Não foi só o maestro dos festivais da canção...
Letra: Ary dos Santos/Música: Pedro Osório
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Morreu José Niza
autor desta música que, ainda hoje, me faz arrepiar e ficar com os olhos marejados!
domingo, 5 de dezembro de 2010
O meu avô
O meu avô fascista - era assim que eu o apelidava, mas de maneira carinhosa (!) porque foi procurador à Câmara Corporativa e, mais tarde, convidado por Marcelo Caetano (seu professor na Faculdade de Direito) para o cargo de presidente da câmara de Loures.O meu avô não era fascista - diz Manuel Braga da Cruz que Portugal não teve um regime fascista mas autoritário -, teve um pide à porta durante todo o tempo que assumiu cargos políticos (talvez antes também lá estivesse, mas o meu avô era distraído e nunca reparou). Um dia foi chamado pelo presidente do Conselho porque numa entrevista disse que em Loures não havia comunistas mas pessoas com fome. Marcelo Caetano não sabia o que era pior se o comunismo, se a constatação pelo presidente da câmara de que havia fome!
Não foi personagem digna de registo, as suas fábricas não foram nacionalizadas nem tomadas de assalto pelos trabalhadores, sinal de que foi um patrão justo. As malas estiveram feitas para partir para o Brasil, mas não foi necessário.
O meu avô padrinho, benemérito, caridoso ou, como se diz agora, solidário - foi padrinho de centenas de crianças e assumiu as suas responsabilidades. Ainda jovens chegavam a Lisboa, vindas da terra (da província!), ficavam em sua casa. Ele arranjava-lhes trabalho, orientava-os na vida, escrevia cartas de recomendação, pedia a este ou àquele amigo para empregar o seu afilhado ou afilhada. Deixava estudar os que queriam estudar. Quando chegávamos à aldeia, só ouvíamos "ó padrinho", seguido de um pedido. O meu avô ouvia em silêncio e dizia: Vou tratar disso, fosse um problema de emprego ou familiar.
O meu avô empreendedor, com o toque de Midas - poderia ter feito o seu caminho no exército, onde se ficou por capitão (patente que antecedia o seu nome, era "o capitão Baptista"); mas preferiu a vida civil, criou empresas, fábricas, dedicou-se à agricultura. Procurava as técnicas mais modernas, usadas na Alemanha, nos EUA ou em Israel e exportava-as, aplicava-as. Era um visionário e tinha a força e a coragem de concretizar o que imaginava.
O meu avô sovina - estava-lhe nos genes, herdados dos cristãos novos da Beira Baixa. Há uns dias encontrei um envelope do meu aniversário, de 1988, onde apontei as quantias que cada um me tinha oferecido, ele que era quem tinha mais, foi o que deu menos, cinco mil escudos. Foi assim com os filhos e com os netos, obrigando-os a fazer o seu caminho, não queria gente dependente, mandriona, a viver à conta dele.
O meu avô ausente - as refeições eram feitas em silêncio. Ele era o chefe da família, tinha um lugar de destaque à mesa e uma criada plantada atrás dele para acorrer a todos os desejos do "senhor capitão". Ele comia pão integral, alho crú, muita fruta, legumes e tudo o que o fizesse viver centenas de anos. Nós comiamos calados, se nos ríssemos olhava-nos com tal dureza que engoliamos o riso. Nunca se riu connosco. Quando nos falava era para desenhar o nosso futuro. Queria um neto advogado (seria eu), um farmacêutico, um engenheiro, um arquitecto... Teve azar! Eu fiz dois anos e mudei de curso - a última carta que me escreveu (comunicava connosco por escrito, embora morássemos na mesma casa) pedia-me que eu fosse terminar Direito. Antes de mim, o filho também o contrariou, embora seja professor universitário, não é de Direito!
O meu avô velhinho - não viveu centenas de anos, viveu 96 anos e nove meses - com o passar do tempo tornou-se uma criança, como todos os velhos. A máscara da dureza caiu e ria-se para nós, fazia-nos festas, apertava-nos as mãos como quem diz que ama e que está agradecido pela família que tem. Podia ter morrido sozinho, mas o tempo apaga as mágoas, os gestos frios e as palavras ditatoriais ficaram lá longe e ali só estava um velhinho.
Levei a véspera e o meu dia de anos a tratar de papéis, a certidão de óbito, a funerária, os avisos à família, a escrita do obituário, a cerimónia fúnebre, a receber os pêsames, logo seguidos pelos parabéns. O resto da família esteve perdida em lágrimas e emoção pela perda do velhinho, não do homem que foi, nem do que construiu.
Já o sabia, mas confirmei que tenho muito dele em mim: sou prática e organizada, sei o que quero para o futuro dos meus filhos (embora vá ter azar, como ele teve!), mas não quero cometer os mesmos erros. Por isso, adoro apertar as mãos dos meus filhos, beijá-los; adoro abraçar os meus sobrinhos até os sufocar, de estar disponível para todos, de rir às gargalhadas à hora da refeição, de não os olhar com dureza (embora às vezes me apeteça), de estar sempre presente.
José da Silva Baptista morreu dia 3 de Dezembro, às 17h05, em sua casa, em Lisboa. Foi sepultado no jazigo de família em Valverde, Fundão, no dia 4 de Dezembro. As serras da Gardunha, de um lado, e a da Estrela do outro, estavam brancas de neve.
BW
PS: Na foto, o meu avô inaugura a chegada da água canalizada a Montemor, Loures.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O senhor do Adeus
Falei dele em casa, eles já o tinham visto mas não fixaram. Ela chorou comovida com o gesto, com o dizer adeus para combater a solidão. Eu também quando vi esta peça!
BW
BW
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo morreu
Professora mas popularizada pela sua escrita para a infância, contos e poesia.Nascida em 1921, morreu esta madrugada Matilde Rosa Araújo, em Lisboa.
O Palhaço Verde, O Sol e o Menino dos Pés Frios, As Fadas Verdes são alguns dos seus livros, muitos deles ilustrados por Maria Keil.
Algumas reacções.
BW
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Ainda Saramago...
Junto a um quiosque há um leitor de jornais desportivos que se insurge contra as capas de jornais e revistas que trazem notícias da morte de José Saramago: "Morrem e são perfeitos! Não têm pecado! São uns heróis! O povo tem memória curta, esse comuna não era um patriota, fugiu para Espanha, queria que Portugal e Espanha fossem um país, não era patriota!", diz, de cachecol da selecção ao pescoço, poucas horas antes do 7-0 de Portugal contra a Coreia do Norte.
O senhor esquece-se que o "comuna" levou a língua portuguesa - e não a castelhana - aos quatro cantos do mundo, que é um prémio Nobel, que escrevia com profundidade, com conhecimento de causa, que não era daqueles escritores (como temos tantos) que escrevem sobre os seus umbigos, a morte dos seus pais, os seus desgostos de amor, as suas experiências na guerra colonial... Não, José Saramago escrevia sobre o Homem, sobre o mundo!
E quando alguém morre temos de facto tendência a esquecer o menos bom. No caso de Saramago a sua faceta de censor enquanto director de jornal no pós-25 de Abril, do seu pensamento estalinista, as perseguições que fez aos que não pensavam como ele.
O que não podemos esquecer é que a sua opção por viver em Espanha deve-se a um ex-governante de Cavaco Silva, um Sousa Lara que proibiu O Evangelho Segundo Jesus Cristo de concorrer a um prémio europeu -mais um censor no pós 25 de Abril, mas este bonzinho que era de direita e monárquico! -, porque pôs o seu catolicismo acima da liberdade de expressão de um autor.
Eu nem queria falar sobre este assunto mas quando os meus filhos me perguntaram porque é que os ex-presidentes da República acompanharam o funeral de José Saramago e o actual não, não tive opção senão relembrar esta história triste que, aparentemente, Cavaco não esqueceu e deve manter-se com aquela certeza que "raramente me engano". Por essa razão, manteve-se nos Açores, em vez de fazer o que lhe competia enquanto chefe de Estado: estar presente no funeral do prémio Nobel da Literatura, José Saramago. Espanta-me a primeira-dama, professora de Literatura, não ter vindo ao funeral.
BW
O senhor esquece-se que o "comuna" levou a língua portuguesa - e não a castelhana - aos quatro cantos do mundo, que é um prémio Nobel, que escrevia com profundidade, com conhecimento de causa, que não era daqueles escritores (como temos tantos) que escrevem sobre os seus umbigos, a morte dos seus pais, os seus desgostos de amor, as suas experiências na guerra colonial... Não, José Saramago escrevia sobre o Homem, sobre o mundo!
E quando alguém morre temos de facto tendência a esquecer o menos bom. No caso de Saramago a sua faceta de censor enquanto director de jornal no pós-25 de Abril, do seu pensamento estalinista, as perseguições que fez aos que não pensavam como ele.
O que não podemos esquecer é que a sua opção por viver em Espanha deve-se a um ex-governante de Cavaco Silva, um Sousa Lara que proibiu O Evangelho Segundo Jesus Cristo de concorrer a um prémio europeu -mais um censor no pós 25 de Abril, mas este bonzinho que era de direita e monárquico! -, porque pôs o seu catolicismo acima da liberdade de expressão de um autor.
Eu nem queria falar sobre este assunto mas quando os meus filhos me perguntaram porque é que os ex-presidentes da República acompanharam o funeral de José Saramago e o actual não, não tive opção senão relembrar esta história triste que, aparentemente, Cavaco não esqueceu e deve manter-se com aquela certeza que "raramente me engano". Por essa razão, manteve-se nos Açores, em vez de fazer o que lhe competia enquanto chefe de Estado: estar presente no funeral do prémio Nobel da Literatura, José Saramago. Espanta-me a primeira-dama, professora de Literatura, não ter vindo ao funeral.
BW
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domingo, 20 de junho de 2010
Saramago - o humanista
Assisto à transmissão das cerimónias que decorrem em Lisboa.
Faço zapping e na Tvi ouço o Padre Carreira das Neves falar com emoção e respeito de Saramago.
Na RTP, leio em rodapé que o jornal do Vaticano descreve Saramago como "populista", "extremista e anti-religioso". Falta o contexto, é verdade. Mas só assim, num dia em que os portugueses e o mundo se despedem do escritor, entristece-me a falta de capacidade de destacar o profundo humanista que José Saramago foi e será para sempre.
"Se toda a gente fizesse o que pode o mundo estaria,
com certeza, melhor. "
José Saramago, A Viagem do Elefante, Caminho, p.255
Ana Soares
O homem que mais lia a Bíblia
José Tolentino de Mendonça, poeta e responsável pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura: "Leio José Saramago por causa da Bíblia porque, apesar de algumas declarações do autor em relação ao texto bíblico, ele era de todos os autores portugueses contemporâneos aquele que mais a lia, mais a citava, mais perseguia a sua musicalidade e reescrevia os seus temas". "Para mim, enquanto especialista nos textos bíblicos, tudo o que Saramago escrevia era de leitura obrigatória". in Público
sábado, 19 de junho de 2010
O discurso da Nobel

Em dia de luto nacional, vale a pena reler o discurso de Saramago no dia da entrega do Nobel. Uma bela viagem pelas suas memórias, origem e personagens das suas principais obras. Para lembrar. Para sempre.
Recorde-o aqui.
Saramago regressa à pátria
Assistimos à transmissão da chegada do corpo de Saramago a Lisboa. Expliquei ao meu filho que este foi o senhor que escreveu a história d' A Maior Flor do Mundo, de que já aqui vos falámos, o único livro que ele conhece do nosso Nobel. Perguntou-me para onde é que ele tinha ido agora. Respondi-lhe que tinha a certeza que ele tinha ido para o céu, apesar de ele nunca ter acreditado em Jesus Deus, só no Jesus Homem.
Ainda assim, e agora para nós adultos, este homem, um profundo humanista, foi capaz das mais belas frases sobre o divino:
“Deus é o silêncio do universo,
e o homem o grito que dá sentido a esse silêncio”.
José Saramago
Ana Soares
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A frase do vestido de Pilar

Encontrei a frase que Pilar del Rio mandou inscrever a vermelho no vestido que usou na entrega do Nobel. Aqui fica.
"Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti,
Quero estar onde estiver a minha sombra,
se lá é que estiverem os teus olhos."
Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo
Aos 87 anos morreu José Saramago.
Nem quero acreditar que vou dizer aos meus filhos que sou do tempo em que não havia Memorial do Convento. Que conheci um tempo que mal amou este grande nome da nossa literatura.
Felizmente, vou poder dizer-lhes também como descobri a sua obra. Como foi fantástico ver uma legião de grandes outros nomes reconhecer o seu valor e mérito. Como grandes homens da igreja valorizam a sua obra. Vou poder falar-lhes do dia em que Saramago ganhou o Nobel. Vou poder mostrar-lhes o jornal Público desse dia que guardo religiosamente. Vou contar-lhes a história do vestido de Pilar e falar-lhes da frase que ela escolheu para levar bordada nesse mesmo vestido à entrega do Nobel.
Ana Soares
Felizmente, vou poder dizer-lhes também como descobri a sua obra. Como foi fantástico ver uma legião de grandes outros nomes reconhecer o seu valor e mérito. Como grandes homens da igreja valorizam a sua obra. Vou poder falar-lhes do dia em que Saramago ganhou o Nobel. Vou poder mostrar-lhes o jornal Público desse dia que guardo religiosamente. Vou contar-lhes a história do vestido de Pilar e falar-lhes da frase que ela escolheu para levar bordada nesse mesmo vestido à entrega do Nobel.
Ana Soares
"Os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer (...)"
José Saramago, Memorial do Convento
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Morreu João Aguiar
Li o seu primeiro romance A Voz dos Deuses (1984), no primeiro ano. Foi fotocopiado (um crime) porque estava esgotadissimo, mas era preciso estudá-lo, analisá-lo. Assim que foi reeditado comprei e lá está na estante, à espera que o mais velho cresça um bocadinho para acompanhar as aventuras e as traições de Viriato.Escreveu para televisão e os mais novos, sem saberem, cresceram com as suas palavras ditas em guiões de programas como a Rua Sésamo e outros.
Além da escrita para adultos - O Homem sem Nome, O Trono do Altíssimo, Os Comedores de Pérolas, A Hora de Sertório, Inês de Portugal, Uma Deusa na Bruma, O Sétimo Herói, O Jardim das Delícias, etc - dedicou três colecções às crianças e jovens: O Bando dos Quatro, Pedro & Companhia e Sebastião e os Mundos Secretos.
João Aguiar, jornalista e escritor morreu com 66 anos, vítima de cancro, em Lisboa.
BW
Num futuro muito próximo, o número de casos de cancro vão duplicar, diz a OMS. Por aqui, são cada vez mais os que conhecemos que morrem vítimas desta doença...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Vicky Harrison não aguentou 200 recusas aos seus pedidos de emprego
Vicky Harrison era uma jovem inglesa de 21 anos, depois de dois anos e 200 recusas de emprego pôs fim à vida. Pode ler mais aqui. Neste espaço é possível deixar uma mensagem à família que quer criar uma fundação para ajudar os jovens a lidar com as dificuldades que encontram num mercado de trabalho cada vez mais fechado. No Reino Unido o desemprego atinge dois milhões e meio de jovens, são já chamados uma "geração perdida".
Continuo sem perceber como é que a economia evolui, como é que cresce, com um mercado de emprego cada vez mais reduzido, com as empresas a cortar em postos de trabalho claramente necessários, com os administradores e accionistas a manter regalias, com uma classe média estrangulada, com jovens que terminam os estudos e não obtêm trabalho e sem meios de sair de casa dos pais... Alguém me explica?
BW
Continuo sem perceber como é que a economia evolui, como é que cresce, com um mercado de emprego cada vez mais reduzido, com as empresas a cortar em postos de trabalho claramente necessários, com os administradores e accionistas a manter regalias, com uma classe média estrangulada, com jovens que terminam os estudos e não obtêm trabalho e sem meios de sair de casa dos pais... Alguém me explica?
BW
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Morreu Rosa Lobato Faria
Foi locutora na RTP na década de 1960, mas tornou-se mais conhecida do grande público quando participou na primeira novela portuguesa "Vila Faia", onde fazia um personagem insatisfeito com a vida, sempre de cara fechada. Lembro-me de "Beatriz" sentada num canto de um sofá, muito direita a bordar e a falar mal de tudo e de todos.Era apenas um personagem. Rosa Lobato Faria era uma mulher divertida e a prova é que trabalhou com Herman José em "Humor de Perdição" onde também foi argumentista, num tempo em que ainda não havia Produções Fictícias. Fez televisão e cinema. Os mais novos lembram-se dela na série da RTP "A minha sogra é uma bruxa".
Escreveu letras para muitas músicas, entre elas algumas que fizeram sucesso nos festivais da canção como "Amor de Água Fresca", cantado por Dina e "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares. Os últimos anos foram feitos de escrita, para adultos e para crianças, obras publicadas por cá, mas também no estrangeiro. Desejava publicar novo romance ainda este ano.
Rosa Lobato Faria morreu hoje, aos 77 anos, uma semana depois de ter sido internada com uma anemia grave, num hospital privado de Lisboa.
BW
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Morreu a primeira Emilia do Sítio do Picapau Amarelo
Reny de Oliveira era a boneca de trapos Emilia, que viamos na RTP, na década de 1980, na série Sítio do Picapau Amarelo, inspirado na obra de Monteiro Lobato. Mas antes dela, Dirce Migliaccio foi a primeira Emilia da Rede Globo. Foi na década de 1970 que interpretou a boneca marota que nem sempre distinguia o bem do mal, mas que tinha um coração imenso.Dirce Migliaccio, morreu na terça-feira, no Rio de Janeiro, aos 75 anos de idade.
"Marmelada de banana,
Bananada de goiaba,
Goiabada de marmelo,
Sítio do Pica-pau Amarelo (bis)
Boneca de pano é gente
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-pau Amarelo (bis)
Lembram-se?
BW
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Morreu Patrick Swayze
Que atire a primeira pedra a adolescente que não adorou ver Patrick Swayze em Os Marginais, de Coppola (entre outros rapazes, na altura menos conhecidos: Matt Dillon, Tom Cruise, Emílio Estevez, Rob Lowe e Ralph Macchio...), Dirty Dancing, Ghost ou na série televisiva Norte e Sul. Morreu esta madrugada, vítima de cancro no pâncreas, aos 57 anos.
Hoje apetece-me trautear I've had the time of my life...
BW
PS: Entenda-se "a adolescente" por "a actual trintona"! Ou "a adolescente na década de 1980"...
Hoje apetece-me trautear I've had the time of my life...
BW
PS: Entenda-se "a adolescente" por "a actual trintona"! Ou "a adolescente na década de 1980"...
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Obrigada Pina Bausch
"Mãe, morreu a Pina Bausch? Que sorte termos visto a Pina Bausch dançar, não foi?". Foi! Quando compramos bilhetes para ver Cafe Muller, eles eram das poucas crianças na sala do São Luiz, em Lisboa. Havia peças mais felizes, imensamente mais coloridas do que o Cafe Muller, se quisessemos, mais apropriadas para crianças.
Foi em Maio de 2008 e vimos e ouvimos palavras reprovadoras ditas entre dentes, à medida que subiamos a escadaria do teatro e eles íam aos pulos. Mas houve um casal simpático que não se importou de trocar com eles, para poderem ver melhor.
Quando terminou, eles tinham imensas perguntas e comentários para fazer. Eu mal conseguia responder, tal o impacto, o murro no estômago que tinha recebido. O pai estava feliz por ter partilhado aquela experiência com a família, porque vira Cafe Muller há muitos, muitos anos.
À saída, encontramos a Dora Batalim que lhes disse que eles eram privilegiados por terem visto a Pina Bausch dançar, que provavelmente não íam perceber tudo, mas que o que viram ía lá ficar e que quando crescessem haviam de recordar e encontrar significados.
Obrigada Pina Bausch!
BW
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