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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A escola ideal em saldo

Escrevi A Escola Ideal a pensar nos pais. São sugestões de como escolher a escola, quando é possível fazê-lo, de como é importante, mesmo quando a escola é pública, de ir, ver, falar com a direcção da mesma, revelar que são pais preocupados com o que se passa, que querem estar envolvidos.
Na altura, vendeu bem, mas não o suficiente para uma segunda edição. Entretanto, a editora foi comprada pela Leya e a editora-pessoa responsável pelo projecto saiu e criou a sua própria chancela e nunca mais soube do livro. Até ontem, quando recebi a newsletter da Wook e descobri que está em saldo, a 4,90 euros! Baratinho e sem ter perdido a actualidade, em tempos em que os pais continuam à procura da melhor escola, desta vez, da melhor escola pública, mesmo que o estabelecimento de ensino da sua área de residência esteja às moscas.
BW

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A minha sala de aula é uma trincheira (III)

Paulo Guinote foi um dos professores com quem conversei para o projecto A minha sala de aula é uma trincheira, ajudou-me a passar algumas madrugadas de trabalho neste livro, através de trocas de emails, de conversas; deu-me os contactos de alguns professores que, numa primeira fase deste projecto, me ajudaram a reflectir sobre o que se passa nas escolas, que partilharam as suas reflexões. Paulo Guinote foi dos poucos que já leu o livro, editado pela Esfera dos Livros. Pedi-lhe para escrever o prefácio e agradeço não só por tê-lo feito, mas por todo o apoio. Obrigada.

«Este livro de Bárbara Wong sobre algumas ideias feitas acerca dos professores, lança sobre eles, sobre o exercício da docência e sobre o quotidiano das escolas e salas de aula, um conjunto de olhares que vai oscilando entre os que partem de dentro do grupo profissional a que pertenço (…) e aqueles que sobre ele são construídos a partir de fora, seja a partir dos seus alunos, seja das suas famílias. E alguns desses olhares que são lançados sobre os professores e as suas práticas
revelam‑se desapiedados, desconfortam, não raras vezes perturbam na sua crueza, mesmo quando lhes reconhecemos os traços, mesmo quando seria mais fácil dar a entender que não.»

Paulo Guinote

Entre os que leram, em primeira mão, os professores foram os que tiveram este mesmo sentimento que Guinote expressa.
BW

sábado, 20 de agosto de 2011

A minha sala de aula é uma trincheira (II)

Aqui deixo um trecho do que escrevi na Introdução do livro A minha sala de aula é uma trincheira, da Esfera dos Livros
"À medida que o projecto foi tomando forma, foi crescendo em torno dos preconceitos que existem relativamente à classe profissional dos professores. Sobre os mitos (ou não) que existem sobre uma profissão a que tudo se exige: que ensine, que eduque, que corrija, que forme, que contribua para uma sociedade melhor, mais rica e mais desenvolvida.
De repente, os professores têm o peso do mundo sobre os ombros e, ao mesmo tempo, são o bode expiatório de todos os males da sociedade. Não há comentador, opinador ou editorialista que não saiba o que se deve fazer no mundo da Educação e que não saiba o que fazer com os professores.
Este livro não procura desculpabilizá-los ou demiti-los das suas funções. Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Antes é um olhar, que procura ser imparcial, próprio de quem é jornalista, sobre uma área da sociedade que é essencial."

BW

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A minha sala de aula é uma trincheira - 10 mitos sobre os professores (I)

Está na Internet, por isso, é público.
Há praticamente dois anos que a Esfera dos Livros me convidou para escrever sobre o estado da Educação em Portugal. Logo na primeira reunião com os editores, o director da Esfera perguntou-me: "Os alunos portugueses merecem os professores que têm?". Este foi o meu ponto de partida.
A partir daqui, o projecto foi crescendo em torno do que se diz dos professores e listei dez mitos. Ao longo de dez capítulos procuro (ou não) desmistificá-los. Aliás, não me cabe a mim fazê-lo, mas a quem ler as inúmeras histórias que reuni - a partir da imprensa e em conversas com professores, pais e alunos, de todo o país.
A minha sala de aula é uma trincheira - 10 mitos sobre os professores já está disponível na Internet na WOOKe na Bertrand.
Está nas livrarias a partir de oito de Setembro.
BW

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como não lhes tramar a vida

O título do post é o nome do livro de Oliver James, pedopsicólogo britânico, e é vocacionado para as mães de classe média. Os pais não lêem, quem lhe dera a ele que lessem!, confessa. E as mães de classe baixa têm onde gastar melhor o seu pouco dinheiro do que em livros sobre pedagogia.
Como não lhes tramar a vida, publicado pela Civilização Editora, é para as mães que estão agora grávidas ou que têm bebés recém-nascidos e para quem os tem menor de três anos.
Oliver James define o que são as mães protectoras, as organizadoras e as flexíveis. Reflecte sobre a maternidade britânica onde a maioria das mulheres fica em casa, a cuidar dos filhos, ou contratam amas ou enfermeiras para lhes darem um apoio e umas luzes sobre como cuidar dos filhos; onde as creches têm pouca qualidade e se dá pouca importância aos primeiros anos - James recorda que as creches foi um dos grandes investimentos de Blair mas que o filho mais novo do primeiro-ministro nunca frequentou uma...
Apesar de reflectir bastante sobre a sociedade britânica, vivemos num mundo globalizado e conseguimos rever-nos em pelo menos um dos tipos de mãe que James identifica, senão em todos!
Gostei sobretudo do poema de Philip Larkin, This be the verse, citado logo na primeira página.

Seja este o poema

Tramam-te a vida, a mamã e o papá.
Ainda que a sua intenção não fosse má.
Passam-te todas as falhas que havia em si
E juntam-lhes mais algumas, só para ti.

Mas também foram tramados, os teus pais,
Por idiotas de cartola e jaquetão,
Que ora se mostravam tesos e sentimentais
Ora se abocanhavam no pescoço, como um cão.

E desta forma se perpetua a infelicidade
Como a costa mar adentro, até ao fundo.
Assim que possas foge a toda a velocidade,
E não te lembres de trazer filhos a este mundo.


BW

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A avó Alice

Alice Vieira é uma escritora de mão cheia!
Histórias simples, bem escritas, tão coladas aos miúdos de hoje em dia. Nos seus livros existem os problemas, as alegrias, o modo de falar e de estar das crianças e jovens da actualidade.
Agora, Alice Vieira, a avó, escreveu para as avós, mas não só - que eu estou longe de ser avó e estou a lê-lo com a máxima atenção. Chama-se O Livro da Avó Alice e continuo a lê-lo em voz alta, para quem me quer ouvir, lá em casa, ao telefone, e agora aqui, uns bocadinhos que reflectem o que também tenho escrito neste blogue, mas que Alice Vieira faz muito melhor do que eu.

O filho de um amigo meu não pára quieto, não sabe brincar, não sabe interagir com as outras crianças, bate-lhes. Em casa, passa as refeições à frente de um ecrã; quando viaja, o DVD está incrustado no assento da mãe, onde vê filmes; de férias, os pais levam um aparelho com DVD para estar em cima da mesa do restaurante do hotel, para ele comer sossegado. Depois das queixas feitas pela educadora, os pais lá foram ao pediatra e a receita foi: menos televisão, mais brincadeira com os pais. O menino, de quatro anos, mudou da noite para o dia, está mais calmo.
Quantas vez tenho escrito sobre os malefícios da televisão e do computador em crianças tão pequenas?
Escreve Alice Vieira:

"Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas.
Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos. Se diante do nosso rosto tivermos outro rosto. Humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é."

Pois é...
Por estes dias, O Livro da Avó Alice pode ser lido pelos pais, e depois, no dia 1, dia da Mãe, ofereçam-no às avós (é o que eu vou fazer...)!
BW

domingo, 24 de outubro de 2010

O Elemento, de Ken Robinson




É de 2006 e já conhecia... Na verdade, andei à procura no blogue e não encontrei mas provavelmente já o partilhei aqui... Se sim, peço desculpa e... Revejam!
Lembrei-me deste video porque vi Ken Robinson em Portugal há uns anos e gostei. Voltei a encontrá-lo nas livrarias, desta vez em forma de livro. Foi lançado, pela Porto Editora, O Elemento que fala de educação, das escolas matarem a criatividade dos mais novos, dos diferentes tipos de inteligência, do futuro da educação e da necessidade de cada um de nós (sobretudo os filhos), descobrirmos "o elemento", o que adoramos fazer e a possibilidade de conseguirmos conciliar o que gostamos com o que fazemos!
Este video é um bom resumo dos primeiros capítulos do livro (que ainda estou a ler) e conta a história de Gillian Lynn, a menina que na década de 1930 não parava quieta na sala de aula, que a escola queria por numa turma para crianças com necessidades educativas especiais (o rótulo ainda não era conhecido) e cuja mãe a levou a um psiquiatra. O médico não diagnosticou hiperactividade, nem lhe deu ritalina (também ainda não tinham sido inventadas) mas aconselhou-a a pôr a menina numa escola de dança.
Gillian foi bailarina e criadora das coreografias de Cats ou do Fantasma da Ópera. Mas há outros exemplos como Mick Fleetwood, baterista e fundador da banda Fleetwood Mac, o prémio Nobel da Economia Paul Samuelson (quem não tem a sua bíblia em casa?) e muitos outros.
Não sei se fala de Michael Phelps, o nadador norte-americano mais medalhado em Pequim, mas ainda não me esqueci de uma das primeiras declarações que fez, pós-ganhar tantas medalhas, foi para lembrar a professora que lhe disse que ele nunca ia fazer nada na vida. De uma forma ou de outra, os professores marcam-nos para sempre!
Às vezes, os pais e a escola têm dificuldade em descobrir o que é que os filhos e alunos têm de melhor e potenciá-lo.
É preciso estarmos atentos. Até porque, aparentemente, a sociedade está a deixar de formar para o emprego seguro e duradouro, mas para o emprego criativo, para o próprio emprego!
BW

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Livro de José Luís Peixoto

Não tem artigo definido, nem indefinido, chama-se tão somente Livro, mas alguém há-de colocar-lhe um artigo, como quando ligo para algum lado e me dizem: "Ah! Fala do jornal o Público!"
Foi esta noite apresentado em Lisboa e o autor estava feliz, muito feliz, de tal maneira se sentia nas nuvens que teve necessidade de dizer: "Eu sou um gajo... que espirra, tosse e faz outras coisas que não posso contar aqui". Pois é, José Luís Peixoto é um gajo, é terra-a-terra, é simples, tem aquela pronúncia doce do Alentejo e a sua escrita é bela. Por isso, eu e a Ana andamos a ler um livro que se chama Livro!
BW


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um leitor chamado Aníbal

Para um fim-de-semana de Setembro posso sugerir ao fãs de Rui Zink o livro O Anibaleitor. Editada pela Teorema, esta novela começa por ameaçar ser, nas primeiras páginas, um retrato traumatizado de um filho de pais divorciados. No entanto, o desenrolar da acção, sempre com muitas relações com outros livros, conduz-nos a uma história surreal com um leitor sui generis.
O melhor do livro, a meu ver, são a reflexão sobre os livros e a leitura e as relações com outros textos, através referências mais ou menos claras (com algumas claramente assumidas e enumeradas numa nota de autor no final) .

Um texto diferente a fazer a apologia da leitura.


Ana Soares

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Maria de Lurdes Rodrigues: "A escola pública pode fazer a diferença"

Foi o lançamento do ano, no mundo da Educação!
Ex-ministros da Educação, ex-ministros, ministros, o primeiro-ministro, o ex-presidente da República Mário Soares, que em tempos criticou Maria de Lurdes Rodrigues e hoje estava rendido à grandiosidade da ex-ministra da Educação, quadros do Ministério da educação, directores de escolas, representantes do Presidente da República...
O livro de Maria de Lurdes Rodrigues é um bom instrumento de trabalho, não é um livro de memórias mas de medidas, 24 medidas escolhidas pela própria, entre as que foram preconizadas no seu mandato de quatro anos e sete meses, o mais longo cumprido à frente do Ministério da Educação.
Os elogios foram muitos, mais do que muitos! E podem ser lidos aqui e aqui.
Mário Soares lembrou um ministro da Educação, nos tempos pós-25 de Abril que face às manifestações à porta do ministério, meteu-se na mala do carro para poder sair são e salvo, elogiou a coragem de Maria de Lurdes Rodrigues e augurou "tempos difíceis" para Isabel Alçada... Do que fala o ex-Presidente da República?
Sócrates emocionou-se: "Foi uma honra ter servido consigo o nosso país", elogiou as medidas, ignorando que algumas estão a ser mudadas pela actual ministra. Isabel Alçada, sempre sorridente, não prestou declarações, nem sobre o livro, nem sobre nada.
BW

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"A escola pública pode fazer a diferença"

Na próxima quinta-feira, a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues lança o livro A escola pública pode fazer a diferença, que será editado pela Almedina.
Este será certamente um best-seller, lançado numa altura tão especial como a que se vive actualmente. Há mesmo quem diga que o momento do lançamento não é inocente.
O livro é sobre as políticas que Maria de Lurdes Rodrigues lançou durante o seu mandato. Lá pelos corredores do ministério corre que foram muitos os documentos pedidos pela ex-ministra para coligir a obra.
Ao todo são abordadas 24 medidas, para as quais é apresentado um diagnóstico, o modo como foram postas em prática e os seus resultados. Diz a Lusa que o livro está dividido em três partes: equidade e diminuição das desigualdades, qualidade e eficiência e modernização.
Já se sabe, há temas que serão incontornáveis como as actividades extra-curriculares e o inglês no 1.º ciclo, a modernização do parque escolar e as novas tecnologias, as novas oportunidades, o alargamento dos cursos profissionais e tecnológicos. Será que a avaliação e o ECD também estarão entre os capítulos deste livro?
Depois de tão contestada, também já há quem suspire pela ex-governante... É sempre assim!
BW

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Morreu João Aguiar

Li o seu primeiro romance A Voz dos Deuses (1984), no primeiro ano. Foi fotocopiado (um crime) porque estava esgotadissimo, mas era preciso estudá-lo, analisá-lo. Assim que foi reeditado comprei e lá está na estante, à espera que o mais velho cresça um bocadinho para acompanhar as aventuras e as traições de Viriato.
Escreveu para televisão e os mais novos, sem saberem, cresceram com as suas palavras ditas em guiões de programas como a Rua Sésamo e outros.
Além da escrita para adultos - O Homem sem Nome, O Trono do Altíssimo, Os Comedores de Pérolas, A Hora de Sertório, Inês de Portugal, Uma Deusa na Bruma, O Sétimo Herói, O Jardim das Delícias, etc - dedicou três colecções às crianças e jovens: O Bando dos Quatro, Pedro & Companhia e Sebastião e os Mundos Secretos.
João Aguiar, jornalista e escritor morreu com 66 anos, vítima de cancro, em Lisboa.
BW
Num futuro muito próximo, o número de casos de cancro vão duplicar, diz a OMS. Por aqui, são cada vez mais os que conhecemos que morrem vítimas desta doença...

terça-feira, 1 de junho de 2010

As crianças talibés

Há uns meses, 39 jornalistas reuniram-se em torno de uma ideia do Luís Castro - jornalista da RTP que fez um trabalho sobre crianças guineenses exploradas e sobre a ONG africana "SOS-Crianças Talibés" que combate as redes de tráfico de crianças entre a Guiné e o Senegal - o objectivo foi juntar um conjunto de histórias num livro cuja receita será inteiramente para essa ONG.
A ONG é fruto do trabalho do professor Malan Baio Ciro, um muçulmano que luta contra os mestres corânicos que levam as crianças para as madrassas, mas que, na verdade, as obrigam a ir para a rua mendigar.
A ONG guineense "SOS-Crianças Talibés" precisa de 12 mil euros para construir o centro em Bafatá e para comprar quatro motorizadas e algumas bicicletas. Só assim poderão acolher as "crianças talibés" resgatadas aos traficantes (já conseguiram recuperar 1200) e deslocar-se às tabancas, sensibilizando os pais para os perigos que correm ao deixar que os filhos sejam levados para as madrassas.

Agora, o livro com 40 contos conhecidos de todos mas reinterpretados por cada um dos jornalistas (eu inclusive) está concluído. Chama-se Histórias sem aquele era uma vez, foi editado pela Porto Editora e o lançamento é hoje, às 21 horas, no BBC, em Lisboa.
Espreitem numa livraria, comprem e divulguem porque é por uma boa causa!
BW

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O luto dos pais por Ana Granja

"Eu era uma mãe em luta; agora sou uma mãe em luto..."
Ana Granja

Não há uma palavra que descreva o que é um pai ou uma mãe que perde um filho. Existe para os casais, viúvos; para os filhos, órfãos; mas não para os pais talvez porque parece sempre improvável que sobrevivamos aos nossos filhos. No entanto, há pais que sofrem a morte dos seus filhos. Foi o que aconteceu a Ana Granja, professora de Filosofia e Psicologia, que escreveu o livro Sem ti, Inês, publicado agora pela Caderno.
Em 150 páginas, Ana Granja descreve de uma maneira muito sóbria e quase objectiva o luto. Não há espaço para lamechices, para curiosidades mórbidas, sabemos logo de início que Inês, uma adolescente de 15 anos morre de anorexia e não entramos demasiado na vida de uma família que terá lutado imenso contra aquela doença tantas vezes incompreendida. Há só espaço para compreendermos a dor de uma mãe que procura conforto nas palavras dos filósofos, dos poetas, dos compositores, dos psicólogos, em tudo o que possa ajudá-la a sobreviver sem a filha, menos em Deus porque não acredita.
Depois de lido fiquei com a certeza que é um livro que poderá ajudar muitos pais em luto, aliás, é esse o fim último a que Ana Granja se propõe. A autora está agora a fazer uma tese de doutoramento sobre as consequências do luto nos alunos do ensino secundário.
BW

Azul


As nossas tão bem amadas edições eterogémeas estão de parabéns por mais um magnífico livro. Trata-se de Azul Blue Bleu que foi nomeado para o Prémio Autores da SPA e da RTP deste ano.





O lirismo da narrativa de Eugénio Roda e as ilustrações de Gémeo Luís combinam-se e dão origem a um livro para miúdos e graúdos, um livro para os amantes do objecto livro, um banho de azul para os apaixonados pelo mar.




Ana Soares

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Máquinas de livros

Uma boa ideia, definitivamente.
Ora se há máquinas de café, máquinas para sumos e bolos e bolachinhas, por que não, adaptando, haver máquinas em que se compram livros de bolso?

A ideia é do Grupo Leya. E se, para já, só as encontramos na estação de Sete Rios e a Estação de Santa Apolónia, o objectivo da empresa é alargar o número de máquinas disponíveis na capital.

Os livros disponíveis pertencem à colecção de livros de bolso BIS. Saramago, Pepetela, Agualusa, Mário de Carvalho, Allan Poe, João Aguiar, Pe António Vieira, Adolfo Coelho, Conan Doyle, Kafka, Eça de Queirós... um sem número de excelentes autores e títulos. Ali, à mão se semear, numa máquina automática de livros.


Ana Soares