Mostrar mensagens com a etiqueta guias para pais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guias para pais. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de julho de 2011

Os Homens Precisam de Mimo

"Os homens precisam de mimo" é a colectânea de crónicas de João Milguel Tavares, jornalista que já escreveu na DNMagazine, agora publica na revista do Correio da Manhã, ao domingo, e pode ser ouvido na TSF, no programa Governo Sombra. Editado pela Esfera dos Livros, este é um livro divertido, bem disposto, mas também acutilante, por vezes, põe o dedo na ferida e, outras, é simplesmente comovente. Em suma, é bem escrito e bonito. Bonito é um adjectivo meio palerma para classificar um livro de crónicas mas é que é mesmo bonito!
Obrigada ao João Miguel Tavares por partilhar connosco as suas vivências familiares sem nunca sentirmos que estamos a saber de mais, mas só o essencial, o muito em que nos revemos!
BW

quarta-feira, 22 de junho de 2011

World's Strictest Parents

Não conhecia, estou a ver agora. É uma espécie de reality show onde as famílias recebem adolescentes cujos pais não sabem o que fazer com eles. Porque há pais que não sabem lidar com as dificuldades de ter um filho adolescente que tem a certeza que sabe tudo, que tem sempre razão, que está convencido que é o melhor do universo e que, por isso, faz imensos disparates... Há dias, li num jornal qualquer coisa sobre pais que queriam entregar os filhos ao Estado porque já não sabem o que fazer com eles... Aqui, nesta série, há famílias que recebem adolescentes e tentam educá-los. Até agora, está a resultar, pelo menos neste caso, não sei como é quando desligam a camara, quando os miúdos regressam a casa... É lixo televisivo? É. Mas é interessante!
BW

Por terras da Dinamarca...

Em Copenhaga, já calcorreei a cidade quase toda, de uma ponta à outra. Já vi a pequena sereia e imensos elefantes asiáticos pintados, como aquelas vacas que andaram por Lisboa, recordam-se? Também vi pessoas a pedir, o que nao é nada comum por estas bandas, dizem-me. Assusta-me ver gente a pedir na Dinamarca, penso "o que será de nós, que já antes da crise tinhamos muitos pedintes..."
Aprendi que "qualquer aluno tem todas as capacidades para aprender, nem sempre os professores estao disponíveis, têm capacidade para o ensinar" Ui!
Também fiquei a saber que os pais têm muita influência nas escolas, sao eles que "zelam" (nao encontro uma palavra melhor) por que tudo corra bem, sao mais empenhados do que os nossos pais. É uma cultura diferente, podemos sempre argumentar...
BW
(O teclado é diferente e nao consigo fazer "c" cedilhados, nem o "til")

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Porque é que os nossos filhos se tornam tiranos?

A resposta simples é: porque nós deixamos! Porque achamos graça a tudo o que fazem, porque nos sentimos perdidos quando eles ficam furiosos e nos perguntamos o que é que fizemos mal? Porque temos medo de perder o amor deles.
Dizia-me uma educadora de infância: "Os pais fazem figuras incríveis. São inseguros e revelam as suas inseguranças à frente dos miúdos. Fazem-lhes todas as vontades com medo de os contrariar e os miúdos são uns tiranos!"
Estremeci. Dentro da minha mala tinha um exemplar do Porque é que os nossos filhos se tornam tiranos?, do alemão Michael Winterhoff, da editora Lua de Papel. O pedopsiquiatra escreveu este pequeno livro em 2008, e vem na linha do Pequeno Ditador do Urra, da Esfera dos Livros ou o Educar os Filhos de Naouri... e de outros psicólogos, pediatras e afins que descobriram agora que andámos a fazer tudo mal desde o Maio de 1968! É muita geração estragada! São muitos milhares de tiranetes que andaram a ser (mal)criados!
Winterhoff cita uma mãe que tem um filho com problemas (défice de atenção e problemas de comportamento) na escola, esta atribui as culpas aos professores e à escola que não se adaptou ao filho. O especialista cita uma professora que diz que a segunda-feira é o pior dia da semana, os alunos vêm de um fim-de-semana sentados à frente da televisão, a deitarem-se tarde, a fazerem tudo o que querem e quando chegam à sala de aula estão completamente avariados (isto é uma interpretação minha, completamente livre, a professora não diz avariados, nem desaustinados, diz "inaptos").
Winterhoff recorda que, nos últimos anos, falar em dar uma palmada já não é tão mal visto como antigamente e sublinha um aspecto muito importante: o educar para viver em sociedade.
Mas a culpa não é só dos pais que educam para a individualidade, diz o alemão. A culpa é do modo como as creches, jardins de infância e escolas de 1.º ciclo estão estruturadas. Também estas olham para as crianças como seres que devem desenvolver a sua imaginação, o seu ser individual, em vez de lhes mostrar "o caminho rumo a uma existência integrada na sociedade".
E nada de "crianças ao poder", Winterhoff ridiculariza os parlamentos das crianças e coisas semelhantes onde se dá um destaque que considera desnecessário porque lhes falta maturidade psiquíca. No final do livro diz: "Tem de se pôr fim ao forçado papel de pequenos adultos, que com grande naturalidade colocamos ao nosso lado em pé de igualdade em todos os planos da vida."
Em suma: Winterhoff identifica o problema - hoje muitos deles são pequenos tiranos, ditadorzinhos; os pais andam completamente baralhados e olham para os miúdos como pequenos deuses, apoiam-se neles e eles são demasiado pequenos para todos os papéis que lhes são exigidos -, e aponta uma solução: conhecer a maturidade psiquica da criança e tratar as crianças como crianças e não como pequenos adultos.
Enfim, Winterhoff é alemão e a maioria dos alemães não consegue ver as gradações de cinzento que há entre o preto e o branco, é gente demasiado prática. Sim, é verdade, vivemos em sociedade e devemos encaminhar a educação dos nossos filhos para que se integrem na grande roda, mas estes devem continuar a ser seres únicos e irrepetíveis, imaginativos, criativos, inteligentes e, acima de tudo, amados.
BW

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como não lhes tramar a vida

O título do post é o nome do livro de Oliver James, pedopsicólogo britânico, e é vocacionado para as mães de classe média. Os pais não lêem, quem lhe dera a ele que lessem!, confessa. E as mães de classe baixa têm onde gastar melhor o seu pouco dinheiro do que em livros sobre pedagogia.
Como não lhes tramar a vida, publicado pela Civilização Editora, é para as mães que estão agora grávidas ou que têm bebés recém-nascidos e para quem os tem menor de três anos.
Oliver James define o que são as mães protectoras, as organizadoras e as flexíveis. Reflecte sobre a maternidade britânica onde a maioria das mulheres fica em casa, a cuidar dos filhos, ou contratam amas ou enfermeiras para lhes darem um apoio e umas luzes sobre como cuidar dos filhos; onde as creches têm pouca qualidade e se dá pouca importância aos primeiros anos - James recorda que as creches foi um dos grandes investimentos de Blair mas que o filho mais novo do primeiro-ministro nunca frequentou uma...
Apesar de reflectir bastante sobre a sociedade britânica, vivemos num mundo globalizado e conseguimos rever-nos em pelo menos um dos tipos de mãe que James identifica, senão em todos!
Gostei sobretudo do poema de Philip Larkin, This be the verse, citado logo na primeira página.

Seja este o poema

Tramam-te a vida, a mamã e o papá.
Ainda que a sua intenção não fosse má.
Passam-te todas as falhas que havia em si
E juntam-lhes mais algumas, só para ti.

Mas também foram tramados, os teus pais,
Por idiotas de cartola e jaquetão,
Que ora se mostravam tesos e sentimentais
Ora se abocanhavam no pescoço, como um cão.

E desta forma se perpetua a infelicidade
Como a costa mar adentro, até ao fundo.
Assim que possas foge a toda a velocidade,
E não te lembres de trazer filhos a este mundo.


BW

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Boas práticas de escolas portuguesas

"A associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) está a promover projectos de parceria com 60 escolas de todo o País, que visam reduzir de forma significativa as taxas de abandono e de insucesso escolares.", noticiou o jornal Público.

Tomei contacto com esta associação aquando da leitura do livro Escolas de Futuro - 130 boas práticas de escolas portuguesas, para Directores, Professores e Pais.
Porque nem tudo é mau.
Há muito boas práticas nas nossas escolas e este livro apresenta algumas. As escolas que as implementam são identificadas e as ideias, concretas e reais, ganham assim força.
Inspirador, mas realista.

Ana Soares

sexta-feira, 18 de março de 2011

A preparar um Feliz Dia do Pai...

I'm watching you dad.

Always.


Eles estão sempre a ver-nos. E eles aprendem mais com as nossas acções do que com as nossas palavras.
Um dia, vão olhar para o trabalho, obrigações e família como nos vêem a nós encará-las. Com a mesma alegria ou enfado; com a mesma disponibilidade ou sentido de obrigação; com a mesma dedicação ou desprezo.
Por isso, pais e mães, cuidado com os gestos.

Veja e ouça este vídeo. É uma excelente lição.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Family Coaching

Foi numa reunião de pais que tive a oportunidade de ouvir as psicólogas responsáveis pelo projecto "Family Coaching". Começou por me parecer estranho ouvir associar este conceito de "coaching" aos pais e exercício da paternidade. Todavia, reconheço o seu sentido e a mais valia deste projecto: acompanhar e a apoiar pais que querem fazer melhor, pais em situação de risco ou, então, perdidos nesta maravilhosa aventura de serem pais.
Sugiro a visita do site Family Coaching.


Destaco os três kits: "pais calmos"; "Crie mais horas no seu dia"; "Pais sozinhos".


Proponho o livro de igual nome, de Sandra Belo e Ângela Coelho, ambas psicólogas, onde para além da teoria se encontram propostas práticas.


Gratuitamente, no site, podem ler-se ainda pequenos artigos com pistas sobre temas específicos como ser pai ou mãe sozinha na sequência de um divórcio ou sobre como aumentar a paciência.
Ana Soares

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A mãe tigre e as suas crias

Nunca puderam escolher as extra-curriculares, fazer expressão dramática ou decidir que instrumento gostariam de tocar. Aliás, só poderiam escolher um de dois: piano e violino. Uma toca piano e a outra violino.
Nunca puderam ir a uma festa de amigos que implicasse dormir fora de casa, uma pijama party tão popular entre as meninas de 10/12 anos. Nunca puderam trazer notas médias para casa.
Um dia, Amy devolveu os desenhos que as filhas fizeram para o dia da mãe porque não estavam suficientemente bons e ela merece o melhor (como qualquer mãe)!
A filha mais velha sempre acatou as decisões da mãe, a mais nova nem por isso.

Ainda nenhuma se suicidou, nem se revoltou contra este modo exigente de serem educadas. São excelentes alunas e adoram a mãe.
O modo como Amy Chua educa é exigente. Os EUA ficaram a conhecê-lo através de um livro. Nós, através da polémica que a obra tem gerado por lá. É conhecida como a "mãe tigre", uma alusão ao título do livro Battle Hymn of the Tiger Mother.
Há quem questione se aquele modo de educar é herança chinesa, Amy é americana, mas os pais são imigrantes chineses. Se naquela exigência está o segredo do sucesso da China.
O meu filho de 13 anos diz que "não" e eu tendo a concordar: A política do filho único não faz pais exigentes, mas pais que estragam os filhos, diz ele.
A exigência não é própria de uma etnia ou cultura. Há pais exigentes em todas os países, em todas as classes. A exigência não é má. Não podemos é perder o bom senso.
BW

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os pais das Novas Oportunidades

Já em Dezembro, Margarida Gaspar de Matos dizia, com base nos resultados dos seu estudo para a OMS que as Novas Oportunidades podiam estar a mudar a percepção dos pais relativamente à educação e à saúde dos filhos. Lucília Salgado centrou o seu estudo, pedido pela ANQ que tutela as Novas Oportunidades, nos adultos que fizeram o programa e chega a conclusões semelhantes: os adultos têm mais auto-estima, um maior sentimento de realização e de valorização pessoal e uma melhoria da capacidade de comunicação e de relação com outros. Mais conclusões aqui.
BW

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Música por/para PAIS & Filhos


A revista PAIS & Filhos começou a celebrar os 20 anos de existência. Por isso, a celebração é com as famílias que tem acompanhado ao longo destas duas décadas através de música para todos!
Depois do concerto do próximo sábado, estão já agendados novos concertos para Fevereiro, Março, Abril, Maio e um grande concerto de final de temporada em Junho.
Tudo de graça.
"Não acham o máximo? Eu adoro", confessa a directora da revista Maria Jorge Costa.
Nós também!
BW

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O poder dos pais

Uma amiga mudou um dos filhos do colégio para a escola pública e está satisfeitissima. Dizia-me que no colégio falava, falava, o director dava-lhe razão mas encolhia os ombros e a desculpa era sempre a mesma: "O professor é efectivo..."; era difícil mobilizar os pais, mais preocupados com instalações e custo do colégio do que com o que se passava na sala de aula.
Agora, na escola pública, a minha amiga é o terror dos "maus" professores. A minha amiga telefona aos outros pais, reúne com eles, junta-os e, à conta destes pais, já três professores foram "remodelados". Em contrapartida, estes pais juntam-se para angariar dinheiro para a escola, para as visitas de estudo ou viagens dos miúdos com mais necessidade, para as actividades que a escola quer fazer como as feiras e exposições. A directora sabe que pode contar com eles e a minha amiga está mesmo, mesmo feliz. "No colégio não era nada assim, bendita escola pública!"

Conta-me uma investigadora que não tem dúvidas que o poder dos pais na escola pública é maior do que na privada, sobretudo nas terras mais pequenas, não em Lisboa ou no Porto, mas no resto do país, onde as direcções das escolas não querem contrariar os pais.
Esta investigadora explica que os pais, ciosos por uma melhor educação, são exigentes porque em cidades de média ou pequena dimensão não há muito por onde escolher. Por vezes, há só aquela escola, por isso, os pais querem que seja a melhor e fazem por isso. Exigem-no.

A minha amiga tem a certeza que tem o filho na melhor escola pública da cidade e já só pensa no fim do ano para mudar o outro filho para aquela escola. "Os pais estão ao lado da directora e ela sabe que pode contar connosco", diz-me. O próximo professor que não cumprir os requisitos que aqueles pais exigem que se cuide!
BW

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Os Livros são como Casas

Porque Os Livros são como Casas, Sophie Pietromarchi, numa edição da Edicare, lança sugestões a educadores, pais ou professores para fazer livros e capas. Com uma linguagem poética, mas simples, pode também ser lido e usado autonomamente pelas próprias crianças. Sugestões práticas, num livro apetecível, que nos fala do prazer do livro, mas, essencialmente, fornece ideias.


"A curiosidade faz-me sempre abrir portas. Sempre pensei que as portas mais misteriosas eram as capas dos livros. «Porquê?», perguntas tu. Bem, primeiro porque abrem para o mesmo lado e protegem o que lá está dentro. Quando estão abertas, há um mundo novo no seu interior. Há alguma coisa numa porta ou numa capa de um livro que separa o que está dentro do que está fora e promete contar segredos. As capas e as portas falam em silêncio: a cor, a forma, a decoração, as palavras nelas escritas. (...) há alguma coisa muito parecida entre um livro e uma casa e, às vezes, entrar num livro é como entrar numa casa: podemos sentir os cheiros, ver as sombras e a luz, o ar da pessoa que vive na casa, as coisas que nela existem. Tal como uma casa, um livro é um mundo inteiro - se calhar como um ovo - só que um ovo não tem porta!"

Ana Soares

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quem manda lá em casa? III


Descomplicar, simplificar, olharmos para os nossos filhos e nada de transmitirmos stress desnecessário, recomenda Patrícia Bandeira, educadora de infância no Externato da Torre.
Um casal mostra-se preocupado com uma criança de 14 meses, um "piratinha"; outro preocupa-se com uma menina de dois anos e meio, que é "terrível". Se os apelidarmos é meio caminho andado para que se transformem naquilo que lhes chamamos, alerta Helena Águeda Marujo.
Helena Águeda Marujo e Paulo Oom concordam em muitas coisas mas há uma que me chama a atenção: Provavelmente nunca houve geração de pais tão preocupados com a educação dos filhos como os actuais. Provavelmente muitos dos "problemas" que os miúdos têm devem-se à atenção e à pressão que exercemos sobre eles. Muitas vezes, na busca da solução, acabamos por arranjar mais problemas, alertam.
Porque é que os pais não vão jantar fora, à luz das velas, sugere Patrícia Bandeira. Porque a vida do casal é importante para a estabilidade dos filhos.
BW
PS: Doug Savage, o cartoonista das galinhas, foi dado a conhecer por Helena Águeda Marujo. Obrigada.

Quem manda lá em casa? III

Que pais queremos ser?, pergunta a psicóloga e professora Helena Águeda Marujo, no mesmo encontro promovido pela PAIS & Filhos.

Que valores e que emoções é que mandam na nossa casa?

Onde é que pomos a nossa atenção? Há vida além dos filhos? E o casal?

Qual o sentido da nossa existência? Que valor tem a parentalidade nesse sentido dado à existência?

Que histórias ou estórias podem influenciar o nosso modo de educar, de estar na vida, de estar com os outros? Até que ponto não reproduzimos histórias passadas?

Quem muda? Quem aprende? Os adultos podem aprender? Os adultos podem transformar-se? "A nossa capacidade de aprender é estimulada pela parentalidade", começa por dizer Helena Águeda Marujo, como que a responder antecipadamente a todas as perguntas que coloca.

BW

Quem manda lá em casa? II

Somos de certeza nós! Por mais medo, mais inseguranças, mais stress, mais dúvidas que tenhamos, temos que ser nós!
A ideia de reunir a educadora Patrícia Bandeira, a psicóloga Helena Águeda Marujo e o pediatra Paulo Oom foi da PAIS & Filhos, a revista que ajuda muitos de nós a ser educadores mais atentos. Foram três horas de perguntas e respostas.
Não há fórmulas mágicas, diz Paulo Oom, mas há pistas que os pais podem seguir. Por exemplo, criar um bom ambiente em casa, com "pais e filhos que se divertem, a tarefa de educar é mais fácil", defende.
Há que escolher bem as batalhas, ou seja, há coisas graves em que devemos claramente intervir; há outras que nem por isso e não devemos dar a importância que por vezes damos (como os amuos). Educar dá trabalho, é preciso muita paciência, conhecer os nossos próprios limites e "saber sair de cena".
A ideia de "sair de cena" é inovadora para mim e vou experimentá-la, diz que é melhor do que começar aos gritos. No fundo, é respirar, ser sincera e dizer: "Agora, estou irritada, já falamos". Na verdade é aquele "contar até dez" que muitos tentam fazer (ou fazem mesmo, eu sou das que tentam e só chegam ao três porque ao quatro já estou a falar uns decibéis acima da norma). Quando era pequena, o meu pai dizia que eu devia ter um botão no boca e pô-lo e tirá-lo três vezes antes de dizer fosse o que fosse... Parece que continua a ser uma mensagem válida!
BW

sábado, 13 de novembro de 2010

Não às portagens, muito menos às automáticas!

É uma questão de educação cívica: Não tenho Via Verde e evito as novas portagens automáticas, em que uma simpática máquina fala comigo. A primeira vez que aconteceu, há umas semanas, rimo-nos imenso porque todos falámos com a máquina e desejámos-lhe uma "boa tarde", enquanto ela repetia: "retire o cartão".
À segunda, já não caímos e lá fomos para a cabine onde havia uma pessoa. É um facto que no banco de trás, eles preferiam que tivessemos Via Verde, em vez de ficarmos numa fila de "totós", à espera de sermos atendidos. "E porque é que não vamos falar com a máquina?", perguntam impacientes. Porque estamos ali para que o trabalho daquela pessoa continue a fazer sentido, para que não seja substituida por uma máquina, para que não engrosse as estatísticas do desemprego. É assim na auto-estrada e no hipermercado, mesmo quando a senhora do outro lado é pouco competente e não nos recebe com o mesmo entusiasmo que a máquina, nem responde aos nossos desejos de "boa tarde"...
BW

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MEC e o segredo para um casamento feliz

Miguel Esteves Cardoso (MEC) enchia-nos as medidas quando éramos jovens estudantes de jornalismo e, quando crescessemos, queriamos ser como ele (excepto aquela parte da gaguez e dos tiques com a boca).
MEC escreve como ninguém. Diariamente, no PÚBLICO tem uma crónica de dois parágrafos, às vezes menos, pequenas e right to the point. Umas vezes lindíssimas de irmos às lágrimas, outras divertidas de chorarmos a rir. É esse o efeito que a escrita de MEC tem sobre mim!
Gosto das crónicas em que fala da sua vidinha, da saúde da sua mulher, Maria João Pinheiro, do que comeu ontem, coisas simples, de todos os dias, do esforço e da alegria que imprime no fazer Maria João feliz, como quando andou feito louco à procura de umas botas para ela, enviava-lhe fotos das botas enquanto a mulher estava internada. Este texto é um hino ao amor e aos casamentos felizes e lembra-nos algo que tendemos a esquecer: que o casamento é o primeiro filho do casal.
BW

domingo, 24 de outubro de 2010

O Elemento, de Ken Robinson




É de 2006 e já conhecia... Na verdade, andei à procura no blogue e não encontrei mas provavelmente já o partilhei aqui... Se sim, peço desculpa e... Revejam!
Lembrei-me deste video porque vi Ken Robinson em Portugal há uns anos e gostei. Voltei a encontrá-lo nas livrarias, desta vez em forma de livro. Foi lançado, pela Porto Editora, O Elemento que fala de educação, das escolas matarem a criatividade dos mais novos, dos diferentes tipos de inteligência, do futuro da educação e da necessidade de cada um de nós (sobretudo os filhos), descobrirmos "o elemento", o que adoramos fazer e a possibilidade de conseguirmos conciliar o que gostamos com o que fazemos!
Este video é um bom resumo dos primeiros capítulos do livro (que ainda estou a ler) e conta a história de Gillian Lynn, a menina que na década de 1930 não parava quieta na sala de aula, que a escola queria por numa turma para crianças com necessidades educativas especiais (o rótulo ainda não era conhecido) e cuja mãe a levou a um psiquiatra. O médico não diagnosticou hiperactividade, nem lhe deu ritalina (também ainda não tinham sido inventadas) mas aconselhou-a a pôr a menina numa escola de dança.
Gillian foi bailarina e criadora das coreografias de Cats ou do Fantasma da Ópera. Mas há outros exemplos como Mick Fleetwood, baterista e fundador da banda Fleetwood Mac, o prémio Nobel da Economia Paul Samuelson (quem não tem a sua bíblia em casa?) e muitos outros.
Não sei se fala de Michael Phelps, o nadador norte-americano mais medalhado em Pequim, mas ainda não me esqueci de uma das primeiras declarações que fez, pós-ganhar tantas medalhas, foi para lembrar a professora que lhe disse que ele nunca ia fazer nada na vida. De uma forma ou de outra, os professores marcam-nos para sempre!
Às vezes, os pais e a escola têm dificuldade em descobrir o que é que os filhos e alunos têm de melhor e potenciá-lo.
É preciso estarmos atentos. Até porque, aparentemente, a sociedade está a deixar de formar para o emprego seguro e duradouro, mas para o emprego criativo, para o próprio emprego!
BW