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domingo, 2 de junho de 2013

Olimpvs.net na Feira do Livro: o balanço


Ana Soares e Bárbara Wong
A colecção Olimpvs.net faz um ano, no próximo mês, data em que foram lançados os primeiros dois volumes, em Lisboa.
A série tem crescido em volume e em visibilidade junto dos leitores de Norte a Sul do país - é o que nos tem mostrado a ida às escolas para conversar com os alunos, de Bragança a Odemira (o mais longe onde fomos de Norte a Sul!).
Estar dois fins-de-semana na Feira do Livro veio confirmar que, a pouco e pouco, temos vindo a conquistar público e que o nosso público é muito diferente de outros que observámos. São rapazes e raparigas com uma cultura acima da média; alguns nem sequer gostam muito de ler, dizem os pais, mas devoram os nossos livros - "em dois dias!", confirmou um leitor, um pouco envergonhado, mas orgulhoso pelo feito. São rapazes e raparigas que querem mais do que a aventura, pela aventura - querem o conhecimento que vem associado.
É engraçado perceber que não são apenas os alunos das escolas por onde já passámos que nos lêem, mas que são de todas as escolas, públicas e privadas! "Olha este é aquele livro que o x apresentou na aula!", diz uma rapariga a outra. Os nossos livros são trabalhados em aula.
É divertido acenar a rapazes e raparigas que passam porque me reconhecem da ida à escola! Há outros que perguntam, para confirmar, se ainda me lembro deles.
Há de tudo, os mais afoitos e decididos que sobem ao palanque e nos pedem um autógrafo; aos mais tímidos que são empurrados pelos pais e nos dizem, entredentes, que gostam muito ou que perguntam quando sai o próximo.
Há até adultos que os compram para si ("estranho", penso, enquanto penso numa dedicatória mais adequada a gente grande), mas que os vão emprestar aos mais pequenos!
Tenho pena dos que namoram os livros, mas são ignorados pelos pais, que passam sem conseguir ler os pensamentos dos filhos - como um menino que lê todas as contracapas, chama o pai, mostra-lhe a personagem com a qual se identifica e o pai segue, ignorando aquele pedido. Tenho pena dos que os folheiam e ouvem da mãe "tu não gostas disso, pois não?" e largam o livro com um rosto triste. Apetece ir atrás deles e dar-lhes o livro, mas não pode ser.
Não tivemos filas até aos Restauradores. Não tivemos filas. Mas tivemos muitos leitores interessados em conversar connosco, em dar-nos ânimo e força para continuarmos. Obrigada a todos!
BW 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Olimpvs.net na secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa

As portas de entrada na Escola Secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa, estão pejadas de informação, mas não há um único cartaz relativo à sessão sobre a colecção Olimpvs.net. À entrada da biblioteca o mesmo, há cartazes mas nenhum sobre o evento, noto. A professora Isabel Oliveira, de Português, decidiu que a sessão é só para quem conhece e trabalhou os livros, explica-me mal entra na sala, com o seu passo decidido e a sua voz de comando. "Acho muito bem", respondo, dando-lhe exemplos de escolas onde os alunos eram curiosos mas não faziam ideia do que é que eu estava a falar. É sempre preferível quando têm muitas perguntas, acrescento.
Os estudantes começam a entrar, são três turmas, de 6.º e 7.º anos. Querem sentar-se "nos melhores lugares", aqueles que ficam de frente para a parede onde passa o powerpoint. E alguns trazem os trabalhos que fizeram para os mostrar à autora. Trabalhos bonitos, noto.
Feita a apresentação, começam as perguntas. "Quanto tempo demoram a escrever?", "Quais são as cidades em que os heróis vão viver aventuras?", "Neste código [no canto inferior esquerdo da contracapa] dá para conhecer o mito?", "Porque é que escolheram a mitologia grega?", "Porque é que se chama Wong?", "Sempre pensou ser escritora?". Eu não sou escritora, sou uma jornalista que gosta de escrever. Chamo-me Wong porque o meu pai é chinês. A mitologia grega ajuda-nos a compreender a nossa cultura, quem somos. Sim, o código é para conhecer o mito. Se Deus quiser (e a editora!), os nossos heróis ainda vão viver muitas aventuras! E os livros não demoram muito a escrever, mas demoram a rever, a corrigir, a reescrever e, se pudessemos, reescreveríamos de novo, parece que é um trabalho que nunca está completo!
Detemo-nos durante algum tempo numa pergunta: "As personagens que criaram baseiam-se em alguém que conheçam?", questiona uma aluna, "Conhecem alguém que seja como as vossas personagens?", torna a perguntar outro aluno cujo o dedo no ar passa a apontar para um colega. Observo o rosto do miúdo para o qual aponta: "é o Pedro!", penso. "Ele é igual ao Pedro, não é?", perguntam-me felizes. "É..." e chama-se Pedro e quando começo a descrever a personagem, os amigos dizem-me "é como ele!". O rapaz ri, corado e divertido, e põe as mãos à cabeça quando me ouve a fazer a descrição.
As professoras Isabel e Graça fazem algumas perguntas: "Que autores lia quando tinha a idade dos alunos?", "Como é o processo da escrita?"
As perguntas começam a esgotar-se e o tempo também. Segue-se a oferta de um ramo lindissimo e original (uma única hortense faz um belo efeito!) pelas três delegadas das turmas e a sessão de autógrafos, os meninos enfileiram-se e pedem autógrafos e fotografias com a autora (uma novidade!) tiradas com os seus telemóveis. "Adeus, Bárbara Wong!", despedem-se alguns, outros chamam-me do corredor, só para verbalizar: "Wong", "Wang", "Yung", "Yang"... "Como é que se diz?", pergunta uma das alunas mais atrevidas. "Como em inglês: was, where...", respondo.
A turma que vai ter aula com a professora Isabel permanece na biblioteca e um dos grupos quer apresentar-me o seu trabalho. Rápidos, tiram a pen e vão ao e-mail buscar a sua apresentação. Apresentam-na com à-vontade. Depois perguntam-me qual é o meu e-mail e enviam-mo. Assim vale a pena, penso e verbalizo "os parabéns" a todos e às professoras em particular. Sim, é preferível apresentar a três turmas que trabalharam do que a uma escola inteira! Obrigada.
BW

quinta-feira, 23 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" em Canelas, Gaia

Cartaz feito por um aluno
A sala está repleta, completamente cheia. Na véspera, o director da Escola Básica e Secundária de Canelas, Gaia, Joaquim Marques, perguntara aos pais se o auditório de 80 lugares chegaria.
Sim, na quarta-feira, o auditório estava cheio e a associação de pais estava feliz por isso. A sala estava completa e alguns dos participantes eram caras conhecidas, o pai João Paulo Silva é também um professor sindicalista da Fenprof; e Albino Almeida o pai que deixou a Confap há uns meses.
As mães, os pais e alguns filhos, as professoras, as profissionais da psicologia e assistente social da GaiUrbe e das escolas de pais, as mães das associações de pais das escolas vizinhas ouviram com atenção e fizeram perguntas difíceis: "Como se trazem os pais à escola? Aqueles que não vão a lado nenhum? Aqueles que não dão importância à escola?"; "O que se diz a um filho do qual a professora não gosta?"; "O que se diz a um filho que é prejudicado na avaliação por um professor?"; "O que fazer quando a escola recebe todos os meninos dos bairros sociais, à volta?".
Vou dando respostas que são complementadas com a intervenção de Albino Almeida, de José Oliveira, do professor João Paulo Silva e do director Joaquim Marques. O responsável pelo agrupamento conta que os casos de alunos indisciplinados aumentam, bem como dos que ameaçam os pais com a polícia se estes não os deixam fazer o que querem...

Oferta da Associação de Pais
 Os pais que ali estão são os que se preocupam e falta uma resposta para os outros, pede-me o director. O livro não pensou nos outros pais, diz-me. É um pouco verdade e faz-me lembrar um pai/professor de Aveiro que pedia um livro sobre "O meu filho faz o quê???", que reflectisse sobre a imensidão de actividades que os meninos têm. Mas neste caso é diferente, o director está a pedir uma coisa que parece impossível: um livro para quem não lê... Mas O meu filho fez o quê??? tem algumas respostas para esses pais, assim eles viessem à escola e ouvissem o que temos para lhes dizer.
E como é que se faz esses pais entrar na escola? "Pela boca", respondo. Pela festa. Pelo convívio. "É como no namoro, primeiro saímos, vamos ao cinema, jantar fora... e, de repente, passamos às coisas sérias e estamos casados!", respondo. Sim, os pais podem vir porque é precisa a sua ajuda para pintar a escola ou para arranjar umas cadeiras, para angariar fundos e, espera-se que pouco depois estejam empenhados em discutir outros temas. Demora? Demora.
"Os problemas nas escolas não têm a ver com a falta de autoridade dos professores?", pergunta um pai. E da falta de autoridade dos pais, respondo, dando um exemplo concreto de um momento em que nos demitimos de educar: no restaurante, quando se portam mal e em vez de lhes chamarmos a atenção, passamos um telemóvel ou um ipad para eles estarem entretidos.
No final, há uma última pergunta, de uma mãe com um filho com necessidades educativas especiais a quem os professores e a psicóloga lhe pediram, logo no 1.º período, para tirar o menino do ensino regular e colocá-lo no profissional, a ele que tem dificuldades mas que ainda não chumbou. A mãe chora e eu estou prestes a chorar. "Tem de lutar porque ele tem tanto direito a estar no ensino regular como os outros meninos. Coragem!"
BW
PS: Sublinhar que o cartaz acima é lindissimo! Nunca tinha tido direito a um tão bonito, que me perdoem todos os organizadores destes encontros! Parabéns ao aluno que foi incansável na cobertura fotográfica da sessão! Parabéns à associação de pais e à promoção que fazem, mensalmente, de um encontro para juntar os encarregados de educação!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"Olimpvs.net" no Museu do Abade de Baçal, em Bragança

O dia estava bonito, radioso e quente. E os meninos da Escola das Beatas, vestidos de deuses e deusas gregos estavam felizes.
No dia anterior tinha havido ensaio no jardim do Museu do Abade de Baçal, em Bragança, onde um labirinto de relva faz as delícias deles. Na quarta-feira, lá está a escola inteira, cerca de uma centena de crianças, vestidas a preceito e curiosas com a actuação dos colegas.
Há colunas de som e microfones de lapela, há música grega e um jardim primaveril. Há professores empenhados. Os papéis estão decorados e são ditos com gestos grandes. Eles estão mais confiantes do que no Carnaval, quando actuaram pela primeira vez. Hoje tinham outro público. Faltaram os pais, mas estiveram os colegas de outra escola vizinha - Santa Maria, e o director da secundária Emídio Garcia, o representante da autarquia e os elementos do Sindicato dos Professores do Norte que organizaram e mobilizaram as professoras para a representação de No Labirinto do Minotauro, o primeiro volume da colecção Olimpvs.net.
A responsável do serviço educativo do museu, Ana Luísa Gonçalves, está entusiasmada com as crianças, quere-as todas, de novo, em Junho, talvez na última semana de aulas, para nova representação. Mas quer trabalhar com elas a dicção e o movimento, quer que tudo fique prefeito!
O museu tem muitas actividades para o Verão, a pensar nos mais novos e vai ser palco, este sábado de um encontro sobre o Programa de Educação Estética e Artística e a articulação entre Educação e Cultura, com a presença dos secretários de Estado da Cultura, Barreto Xavier, e do Ensino Básico e Secundário, João Grancho.
"És tu a autora?" Sim, falta a Ana Soares que ficou em Lisboa. "E vais escrever mais? Onde é a próxima aventura? Vais escrever sobre Bragança? Porque é que eles [as personagens] não vêm a Bragança?". "Eles estão aqui! Ñão vês os teus colegas vestidos de Mel, António...", "Não é isso... Eles têm de vir cá para viver uma aventura...", responde o rapaz. "Vêm, vêm, têm mesmo de vir!", prometo.
Com a professora Altina Fernandes, responsável pelo guião da peça; o professor José Domingues, do Sindicato dos Professores do Norte; e com Ana Luísa Gonçalves do museu; começo a descobrir as lendas e os mistérios da cidade, quem sabe se para mais uma aventura dos heróis da nova era...
BW
PS: Bragança é uma terra hospitaleira, obrigada Ana Luísa Gonçalves, Ana Paula Tomé, Altina Fernandes, Maria José Miranda, à senhora do café e ao director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, às professoras da Escola das Beatas e, como não podia deixar de ser, ao José Domingues, do SPN.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" em Mirandela


A acção da Fenprof ao lado do "meu filho"
 A convite do Sindicato dos Professores do Norte, O meu filho fez o quê??? foi à escola secundária de Mirandela. Numa sala velhinha, mas acolhedora o público é maioritariamente constituido por professoras, um professor e duas representantes da associação de pais.
A organização desdobra-se em desculpas por não estarem mais pais, mas "os professores também são pais". É verdade.
O sindicato pediu a uma professora da escola para ler o livro e fazer a apresentação e Elvira Sousa surpreendeu as colegas (que a conheciam) e surpreendeu-me a mim (que não a conhecia) com a leitura que fez. De tal maneira que, quando termina, digo-lhe "uma vez que se vai reformar vou convidá-la para ir comigo sempre que me convidarem a ir às escolas!".
Elvira Sousa começou por dizer que O meu filho fez o quê??? entra com "facilidade na nossa vida porque foi escrito para quem não tem tempo". É verdade.
Depois, a professora de Inglês/Alemão lembrou um ditado britânico "don't buy a book by the cover" mas lembrou que a capa é a porta de entrada para a leitura. E começa a dissecá-la: O quadro negro que é uma referência na educação mas que também é um "quadro de promessa onde se faz o registo da palavra e das nossas acções. A nossa vida é um quadro negro onde as nossas acções ficam inscritas". O quadro negro é reutilizável, se nos enganarmos, apagamos e voltamos a escrever, ao contrário do computador onde se escreve com uma letra descaracterizada. "No quadro [negro] é a nossa caligrafia, há uma ligação afectiva", diz.
De seguida, Elvira Sousa explora o título: "um guia de relacionamento dos pais com a escola...", diz na capa. É um guia, portanto, pretende mostrar caminho. Mas um guia, neste caso, é também a autora que chama a atenção para detalhes. O "relacionamento" é "dos pais com a escola, da escola com os pais, dos pais com os pais e dos pais entre si (em casa)", detalha. Nem mais!
O rapaz com ar de malandro a fazer um disparate e vestido como se fosse incapaz de o fazer: "é a dualidade das crianças - eles são capazes de fazer!", alerta a professora.
O título O meu filho fez o quê??? é a "surpresa pela negativa". Os três pontos de interrogação remetem para três pontos de vista: material, racional e espiritual, são "três caminhos, apesar de ser um livro pequenino".
Do ponto de vista material, "o livro está muito bem organizado. Pode fazer-se uma leitura de uma vez mas permite também uma leitura pontual e fazer uma leitura na perspectiva preventiva. "É útil para pais, professores e educadores".
Elvira Sousa volta à capa: o rapaz tem um livro aberto à sua frente. "É o símbolo da fecundidade e este livro é fecundo", revela o "coração aberto de quem o escreveu e aquilo em que acredita".
Depois, há um caminho racional - os resumos de cada capítulo apelam para o apuramento dos sentidos: observe, escute... "faz uma chamada de atenção: há tempo para processar a informação e para reagir com dignidade e eficácia". Por vezes, nós pais tendemos a reagir a quente, digo eu.
Por fim, o percurso espiritual, "o partilhar é espiritual", a "conclusão é a chamada de atenção para o percurso espiritual que é educar". É o apelo à festa. "Os pais e os professores são convidados para a mesma festa que é a de co-educar, cooperar."
A professora gostou de ler para ver como é que o outro lado (os pais) pensa e também para reflectir na sua prática que "parece que não faz mossa [nos alunos] mas que pode fazer". Nem mais! Por vezes os professores não têm essa noção e são capazes de marcar os miúdos para a vida, digo eu.
Depois de a ouvir, a sala já não precisava de minha apresentação para nada porque estava tudo dito! Mas lá falei, humilde, para a completar.
Muito obrigada ao SPN, às professoras e sindicalistas Ana Paula Tomé e Maria José Miranda – com a preocupação de transmitir que uma sessão organizada por um sindicato pode ser sobre educação e não sobre reivindicações laborais –, e à professora Elvira Sousa – pela sua sensibilidade para ler o livro e para ler a autora!
BW

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Onde está o limite da intervenção dos pais?

Oferta da Associação de Pais
A conversa em torno de O meu filho fez o quê??? já vai longa na EB 2,3 João Afonso de Aveiro, até que uma mãe conta que, perante a incapacidade de um professor dominar uma sala, já se propôs estar dentro da aula e ajudar o docente. Faço um leve encolher de ombros, franzo os lábios e aceno que não – "não é boa ideia".
Onde está o limite da intervenção dos pais na vida da escola? Até onde podem ir? Podem interferir em questões pedagógicas? As perguntas vêm de um pai.
A mãe que queria estar na sala de aula volta a intervir. Também como representante de turma chamou a atenção para um problema e a docente visada decidiu destratar o seu filho em sala de aula, de tal maneira que a criança chegou a casa e pediu-lhe: "Ó mãe, nunca mais fales!" "Mas eu estava a tratar de um assunto da turma, decidido pelos pais e que dizia respeito a toda a turma e a professora dirigiu-se especificamente ao filho da representante da turma!"
O director da escola diz, claramente, que aquele não é um comportamento adequado e que os professores não devem interpelar os alunos com situações relacionadas com os pais. Mas que não há nada a fazer, a escola não contrata, não escolhe os profissionais que ali trabalham e em 200 docentes será 1% a percentagem de professores sobre os quais recaem queixas.
Numa das escolas do agrupamento, a associação de pais organizou formação para os professores lidarem com a indisciplina dentro da sala de aula, diz uma das mães. Participou 1/3 dos docentes.
Faz-lhes falta formação não só em gestão da indisciplina mas também em "cultura de empresa", neste caso, "cultura da escola", contrapõe outra mãe.
São muitos os pais e mães que são também professores e que deitam água na fervura. Os professores não são assim todos tão maus! Pois não, mas os que são fazem muita mossa, sobretudo na vida dos filhos daqueles pais que se queixam.
A associação de pais está de parabéns pela iniciativa e por todo o trabalho que tem tido de trazer os pais à escola, diz o director da escola e oferece-lhe uma prenda, um livro de poesia. Afinal, um dos alunos daquela escola ganhou o primeiro prémio do concurso nacional de poesia do país, numa iniciativa do PNL e do CCB. Parabéns!
Mas as perguntas do pai sobre o limite da intervenção dos encarregados de educação deixaram-me a matutar.
BW

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"O meu filho fez o quê???" em Estarreja

Afinal, o congresso de psicologia não meteu medo a O meu filho fez o quê??? e foi interessante apresentá-lo a uma sala com psicólogos, trabalhadores da área da saúde e estudantes, futuros psicólogos. Foi um público diferente do dos pais mas, por detrás de muitos dos assistentes estavam pais com dúvidas e com questões que os atormetam, como a mãe que pergunta sobre o bullying. "Ele não fala, não diz nada, soube pelos amigos...". É preciso amar muito e estar sempre disponível para ouvir. Por vezes, não vale a pena insistir, mas esperar e dar oportunidades para que queira falar. Em vez da televisão à hora do jantar, porque não conversar sobre o dia que está quase a terminar. Sem perguntas mas com conversa, muita conversa que, um dia, ele vai sentir que tem também de contribuir para aquela partilha e, quem sabe, conversar e confessar.
BW

"O meu filho fez o quê???" vai ao Congresso de Psicologia

O meu filho fez o quê??? gosta de ir às escolas, falar com os pais, mas esta manhã vai estar no II Congresso de Psicologia de Estarreja, ao lado dos professores doutores que percebem muito mais do que esta simples licenciada... A ver como corre, mas as mãos sinto-as frias e o nervosinho na barriga também cá está!
À noite, em Aveiro, estarei na EB 2, 3 João Afonso, a convite da associação de pais e vou conhecer pessoalmente alguém com quem troco emails há muito! Só por isso vai ser bom!
BW

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Olimpvs.net na Cidadela: "Como é que vocês sabem mais do que a internet?"

No final da sessão de autógrafos, uma das professoras pergunta: "Na sua experiência, nas escolas a que tem ido, eles são assim?". Assim como: perguntadores? Conversadores? Entusiasmados? Sim! Como já aqui confessei, eu adoro miúdos interessados, que fazem perguntas, que são curiosos, que querem saber mais!
E desta vez, na Escola Secundária da Cidadela que, pela primeira vez, tem turmas de 5.º ano - as que assistiram à sessão Olimpvs.net - eles não se calavam e eu saí com a garganta a arranhar de falar tão alto (com uma dorzinha de cabeça e a pensar "grandes professores que aguentam isto um dia inteiro!"), mas saí feliz!
As professoras estão de parabéns pela preparação que fizeram previamente e que os pôs tão perguntadores: deram-lhes cópias com informações sobre quem são as personagens e o primeiro capítulo de cada um dos quatro volumes. Por isso, quando perguntei "conhecem estas personagens?" e me preparava para mostrar o Minotauro, o Cerberus, a Fénix... já eles estavam aos gritos: "Sim! É o Zé, a Alice..."! Calma!
Depois as perguntas foram muitas e o que dá gozo é ouvi-las dos "rufias", aqueles que estão ao lado das professoras para que se portem menos mal. "E quando é que vão fazer um filme?", "Quem é aquela pessoa que está sempre a persegui-los?", "O deus chama-se Hades ou Hâdes?", "Porque é que aquela capa é de noite e aquela é de dia?".
Ainda a sessão não tinha começado quando uma menina se lembrou que deixara a folha com as suas perguntas na sala e saiu numa corrida. Depois fez todas e mais algumas de que se lembrou, sublinhou mais tarde, na sessão de autógrafos - "Não foram só estas!", mostrou-me orgulhosa a folha com as questões escritas a verde e numa letra bem desenhada. A pergunta mais divertida que fez foi: "Como é que vocês sabem mais do que a internet?" Fiquei um bocadinho engasgada, mas respondi: "Porque nós somos do tempo das enciclopédias" e eles olharam com um ar inquiridor. "Estes livros que vocês vêem aqui [do meu lado esquerdo está uma estante], eu tinha destes livros em casa, chamam-se enciclopédias, e têm toda a informação que precisamos. Nós lemos estes livros, também consultamos a Internet mas para termos a certeza absoluta vamos perguntar a outras pessoas que sabem mais do que nós."
"E quando uma se zanga porque não concorda com o que a outra escreve?". Bom momento para fazer pedagogia! "Nunca aconteceu, nunca nos zangámos, mas quando isso acontecer e porque nós somos amigas vamos fazer assim: por exemplo, se a Ana se zangar comigo, eu vou querer saber o que se passou e se ela tiver razão vou pedir-lhe desculpa e se for ao contrário acho que vai acontecer a mesma coisa. É assim que fazem os amigos, não é?"
BW

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Baixa da Banheira e as Doroteias

Em menos de uma semana, as autoras da colecção infanto-juvenil Olimpvs.net estiveram em duas escolas para públicos diferentes.
As autoras na Mouzinho da Silveira
Na sexta-feira, dia 5, fomos à Baixa da Banheira, do outro lado do Tejo, falar para alunos do 6.º e 7.º anos. Já todos tinham ouvido falar da colecção, ouviram com alguma atenção – houve sempre um burburinho que volta e meia era interrompido por uma professora que os mandava calar – o que tínhamos para dizer e depois fizeram perguntas que nunca mais acabavam. De tal maneira que foi preciso por cobro à coisa – "mais três perguntas e acabou", pediu um professor; na verdade, teremos respondido a mais seis!
Por vezes, as perguntas repetiam-se (evidenciando que não tinham ouvido as respostas dadas anteriormente) e às vezes era preciso gritar as respostas – eu não tenho prática de sala de aula, por isso, vou tentando fazer-me ouvir por cima dos alunos, o que implica gritar; já a Ana tem outras técnicas, entra pelas filas, olhando para os faladores e levantando-lhes a mão, para os mandar calar; dá estalos com os dedos ou bate as palmas levemente e os métodos lá vão surtindo efeito, por pouco tempo.
Houve perguntas divertidas, houve pedidos para fazer uma série televisiva a partir dos livros, houve sugestões para próximos livros. Foi uma sessão dinâmica e desafiante.
No final não vendemos um único livro – estes só ficariam à venda no dia seguinte e suspeito que tenham vendido poucos dado o estrato social dos alunos; mas os miúdos aproximaram-se de nós para pedir autógrafos e continuar a conversar. Os autógrafos foram dados em folhas fotocopiadas com a apresentação da colecção, feitas pelos professores. Por isso, eles estavam tão inteirados e tão interessados!

A professora Fernanda Mota, a editora Clara Capitão e as autoras
Ontem, foi o lançamento oficial do quarto volume. A editora escolheu o Colégio das Doroteias, em Lisboa. A apresentação foi proposta aos alunos como uma actividade livre, não foi inserida no âmbito do trabalho de nenhuma disciplina e foi feita numa tarde livre – muitos colégios da capital optam pela quarta-feira à tarde para ter uma tarde livre na semana, usada pelos professores para reunirem e pelos alunos para fazer actividades extra-curriculares fora da escola. Portanto, apesar da informação que foi para casa e dos cartazes espalhados pela escola, só foram mesmo os alunos que estavam interessados: duas dezenas.
A apresentação decorreu no mais absoluto silêncio. São miúdos educados, habituados ao ambiente de sala de aula e ao respeito pelos professores. Aberto o espaço para perguntas foram feitas duas, apenas duas e que eram complementares, na prática foi uma pergunta feita por dois alunos diferentes e pronto. Nem mais uma. Mas não há uma única curiosidade? Como escrevemos a quatro mãos? Porque escrevemos? Como inventamos estes heróis? Nada?
Fechada a apresentação, ordenadamente, os alunos levantaram-se e dirigiram-se à banca para comprarem os livros, alguns levaram três, outros apenas um, pediram-nos autógrafos e, simpáticos, falaram connosco, fizeram uma perguntinha ou outra e alguns revelaram a felicidade de ler, de devorar livros, de ter a certeza que aqueles serão lidos numa tarde!
Ficou a promessa de que para a próxima será mais animado. Sim, por favor, dêem-me miúdos ávidos por respostas!
BW

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O meu filho fez o quê???

O que é este livro pode ser lido aqui, aqui e aqui!
Pode ser visto e explicado hoje ao final do dia na livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa.
Estão todos convidados!
BW

sábado, 18 de agosto de 2012

Jesus Cristo bebia cerveja

Já aqui falámos de Os livros que devoraram o meu pai. Afonso Cruz regressa. Desta vez ao Alentejo e à história de Rosa e da sua avó Antónia. É maravilhoso saborear cada uma das frases do autor. Algumas fazem-nos parar e pensar durante algum tempo, fazem-nos querer partilhar e ler alto para todos ouvirem como é fantástico, divertido, irónico ou, simplesmente, profundo! Jesus Cristo bebia cerveja, publicado pela Alfaguara.
BW

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Olimpvs.net, um mês depois

Faz hoje um mês que ocorreu o lançamento da colecção infanto-juvenil Olimpvs.net. Aquela que me junta à Ana num registo diferente: o escrever para os mais novos!
As reacções têm sido divertidas e fazem-nos acreditar que vamos no caminho certo. No site é possível aos leitores interagirem com as personagens e isso tem acontecido!
Um mês e a presença por duas vezes numa feira do livro, onde contactamos de perto com os mais novos levam-nos a acreditar que vamos no caminho certo!
Obrigada aos leitores!
B

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Milagre de R.J.Palacio fala de bullying, mas não só




  August, ou Auggie para a família, nasceu com uma deficiência genética que faz com que o seu rosto seja completamente deformado. Ele sente-se "normal" mas a verdade é que ninguém olha para ele como se fosse um rapaz igual aos outros. Aos dez anos, August vai pela primeira vez enfrentar o dia-a-dia numa escola, até então teve aulas em casa, com a mãe e viveu num bairro onde todos o viram crescer e se habituaram ao seu aspecto. A vida não vai ser fácil.  Chama-se Milagre o livro de R.J.Palacio editado pela ASA. É escrito na perspectiva de Auggie, mas também da irmã Via e de alguns dos amigos. É um livro de leitura fácil mas emotiva, para adultos, mas também para pré-adolescentes e adolescente. Trata uma temática muito próxima de todos os que andam ou andaram na escola, o bullying.
Nos EUA, a editora Random House Children lançou uma campanha intitulada Choose Kind. Uma óptima mensagem para passarmos aos mais novos!
BW

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Um livro olímpico!


Ideal para ler e ver com os miúdos nestes dias olímpicos.

Oferecendo uma viagem guiada da Grécia Antiga à atualidade, o leitor pode seguir neste álbum a história do maior acontecimento mundial, desde 776 a.C. até aos dias de hoje, mais concretamente, até Londres 2012. Pode ainda conhecer os atletas da Grécia Antiga, acompanhar os jogos de cidade em cidade, testemunhar os triunfos desportivos. Fica a saber o desempenho de alguns atletas portugueses.
Publicado pela Texto Editores

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia mundial do livro

No dia do livro, relembro o blogue Acordo Fotográfico que é um verdadeiro elogio ao livro e à leitura!
Parabéns à sua autora!
BW

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Jovens de Futuro

Hoje, a Associação de Empresários pela Inclusão Social (EPIS) lança o manual Jovens de Futuro – Como boas práticas podem levar os jovens a conquistar o futuro, às 18h30, no El Corte Inglês, em Lisboa.

Da autoria de Diogo Simões Pereira, Paulo Nossa, José Manuel Canavarro, Rita Vaz Pinto e Luísa Mantas, e editado pela Porto Editora, o livro traduz a experiência no terreno da equipa de Território do projecto EPIS ao nível do combate ao insucesso e abandono escolar, junto de 9200 alunos de 88 escolas com 3.º ciclo, em dez concelhos, entre os anos de 2007 e 2010.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hoje, em Barrancos



Tudo o que se passa na terra alentejana, passa por aqui! Obrigada Jacinto Saramago!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amanhã, em Bragança

No auditório da sede do Sindicato dos Professores do Norte

10h30 - A relação COMUNICAÇÂO SOCIAL/ESCOLA
Bárbara Wong, jornalista do PÚBLICO
António Baldaia, jornalista de A Página da Educação
António Rodrigues, jornalista da Rádio Brigantia e ´do PÚBLICO

12:30h - Apresentação do livro A minha sala de aula é uma trincheira
A pensar no público do Norte!
BW