quinta-feira, 11 de junho de 2009

Avanços e recuos na vida de uma terminologia

História da Tlebs para os mais curiosos...
Publicada no dia 24 de Dezembro, a já referida prenda de Natal envenenada, a portaria n.º 1488/2004, fixou a nova terminologia linguística (TLEBS — Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário) destinada "a constituir referência para as práticas pedagógicas dos professores de Língua Portuguesa e de Português".
Um ano depois, uma nova portaria (n.º 1147/2005, de 8 de Novembro) reconheceu as dificuldades de implementação e de utilização plena dessa mesma terminologia, consequência, digo eu, da sua precipitada entrada em vigor. Por isso, a experiência pedagógica da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS), deveria ser adoptada, relativamente ao ensino básico, a partir do ano lectivo de 2005-2006.
No entanto, três anos depois, foi outra portaria, a portaria n.º 476/2007, de 18 de Abril, que determinou que, até Janeiro de 2009, a DGIDC devia proceder à revisão dos programas das disciplinas de Língua Portuguesa dos 5.º, 6.', 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade e que os programas revistos e homologados entrariam em vigor no ano lectivo de 2010 / 2011. Assim vai acontecer! Estes programas foram mesmo homologados este ano e no próximo ano vão já ser "testados" num pequeno grupo de escolas. Depois, em 2010, todos os alunos do 1º ao 9º ano vão conhecer estes novos programas de Língua Portuguesa.


Ana Soares

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A nova gramática - da Tlebs ao DT

A Tlebs deu origem ao DT (Dicionário Terminológico), disponível na forma de plataforma on-line, de fácil e rápida consulta. Não é para os alunos. É um instrumento de consulta para docentes, e eventualmente pais e educadores interessados na matéria.
Esta é a nova bíblia da gramática (ou conhecimento explícito da língua, como agora é denominda esta área). É esta a nomenclatura dos novos programas de Língua Portuguesa que entram em vigor em 2010, para os alunos do 1º ao 9º ano. Quem já começou a aprender/ensinar de outra forma, terá, entretanto, de se adaptar.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Informações sobre os exames nacionais

O sítio do Gave deve ser, por estes dias, dos mais visitados pelos alunos do 9º, 11º e 12º anos, ou seja, os alunos que vão fazer os exames nacionais a partir da próxima semana. É neste sítio onde, para além de se poderem consultar os exames de outros anos e respectivas soluções, se encontram ainda informações várias quanto, por exemplo, a datas, material autorizado, dicas e conselhos vários.

No intervalo do estudo, vale a pena passar por lá.

Camões e os Os Lusíadas para todos

A obra Os Lusíadas é, de facto, um marco incontornável não apenas da nossa história da literatura mas da nossa própria História, pelo que todos, dos graúdos aos mais pequenos, devem poder a ela aceder. Reconhecendo a dificuldade formal da obra, existem no mercado adaptações várias que se adequam a públicos de diferentes idades.

Para os mais pequenos, entre os 5 e os 8 anos, temos, por exemplo, a excelente e divertida adaptação de Alexandre Honrado, com ilustrações de Maria João Lopes, das edições Ambar. Estes "Os Lusíadas" para os mais pequenos introduzem os mais jovens nas maravilhosas aventuras do povo português aqui exaltadas:

"Camões, poeta: com um olho tapado e o seu maior poema na mão. Salvou-o das águas, quando naufragou (...). O seu maior poema chama-se "Os Lusíadas" - a história dos portugueses (...)".







Para os alunos do 3º ciclo, sugerimos Era uma Vez um Rei que Teve um Sonho: Os Lusíadas Contado às Crianças de Leonoreta Leitão, Dinalivro.



Este, parte do Plano Nacional de Leitura, e com um registo acessível, conta de forma mais sequencial os pricipais momentos da obra original.











Depois existe ainda a versão adaptada por João de Barros: Os Lusíadas Contados às Crianças e Lembrados ao Povo.


Esta é, geralmente, a adoptada pelas escolas para leitura extensiva no 8º ano. No entanto, deixamos esta versão como uma sugestão a todos aqueles que se queiram aproximar pela primeira vez da obra, pelo rigor, fidelidade ao original, mas, simultaneamente, simplicidade.


Na edição mais recente, surge com as fantásticas ilustrações de André Letria. Mais um motivo para querermos este livro nas nossas casas!




Para os professores ou apaixonados por literatura temos ainda a obra da professora Vitalina Leal de Matos, Tópicos para a Leitura de Os Lusíadas. No meu caso, uma boa maneira de relembrar os tempos da licenciatura e a cadeira de Introdução aos Estudos Literários da Faculdade de Letras.











Por último, e a pensar nos cibernautas, o texto está também disponível aqui.

Ana Soares

segunda-feira, 8 de junho de 2009

TLEBS

A gramática que os nossos alunos e filhos aprendem na escola.

Para professores, pais e educadores em geral, o termo TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) é quase sinónimo de tensão e discussão, desconhecendo, no entanto, a maior parte dos opinantes, que as terminologias não nasceram em 2004, momento a partir do qual se iniciaram longas querelas e debates, por entendidos e menos entendidos, acerca do assunto.

Já em 1967, a Portaria 22 664 de 28 Abril deu formalmente a conhecer uma terminologia que se apresentou como original e revolucionária. Também esta velha Tlebs suscitou discussão e várias versões , para além de um período experimental de adopção. Até aqui tudo semelhante ao que aconteceu com aTlebs de 2004. O que não terá, eventualmente, acontecido foi a mesma ter sido alvo de tantos avanços e recuos.

Mas relembremos outros pormenores deste nascimento conturbado e precoce. O processo de revisão curricular do Ensino Secundário teve início em 1997. Os novos programas deviam avançar em 2004/05, mas alguns programas foram homologados antes. Foi o caso do programas de Português. Nestes, anacronicamente (em 2001/02), a terminologia adoptada é a da Tlebs, que, todavia, só nasce três anos depois, em Dezembro de 2004, a 24 de Dezembro (portaria 1488/2004. de 24 de Dezembro), ao jeito de prenda de Natal para professores e alunos.

Também reconheço que a nomenclatura de 1967, revogada em 2004, deixara já de “constituir uma referência produtiva”. Escolas, professores e manuais orientavam-se por uma tradição quase anónima e pelos manuais, surgindo assim a inquestionável necessidade de uma revisão. O que não era preciso era um processo tão complicado, com tantos avanços e recuos, oscilações e dúvidas que lançaram as escolas, professores, alunos e editores numa confusão da qual, só agora, em 2009, todos começamos a sair.

Ana Soares

sábado, 6 de junho de 2009

Xbox360: com voz e o corpo todo!

Quando apareceu o Spectrum, eu não achei graça nenhuma, ao contrário da maior parte dos meus amigos! Hoje, continuo sem perceber nada de playstations, consolas, psp's, nada! "Que triste... O mundo a passar-lhe ao lado", hão-de pensar!
Confesso que o software que a Microsoft apresentou esta semana, em Los Angeles, me cativou! Chama-se Projecto Natal e é para usar com/na Xbox360. O software consiste numa câmara e num microfone que se monta na televisão, ambos "sentem e ouvem" o movimento, as expressões faciais e o som exterior. Tudo isto permite que a máquina reaja às vozes dos jogadores, possa responder-lhes de maneira adequada; assim como jogar, em tempo real, sem precisar de fios ou de comandos. O melhor é ver aqui e aqui!
Ainda não está à venda e, apesar de se chamar Natal, não está pensado ser comercializado este ano.
Agora... quais são as minhas dúvidas? Receio o "factor real" da coisa. Falar com a máquina e esta responder, jogar com a mesma, sem comandos ou fios a atrapalhar, é como se tudo fosse mesmo verdade. Se muitos miúdos já vivem na twilight zone só porque vêem ou jogam demasiado, isolados, como será com este software? Solução: o melhor é comprar só jogos giros, sem monstros, nem guerras. Boa?!
BW

Fernando Pessoa e o provincianismo

Recordo-me de que uma vez, nos tempos da Orpheu, disse a Mário de Sá-Carneiro: "V. é europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. é vítima da educação portuguesa, V. admira Paris, admira as grandes cidades. Se V. tivesse sido educado no estrangeiro, e sob o influxo de uma grande cultura europeia, como eu, não daria pelas grandes cidades. Estavam todas dentro de si."

Para continuar a ler Fernando Pessoa, num conjunto de pequenos textos chamado Os Portugueses, editado pela Alma Azul.

BW

Biblioteca Digital para miúdos

Nada substitui o livro em papel, para ler na caminha, ou no sofá, com uma bela mantinha por cima... mas temos de nos ir actualizando. Por isso, aqui vai uma sugestão de leitura electrónica para os mais pequenos: uma Biblioteca de Livros Digitais. Com títulos variados, inclui obras do Plano Nacional de Leitura e de autores como Alice Vieira, Ana Maria Magalhães, Rui Zink, Alves Redol. Eu e os miúdos já lemos algumas.

Numa homenagem a todos os padrinhos, e em particular aos padrinhos babados da nossa família, recomendo a história Inês vai ao Circo que fez um tremendo sucesso cá em casa.
Cada um dos miúdos sentado numa perna, aqui, no escritório, na cadeira proibida (a da secretária onde está o computador e onde trabalho) e eu a virar as páginas electrónicas com o rato (estas, pelo som que fazem, mais parecem páginas de jornal do que de um livro, pelo que... podem tirar o som, se ele vos irritar, como a mim).
Ana Soares

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Richard Zimler escreve para crianças

O escritor norte-americano, radicado no Porto, Richard Zimler, autor de o Último Cabalista de Lisboa - uma viagem à Lisboa seiscentista e à vida quotidiana, à fuga e à morte dos judeus em 1506 -, editou o seu primeiro livro para crianças. Chama-se Dança quando chegares ao fim - Bons conselhos de amigos animais e, como o título indica, são conselhos para as crianças, dados pelos animais. Editado pela Caminho, as ilustrações são de Bernardo Carvalho. É a primeira vez que o autor escreve em português, em rima, e socorre-se de inúmeros animais para deixar conselhos aos mais pequenos, alguns mais leves, outros mais reflexivos, para ler, antes de deitar. Só me lembro de um e temo que o verbo não esteja correcto... "Xixi, cama, diz o lama"! Divertido, qb.



BW

A Rua Sesámo de há 20 anos

Encontrei, a arrumar o meu quarto de solteira, algumas preciosidades! Na verdade, e em rigor, não foi de uma arrumação que se tratou. Foi de algo mais forte: desimpedir o meu quarto de solteira, deitar muito lixo fora, reencontrar amigos em cartas, postais e fotografias e descobrir relíquias. Partilho convosco uma das que mais vos pode interessar. O número um da revista Rua Sésamo, de 1989.

Cresci com esta série televisiva em holandês. Quando a série começou em Portugal eu já não tinha idade para ela, mas a nostalgia falou mais alto e, por outro lado, a intuição de que a minha vida futura, vocação e profissão, não andariam longe deste universo infantil levou-me a comprar o número um. Agora que a reli, fiqui impressionada com a qualidade das propostas que a mesma apresentava. Uma história com um macaco e cinco bananas, em que se aplica a teoria do Aharoni de que já vos falei (Aritmética para pais), e se mostra que cinco bananas são sempre cinco bananas, independentemente de serem todas comidas numa refeição ou divididas pelas várias refeições do dia, por exemplo. Comparando-a com a sua concorrente da actualidade, a revista do Ruca, que também anda cá por casa, e com a qual simpatizo, ainda assim devo dizer que a Rua Sésamo ganha aos pontos (ou será a nostalgia a falar mais alto?).

Ana Soares

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Tabaco e televisão

"A nossa sociedade tornou-se a sociedade da imagem, a ponto de cada um se preocupar com a sua (...). Queria apenas insistir num último ponto, o da extrema toxicidade das imagens, cuja profusão exige da parte da crinça um considerável dispêndio de energia destinado a classificá-las e a arquivá-las. À força de insistir no tabagismo passivo, conseguimos proibir o fumo em todos os locais públicos. porque é que não havia de haver uma breve mensagem recordando os pais, antes de cada programa, que a televisão não é boa para as crianças? Isso evitar-lhes-ia engolir, passiva e avidamente, imagens cuja toxicidade não é de modo algum uma visão do espírito."
Aldo Naouri, Educar os Filhos - Uma urgência nos dias que correm, p. 256

Sem fundamentalismos, acho que vale a pena pensar na toxicidade das imagens que os miúdos engolem sem nós, por vezes, darmos por isso ou, se damos, sem termos tempo para actuar.

Ana Soares

Quando me dizem que os miúdos vêem TV de manhã...

... Lembro-me dos estudos que, ao longo dos anos, tenho lido que o desaconselham vivamente. Lembro-me dos livros de pediatras e outros que repetem a mesma mensagem. Lembro-me dos pais, dos especialistas e dos pediatras com quem falei para escrever este texto, há um ano. Ver televisão faz mal, às crianças menores de dois anos, mas não só a estas, a todas.

BW

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Prémio Camões para Arménio Vieira

Parabéns a Cabo-Verde! O júri do Prémio Camões decidiu atribuir o galardão deste ano ao poeta Arménio Vieira, o primeiro cabo-verdiano a receber o Prémio Camões pela sua obra poética. Conheça melhor este autor e saiba quais foram os premiados de outros anos no Público e no i .

E aqui vos deixamos um poema do autor:

Quiproquó

Há uma torneira sempre a dar horas
há um relógio a pingar no lavabos
há um candelabro que morde na isca
há um descalabro de peixe no tecto
Há um boticário pronto para a guerra
há um soldado vendendo remédios
há um veneno (tão mau) que não mata
há um antídoto para o suicído de um poeta
Senhor, Senhor, que digo eu (?)
que ando vestido pelo avesso
e furto chapéu e roubo sapatos
e sigo descalço e vou descoberto.

AS

A sua vida pode dar um livro

A ideia de criar uma empresa que se dedica a escrever biografias de anónimos não é portuguesa (é americana, já adivinharam, certamente), mas já chegou ao nosso país pela mão da recente empresa: O Livro da Minha Vida, que já editou mais de 30 livros.
Uma biografia de 200 páginas, que custa cerca de 3 mil euros, ou a história de um namoro, casamento, amizade, empresa ou gravidez podem dar um livro interessante, defendem as promotoras do projecto. Dizem ainda que para os mais apressados há a hipótese de fazer uma biografia respondendo apenas a 25 perguntas online. Para os que tenham uma maior disponibilidade existe ainda o livro de 500 euros, que implica entrevistas presenciais.Leia mais aqui sobre este projecto que só me faz pensar no romance do José Eduardo Agualusa, O Vendedor de Passados, um maravilhoso romance sobre a arte de inventar passados.
AS

Dislexia e génios

Tive também recentemente a oportunidade de falar com um neuropsicólogo sobre a dislexia.
Este falou sobre o assunto com uma naturalidade algo desconcertante para quem pouco sabe sobre os fenómenos neuronais subjacentes a esta "perturbação".
Falou dos grandes génios da música. Acrescentou que muitos artistas, arquitectos e informáticos são disléxicos. Comentou um caso particular de um colega de faculdade, que era o suprassumo da organização e método, que também tinha esta mesma "perturbação". Disse que 6% da população é disléxica e que tal fenómeno é genético, o que pressupõe mais casos na família. Definiu os indivíduos com esta característica como sujeitos que desenvolvem estratégias múltiplas e alternativas que os podem transformar em verdadeiros "especialistas" em estratégia.

Falei ainda com o meu colega de ensino especial a pedir sugestões sobre o assunto. Sugeriu-me que passasse pelo Portal da Dislexia . Aqui fica o link. Obrigada, Luís.

Ana Soares

Eis um pedido da Ana Gerschenfeld

A Ana Gerschenfeld é jornalista do PÚBLICO e escreve sobre Ciências. Está aqui, costas com costas, comigo! Eis o seu pedido:


"A versão em inglês do texto Viagem aos meus genes (publicado no PÚBLICO e ponto de partida do meu blogue bilingue), superou a primeira fase da selecção para o 3 Quarks Daily 2009 Science Prize.
Obrigada a todos os que contribuíram para a minha nomeação!


E agora... está na altura de votar. Podem fazê-lo aqui. É só clicar no botãozinho ao pé de My Genes and Me: Journey to My Genes - e depois no botão "Vote" no fim da lista.O resultado final da votação será publicado no site 3quarksdaily.com no próximo dia 8 de Junho. Os vencedores, dia 21 de Junho."


Um blogue a acompanhar e, já agora, a votar!


BW

terça-feira, 2 de junho de 2009

A dislexia e a escola

A dislexia é, ainda, um campo árido para os professores. Para além de pais, psicólogos e tantas outras coisas que se pedem que os professores sejam, não se nos pode pedir que sejamos terapeutas também! Bem sei que é nossa obrigação, nomeadamente dos professores do 1º ciclo e dos das línguas, estarmos atentos e irmos actualizando o nosso saber à medida que mais coisas se descobrem sobre esta "learning disability" (Associação Internacional de Dislexia, 2002). A sensibilidade do docente deve estar mais desperta e atenta, de forma a atempadamente se diagnosticarem as dificuldades e se poder intervir o mais cedo possível. Todavia, aquilo que podemos fazer não pode nunca substituir o que os técnicos, e esses sim, especilistas nesta área, podem fazer. Este é um trabalho no qual o professor é apenas um elo. Um elo importante, claro que não nego, até porque pode detectar precocemente aquilo que pode passar despercebido às famílias. No entanto, o professor deve ser assumido como mais um parceiro (dedicado, deseja-se) neste acompanhamento que deve passar pelo professor de ensino especial, médico de família ou pediatra e terapeuta.
Ana Soares

Trocar o "b" pelo "d"

Aconteceu há 29 anos, o menino tinha seis anos e confundia o b e o d, lia: "Dom bia", em vez de "Bom dia". O pai batalhou durante meses e repetia até à exaustão, às vezes, já com pouca paciência: "O b tem uma barriga e o d tem um rabo" e acompanhava a frase com gestos redondos a desenhar a anatomia humana no ar. E conseguiu! Ouvir "dado" em vez de "babo" foi uma vitória lá em casa!

Há uns tempos, falei com o professor João Lopes, especialista em integração e comportamento escolar da Universidade do Minho, que dizia que se todos os alunos tivessem que ser bons a jogar basquetebol, de certeza que haveria uma doença chamada disbasquetebolia, como há a dislexia para os que têm dificuldades em aprender a ler, que trocam as letras, que as saltam, que as confundem, enfim, para as crianças com as quais os professores desesperam e recorrem a ajuda especializada. Os professores também pedem ajuda quando: toda a turma adquiriu as competências, menos aquele aluno. Portanto, concluem, o problema não é seu, mas do aluno, parecendo desconhecer que cada ser humano tem o seu tempo e que nem todos chegam à informação ao mesmo tempo ou da mesma maneira; que é preciso ser persistente, ser paciente, estar atento, motivar em vez de condenar, enfim, ser professor.

A ajuda especializada existe e é dada sobretudo por psicólogos educacionais. Maria Dulce Gonçalves, professora e investigadora em Dificuldades de Aprendizagem da Universidade de Lisboa, propõe que antes de chegar ao diagnóstico, é importante fazer o prognóstico, antecipar se a criança terá ou não dificuldades. E sugere que esse trabalho se faça antes de qualquer menino entrar no 1.º ciclo.

BW

PS: Lembrei-me de tudo isto porque houve um pedido de ajuda num comentário a outro post e porque nos anúncios, aqui ao lado, havia um de uma clínica especializada!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A incrível Rita e o incrível Henrique

Volta e meia, a Rita Pimenta toma a iniciativa de transformar alguns textos em áudio e video livros. Escolhe um título, convida os autores, ilustradores ou alguém ligado àquele livro e pronto! Em jeito de celebração deste dia, escolheu O Incrível Rapaz que Comia Livros, de Oliver Jeffers, da editora Orfeu Negro. É a história de Henrique, um miúdo que não lia livros mas que os comia! E comia, comia e cada vez ficava mais esperto, mais ainda do que a professora, até que um dia... Para ver e ouvir aqui. Obrigatoriamente com os miúdos!
BW

Livros e Gelados no Dia Mundial da Criança


Para além dos livros que reaparecem nos escaparates no Dia do Pai (pê de pai) ou Dia da Mãe (Coração de Mãe), a editora Planeta Tangerina tem um conjunto de títulos muito aliciantes e que vale a pena conhecer. Tanto as ilustrações como os textos merecem a nossa atenção.
Hoje acrescento aqui uma outra mais valia destes livros: os guias que se encontram disponíveis aqui e que podem ser uma ajuda preciosa para pais, educadores, tios ou tias com falta de inspiração para explorar um livro no Dia Mundial da Criança, depois de um gelado e uma ida ao jardim!
Ana Soares