinhos até os sufocar, de estar disponível para todos, de rir às gargalhadas à hora da refeição, de não os olhar com dureza (embora às vezes me apeteça), de estar sempre presente.
José da Silva Baptista morreu dia 3 de Dezembro, às 17h05, em sua casa, em Lisboa. Foi sepultado no jazigo de família em Valverde, Fundão, no dia 4 de Dezembro. As serras da Gardunha, de um lado, e a da Estrela do outro, estavam brancas de neve.
BW
PS: Na foto, o meu avô inaugura a chegada da água canalizada a Montemor, Loures.

Carta a um Filho

A Esfera dos Livros publicou o poema If de Rudyard Kipling numa edição de luxo, com tradução de Isabel Stilwell e ilustração de Mauro Evangelista.
O livro, embora muito grande (tão grande que não cabe nas prateleiras cá de casa, senão deitado!), é lindissimo. As ilustrações de Mauro Evangelista são cheias de simbolismo e recurso a muitas personagens dos clássicos - dos gregos aos europeus -, o que permite fazer muitas leituras do mesmo livro.
Quanto ao poema de Kipling, o autor do Livro da Selva, e prémio Nobel da Literatura, aqui ficam as primeira e última quadras:

Se fores capaz de não perder a cabeça quando todos à tua volta
Perdem a deles e te culpam por isso,
Se fores capaz de confiar em ti mesmo quando os outros duvidam,
Mas aceitando perguntar a ti mesmo se não terão um bocadinho de razão;
(...)
Se és capaz de preencher o fugaz minuto
Com sessenta segundos vividos plenamente,
Tua é a Terra e tudo o que nela existe,
E - o que mais importa - serás um Homem, meu filho!

O poema vale mesmo a pena!
Uma boa prenda de Natal, para ler e discutir com eles.
BW

sábado, 4 de dezembro de 2010

Amiga!

Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ler a meias

Ele já lê, mas demora ainda algum tempo a avançar nas histórias, pelo que fica impaciente e cheio de vontade de virar páginas. Por outro lado, (ainda) não me apetece deixar de lhe ler (será que me vai apetecer algum dia?). Já me imagino a sentir falta daqueles mimos do fim do dia em volta de um livro e uma boa história. Assim, agradando aos dois, lemos a meias. Uma página lê ele, a outra leio eu. Se for bd, cada um lê uma vinheta. Mas às vezes fazemos um bocadinho de batotice. Deixo-o ler a página que tem a parte mais emocionante da história ou uma ilustração de que ele gosta especialmente. É batota, mas acho que ele não se importa. Até ver...

Ana Soares

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quem manda lá em casa? IV

Subscrevo as ideias da Bárbara. Acrescento só que fiquei a pensar na resposta à pergunta que deu o nome a este debate da PAIS e Filhos.


Quem manda lá em casa?

A geração dos nossos pais e avós diria sem hesitações:
São os pais que mandam!

A nossa geração queixa-se e diz:

São eles que mandam! Mandam nas compras do supermercado (porque os pais deixam que eles mandem, por isso não se queixem, pais); mandam nos horários (porque tem de ser); mandam nas horas de sono, etc, etc.


Os nossos filhos fazem parte do nosso projecto de família, do nosso projecto de realização enquanto ser humanos. Assim sendo, é claro que, apesar das mudanças que ter filhos traz às nossas vidas, somos nós que mandamos! No nosso caso, muito claramente, fomos nós que escolhemos este projecto que iria mudar a nossa vida, ritmos, horas, opções, mas que, acima de tudo, nos iria fazer muito felizes. E faz! Sem dúvida.

Ana Soares



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quem manda lá em casa? III


Descomplicar, simplificar, olharmos para os nossos filhos e nada de transmitirmos stress desnecessário, recomenda Patrícia Bandeira, educadora de infância no Externato da Torre.
Um casal mostra-se preocupado com uma criança de 14 meses, um "piratinha"; outro preocupa-se com uma menina de dois anos e meio, que é "terrível". Se os apelidarmos é meio caminho andado para que se transformem naquilo que lhes chamamos, alerta Helena Águeda Marujo.
Helena Águeda Marujo e Paulo Oom concordam em muitas coisas mas há uma que me chama a atenção: Provavelmente nunca houve geração de pais tão preocupados com a educação dos filhos como os actuais. Provavelmente muitos dos "problemas" que os miúdos têm devem-se à atenção e à pressão que exercemos sobre eles. Muitas vezes, na busca da solução, acabamos por arranjar mais problemas, alertam.
Porque é que os pais não vão jantar fora, à luz das velas, sugere Patrícia Bandeira. Porque a vida do casal é importante para a estabilidade dos filhos.
BW
PS: Doug Savage, o cartoonista das galinhas, foi dado a conhecer por Helena Águeda Marujo. Obrigada.

Quem manda lá em casa? III

Que pais queremos ser?, pergunta a psicóloga e professora Helena Águeda Marujo, no mesmo encontro promovido pela PAIS & Filhos.

Que valores e que emoções é que mandam na nossa casa?

Onde é que pomos a nossa atenção? Há vida além dos filhos? E o casal?

Qual o sentido da nossa existência? Que valor tem a parentalidade nesse sentido dado à existência?

Que histórias ou estórias podem influenciar o nosso modo de educar, de estar na vida, de estar com os outros? Até que ponto não reproduzimos histórias passadas?

Quem muda? Quem aprende? Os adultos podem aprender? Os adultos podem transformar-se? "A nossa capacidade de aprender é estimulada pela parentalidade", começa por dizer Helena Águeda Marujo, como que a responder antecipadamente a todas as perguntas que coloca.

BW

Quem manda lá em casa? II

Somos de certeza nós! Por mais medo, mais inseguranças, mais stress, mais dúvidas que tenhamos, temos que ser nós!
A ideia de reunir a educadora Patrícia Bandeira, a psicóloga Helena Águeda Marujo e o pediatra Paulo Oom foi da PAIS & Filhos, a revista que ajuda muitos de nós a ser educadores mais atentos. Foram três horas de perguntas e respostas.
Não há fórmulas mágicas, diz Paulo Oom, mas há pistas que os pais podem seguir. Por exemplo, criar um bom ambiente em casa, com "pais e filhos que se divertem, a tarefa de educar é mais fácil", defende.
Há que escolher bem as batalhas, ou seja, há coisas graves em que devemos claramente intervir; há outras que nem por isso e não devemos dar a importância que por vezes damos (como os amuos). Educar dá trabalho, é preciso muita paciência, conhecer os nossos próprios limites e "saber sair de cena".
A ideia de "sair de cena" é inovadora para mim e vou experimentá-la, diz que é melhor do que começar aos gritos. No fundo, é respirar, ser sincera e dizer: "Agora, estou irritada, já falamos". Na verdade é aquele "contar até dez" que muitos tentam fazer (ou fazem mesmo, eu sou das que tentam e só chegam ao três porque ao quatro já estou a falar uns decibéis acima da norma). Quando era pequena, o meu pai dizia que eu devia ter um botão no boca e pô-lo e tirá-lo três vezes antes de dizer fosse o que fosse... Parece que continua a ser uma mensagem válida!
BW

II Encontro Internacional do Português - Novos Desafios no Ensino do Português

3 e 4 de Dezembro de 2010

Departamento de Línguas e Literaturas
Escola Superior de Educação
Instituto Politécnico de Santarém

Numa altura em que se reconhece a necessidade de melhorar os níveis de desempenho e de literacia dos alunos de Português, especialistas da língua portuguesa e professores dos diversos níveis de ensino têm procurado articular esforços no sentido de reflectir sobre os desafios que se têm vindo a colocar ao seu campo disciplinar.

O II Encontro Internacional do Português pretende, nesta linha, constituir-se como um espaço privilegiado de encontro e diálogo, que proporcione a partilha de experiências e a reflexão sobre os desafios que actualmente se colocam à acção dos profissionais ligados ao Português e seu ensino, em Portugal e além fronteiras.

Os eixos temáticos do Encontro são, por isso:
- Acordo Ortográfico
- Novos Programas de Português e Metas de Aprendizagem
- Terminologia Linguística
- Português Língua não Materna
- Metodologias para o Desenvolvimento de Competências em Língua e em Literatura


PROGRAMA PROVISÓRIO e FICHA DE INSCRIÇÃO
Disponíveis em aqui

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Antes das compras de Natal

Aproxima-se o Natal.
Fazem-se listas dos possíveis brindados com prendas.

Ideias, pedidos, oportunidades começam a preencher os espaços em branco.

Mas antes de avançarmos para as compras, sugiro:

- Compre o que é nacional. É uma frase feita, um chavão, mas faz sentido, sobretudo em época de crise. Dos doces aos enchidos; dos autores, música até roupa, há de tudo e a todos os preços!

- Escolha prendas ecológicas (poucas pilhas, plásticos; quem sabe uma ecobola para a sogra e um compostor para o sogro!)

- Privilegie brinquedos que valorizam as aprendizagens, as relações entre pares. Não precisam de ser grandes nem electrónicos!

- Compre livros. Em formato de livro de bolso, edições especiais ou económicas. De preferência de autores portugueses (para os adultos, por exemplo, José Luís Peixoto, Saramago, Eça de Queirós; para as crianças, por exemplo, Ana Maria Magalhães, Alice Vieira, António Torrado, David Machado, entre tantos outros).

- Ofereça presentes solidários, por exemplo, àquela tia a quem já não sabe o que oferecer! Espreite aqui algumas sugestões. Para os que têm dúvidas quanto a estes projectos e seriedade dos mesmos, posso dizer que nos últimos dois anos comprei um telhado de zinco, uma cabra e um kit escola para oferecer e tudo correu bem e foi entregue a tempo e horas.

-Use a imaginação e o coração com prendas personalizadas e económicas, feitas em casa: desenhe ou use fotografias em molduras feitas de tecido. Recicle e faça enfeites para a árvore de Natal, ganchos para o cabelo das meninas, porta-chaves para os rapazes. Escreva ou compile poemas, ofereça livros/cadernos personalizados. Envolva os mais pequenos, faça o Natal em família a baixos custos!

Ana Soares

sábado, 27 de novembro de 2010

Sobre o "Livro"

Do facebook oficial de José Luís Peixoto, para perceber melhor o "Livro":
Sandra Cunha Adorei o romance, mas a 2ª parte foi a que me mais que cativou. Acho que faz renascer o objecto que seguramos nas mãos e, a mim, fez-me sorrir e falar com o Livro.
José Luís Peixoto (oficial) sandra, fico tão feliz que tenha feito essa leitura da segunda parte do romance. a ideia era mesmo essa: fazer renascer o livro nas suas mãos... não podia ter encontrado palavras mais certas para descrever a minha intenção ao escrevê-la. MUITO OBRIGADO.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A verdadeira história do Capuchinho Vermelho

E se, afinal, o lobo não fosse o mau da fita?

"É oficial: o Capuchinho Vermelho foi destronado do lugar de top. Um estudo de opinião demonstrou que tu achas que o Lobo é o mais simpático da Floresta"

Não tenho nada contra os contos tradicionais (apesar de, em alguns casos, gostar mais de outras histórias e livros). Acho que as crianças não ficam traumatizadas com elas e que as mesmas fazem parte de uma tradição e legado que temos de lhes passar. Mas esta versão da história do Capuchinho Vermelho (que também não é politicamente correcta) é uma boa forma de olhar de outro ponto de vista para a mesma história. Os mais pequenos adoram a história: tem pequenos pop-ups, traz duas cartas que podem sair do envelope para se ler e surpreende página a página. Os adultos divertem-se pela originalidade da história e pelo humor.

Ana Soares