quinta-feira, 9 de abril de 2009

Oi?! (II)

Não posso dizer onde estou! O Brasil é imenso e como estou a trabalhar e há concorrência e essas coisas, desculpem!
Mas não resisto a dar umas pistas que, na verdade, não vão ajudar ninguém.
I
"Onde servem o pequeno-almoço?"
"Oi?"
"O pequeno-almoço?", de vogais abertas e o volume mais alto.
"É portuguesa? Que gracinha! O café da manhã é naquela porta amarela, ali, ó!"
II
Na mesa ao lado:
"Pó pô pó?"
"Pó pô!"

Esclarecidos? Leiam e tentem perceber...

Agora a tradução:
"Posso pôr pó (de café ou de cacau, numa xícara e não numa chávena)?"
"Pode pôr!"

Bárbara Wong

Acordo Ortográfico

Eles perdem o trama,aqueles dois pontinhos em cima do "u",como têm os alemães e que usam em "linguiça". Nós perdemos o "c" em "acção" e "facto"; ou o "p" em "excepto" e "óptimo". Eles estão tão contentes como nós. Eles escrevem de maneira diferente, a construção frásica não é a mesma e isso não vai mudar. Mesmo com alguma harmonização, a língua, de um lado e do outro do Atlântico, vai continuar a evoluir, para sítios diferentes. Por isso, daqui a uma década continuaremos a discutir este ou outro qualquer acordo ortográfico.

Bárbara Wong

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Processos de avaliação individual de professores poderão ser de acesso livre - a polémica

O Estatuto da Carreira Docente (ECD) diz que os documentos relacionados com a avaliação de desempenho de um professor são confidenciais, mas a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) entende que não, na sequência de um pedido feito por um docente. Se o entendimento da CADA se generalizar, o processo de avaliação de um professor será de livre acesso. Pais, professores e alunos podê-los-ão consultar.

Ana Soares

Leia os pormenores aqui, no Público. Saiba a opinião dos sindicatos aqui.

Os mesmos problemas - A crise na imprensa

A crise na imprensa escrita é uma preocupação mundial.
Ainda há espaço para os jornais em formato papel?
As novas gerações já não lêem. Os écrãs estão por todo o lado; os olhos, as cabeças e os dedos estão formatados para ver e carregar em teclas e não para folhear, concluíamos, durante um jantar, um grupo de jornalistas brasileiros e portugueses.
"Sem jornais em papel, a democracia corre riscos e fica a perder", dizia, citando uma entrevista de um analista norte-americano, à Visão, a semana passada.
"As pessoas deixam de ter uma visão abrangente do mundo porque vão à Internet só pesquisar o que querem e não lêem outras matérias(1)", acrescentava uma jornalista brasileira.
"Não abrem horizontes", reforçava eu.
Então, um jornalista brasileiro contou que, um dia, na sua redacção, pediu a um estagiário, recém-licenciado, um trabalho sobre a Internet e a capacidade que esta tem em chegar a todo o lado. Deu-lhe um exemplo: "A semana passada, a Orquestra Sinfónica tocou para 40 mil pessoas. No mesmo dia, um tipo pôs um video no YouTube e, em dois dias, foi visto por quatro milhões.".
Passado pouco tempo, o estagiário voltou e perguntou: "Paulo, o que é uma orquestra sinfónica?".
A incredulidade e indignação tomou a mesa. A seguir poderiamos ter falado da falta da qualidade do ensino, da distribuição de culpas entre os pais e os professores que... não lêem jornais! Ou talvez não!

(1) matérias: notícias, entrevistas, reportagens. Que mania que nós temos de complicar!

Bárbara Wong

terça-feira, 7 de abril de 2009

Férias da Páscoa – Homem Aranha e Pokemons


Os miúdos estão de férias da Páscoa. Cá por casa, de manhã, eu trabalho enquanto os miúdos vêem televisão. Tiram a barriga da miséria! O ritmo do dia-a-dia não deixa muito tempo para a televisão. O mais crescido já aprendeu a fazer zapping. Quer apanhar o Homem Aranha num canal e os PoKemons noutro. Abro a excepção. Se os “apanhar”, pode ver. Depois, volta ao 2. A regra é esta, sem mim ao pé, só pode ver este canal. Há quem ache que é ridícula esta minha posição e que eles têm de ver tudo. Que eles sabem distinguir o bem do mal, o que é real do que é fantasia. Discordo. Tenho ouvido histórias que mostram o contrário, que mostram como com 5 anos se podem montar planos maquiavélicos inspirados em desenhos animados, que se pode achar que os adultos são uns ditadores e que é necessário rebelarem-se.
Por isso, cá em casa os miúdos fazem o papel deles e pedem para ver tudo e mais alguma coisa. Eu faço o meu e imponho os limites.

Educar é também impor limites.

Ana Soares

Ainda Ecos da Conferência Internacional - A língua portuguesa em crise


Pacheco Pereira na Conferência Internacional da Língua Portuguesa


“O ensino do português encontra-se hoje fortemente condicionado, se é que não é ameaçado, por uma espécie de doxa anti-humanista que, persistindo como persiste, terá um efeito devastador no nosso futuro próximo, conforme já se vai percebendo pela forma como os nossos jovens escrevem, falam e lêem. Pior: poucos lêem. Ninguém (…) contesta, por certo, a bondade de uma política de investimento na investigação científica, nas tecnologias puras e duras e nas chamadas ciências exactas; errado será se esse investimento trouxer consigo a míope desqualificação de áreas do saber que directa ou indirectamente concorrem para que o ensino da língua materna recolha os ensinamentos com que se renova e aprofunda.”

Carlos Reis, Actas da Conferência Internacional da Língua Portuguesa, p.9

A língua portuguesa vive tempos de crise. Esta dura realidade toca, em primeiro lugar, as escolas - básicas, secundárias e universidades.
A sociedade contemporânea vive no encanto das tecnologias. As humanidades, de uma maneira geral, e o amor e rigor na utilização da língua materna estão a ser substituídos pelo fascínio da comunicação virtual – chats, internet, e-mails – onde velocidade e qualidade nem sempre andam de mãos dadas. As grandes descobertas e áreas de valorização são as das ciências exactas, experimentais, as tecnologias, cujo valor, todavia, não questionamos.
Aquilo que questionamos é o facto de sermos diariamente bombardeados com publicidade, rodapés de telejornais, jornais onde proliferam erros linguísticos dos mais variados subtipos. Temos como exemplo o jornal que assumidamente recorre à expressão “Oje” como título. É ainda exemplo no domínio da comunicação social o número um do jornal “Sol” com um erro sintáctico. E isto para não falar dos erros que todos nós já encontrámos em impressos, folhetos e outros papéis que tais.
Escolas e professores estão a remar contra a maré.

Ana Soares

Ecos da Conferência Internacional da Língua Portuguesa

Em Maio de 2007: entusiasmo e expectativa. Parecia que, finalmente, se ia mexer na areia.
Depois, com o programa, desilusão. Internacional? A internacionalidade resumia-se, aparentemente, à presença de um orador brasileiro.
Depois, ao longo dos três dias da conferência, criei a intuição de que algo ia acontecer. As palavras dos oradores foram certeiras, não deixaram dúvidas quanto ao que havia por fazer.

2008 foi um tempo de espera: parecia que teríamos novos programas, mais carga horária, nova vitalidade para a língua portuguesa nas escolas.

Fevereiro de 2009: chegou-me às mãos o livro de actas. Reli as comunicações. Ainda tão actual. Ainda tão interessante. Ainda tanto por fazer.
As recomendações que resultaram desta conferência podem ser lidas em
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Documents/RecomendacoesCIEP.pdf

Ana Soares

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Oi?"

Não, não são as iniciais de Objectivos Individuais (OI), que tanto atormentam os professores, mas a interjeição que os brasileiros usam para perguntar: "O quê?", "Desculpe?", "Importa-se de repetir?".
Numa loja, um diálogo entre uma vendedora brasileira e um jornalista português:
"Como se chama ela?". "Maria". "Oi?". "Maria". "É melhor eu escrever...". "Máriá". "Ah!...".

Adivinharam. Estou no Brasil. Sim, a trabalhar.

Bárbara Wong

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os títulos dos livros são como os nomes das pessoas - Orhan Pamuk



"Os títulos dos livros são como os nomes das pessoas e levam-nos a distinguir um livro dos milhões de outros a que aquele se assemelha. Já as capas dos livros são como os rostos das pessoas ou nos recordam uma felicidade que já experimentámos , ou prometem-nos um mundo de delícias que ainda não explorámos. É por isso que contemplamos as capas dos livros tão apaixonadamente como fazemos no caso dos rostos."


Este é um dos “Nove apontamentos sobre capas de livros” publicado por Orhan Pamuk no livro Outras Cores. Publicado após Pamuk ter recebido o Prémio Nobel da Literatura (2006), é uma recolha de textos variados que vão desde a sua vida pessoal, passando pela discussão de temas tão variados como as relações familiares, a cultura e análise política, numa escrita cheia de personalidade.

Orhan Pamuk, Outras Cores, Editorial Presença, 2009, 423 pp.

Ana Soares

Socorro, temos um adolescente em casa!

Depois do Grande Livro do Bebé e O Livro da Criança, Mário Cordeiro publica na Esfera dos Livros O Grande Livro do Adolescente. Por enquanto, só temos lido e consultado os dois primeiros. Embora volumosos, são práticos e certeiros nas sugestões que apresentam. A quem , como nós, deposita total confiança no saber científico e bom senso de Mário Cordeiro, os conselhos dão-nos uma tranquilidade e segurança que ameniza as horas de crise parental que às vezes vivemos. Imagino que daqui a poucos anos teremos este novo título não na estante, mas na mesa de cabeceira, quando andarmos a gritar cá por casa: “Socorro, temos um adolescente em casa!”. O autor, prestigiado pediatra e professor, partilha com o Educar em Português o gosto pelas letras. Tem também publicada uma antologia de poesia, A Poesia do Nascer (Okidoki), um pequeno romance, Redemoinho (Publisher Team), entre outras obras. Podemos visitá-lo no site http://www.azulnuvem.blogspot.com/

Ana Soares

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Secção da alegria III - Livrarias e bibliotecas

Livrarias

Nestes espaços, que se desejam feitos à sua altura e medida, com a cor e vida das crianças, elas devem poder criar laços. Entre elas e os livros em primeiro lugar, mas entre elas e os outros, pais, irmãos, amigos. A ida à livraria, em lugar da ida a um fun centre, pode ser um momento de intimidade e festa.

Bibliotecas

Também em muitas bibliotecas já se acabou o tormento do silêncio para os mais pequenos. Naquelas que possuem uma secção da alegria, os meninos podem rir de uma história, podem recontá-la aos amigos, podem apropriar-se dela. Têm almofadas, cor e desenhos nas paredes. Terão a vida que nós lhes dermos ao levar lá os nossos filhos, sobrinhos, alunos, amigos…

• Têm almofadas



Bibliotecas Municipais da Guarda

• Têm ateliês e horas do conto, dinamizadas por profissionais



Bibliotecas Muncipais da Moita

Para a pesquisa de bibliotecas municipais: http://www.universia.pt/conteudos/bibliotecas/bibliotecas_municipais.jsp http://catalogolx.cm-lisboa.pt/#focus



Fica o convite.



Procurar a biblioteca do bairro, pode ser uma aventura com um final feliz. Aqui, a custo zero, há muito sonhos à venda.

Ana Soares





Abraços e beijos antes de dormir

É das histórias mais simples e mais verdadeiras. Um pai que procura deitar o seu filho e vai brincando, pacientemente, com ele e respondendo aos seus desafios. Guess How Much I Love You, de Sam McBratney e ilustrado por Anita Jeram (em Portugal editado pela Caminho) apetece repetir antes de deitar, mesmo quando eles já lêem sozinhos Enid Blyton ou J.K.Rawlings. Apetece repetir quando estão quase a adormecer: Gosto de ti até à lua e de volta à Terra. Gosto de ti até ao "infinito e mais além", como diria Buzz Ligthyear!

Bárbara Wong

A emoção de caçar um urso

Sim, somos ambientalistas. Sim, somos pela protecção dos animais. Sim, somos politicamente correctos e, no entanto, sempre nos divertimos com a caça ao urso, mais concretamente com o We're Going on a Bear Hunt, o livro de Michael Rosen , ilustrado por Helen Oxenbury. A edição portuguesa é da Caminho.
A nossa lenga-lenga não era tão divertida como a do autor, mas o efeito era o mesmo!





O suspense de nos encontrarmos face a face com o urso; a correria de regresso a casa era imensa até nos afundarmos debaixo dos cobertores e rirmos com a aquela aventura, imediatamente antes de adormecer!

Bárbara Wong

The Very Hungry Catterpiller

Foi dos primeiros livros infantis a entrar lá em casa, na edição inglesa que não precisa de tradução. A história é simples, quase não existe, são as imagens que atraem os olhos dos mais pequenos. Imagens que eles já conhecem do seu dia-a-dia, as frutas que começam a aprender a gostar e os números com que se iniciam na magia da Matemática: uma maçã, duas peras, três ameixas... O livro de Eric Carle festejou o 40.º aniversário no passado dia 20 de Março e continua a encantar bebés e pais.

http://www.picturebookart.org/Home
http://www.npr.org/programs/watc/features/2007/jul/ericcarle_slideshow/index.html

Bárbara Wong

Naouri vs Ballenato

No espaço de duas semanas estiverem em Portugal dois autores a lançar livros de ajuda para os pais educarem os filhos. Um pediatra francês e um psicólogo espanhol.
Em Educar os Filhos: Uma Urgência nos Dias que Correm, da editora Livros D’Hoje, o pediatra francês, já reformado, Aldo Naouri defende que os pais devem falar com os filhos com “firmeza e ternura”, devem ser autoritários para criar filhos democratas. Em seu entender, as crianças não têm direitos, só deveres e os pais jamais devem pedir desculpa aos filhos, nem mesmo quando erram.
A entrevista conduzida por mim pode ser lida em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370779&idCanal=62.
Fui acusada, por alguns leitores, de ser parcial, de parecer não concordar com o autor. Como jornalista não tinha de concordar, nem de discordar, mas de colocar todas as questões que esclarecessem os leitores.
Mas ao ouvir Naouri confesso que pensei algumas vezes: “Que má mãe que eu sou!”. Nos dias seguintes ouvi outras mães com o mesmo desabafo: “Eu quando erro, peço sempre desculpa!”, “Senti-me uma mãe horrível!”.
Não há receitas ideais e, por isso, é bom ler o espanhol Guillermo Ballenato, em Educar Sem Gritar, da editora Esfera dos Livros. Ballenato abre todas as portas, apresenta as várias alternativas de educação, dando espaço às famílias para pensar e desenhar o seu próprio estilo educativo. No entanto, Naouri e Ballenato têm um ponto em comum: as regras são essenciais, bem como a autoridade. Se queremos filhos saudáveis, jamais deveremos prescindir de ambas.

Bárbara Wong

Dia Mundial do Livro Infantil

Porque o universo da literatura infantil funciona como uma ponte mágica entre a língua portuguesa e a educação, decidimos estrear o blog no dia do livro infantil.

Aqui vai, então, uma primeira sugestão:

A 1ª Livraria Portuguesa especializada em literatura infantil.

"Era uma vez três
uma palavra, uma imagem e outra vez..."

É desta forma original que chegamos ao site do bichinho de conto.

http://www.obichinhodeconto.pt/

Aqui, para além de visitar a galeria e, futuramente, podermos visitar a editora, temos acesso à livraria "Histórias com Bicho", especializada em literatura infantil.
Instalada num edifício que foi já uma escola primária, encontramos uma casa cheia de livros, actividades, ateliers, conversas com pais, escritores, enfim...uma casa com os livros cheios de vida e movimento.

A partir de amanhã, dia 3, e até ao final do Mês de Maio, apresenta ainda na "Sala de Papel" uma exposição de ilustração de Margarida Botelho, "As Cozinheiras de Livros". A não perder!

Irresistível!
Mais um doce pretexto para visitar a linda vila de Óbidos.
Ana Soares

Quem somos?

Bárbara Wong

Jornalista e editora no jornal PÚBLICO.
Prémio A Família e a Comunicação Social, em 2005.
Autora dos livros A Escola Ideal: Como escolher a escola do seu filho dos 0 aos 18 anos, publicado pela Sebenta, em 2008; e de A minha sala de aula é uma trincheira, editado pela Esfera dos Livros, em 2011.
Mãe de um rapaz e de uma rapariga adolescentes.
É feliz quando lê, conversa sobre trivialidades (ou nem por isso), faz projectos e viaja. É muito feliz quando está com a família e os amigos, de preferência debaixo de um toldo às riscas azul forte e branco, com o marulhar como ruído de fundo.

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Marta Neto

O nosso cabeçalho é o pormenor de um original concebido por Marta Neto para o Educar em Português. Lançámos o desafio à professora, ilustradora e cenógrafa. Ela, por partilhar deste sonho de educar em português com E maiúsculo, acrescentou ao nosso projecto o desejo de o fazer também com a ilustração. A pessoa ideal para pôr em desenho aquilo que por aqui vamos fazendo com palavras.

Quem somos?

Ana Soares

Professora de Português, com experiência no ensino básico e secundário, recorrente (noturno), superior (na área da formação de professores) e no ensino público e privado.
Autora de livros de apoio ao estudo da disciplina de Língua Portuguesa (Colecção Tira-Dúvidas - Língua Portuguesa, 3º ciclo, ed. Asa); e de manuais escolares de Português - 2º ciclo (Porta-Viagens, 5º e 6º anos, Texto Editores).
Investigadora com trabalhos na área da Linguística – Análise do Discurso (dissertação de mestrado A voz do povo em o Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago: Integração e Reformulação Discursiva e dissertação de doutoramento Fontes da Matriz Discursiva da Aula de Português – Contributos para a sua Constituição).
Mãe de um rapaz e de uma rapariga.
Apaixonada por livros mágicos, ilustrações de sonho, pela praia, poesia , literatura infantil, pelo tempo com a família e amigos.

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EDUCAR EM PORTUGUÊS É:

Pensar, conhecer e divulgar.
Livros, sistema educativo e reformas, português.
Pais e filhos. Escolas.
Tempos livres, exposições e espectáculos.
Em suma, educar no sentido lato e completo de quem quer dar a conhecer o mundo aos filhos, alunos, sobrinhos, afilhados. Um mundo feito de diferenças, respeito, beleza, dificuldades. O mundo em que vivemos e o mundo com que sonhamos.
Tudo isto em português.
Tudo isto com rigor.
Uns dias com cor, outros com emoção. Mas sempre com a seriedade de quem conhece por dentro o ensino em Portugal, como profissionais, como mães, como observadoras.

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