segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A minha vida num livro - manual de escrita

Pedro Sena-Lino, formador de Escrita Criativa, é o autor deste guia informal que inicia o leitor comum na escrita da autobiografia. A minha vida num livro é publicado pela Porto Editora a 17 de Novembro.

Há quem tenha a intenção de escrever sobre a própria vida, mas não sabe por onde começar, como continuar ou sequer se vale a pena. Com este livro, Pedro Sena-Lino guia o leitor por um caminho de escrita que o leva a transformar as experiências mais loucas, tristes e maravilhosas num registo de qualidade e significado… a preservar.
A sessão de lançamento acontece a 17 de Novembro, em Lisboa, na Livraria Bertrand do Chiado, às 18:30, com um debate em torno da memória, que vai contar com a participação da professora universitária Paula Morão, do especialista em património Fernando Mascarenhas e do neurologista Miguel Viana Baptista.
No Porto, a 29 de Novembro, um debate semelhante ocorre, também às 18:30, na FNAC de Santa Catarina, com as participações da neurologista Belina Nunes e da professora universitária Rosa Maria Martelo.

Cantar Juntos com a A-Par

o lançamento do livro com CD "Cantar Juntos 2" terá lugar no dia 16 de Novembro, às 18h30, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A pensar nos pais e nos filhos pequenos!
A associação A-PAR "ensina" os pais a interagir, a ajudar a crescer os seus filhos, desde a mais tenra idade. O seu trabalho pode ser conhecido aqui!
Tal como muitas associações, também a A-PAR precisa de ajuda.
BW

domingo, 14 de novembro de 2010

Revisitar a infância - Egas e Becas numa noite de trovoada

Memórias a propósito do mau tempo que se fez sentir este fim-de-semana e na noite passada, em particular (muito útil, na verdade, para nos fazer ficar em casa a corrigir testes!).

Ana Soares

Parece bom!

É a história verídica de uns monges cistercenses de Thibirine, na Argélia, que, em 1996, terão sido mortos por fundamentalistas argelinos. Existe uma controvérsia se não foram mortos pelo próprio exército do país, numa tentativa de os salvar...
Bom domingo!
BW

sábado, 13 de novembro de 2010

Não às portagens, muito menos às automáticas!

É uma questão de educação cívica: Não tenho Via Verde e evito as novas portagens automáticas, em que uma simpática máquina fala comigo. A primeira vez que aconteceu, há umas semanas, rimo-nos imenso porque todos falámos com a máquina e desejámos-lhe uma "boa tarde", enquanto ela repetia: "retire o cartão".
À segunda, já não caímos e lá fomos para a cabine onde havia uma pessoa. É um facto que no banco de trás, eles preferiam que tivessemos Via Verde, em vez de ficarmos numa fila de "totós", à espera de sermos atendidos. "E porque é que não vamos falar com a máquina?", perguntam impacientes. Porque estamos ali para que o trabalho daquela pessoa continue a fazer sentido, para que não seja substituida por uma máquina, para que não engrosse as estatísticas do desemprego. É assim na auto-estrada e no hipermercado, mesmo quando a senhora do outro lado é pouco competente e não nos recebe com o mesmo entusiasmo que a máquina, nem responde aos nossos desejos de "boa tarde"...
BW

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

RED

Aqui fica uma sugestão divertida e despretenciosa para o fim-de-semana!
Que envelheçamos todos como o Bruce Willis é o meu desejo!
BW

Ler faz bem a tudo!

"Quando se aprende a ler, é como se uma armada vitoriosa chegasse às costas desprevenidas do nosso cérebro. Muda-o para sempre, conquistando territórios que eram utilizados para processar outros estímulos - para reconhecer faces, por exemplo - e estendendo a sua influência a áreas relacionadas, como o córtex auditivo, para criar a sua própria fortaleza: uma nova zona especializada, a Área da Forma Visual das Palavras. Isto acontece sempre, quer se tenha aprendido a ler aos seis anos ou já na idade adulta.
Esta é uma das conclusões de um estudo internacional publicado hoje na edição online da revista Science, em que participaram cientistas portugueses - e voluntários portugueses também, pessoas que aprenderam a ler já tarde na vida."

Leia mais aqui!
BW

O senhor do Adeus

Falei dele em casa, eles já o tinham visto mas não fixaram. Ela chorou comovida com o gesto, com o dizer adeus para combater a solidão. Eu também quando vi esta peça!
BW

Alice Vieira - Sessão de autógrafos

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O custo mais baixo do privado "é um mito"...

... quem o diz é o secretário de Estado da Educação João Trocado da Mata. Hoje, na Assembleia da República, na discussão do Orçamento de Estado (OE) de 2011, o governante fez as contas a quanto custa um aluno do ensino público, tendo por base o OE.
O OE é de 6,3 mil milhões de euros, destes, a dotação para o ensino particular é de 285 milhões (um corte de 21,9 por cento comparativamente ao ano passado); para acção social escolar estão destinados 181 milhões, para os serviços centrais e regionais são 95 milhões, mais 106 milhões para PIDDAC. Tudo subtraído, "chegamos ao orçamento de 5,7 milhões de euros; se dividirmos pelo número de alunos do ensino público" dá 3752 euros aluno. "São os dados do relatório do OE", sublinhou o governante.
O PSD, pela voz do deputado Emídio Guerreiro contestou o número apresentado, fazendo referência ao valor definido pela OCDE, que ronda os cinco mil euros por aluno. Mas Trocado da Mata ripostou, dizendo que esse era um dado referente a 2007 e que o modo da OCDE fazer as contas é diferente do do ministério.
"A ideia que o ensino privado presta um serviço público com custo mais baixo é um mito", declarou o secretário de Estado aos deputados.
Quanto ao privado, o governante não apresentou as contas. A ministra Isabel Alçada disse que o custo médio das turmas no ensino público é de 80 mil euros e que "será esse o tecto base com que nós trabalharemos com o privado". De recordar que o custo de uma turma com contrato de associação é de 114 mil euros/ano, diz a tutela. FIM

Ali onde diz a palavra FIM termina a notícia. Agora uma nota que também podia acrescentar porque é informação objectiva: as contas de Trocado da Mata são feitas com base num OE que vai ter um decréscimo de 11 por cento comparativamente ao do ano passado, com congelamento de progressões dos professores, ou seja, no OE 2010 o preço por aluno do público era superior (para dizer de quanto é que era, tinha que ir ver o relatório do ano passado e fazer as contas...).

A frase seguinte já não poderia acrescentar à notícia porque são cálculos meus, feitos com base nas declarações de Isabel Alçada e de Trocado da Mata, às 23h00, depois de ter estado na Assembleia da República das 15h00 às 20h20, a ouvir oposição, PS e ministério.
Se uma turma do público custa 80 mil euros e um aluno do público custa 3752, as turmas do público terão em média 22 alunos (3752 x 22 = 82.544 euros). Para uma turma do privado (com contrato de associação) com o mesmo número de alunos, o Estado desembolsa 5181 euros por estudante (114.000 : 22 = 5181). Mas não há turmas de 22 alunos no privado, se forem 28 alunos, uma prática comum e permita por lei, estes alunos já ficam mais baratos (114.000 : 28 = 2456 euros). Com os números fazemos o que queremos, eu, o Ministério da Educação, a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo ou o leitor!
Teria sido melhor se o secretário de Estado tivesse dito quanto custa um aluno do privado dos contratos de associação ao Estado (escusava eu de estar aqui de calculadora na mão...)
BW
ATENÇÃO: Actualizei a informação na caixa de comentários. As minhas desculpas pelos meus erros matemáticos (12/11, às 10h38).

O retrato da migração...

... é feito hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mas também aqui !
Algumas ideias a reter:
- estamos a "perder" gente qualificada: "Em 2000, 13 por cento dos portugueses com grau superior (90 mil) emigrara. Na União Europeia, este valor só era superado pela Eslováquia (14 por cento) e pela Irlanda (23 por cento).Os “novos emigrantes” são mais qualificados e escolhem o destino porque são informados, bem diferentes dos emigrantes dos séculos XIX e XX que iam atrás de um trabalho ou de familiares que os chamavam."
- os imigrantes são precisos: em nome do crescimento demográfico (é preciso gente que contribua para a segurança social e assim) e de vários sectores de actividade que, caso os imigrantes decidissem sair todos ao mesmo tempo, ficavam semi-paralisados.
O balanço é que as saídas - há 2,3 milhões de portugueses, nascidos em Portugal, a viver no estrangeiro - são maiores do que as entradas - há meio milhão de imigrantes.
O curioso disto tudo é que o ser humano nunca foi tão pouco migrante como actualmente, diz Rui Pena Pires. Apenas quatro por cento da população mundial é que migra.
BW

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Turquia pelos olhos da Maria João Costa

Para ver e ouvir! Bonito!
BW

Não tenho escrito aqui...

... mas ando atarefada com este post e sua caixa de comentários!
Para que fique claro: Eu não sou uma defensora acérrima do ensino privado, eu não sou contra o ensino público. Ambos têm coisas boas e coisas más. Por isso, deve haver espaço para os dois.
Eu tenho os meus filhos no ensino privado porque sim, porque quero (e porque posso); mas isso não me impede de querer que o ensino público seja bom, seja o melhor, tenha grande qualidade, para bem de todos! Da sociedade em que vivemos, do país em geral. Se todos os alunos aprenderem bem, quem sabe não sairemos desta crise mais rapidamente?
Eu não sou elitista, não sou neoliberal, nem outras coisas que se chamam aos defensores do ensino privado, da liberdade de escolha, dos cheques-ensino e afins. Eu sou apenas uma mãe que quer o melhor para os seus filhos (desculpem lá) e se esse melhor estivesse noutro lado, era lá que eu queria que os meus filhos estivessem. Agora estão no privado, no futuro estarão no público, quem sabe, depende de tantas coisas!
BW
PS: A Mulher Maravilha está aqui porque sim, porque me apeteceu! Enfim, ela sim, há-de ser uma patriota e neoliberal, defensora dos privados! Eu sou só uma patriota, baixa, redonda e de olhos castanhos, pecadora porque tenho filhos no privado...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

um livro é uma casa

"E [eu] estava a sentir uma coisa ainda mais estranha: a gostar de aprender. A gostar de aprender que um livro é uma casa com muitas portas - às vezes tantas quantas as páginas do livro; outras, tantas quanto as linhas. Outras, nem tanto assim. Havia livros que eram mais como aquelas pinturas a imitar portas e janelas, que quando uma pessoa chegava lá embatia com o nariz num muro."


Rui Zink, Anibaleitor, p. 62

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quem mexeu no meu queijo?

Ter queijo faz-nos felizes

O que é que farias de não tivesses medo?

Quando deixas de ter medo, sentes-te bem!

Imaginar o teu novo queijo ajuda-te a encontrá-lo.


Estas são algumas das frases chave do livro Quem mexeu no meu queijo? - versão júnior, uma proposta da Pergaminho. Estava reticente quando peguei no livro, mas acabei por me render às quatro personagens-ratinhos: Pigarro, Fungadela, Correria e Gaguinho. A edição conta ainda com algumas perguntas e sugestões de debate para fazer com os mais pequenos, talvez a partir dos 5 anos. Excelente para trabalhar a motivação, desmistificar medos, aumentar a auto-estima. Reconhecendo-se nas características dos três ratinhos, as crianças ganham consciência de si; na imagem do queijo, imaginam os seus sonhos e objectivos.

Ana Soares

domingo, 7 de novembro de 2010

Ficou-me no ouvido...

... Depois de ouvida duas vezes. É country, foi cantada pelo duo de mãe e filha, Wynonna e Naomi Judds, conhecidas por The Judds, no início da década de 1990, um sucesso nos EUA. Gosto sobretudo da letra! Bom domingo!
BW

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Governo corta nos apoios ao ensino privado

Tenho uma boa escola pública perto de casa. Os meus vizinhos da frente, do outro lado da rua, podem mandar os seus filhos para essa escola. Eu não, que moro deste lado da rua, pertenço a outra que fica mais longe e é menos boa, para não dizer má (não se pode dizer que as escolas são más. Será que se pode dizer que são mal frequentadas?, também não).
Os meus filhos estão no ensino privado, num colégio que fica ao lado da tal escola boa. Os meus filhos fazem parte dos 56 por cento de alunos que não recebem qualquer apoio do Estado para frequentar o privado. Só têm o apoio dos pais que também não trabalham no sector público.
Já tentei beneficiar de um contrato simples (o Ministério da Educação dá uma quantia simbólica aos pais, dependendo de uma fórmula que é aplicada ao rendimento da família) mas, aos olhos do Estado, sou rica e nem um cêntimo para esta pobre mãe. Em contrapartida, não posso pôr todas as minhas despesas com Educação no IRS porque há um tecto e, para o ano, esse vai baixar o que significa que apresentarei ainda menos despesas (embora elas existam). Tudo somado: eu pago a educação dos meus filhos e dos filhos de outros que os têm na escola pública. Tudo bem, sou caridosa, posso fazê-lo e hei-de ganhar o céu.
Agora, fico um bocadinho irritada com o discurso da dor de cotovelo, de quem não vê além do seu umbigo. Ou seja, irrita-me quem diz: Vão cortar no ensino privado? Acho muito bem! O Estado tem que investir é na escola pública! Os meninos de bem, esses betinhos, que vão para a escola pública, que só lhes faz bem! Não têm dinheiro para continuar no privado? Azar!
Fico irritada com os invejosos que não acompanham este raciocínio. Ora vejam: nos últimos 30 anos, o Estado, em nome de uma ideologia, andou a construir escolas públicas mesmo ao lado das privadas.
As privadas já lá estavam, com boas instalações, com corpos docentes estáveis (a ganhar menos do que os do público e a trabalhar mais - é bem feita!, dizem os senhores da dor de cotovelo - que é para não serem parvos!), com projectos educativos que põem os alunos a aprender não só a matéria, mas regras de civilidade; são escolas que funcionam e quando isso não acontece cai-lhes a inspecção em cima, a inspecção do Ministério da Educação.
Ao longo dos anos, o Estado gastou dinheiro a fazer escolas novas, a admitir mais professores e, paralelamente, a pagar às privadas para manter o serviço público que ofereciam. Porque nestes colégios privados andam todos, dos ricos aos pobres, todos com as mesmas oportunidades, tal e qual como na escola pública. E agora, toca a cortar - é mesmo assim, calha a todos, o que é que pensavam, que só cortavam na pública?
Irrita-me a má gestão dos dinheiros públicos e os invejosos.
BW

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tendências e Controvérsias em Sociologia da Educação

É o título do livro editado pela Mundos Sociais, organizado por Pedro Abrantes com os trabalhos e investigações mais recentes no âmbito da Sociologia da Educação.
O lançamento é esta tarde, às 16h00, em Lisboa, no ISCTE, na Ala Autónoma, no Auditório Afonso de Barros. A apresentação está a cargo do professor José Resende e eu deveria estar presente também para exercer a mesma função. Mas, por motivos de força maior, vai ser impossível. As minhas desculpas públicas ao professor Pedro Abrantes e a toda a organização (as desculpas pessoais já foram dadas, ainda que com pouca antecedência).
BW

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os professores que paguem a crise!

Como se sabe as leis portuguesas têm sempre várias interpretações, tal é o modo encriptado como são escritas. Vai daí, o Ministério da Educação vem agora dizer que há professores que desde 2007 - passaram três anos civis - que progrediram por engano. Por engano? Por má interpretação da lei? Por má fé dos directores de escola? E agora têm que restituir o que receberam a mais e podem fazê-lo em prestações suaves, a 12 meses!
E hoje, depois de um fim-de-semana prolongado, é ver os directores de escola, que têm pouco que fazer, a rever os processos todos, todinhos, não vá ter escapado algum; e os docentes na sala dos professores - em vez de falarem do projecto educativo, da turma x ou y, do comportamento do menino z, da visita de estudo, não -, todos a querer saber quem progrediu bem e mal, quanto é que esses vão ter que devolver ao ME, tudo a maldizer ministros, serviços e Governo. Bonito! E a chegar à sala de aula, contentes da vida, e sentirem que andam ali mesmo é a aturar meninos e que não lhes pagam para isso, pois se até têm que devolver o que receberam... Bonito!
BW

Geronimo em banda desenhada

O rato mais famoso entre a miudagem é, actualmente, o Geronimo; Geronimo Stilton. Já vos falei dele, mas hoje trago a usa versão em banda desenhada editada pela editora Planeta. Já lemos o nº 1 e 3 e tenho de reconhecer que esta colecção supera a que eu conhecia originalmente. Para além da fruição do texto/imagens, esta colecção permite aos mais pequenos inteirarem-se do mundo e da história de outros povos e culturas. É que nesta versão em bd, os gatos piratas descobrem uma maneira de viajar no tempo e propõem-se mudar a História para alcançar fama e riqueza. A tarefa do Geronimo e companhia é a de viajar também no tempo e evitar que a história mude! É deste modo que nos encontramos com Colombo e a descoberta da América ou viajamos até ao antigo Egipto.
Deixemos os miúdos viajar pela História... com o Geronimo !
Ana Soares