sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Regresso do Magalhães

Afinal ainda vai haver Magalhães este ano para os meninos do 1º ano do 1º ciclo, assim o indica a notícia do PÚBLICO. A novidade é que, desta vez, vão também ser distribuídos computadores aos professores.O programa e-escolinha, que tanta polémica tem levantado, regressa assim às escolas.

Como mãe, até fico contente que seja só no final do ano lectivo. Não temos sentido especial falta do Magalhães ao longo deste 1º ano de escola do nosso rapaz. Consolidar a leitura e a escrita, assim como a caligrafia, tem sido a nossa preocupação principal. Mas também sei que para ele vai ser uma alegria e uma promoção ter um Magalhães como os crescidos das salas do 2º ano! Novas competências para desenvolver. Com conta, peso e medida, espero eu!

Ana Soares

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Feira do Livro de Lisboa II

Quando eu era nova (!), melhor, quando eu andava na faculdade (portanto, há pouquissimo tempo!) combinava com alguns amigos e iamos à Feira do Livro, aproveitavamos um intervalo maior ou saiamos mais cedo e lá iamos nós. Uns dias com uns, outros dias com outros, por vezes, conseguia ir diariamente à Feira do Livro, sobretudo para aproveitar as promoções do "livro do dia". Por exemplo, este ano, gostava de ir nos dias abaixo assinalados!

ORFEU NEGRO PAVILHÃO A 64
LIVROS DO DIA
29 Abril QUI O Livro Inclinado 8,40€
30 Abril SEX Espelho do Mundo – Uma Nova História da Arte 29,40€
1 Maio SÁB O Coração e a Garrafa 8,00€
2 Maio DOM Burros 8,90€
3 Maio SEG Animalário Universal do Professor Revillod 8,40€

E com este post lembrei-me dos anúncios da Sumol que rezam mais ou menos assim, não os sei de cor: "Um dia vais pensar que sair à noite é levar o lixo à rua", "Um dia vais achar que se viaja no sofá" e coisas assim deprimentes que parecem querer retratar a vida dos adultos. Os anúncios terminam com um "quando esse dia chegar, não lhe fales", eu ando a cumprir e a fugir desses dias a sete pés! Por isso, vou tentar ir à Feira do Livro diariamente!
BW

Petição por turmas mais pequenas

O Movimento Escola Pública promove o lançamento da Petição Pública pela redução do número máximo de alunos por turma, hoje, pelas 16h, na Livraria Ler Devagar (LXFactory - Rua Rodrigues de Faria, 103, Lisboa).
A Petição contém uma lista de primeiros subscritores de várias áreas da educação e será apresentada, em conferência de imprensa, por Miguel Reis (Professor, Movimento Escola Pública), Helena Dias (ex-Presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, Movimento Escola Pública) e Paulo Guinote (Professor, autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”).
"Com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se de uma medida que reúne um consenso social alargado e que urge pôr em prática", defende a petição que se encontra-se disponível aqui .

Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro de Lisboa começa hoje! De 2.ª a 6.ª feira das 12h30 às 23h30 e ao fim-de-semana abre às 11h00. Até dia 16 de Maio.
A organização tem um espaço próprio para os pais deixarem as crianças. Pode ser interessante mas há coisa melhor do que eles andarem connosco, de stand em stand a folhear os livros, a fazerem a sua seleccção, a aprenderem a escolher? Acho que não!
BW

O estranho mundo de Jack

"O Estranho Mundo de Jack, história que inspirou o filme com o mesmo título, é já um clássico infantil e conta-nos a história de Jack Esquelético numa assustadora véspera de Natal.
Uma noite, enquanto passeia entediado na floresta de Halloween, Jack encontra algo que nunca vira antes: uma porta esculpida numa árvore. Ao abri-la, entra no mundo alegre e cintilante da Cidade do Natal!Maravilhado com tanta luz e animação, Jack decide raptar o Pai Natal e levá-lo para Halloween, planeando as mais medonhas traquinices para a véspera de Natal.
Um mundo fantástico e irreverente que promete tantas gargalhadas como sustos!
Tim Burton , um dos cineastas mais aclamados e controversos de Hollywood, divide a sua carreira entre grandes êxitos de bilheteira, como Eduardo Mãos de Tesoura (1990) ou O Estranho Mundo de Jack (1992) – a sua primeira longa-metragem de animação –, e projectos marginais mais arriscados, tendo criado algumas das obras cinematográficas de referência das últimas décadas. Escritor, produtor e realizador, Tim Burton continua a deliciar leitores e espectadores de todas as idades pelo mundo inteiro com o seu universo fantástico e sombrio, inspirado nos ambientes góticos de Edgar Allan Poe e habitado por estranhas criaturas. Burton é também autor de A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias, publicado pela Antígona."

Deste press-release o que retive é que o filme é de 1992... E que eu já era adulta quando o fui ver...
BW



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Estatuto do aluno: o ME e os números

Há um ano o Ministério da Educação sabia e anunciou a redução do número de faltas dos alunos e que isso se devia à realização de provas de recuperação. Nas escolas, os directores diziam que tal não era bem assim, que as faltas tinham provocado um aumento da realização de provas. Por esse motivo, Maria de Lurdes Rodrigues ordenou uma inspecção às escolas que o disseram. Agora, no preâmbulo da proposta de alteração do Estatuto do Aluno o mesmo Governo (só mudou a ministra) diz que afinal as provas incentivaram os alunos a faltar mas... não há números, aparentemente não se fez ainda essa contabilidade ou pelo menos essa não é tornada pública. Em que é que ficamos? Eles faltam porque podem sempre fazer as provas ou não?
Entretanto a nova proposta prevê mais educação para a cidadania. Parabéns!
BW

E se um dia me acontecer a mim?

No supermercado vemos uns cegos. Seguem-se as perguntas da praxe: como ficaram cegos? Como se orientam? Como lêem? Dadas as respostas possíveis, ouço: espero que nunca me aconteça nada assim nem nenhuma doença, diz ele. Recomeça a minha resposta à pergunta que leio na sua cabeça de sete anos: o mais importante é ser sempre feliz. Saber aceitar o que a vida nos vai dando e arranjar maneiras de continuarmos a divertirmo-nos, cantar, dançar e rir. É claro que para isso precisamos dos outros. Nunca nos devemos esquecer disso e por isso devemos sempre ajudar e apoiar os outros. Se algum dia ficares doente, deves tentar ser feliz na mesma. Na escada rolante, ao nosso lado, alguém acompanha a conversa e sorri.
Fim da conversa com um sorriso.

Ana Soares

terça-feira, 27 de abril de 2010

Cristina Sá Carvalho dixit

Cristina Sá Carvalho é psicóloga de formação, professora universitária e directora do Departamento Nacional de Catequese, escreve periodicamente no jornal Página 1, da Rádio Renascença. Hoje escreveu sobre a avaliação dos professores. Concordo com os sublinhados!
BW

"Mais de trinta anos de ideologia dos direitos adquiridos e uma propaganda sindical falsamente naïve, alicerçada em visões patetas sobre a distribuição da igualdade entre os seres humanos, conduziu a uma defesa irracional da ideia de que todos os professores são bons – quando não são,
nem serão, porque ensinar bem é um processo extremamente complexo, amplo e difícil, acessível apenas a alguns e totalmente dependente daquele factor, indeterminado e potente, que se chama vocação – conduziram, a meu ver, a um sistema de quotização deficiente e injusto.
Tenho visitado muitas escolas e parece-me evidente que, no nosso país, a distribuição da competência educativa é muito pouco normativa. De facto, há escolas que, mesmo operando em zonas socialmente complexas e, por vezes, explosivas, beneficiam de um corpo docente estável em que a maioria dos professores é muito competente e, por isso, um grande número merece ser avaliado como muito bom ou excelente.
De um modo geral, esse grupo exerce uma influência positiva e estruturante nos colegas mais jovens, nos “flutuantes” e naqueles que já estão a perder a pedalada, equilibrando competências e vigiando os processos mais decisivos, reproduzindo, pois, a competência e o empenho. Recentemente aplicaram o novo sistema de escolha dos seus actores e não se terão arriscado a escolhê-los mal.
Em contrapartida, tenho visto escolas que, independentemente de trabalharem em circunstâncias adversas como favoráveis, fazem, na generalidade, um trabalho perfeitamente medíocre. Nestes casos, a própria liderança não só é absolutamente desprovida de critério, método e reflexão, como muitas vezes é refém de um grupo de docentes que controla metodicamente os privilégios disponíveis, como os horários e as turmas especiais, fazendo dos professores mais inexperientes uma carne para canhão que roda continuamente à procura de melhores condições. É evidente que, nestas escolas, quase nenhum professor merece chegar aos escalões mais elevados.
Como sempre foi previsível, parece claro que a Ministra da Educação não vai deixar passar em branco as reivindicações dos sindicatos quanto à avaliação dos professores. Muito à sua maneira, tocada de irónica e diálogo calculado, contando com a vantagem acrescida de conhecer muito bem todas as derivações e nuances que as próprias reclamações contêm e, tendo passado muito mais anos na sala de aula do que os augustos dirigentes sindicais, já percebeu que escolas repentinamente esvaziadas pela reforma súbita de muitos dos seus melhores só querem paz e um projecto de futuro que lhes devolva alguma autoridade e espaço de maneio suficiente para resolverem os problemas quotidianos.
O novo Estatuto do Aluno cumprirá o seu papel, o rearranjo curricular quase completará a tarefa. Só falta, mesmo, não ter receio de pagar melhor a quem é mesmo bom e de penalizar aqueles que não são capazes de avançar para além dos mesmos mínimos que propõem, com grande desrespeito, aos seus próprios alunos. Já agora, também não se deveria perder a oportunidade de rever os vários sistemas de formação inicial e contínua de professores."
in Página 1, Rádio Renascença

A importância da Educação e dos professores

O Fórum para a Liberdade de Educação convidou Mona Mourshed, consultora da McKinsey e responsável pelos estudos "Como os melhores sistemas de ensino chegam ao topo" e "O impacto económico do insucesso das escolas americanas", para vir a Lisboa, no passado dia 14. Por motivos profissionais não pude assistir à conferência, mas o Diário Económico conversou com a especialista. Eis algumas das ideias que deixou:

Se o sistema de ensino norte-americano tivesse acompanhado, "entre 1983 e 1998, os resultados de países de topo como a Finlândia, o seu Produto Interno Bruto (PIB) podia ter tido mais dois milhões de milhões de dólares em 2008 (cerca de 1500 milhões de euros).
Para Mona Mourshed, os maus resultados das escolas americanas condenam o país a uma "permanente recessão".
Uma das principais frentes de combate na Educação é a redução da diferença nas notas de alunos provenientes de zonas mais desfavorecidas e a média geral, o que acaba por influenciar o próprio mercado de trabalho. "Começa com o facto de estudantes que vêm de ambientes desfavorecidos viverem em comunidades com escolas desfavorecidas. Ou seja, o contexto socioeconómico coloca-os logo um nível abaixo. Se vão para uma escola de fraca qualidade, voltam a descer mais um nível. A qualidade do ensino é mais baixa e limita a sua capacidade de ter boas notas, o que afecta também as suas possibilidades de ir para a universidade e tirar uma licenciatura. E a capacidade de ir para a universidade também afecta as futuras possibilidades de arranjar um emprego. É este o ciclo", explica Mona Mourshed.
Os estudos da McKinsey mostram a influência que um maior grau académico pode ter nas nossas vidas. Especificamente, os dados da consultora mostram que um adulto licenciado, em comparação com um cidadão que se tenha ficado pelo 12º ano, ganha 70% mais em salários ao longo da sua vida, cultiva um estilo de vida mais saudável, tem uma menor tendência para ser preso e uma maior tendência para votar.
(...)
Para Mona Mourshed, os melhores sistemas educativos compreendem que a qualidade dos professores é o factor mais influente na melhoria dos resultados escolares. Assim, países como a Finlândia recrutam os professores na elite dos dez por cento de melhores licenciados em áreas específicas de conhecimento, que não a de ensino, e depois fazem-nos passar por um exigente regime de treino para a docência. Nestes países, lembra a norte-americana, é difícil chegar a professor e apenas um em cada 10 candidatos consegue satisfazer os requisitos necessários. Nos sistemas educativos de topo, ser professor é uma posição de prestígio."

Ministra da Educação em entrevista ao DN

Isabel Alçada dá uma entrevista hoje ao DN. Algumas citações:

Sobre os concursos e a avaliação
"Fomos muito claros quanto a isso: a lei não estava suspensa. O que agora solicitaram foi que alterássemos a lei, mas dissemos sempre que não íamos fazer alterações retrospectivas, apenas uma alteração prospectiva para não desrespeitar o investimento e o trabalho de muitos professores que foram avaliados com Muito Bom e Excelente. Senão, os que não se submeteram à avaliação seriam beneficiados pela infracção."

O piscar do olho aos professores
"(...) Do meu ponto de vista, a principal qualidade de um professor é a competência científica e um professor tem de dominar muito bem a matéria que ensina. Também tem de estar aberto a, continuadamente, aprofundar o estudo para se ir actualizando e acompanhar a evolução da disciplina científica que trabalha.
- Mas hoje muitos professores vêem a actividade como uma saída de emprego e não como vocação.
Talvez as pessoas possam pensar isso mas quem está por dentro, quem está com alunos, gosta de ensinar. Há momentos em que há um brilho especial na nossa profissão, porque o comunicar com os outros, o levar os outros a desenvolverem-se , traz uma alegria especial.
- Pensava-se que ao aceitar ser ministra iria romper com a conflitualidade entre professores, sindicatos e ministério. Conseguirá que os professores pendam para o ministério e não para os sindicatos?
Até tenho uma ambição maior queria que houvesse uma harmonia de forma a que tivéssemos um entendimento, embora com divergências. Mas não podemos viver com divergências e sem conflitualidade permanente porque é péssimo na relação humana. É preciso que as pessoas dialoguem, que possam mostrar que há pontos de vista que são divergentes e que, quando se chega à decisão, que prevaleça a decisão mais benéfica para o país, para os que estão no sistema educativo e para os alunos.
(...)
- Creio que está a tentar seduzir os professores a olharem para o ministério como sendo o órgão que os representa. Vai conseguir isso?
Acho que sim, porque estamos a fazer aquilo que acreditamos que é o melhor para o País, e os professores também reconhecem isso. Reconhecem que queremos que as escolas tenham as melhores condições no que respeita às instalações, equipamento, horários, organização do ano lectivo, em todos os domínios do currículo e outros.
Naturalmente, quando fazemos um esforço, esperamos que seja entendido por quem se dirige. Neste caso, é para beneficiar as novas gerações e os alunos que estão a estudar. Aliás, até o professor Marçal Grilo sempre disse que deveria haver um pacto no quadro da educação, um pacto educativo. Usou- -se esta expressão e noutros países ainda continua a ser usada."


O piscar do olho aos directores
"(...) Se me perguntar qual é a preocupação primeira de um director, digo logo que é a harmonia na convivialidade da escola, a par da aprendizagem. Mas a harmonia, a convivialidade, a segurança e a disciplina são prioridades. Eu já fui directora, tenho muito contacto com directores, e sei o que é que se passa nas escolas e que os professores preocupam-se muito. Aliás, posso dizer também que a maior causa de ansiedade do professor é a indisciplina. A agressividade vem a seguir à indisciplina e à violência, que é o limite máximo da indisciplina. Muitas vezes o que acontece é que, se a pessoa gere bem a questão da indisciplina, evita o recrudescimento de outras situações. E os professores têm hoje na sua formação inicial essa componente.
Essa agressividade tem gerado casos de suicídio como os que foram noticiados nas últimas semanas.
Não, isso não é verdade. Eu partilho absolutamente da visão e da análise que o professor Daniel Sampaio tem feito e vindo a publicar. Ele chama a atenção para os casos-limites, como é o caso de um suicídio, e refere que nunca é apenas devido a um factor externo. Nunca é só a profissão, a situação familiar ou a situação amorosa, há uma conjugação de factores que têm a ver com a personalidade das pessoas."

Acordo ortográfico em 2011/2012 nas escolas
"Sou a favor. Acho que a língua evolui e neste caso houve um entendimento com vários países e, em termos internacionais, é uma afirmação do português no mundo. Considero que o Acordo Ortográfico é um factor benéfico e temos um planeamento já feito para a sua introdução. Não é muito complicado, pois na verdade é só ortografia e estamos articulados com outros ministérios. Os professores podem perfeitamente integrá-lo estudando as alterações."

Acolhimento Familiar

Acolhimento Familiar. Poder receber uma criança e ajudá-la a ter uma vida melhor. Aqui está um projecto que quero abraçar daqui a uns anos, quando os miúdos sairem de casa!

A Santa Casa precisa de famílias de acolhimento em Lisboa, pessoas ou famílias entre os 25 e os 65 anos que possam acolher uma criança ou jovem e prestar todos os cuidados. Tratam-se de crianças que por dificuldades familiares, têm de ser separadas da sua família natural temporariamente. Normalmente, "são crianças em grande sofrimento emocional que necessitam, por um período de tempo, de uma família substituta que as ajude a devolver a confiança em si e nos outros, que as aceite incondicionalmente e cuide delas com ternura e seja capaz de as devolver à vida mais fortes e mais felizes", avisa a Santa Casa em comunicado. Não são iguais à da imagem, são meninos sofridos, de todas as cores e estratos sociais.
Antes de receber uma criança as famílias de acolhimento "benefi­ciam de sessões de preparação e formação, atenção individualizada, acompanhamento durante (e pós) o acolhimento da criança, apoio telefónico durante 24 horas por dia para situações de emergência, contactos com outras famílias de acolhimento para troca de expe­riências e ajuda financeira para gastos com o acolhimento".

A candidatura faz-se através do Serviço de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, telefones: 213 235 118 / 213 235 177; e-mail: diadij@scml.pt
BW

segunda-feira, 26 de abril de 2010

“A Língua Portuguesa no século XXI - Desafios e Oportunidades”

ISCTE-IUL discute a língua portuguesa no século XXI na preparação do IV Festlatino

O ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) discute amanhã, terça-feira, 27 de Abril, os desafios e oportunidades para a língua portuguesa no século XXI, durante o seminário preparatório para o IV Festlatino - Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas Neolatinas.
Este evento, que se realizará no Recife, no Brasil, em Novembro de 2010, tem como objectivo ampliar os vínculos entre os países europeus de línguas neolatinas, os países ibéricos, a América Latina, os Estados membros do Mercosul e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O seminário decorrerá no auditório B – 203 do ISCTE-IUL, com o patrocínio desta universidade, da CPLP, do Instituto Camões, da Associação Mares Navegados e do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco. Além de preparar o IV Festlatino, o principal objectivo do seminário será debater sobre as principais potencialidades do uso da internet para a difusão de conteúdos em línguas latinas, principalmente em língua portuguesa.

A cerimónia de abertura tem início às 9h30, com a participação de Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura; Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP; José Marcos Barrica, embaixador de Angola em Portugal; Celso Marcos Vieira de Souza, embaixador do Brasil em Portugal; Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL; Eliane Zugaib, directora do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil; Simonetta Luz Afonso, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa; Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões; Silvana Lumachi Meirelles, secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura do Brasil; e Humberto França, coordenador-geral do Movimento Festlatino.

Os trabalhos decorrem entre as 9h30 e as 18h30, hora em que terá lugar a conferência de encerramento proferida por Luís Reto. Durante o evento serão ainda entregues os diplomas às Personalidades da Neolatinidade 2010.

Vicky Harrison não aguentou 200 recusas aos seus pedidos de emprego

Vicky Harrison era uma jovem inglesa de 21 anos, depois de dois anos e 200 recusas de emprego pôs fim à vida. Pode ler mais aqui. Neste espaço é possível deixar uma mensagem à família que quer criar uma fundação para ajudar os jovens a lidar com as dificuldades que encontram num mercado de trabalho cada vez mais fechado. No Reino Unido o desemprego atinge dois milhões e meio de jovens, são já chamados uma "geração perdida".
Continuo sem perceber como é que a economia evolui, como é que cresce, com um mercado de emprego cada vez mais reduzido, com as empresas a cortar em postos de trabalho claramente necessários, com os administradores e accionistas a manter regalias, com uma classe média estrangulada, com jovens que terminam os estudos e não obtêm trabalho e sem meios de sair de casa dos pais... Alguém me explica?
BW
"O 5 de Outubro e a Primeira República é uma obra de divulgação sobre um período crucial da História de Portugal – a instauração da República e o regime republicano até 1926. Aliando rigor científico e clareza de exposição, os autores colocam à disposição do público uma síntese, que é também uma chave para entender este agitado e complexo período da nossa História.
O presente volume faz parte de uma colecção de divulgação da História de Portugal que Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada têm vindo a publicar, em colaboração com prestigiados historiadores.

A sessão de lançamento decorrerá no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, no dia 27 de Abril (terça-feira), às 18h30 e contará com a presença de António Reis, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada."

Memorial do Convento

Memorial do Convento. Uma obra magnífica, mas nem sempre fácil .... Aqui ficam alguns apontamentos e ideias que podem ajudar os alunos na hora de sistematizar o trabalho da aula. Para os outros leitores, esta é uma forma de relembrar a obra.


Memorial Do Convento

Ana Soares

domingo, 25 de abril de 2010

Dia Internacional da Consciencialização sobre a Alienação Parental

O dia podia ter um nome mais simples mas o problema que estas família vivem não é fácil...

A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (Portugal) conjuntamente com Apase – Associação de Pais e Mães Separados (Brasil) e Asociación de Padres de Familia Separados (Espanha) juntaram-se pela primeira vez para a realização de um comunicado internacional sobre o Dia Internacional de Consciencialização sobre a Alienação Parental – 25 de Abril de 2010. Esta iniciativa pioneira conta ainda com a parceria internacional da Parental Alienation Awareness Organization e da Parental Alienation - Parent Association, ambas dos E.U.A..

Este dia tem como objectivo chamar à atenção para o fenómeno da Alienação Parental. Este foi pela primeira vez identificado em 1985 pelo psiquiatra norte-americano Richard Gardner, no qual se identificam comportamentos por parte de um pai / mãe em manipular o seu filho com a intenção de predispô-lo contra o outro progenitor e a sua família (como os avós), cada vez mais frequente depois de um divórcio ou separação e mesmo em famílias não separadas.
Assim identificam-se os seguintes comportamentos:
- Processo destrutivo da imagem de um dos progenitores;
- Afastamento forçado, físico, psicológico e emocional, das crianças em relação ao progenitor alienado, geralmente o progenitor não residente;
- Actos jurídicos e comportamentais com o objectivo de isolar as crianças do progenitor com quem não reside habitualmente.

E isto traz consigo consequências para as crianças, tais como:
- Relações interpessoais: dificuldade em estabelecer relações de confiança com outras pessoas e em relações de maior intimidade;
- Baixa tolerância à raiva e hostilidade: dificuldades em lidar com situações que despertem emoções fortes como a raiva (“ferver em pouca água”), em aceitar o “não”.
- Problemas no sono e na alimentação: dificuldades em adormecer, pesadelos, sono inquieto; pode também existir falta de apetite.
- Maior conflitualidade com figuras de autoridade: dificuldades em seguir ordens e orientações de figuras de autoridade (professores, polícias, superiores hierárquicos…)
- Maior vulnerabilidade e dependência psicológica: auto-estima e auto-confiança mais baixas.
- Sentimento de culpa: a criança é constantemente forçada a escolher um lado e tomar partido, crescendo com um sentimento de culpa e de impotência.
- Doenças psicossomáticas: dores de cabeça, dores de barriga e outras são muito comuns, em particular nas situações de stress.

O Expresso tem um trabalho aqui .

Lembrar os nomes, feitos e coragem do 25 de Abril

Visitar on-line a exposição «25 de Abril: da efemeridade à história» é um passeio pela arte e história de Portugal. Vale a pena redescobrir aqui a exposição que foi organizada pela Biblioteca Nacional. Lembrar nomes, feitos e a coragem olhando para cartazes e autocolantes que fizeram a História.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

25 de Abril - O Tesouro

Leia com os miúdos esta história digital de António Pina, O Tesouro, a preparar o dia de domingo. Para que tudo faça mais sentido para eles.

Boas leituras em família. E, já agora, viva a liberdade!

Ana Soares

Era uma vez um cravo

É antigo, de 1999, mas é bonito!
Chama-se Era uma vez um cravo e conta a história em verso do país antes do 25 de Abril e ao longo daquele dia, em Lisboa. A personagem principal é a D. Floripes, a florista que gosta de cravos e os oferece a quem passa, num dia em que recorda o seu pai, que sempre ansiou pela liberdade, e os seus filhos, um emigrado e outro na guerra.
Editado pela Câmara Municipal de Lisboa, os versos são de José Jorge Letria e as ilustrações de André Letria, todas a preto e branco, à excepção dos cravos, muito vermelhos!
A dada altura, lá mais para o final reza assim:
"Era uma vez um cravo,
nascido no mês mais puro
com pétalas de esperança
e perfume de futuro"
Saibamos nós, num momento tão difícil como aquele que o país atravessa saber fazer futuro, para nós e para os nossos filhos! Há que ter esperança mas também agir e mudar!
BW