Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A importância das cores

Esta notícia fez-me lembrar a história daquela mãe que pediu à professora do 1.º ciclo para corrigir os testes a verde, em vez do encarnado, para não traumatizar as crianças. E a professora passou a fazê-lo, até se zangar com a criança e com a mãe e voltar ao encarnado furioso!
BW

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Calendário escolar 2011/2012

As aulas começam entre 8 e 15 de Setembro.
Pré-escolar: o termo das actividades a 6 de Julho de 2012. As interrupções das atividades educativas nestes estabelecimentos para a Páscoa e o Natal correspondem a cinco dias úteis seguidos ou não, entre 19 e 30 de Dezembro e 28 de Março e 9 de Abril, respectivamente. No Carnaval a pausa é 20 e 22 de Fevereiro.
Ensino Básico e Secundário: o 1.º período termina a 16 de Dezembro. As aulas recomeçam no dia 03 de Janeiro e voltam a terminar a 23 de Março para as férias da Páscoa.
Os alunos regressam a 10 de Abril para o último período.
A 8 de Junho terminam as aulas para o 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos.
A 15 de Junho, entram de férias os alunos dos restantes anos de escolaridade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ler a avaliação que Eduardo Pitta faz...

... Do trabalho da Clara Viana no PUBLICO, aqui http://daliteratura.blogspot.com/ ... Isto é do trabalho dos últimos governos e da sua aposta na educação.
BW

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que pensam as crianças sobre as eleições

Hoje espreitem o P2, o suplemento diário do PÚBLICO, e vão até ao blogue do PÚBLICO na Escola, o Página 23, para ler o que pensam as crianças do 2.º ao 7.º anos, sobre a crise, as eleições, os candidatos, a política, o rendimento mínimo, as soluções que apresentam...
Tenho muito orgulho do trabalho feito!
Os parabéns e agradecimentos a todos os alunos que escreveram e aos professores que nos ajudaram a montar este trabalho! Muito obrigada!
BW

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ainda os testes intermédios

Não concordo! Não concordo com testes intermédios para meninos do 2.º ano. Não concordo com exames nacionais para alunos dos 4.º e 6.º anos. Nem acho muita graça aos do 9.º, mas vá, compreendo que nesta etapa sejam necessários...
Provas de aferição sim. Provas que sirvam para o Ministério da Educação perceber o que se passa nas escolas e só isso.
Testes intermédios e exames nacionais servem para uma única coisa: professores stressados, a dar matéria, a fazer testes iguais aos das provas de exame, a treinar alunos para responder correctamente aos exames e nada mais. Uma pobreza, uma castração da liberdade de ensinar e de aprender!
Treinar meninos para exames, em vez de os ensinar a pensar "fora da caixa" (uma expressão tão em voga!). Assim, temos milhares de alunos que, desde o 2.º ano, são treinados (como os cãezinhos) a responder a testes intermédios e a exames. Au! Au! Sejam bem-vindos à sociedade hierarquizada e uniformizada, cheia de regras e preceitos para cumprir!
BW
PS: Não sou ingénua e sei que os professores também treinam os meninos para as provas de aferição. Mas, defendo que estas deviam mesmo servir para a tutela perceber o que se passa nas escolas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novas Oportunidades, uma oportunidade perdida?

Depois da avaliação dos professores, as Novas Oportunidades (NO) chegaram à campanha eleitoral. Serviram para melhorar as nossas estatísticas? Sim. Não são avaliadas? São, têm sido feitos vários estudos sobre os seus resultados e as suas consequências. Mas o PSD tem razão quando diz que a qualidade da formação nunca foi avaliada.
No entanto, as NO têm servido de exemplo e de inspiração para outros países. As NO permitiram a milhares de portugueses verem reconhecidas as suas competências - e aí é que está o problema. São as competências e não os conhecimentos. O que nós todos gostávamos mesmo é que todos os portugueses tivessem mais conhecimentos mas, sabem uma coisa, as NO também ajudam neste campo.
Dois exemplos de pessoas muito próximas:
1. A minha empregada (pensei muito antes de escrever esta palavra, mas ela existe, a palavra e a pessoa) quis fazer as NO e ficou muito desiludida porque queria APRENDER, com tanto dossier e trabalho para fazer, achou que não estava a aprender nada e desistiu. Ela queria ter aulas, como os miúdos e não foi isso que lhe foi proposto. Achou uma fraude.
2. A minha amiga, que não tinha o secundário completo, foi e adorou. Aprendeu imenso, garante. Gostava das aulas, de conversar com o professor e com os colegas, de fazer pesquisa, garante que se fartou de trabalhar, de preparar dossiês sobre propostas que ela fazia, que o grupo dos colegas com quem trabalhava faziam. E foi um estímulo muito grande, ajudou-a (inclusivé) na promoção da sua auto-estima, ela que viu as amigas todas terminar o secundário, tirarem cursos, agora está a fazer um curso no superior.
Estou rendida às NO? Não, terá os seus defeitos, em muitos casos, será mal feito, mal aplicado, os professores fazem os trabalhos dos alunos e afins... Mas penso que é um programa que terá feito a diferença na vida de muitos dos 500 mil portugueses que o fizeram, que permitiu a muitos ganhar vontade para prosseguir os estudos, que melhoraram as suas competências de leitura, escrita e comunicação oral, que - tendo filhos na escola - olham para esta instituição de maneira diferente, com mais respeito e mais solidariedade com os professores, é o que conclui um dos estudos pago pela ANQ e feito pela Lucília Salgado.
BW

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Como usar o Magalhães no 1.º ciclo

As crianças que entrarem no próximo ano lectivo na escola, em princípio, já não terão direito a Magalhães... Entretanto, as que têm podem utilizá-lo melhor. Pelo menos será esse um dos objectivos do site Pigafetta lançado pela Universidade do Minho.

"Os professores do 1.º Ciclo já têm um portal para saber como melhor utilizar o computador Magalhães em contexto educativo. O site pigafetta.ie.uminho.pt foi criado no âmbito do projecto Pigafetta, que a Universidade do Minho tem vindo a desenvolver para o Ministério da Educação. Este projecto visa identificar, caracterizar e sistematizar as várias formas de exploração e utilização educativa do computador portátil no ensino básico. O portal inclui ainda notícias, eventos, fórum, desafios didácticos, programas de segurança online e redes sociais associadas. Prevê-se para breve uma área de conteúdos para a sala de aula, com vídeos, imagens, jogos, propostas de trabalho e testes, em actualizações quinzenais.

“O principal objectivo é ajudar os professores a aproveitar ao máximo as potencialidades de um recurso que foi colocado nas mãos das crianças. Partimos do princípio que as novas tecnologias, neste caso o PC portátil, são algo de muito útil para as crianças, qual canivete suíço digital para complementar a acção das mãos e do cérebro”, explica o professor António Osório, coordenador do projecto e professor do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Esta instituição estuda as tecnologias no sistema educativo há mais de duas décadas.

O Pigafetta deve o nome ao relator da primeira viagem de circum-navegação ao mundo, comandada por Fernão de Magalhães no século XVI. O projecto tem seis trabalhos de investigação em curso, orientados por professores universitários e profissionais de várias áreas. Os temas incidem no uso da Internet para apoio à leitura/escrita de alunos com dificuldades de aprendizagem, na programação com o Squeak, na aplicação de tecnologias digitais para a formação integral e o pensamento crítico e criativo da criança, na elaboração de um dicionário multimédia personalizado, num estudo sobre os monges beneditinos e, ainda, na utilização educativa do Magalhães nos concelhos de Amarante, Felgueiras e no distrito de Bragança.

O projecto Pigafetta pretende de uma forma geral caracterizar as funções desempenhadas pelo computador na sala de aula, na escola, em casa e na comunidade, descrever os modos de interacção entre as crianças e o computador, caracterizar as atitudes e necessidades de alunos, professores e encarregados de educação face ao uso individual do computador e, ainda, estudar as suas implicações nos serviços de apoio à escola e nos sistemas de formação inicial e contínua dos docentes. "

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma escola sem testes

Este foi um fim-de-semana como há muito não tinha: descansado, sem stress, com sol, sem trabalhos de casa, sem preparação para testes que foram às dúzias, nas últimas semanas. Tudo isto porque daqui a quatro dias termina o 2.º período.
Ao contrário de mim, creio que muitos professores tiveram mais um fim-de-semana de trabalho, com correcções de testes. Estes professores, imagino, não viram o sol, não descansaram, não almoçaram com os amigos, não ficaram na conversa a ver as crianças a brincar. Nada disso, estiveram em casa, fechados, a corrigir, a contabilizar percentagens, a abanar a cabeça com a ignorância dos alunos...

Por isso, sugiro: nada de testes! Não façam testes aos miúdos! Há outras maneiras de avaliar como os trabalhos individuais e os de grupo, de preferência todos feitos na escola! Boa?

Deste modo não há testes para levar para casa e corrigir; só trabalhos que podem ser avaliados durante a sua manufactura. E, assim, a escola prepara os alunos para o dia-a-dia, para o mercado de trabalho, onde somos avaliados, diariamente, pelo que fazemos, pelas ideias que temos e não através de testes onde mostramos que, na teoria, sabemos (ou não) a matéria toda, para a esquecermos mal saímos da sala de aula.

Uma escola sem testes era um alívio para alunos, professores e pais.

Aqui fica a sugestão! BW

segunda-feira, 28 de março de 2011

Decisões

Se tivesse de escolher qual a tarefa que os professores mais desenvolvem ao longo de um dia de trabalho, eu diria "decidir". Há decisões tomadas com tempo, preparadas, por assim dizer, como que texto usar naquela turma, que trabalho de grupo propor, que visita de estudo realizar, por que aspecto da matéria começar, etc. Algumas destas decisões até são partilhadas, com os colegas que leccionam o mesmo ano, com coordenadores ou directores de turma até.

No entanto, 90% das decisões têm de ser tomadas na hora.
Sozinhos.
Na sala de aula.
Em frente aos alunos.
Fingir que não se viu um aluno mexer no telemóvel?
Responder ou não ao comentário que o aluno fez ao vizinho do lado?
Repensar a aula quando um recurso falha, o computador ou internet, por exemplo. Quando uma fotocópia não tem o verso. Quando os alunos que iam apresentar trabalho adoeceram todos naquele dia. Ou não trouxeram o material. Quando não conseguimos dar a aula de pé pois não nos sentimos bem. Quando eles ou nós tivemos uma má notícia. Quando mil e uma coisas acontecem.


Estamos em constante processo de adaptação. Não há monotonia na nossa profissão. Não há rotina na sala de aula. É bom? Claro. Desafiante? Sem dúvida. Estimulante? Ninguém duvida.


Agora não me venham dizer que isto não cansa. Que temos férias para dar e vender. E não insistam em dizer que aos 65 anos vou ter a mesma energia ou capacidade de decisão que tinha aos 25. Não me venham dizer que as decisões são fáceis. "São só miúdos." Não é simples. Uma palavra errada pode estragar tudo. Todos nós sabemos a importância que tem a palavra certa, do professor certo, na hora certa. Imaginem o contrário.

Ana Soares

domingo, 27 de março de 2011

MST e os professores que corrigem exames

Depois de, na semana passada, Miguel Sousa Tavares (MST) se ter enganado a escrever a quantia que os professores recebem por corrigir exames nacionais - eu tinha razão, o cronista trocou-se com as contas em escudos e em euros -, ontem, no Expresso, MST corrige o erro, mas dá mais um! Diz que os professores correctores estão dispensados de dar aulas e são comnpensados com mais dias de dispensa do que os gastos com a correcção...
Lá vai MST receber mais um "blitz organizado de cartas de professores contendo um rol nojento de calúnias, ofensas pessoais e ódio larvar". Mas como diz, "já está habituado". Certamente porque não é só com os professores que MST erra, mas com outras profissões, casos políticos e afins.
Que credibilidade têm os nossos opinion makers? Nenhuma.
Eu, sempre que tenho uma dúvida, pergunto. São muitos os professores e sindicalistas a quem recorro quando não sei quantos dias têm os docentes de férias, por exemplo. Às vezes digo-lhes: "Desculpe, não percebo, explique-me como se tivesse cinco anos" e ali estou, até perceber - não o caso dos dias de férias, outras questões que envolvem legislação mais complexa.
Esse deve ser o trabalho do jornalista: perguntar, cruzar fontes, investigar, ler diplomas (chato..., mas necessário), esclarecer quando não se percebe. Antes de MST ser opinion maker, foi jornalista. Não devia ter perdido o hábito.
BW

sexta-feira, 4 de março de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ME ameaça demitir directores que travem avaliação

Noticia o DN.
Os professores têm insistido na suspensão do actual modelo de avaliação, como insistiram na suspensão do anterior. Por vezes, o que parece é que nenhum modelo é bom. A verdade é que não há modelos perfeitos, como nenhum será consensual para toda a classe. A verdade, também, é que os directores e os professores não podem estar todos malucos, se dizem que o modelo não serve, que vai "provocar danos irreparáveis", se eles é que estão na escola e têm esta sensação, então, talvez fosse bom ouvi-los.
Por um professor de Matemática a avaliar um de Física e Química, não é a mesma coisa; como não é a mesma coisa ter um professor mais novo a avaliar um mais velho.
E se a avaliação fosse feita por alguém exterior à escola?
BW

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando a escola é a única alternativa...

Ainda sobre a questão do número de horas curriculares, a reflexão, efectivamente, ultrapassa o domínio da educação, conforme um nosso leitor já referiu. Trata-se de uma questão política, cultural e geracional. A escola a tempo inteiro é uma necessidade que decorre das condições de trabalho dos portugueses, ou melhor, da falta das mesmas. O número de horas que as famílias têm de ter dos filhos nas escolas, actividades extra curriculares, avós, amas, etc. são consequência desta pseudo-cultura do trabalho, em que os horários se estendem muitas vezes das 9 às 9. E não estamos a falar do trabalho por turnos, ou dos serviços que necessariamente têm horários alargados. Além disso, a moda de que só é bem visto quem sai mais tarde do seu posto de trabalho pegou. Ainda que tenha passado metade do dia no facebook a criar vacas cor de rosa. Há ainda o caso daqueles pais que se desdobram e acumulam funções ou empregos. Conheço uma mãe solteira que aos dias de semana tem um emprego das 8 às 18. Ao sábado começa às 6 num café e ainda faz artesanato para levar a feiras. Não acumula "empregos" por gosto. Mas para poder dar conforto e qualidade de vida à filha que educa sozinha.
Enquanto não se resolver esta questão de fundo, do mundo do trabalho, a escola tem de dar respostas. É verdade. Eu também acho que um turno de aulas pode ser suficiente para se aprender bem. Mas de modo a que outras competências possam ser desenvolvidas é preciso ter família com tempo, devem existir outras actividades, etc. As condições socio-económicas e laborais das famílias da nossa geração não permitem que as mesmas possam ter lugar. A escola tem, então, de dar resposta. Para além do currículo, a escola deve, por isso, ver complementadas as suas propostas curriculares com actividades de outros domínios: música, desporto, etc. Mas isto é uma pescadinha de rabo na boca. Com os cortes orçamentais, quem paga estas actividades?
Ouvi ontem uma mãe dizer, a propósito deste assunto, que escolheu ter filhos para estar com eles e os ver crescer. Assim, é o pai que trata das crianças de manhã e as leva à escola. A mãe começa a trabalhar ainda antes das 8 da manhã de modo a poder sair mais cedo e estar disponível para ir buscar as crianças à escola e poder acompanhá-las. Esta é a solução possível (para alguns). É preciso querer. É preciso escolher e fazer opções. Mas também é preciso ter algumas condições ou sorte para que o querer e as escolhas possam ter lugar.

Ana Soares

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Menos horas curriculares

A Ana Soares já aqui escreveu sobre o corte de horas lectivas e, por consequência, o corte de horários e de professores nas escolas. Os docentes queixam-se e contestam as medidas por razões óbvias de defesa da sua profissão.
Mas, e os pais? Ninguém está preocupado porque as suas crianças vão ter menos horas de aulas? Menos aulas, é sinónimo de menos matéria? Os miúdos vão saber menos ou vão ter uns professores stressados, à sua frente, a tentar cumprir o programa que não mudou? Com que qualidade vão ser dadas as aulas? Como é que se ensina os meninos a pensar, a questionar, a discutir um tema se não há tempo, nem espaço no horário? Vai ser só despejar matéria, fazer uns testes e já está? O que é que o Estado quer fazer aos nossos filhos? Cumprir o mínimo obrigatório e quem é que definiu o que é o mínimo?
O Ministério da Educação parece ter-se esquecido que para que os futuros adultos façam alguma coisa na vida precisam mesmo de ser preparados, bem preparados, e não será certamente com um desinvestimento na educação.
BW

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Assim se vê a força dos pais

"SOS" foi o grito de guerra, que abafou a voz dos apoiantes que chamavam por "Cavaco". No ar, cartazes de protesto. "Queremos trabalhar, porque é que promulgaste", gritou um professor que, garantiu, tinha o seu emprego em risco devido aos cortes aprovados pelo executivo. O candidato não conseguiu andar mais de cem metros, entre as pessoas, e, amparando Maria Cavaco Silva que se mostrava assustada, acabou por encurtar a visita à cidade.
Aconteceu ontem, em Braga. A semana passada foi no Vimeiro, antes em Fátima. Por onde quer que passem os candidatos a PR, os professores, pais e alunos dos colégios com contratos de associação lá estão, a manifestar-se contra a portaria do ME que já está a ter efeitos na vida dos professores e dos funcionários não docentes, bem como na vida dos alunos que vêem cortadas várias actividades, para não falar do clima que se vive nas salas de aula. Os pais já anunciaram que vão fechar as escolas por tempo indeterminado, até a situação ser resolvida. A data ainda não foi avançada, mas será para depois das eleições presidenciais.
Face à instabilidade vivida nestas escolas, a Fenprof já veio anunciar que vai fazer queixa do Grupo GPS (que detém cerca de 20 escolas privadas, a maioria com contrato de associação ou com contrato de patrocínio - as que são profissionais) junto da Autoridade para as Condições de Trabalho. Para muitos professores que têm vindo a denunciar problemas laborais nas escolas deste grupo, esta é uma boa notícia.
E o Governo, vai ceder às pressões?
BW

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Resultados escolares e banda larga

Notícia o Jornal de Negócios (não encontrei na edição online) que:
"A introdução de banda larga nas escolas - uma das bandeiras dos executivos de José Sócrates na política de educação - teve um impacto negativo generalizado nas notas dos exames nacionais de português e matemática do 9.° e 12.° anos, com maior impacto nos rapazes do que nas raparigas. Esta é a principal conclusão de um artigo recente assinado por Rodrigo Belo, Pedro Ferreira e Rahul Telang da Carnegie Mellon University e das universidades Técnica e Católica.
No estudo "Impact of Broadband in Schools: Evidence from Portugal" - que será submetido em breve para publicação na revista "Review of Economics and Statistics" e que foi apresentado na semana passada no ISEG -, os autores escrevem que "em média, as notas baixaram cerca de 7,7% entre 2005 e 2008 e cerca de 6,3% entre 2005 e 2009 devido ao uso de banda larga".
A explicação é simples: "o nosso argumento central para um declínio no desempenho dos estudantes é o de que a banda larga cria distracções", escrevem. Este efeito é mais sentido entre rapazes do que entre raparigas,oquevaiaoencontro "de um inquérito que indica que é mais provável os rapazes dedicarem-se a actividades que os distraiam do que as raparigas"."

A importância do Desporto Escolar


Eles gostam e sentem-se promovidos quando o professor de Educação Física os chama para participarem nos torneios de futsal, voleibol, basquetebol ou no corta-mato organizado pelo Desporto Escolar. Nos dias dos torneios, ali estão eles, em destaque, a representar as cores e os valores das suas escolas e a dar o seu melhor! Nas bancadas estão os pais a torcer por eles e pela escola.
Não tenho dúvidas de que o Desporto Escolar ajuda a criar espírito de grupo, de pertença. E se hoje, os pais vão vê-los ao complexo desportivo, amanhã vão à escola falar com o director de turma, ou seja, o Desporto Escolar pode ser um modo de interessar os pais pela escola.
O Desporto Escolar também é democrático e promotor da igualdade. Lado a lado, estão alunos dos colégios e das escolas públicas, todos iguais, a lutar pelos mesmos lugares nos pódios. No final, todos recebem medalhas e troféus.
Para muitos, sobretudo aqueles que não têm dinheiro para ginásios e clubes , é o Desporto Escolar a forma que têm de praticar uma modalidade de que gostam, sem gastar dinheiro. Para muitos alunos é o único meio para fazerem actividade física.
O Desporto Escolar pode mesmo ser a motivação para estar na escola, sobretudo para aqueles alunos que não gostam, que têm maus desempenhos e mau comportamento mas que estão em grande forma física e brilham no desporto.
Por tudo isto, não compreendo os cortes que o Governo pretende fazer neste programa.
BW

domingo, 9 de janeiro de 2011

Mais um estudo, este a dizer que...

... os recursos económicos das famílias não têm influência directa nos resultados dos alunos, MAS que as expectativas das famílias são importantes para o desempenho académico dos estudantes.
É um estudo feito com apenas 24 famílias, no Vale do Ave.
BW

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"Os professores no lugar onde têm de estar"

É o título do editorial do PÚBLICO de hoje que reflecte sobre um estudo - que é notícia nas páginas do PÚBLICO - que conclui que factores como a literacia dos pais ou a idade dos alunos contam para o sucesso dos estudantes mas pouco! O que conta de facto é a escola e são os professores!
O problema, diz uma das investigadoras, é que há escolas que estão "à sombra da bananeira", que podiam fazer mais e melhor e não fazem, que podiam "esticar os alunos".

A mim preocupam-me as "escolas fatalistas" que baixaram os braços (ou nunca os levantaram) porque estão mal situadas, os alunos são maus, os pais são piores e não há nada a fazer... O que a IGE através da avaliação externa tem mostrado é que há escolas/professores nesses sítios que se têm esforçado, que criam projectos, que depois até podem ser disseminados a nível nacional.


"(...) torna-se obrigatório insistir no papel insubstituível dos professores na dinamização das escolas e na superação dos problemas específicos do meio envolvente. São eles, afinal, quem faz as escolas de elite, as escolas à sombra da bananeira, as que surpreendem ou as fatalistas, de acordo com a hierarquia feita pelas autoras do estudo. Nestes tempos de depressão e grande desmotivação profissional causada pelas guerras da avaliação e pelos cortes salariais, nunca é de mais lembrar a sua importância e responsabilidade quanto ao futuro do país."


A esta hora os artigos (são três textos) ainda não estão disponíveis no PÚBLICO online, mas está no papel, aquele que se vende nas bancas, papelarias e afins!
BW

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O poder dos pais

Uma amiga mudou um dos filhos do colégio para a escola pública e está satisfeitissima. Dizia-me que no colégio falava, falava, o director dava-lhe razão mas encolhia os ombros e a desculpa era sempre a mesma: "O professor é efectivo..."; era difícil mobilizar os pais, mais preocupados com instalações e custo do colégio do que com o que se passava na sala de aula.
Agora, na escola pública, a minha amiga é o terror dos "maus" professores. A minha amiga telefona aos outros pais, reúne com eles, junta-os e, à conta destes pais, já três professores foram "remodelados". Em contrapartida, estes pais juntam-se para angariar dinheiro para a escola, para as visitas de estudo ou viagens dos miúdos com mais necessidade, para as actividades que a escola quer fazer como as feiras e exposições. A directora sabe que pode contar com eles e a minha amiga está mesmo, mesmo feliz. "No colégio não era nada assim, bendita escola pública!"

Conta-me uma investigadora que não tem dúvidas que o poder dos pais na escola pública é maior do que na privada, sobretudo nas terras mais pequenas, não em Lisboa ou no Porto, mas no resto do país, onde as direcções das escolas não querem contrariar os pais.
Esta investigadora explica que os pais, ciosos por uma melhor educação, são exigentes porque em cidades de média ou pequena dimensão não há muito por onde escolher. Por vezes, há só aquela escola, por isso, os pais querem que seja a melhor e fazem por isso. Exigem-no.

A minha amiga tem a certeza que tem o filho na melhor escola pública da cidade e já só pensa no fim do ano para mudar o outro filho para aquela escola. "Os pais estão ao lado da directora e ela sabe que pode contar connosco", diz-me. O próximo professor que não cumprir os requisitos que aqueles pais exigem que se cuide!
BW