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quarta-feira, 3 de março de 2010

Alargamento do ensino obrigatório

A notícia não é de hoje, mas aqui fica. O alargamento do ensino obrigatório até aos 18 anos é já uma certeza. Os alunos que actualmente frequentam o 7º ano estão já abrangidos.


Podíamos agora tentar fazer futurologia e imaginar a escolas secundárias desta nova geração. É em 2014 que vamos ter a primeira "fornada" de alunos do 12º ano abrangidos por esta lei. O que terá mudado nas escolas? Que benefícios terão colhido os alunos?
Os professores terão, certamente, mais papéis para preencher. Os números, para as estatísticas, serão melhores. Espero que as Oportunidades sejam uma realidade para os alunos que se virem forçados a estar no sistema. Que possam tirar vantagens da Escola. E que esta veja os cursos profissionalizantes como parceiros privilegiados na formação dos jovens e futuros cidadãos.

Ana Soares

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Metas de aprendizagem explicadas aos deputados

Hoje Natércio Afonso, professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, responsável pelo grupo de trabalho, escolhido pelo Ministério da Educação, para definir as metas de aprendizagem para cada ciclo do ensino básico, vai ao Parlamento explicar o trabalho que está e vai realizar. Novidades sobre este tema aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nada que já não se saiba...

"Portugal surge ao lado de Espanha como o país que revela a maior diferença entre o salário de indivíduos com pais licenciados e o das pessoas cujos pais não completaram o ensino secundário. Por cada 100 euros que recebe o filho de pais com o secundário, o filho de um licenciado ganha 143 euros. Já o indivíduo com pais que não completaram o secundário recebe, em média, 76 euros, concluem os autores. A comparação baseia-se em dados de 2005 e tem em conta as diferenças entre os 14 países analisados.
"De acordo com este indicador, a persistência intergeracional é particularmente forte em alguns países do Sul da Europa e no Reino Unido, sendo menor nos países nórdicos, na Áustria, em França e na Grécia", escrevem os autores.
A escola explica parte do problema. Quando os pais não foram além do secundário, os filhos têm, em Portugal, maior probabilidade de não conseguirem melhores qualificações."

São as conclusões de um estudo da OCDE que avalia o grau de mobilidade intergeracional, divulgado na edição impressa do DN.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Emigrantes portugueses com maus resultados escolares

Portugal tem a segunda taxa de abandono escolar precoce mais alta da UE. A culpa é do eduquês clamam alguns; dos sucessivos ministros e suas reformas, acrescentam os mesmos; dos pais que são os que já sofreram as influências do eduquês, que querem uma educação facilitista e facilitadora para os seus filhos, dos pais que não respeitam os professores.
E o que é que se passa no resto da Europa para que os filhos dos emigrantes portugueses tenham tão maus resultados e batam todos os outros no que diz respeito ao abandono escolar?
Os problemas no Luxemburgo, na Suiça ou na Alemanha são iguais aos portugueses? Também andam a experimentar curriculos e a implementar reformas de quatro em quatro anos? Os pais, emigrantes de 1.ª ou de 2.ª geração estudaram em Portugal ou já estudaram nesses países?
De imediato, não sei responder a nenhuma destas questões, mas sei dizer que estes três países põem, muitas vezes, os filhos dos emigrantes nas classes especiais, nas turmas dos meninos com necessidades educativas quando, normalmente, o único problema que têm é com a língua estrangeira. Esse será um aspecto que certamente desmotivará os mais interessados em prosseguir os estudos.
E depois, claro, a culpa é dos pais que não valorizam a educação - eles tiveram a coragem de sair, de começar uma vida nova, num país diferente, sem saber a língua, foram empreendedores e não precisaram dos estudos para nada, acreditam. A culpa é dos próprios miúdos que não gostam de estudar, que consideram a escola uma perda de tempo, e para quem o importante é entrar no mercado de trabalho, quanto mais depressa melhor, tal como fizeram os seus pais.
BW

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Menos disciplinas para alunos do Básico

Boas notícias, creio eu, para alunos, professores e pais: os alunos do básico vão ter menos disciplinas (apesar do número de horas se manter), anuncia o PÚBLICO.
Maior concentração e possibilidade de aprofundamento de competências será, certamente, o resultado desejado. Não sabemos ainda como serão estas horas distribuídas. Acredito que a Língua Portuguesa possa beneficiar desta alteração de currículo. Mas acredito acima de tudo que muitos dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem concordam com o facto de haver muita dispersão. A mesma tem várias consequências do ponto de vista dos docentes. Nas reuniões de conselho de turma, que estão a acontecer por estes dias, por exemplo, são muitos os professores, podendo desta forma estar-se a dificultar uma análise muito aprofundada e cuidada da situação de cada aluno. Por outro lado, alguns docentes só têm um tempo semanal com os alunos e nem sempre conseguem desenvolver o seu trabalho com a qualidade desejada pelo simples facto de só os verem uma vez por semana (e se têm o "azar" de apanhar um feriado podem estar quinze dias sem ver as turmas).
Quanto aos alunos, esta será, certamente, mais uma oportunidade para que se possam concentrar nos domínios essenciais desta fase da sua formação.
Para os pais, desejo que esta diminuição seja facilitadora do acompanhamento dos seus educandos.
Ana Soares

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Literacia e competitividade

Ontem foi apresentado em Lisboa um estudo sobre a Dimensão Económica da Literacia em Portugal, encomendado pelo Plano Nacional de Leitura e que revela: Portugal apresenta os níveis mais baixos de competências de literacia entre os países já estudados.
E a baixa literacia tem consequências directas na economia e na possibilidade de gerar riqueza. Se não houver uma inversão dos números, a pobreza e a desigualdade social aumenta, assim como o país perde o comboio da competitividade.
Portugal é dos poucos países onde os empregadores não reconhecem a importância de ter trabalhadores com bons níveis de literacia. Dois terços dos empregadores optam por profissionais pouco qualificados. Isso deve-se ao próprio nível de literacia dos empregadores e à oferta de emprego que existe em Portugal (digo eu!)
Aparentemente parece que estudar não compensa, porque se há diferenças nos salários daqueles que têm formação de nível superior; o mesmo não se verifica com os que fizeram o ensino secundário, quando comparados com os profissionais que têm níveis de escolaridade mais baixos, aponta o relatório, com base em dados de 1994/1998.
Se T. Scott Murray, autor do estudo, defende que é preciso investir mais no Plano Nacional de Leitura e no Novas Oportunidades; para o economista João Salgueiro, não faz sentido fazer mais investimento na educação quando os resultados escolares são dos piores. Também Vítor Bento, da Sibs, é da opinião que é preciso mudar a cultura que não valoriza a aquisição de conhecimentos, é preciso valorizar os bons alunos, premiá-los, propôs. A ministra Isabel Alçada preferiu falar do importante papel dos pais: “Falamos sempre da qualidade da escola e dos professores mas precisamos de ter bons alunos."
BW

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uma razão para o insucesso

Há algum tempo, ouvi esta explicação da boca da psicóloga Maria Dulce Gonçalves sobre uma das razões para o insucesso escolar e/ou mau comportamento: Por vezes, o ambiente familiar é tão competitivo que a criança sente que a melhor maneira de responder é através do fracasso. Prefere-o a competir e não corresponder à imagem que os pais, avós ou irmãos fazem ou esperam dele.
Já o psicanalista João dos Santos, que continua a ser uma referência na área, fez referência a estas situações quando escreveu: "Pelo recurso ao fracasso, sobretudo manifesto no plano escolar, a criança evita vencer o pai, ou mesmo aproximar-se dele. Os "homens importantes" que, em vez de simplesmente se oferecerem como modelo aos filhos, os esmagam com a exibição das suas qualidades e dos seus êxitos passados e presentes, criam, por vezes, nas crianças o medo de competir". E explicou: "A admoestação e a repressão frequentes, a intolerância, o interesse exclusivo pelos resultados obtidos pela criança e não pela sua pessoa, mantêm a culpabilidade. O conflito interior estabiliza-se e não se resolve, por a realidade exterior aparecer como demasiado ameaçadora".
BW

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os bons alunos são normais

O i fez um trabalho sobre os alunos com melhores médias de admissão ao ensino superior. São miúdos normais, com namorados, amigos, família, saem à noite, mas também fazem voluntariado. Sobre os colegas de turma, um deles diz: "Quanto mais cultos, ambiciosos e interessados eles forem, mais estimulados nos sentimos." É verdade, acontece-nos o mesmo, no trabalho, com os colegas; na nossa vida social com os amigos; na nossa vida privada com a cara-metade e filhos. Por isso, muitos pais continuam a optar pelo ensino privado ou pelas escolas públicas consideradas de referência, para seleccionar o ambiente onde os filhos crescem, para que estejam num ambiente que os estimule não só a ser melhores alunos, mas melhores pessoas.
BW

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aprender Matemática segundo Liping Ma

Para a investigadora chinesa Liping Ma o segredo do êxito dos alunos reside, antes de mais, na boa preparação dos professores, que devem ter um conhecimento profundo daquilo que ensinam. Saber e Ensinar Matemática Elementar é o livro - editado pela Gradiva em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Matemática, da colecção Temas de Matemática -, onde a autora estabelece relações entre a formação dos professores, as práticas docentes e a aprendizagem de crianças e jovens, a partir de um estudo que fez.
Saber e Ensinar Matemática Elementar é um livro que aponta, mostrando exemplos concretos, as diferenças entre o ensino na China e nos EUA e Liping Ma defende que os resultados alcançados na China na área da Matemática podem ser explicados pela formação contínua dos professores ao longo dos seu percurso profissional, tanto ao nível da compreensão da disciplina que leccionam como da forma como apresentam a Matemática Elementar aos alunos.
BW

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O risco de pandemia (vírus H1N1) e as escolas

No mesmo dia em que a ME defende que adiar o início do ano lectivo por causa da gripe não é a solução para evitar a propagação do vírus, a DGIDC divulga no seu site informações várias para as escolas quanto à gripe A, assim como um folheto informativo e conselhos práticos.
Uma página que deve ser visitada e divulgada por todos.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Alargamento da escolaridade obrigatória e universalidade do pré-escolar

O alargamento da escolaridade obrigatória e universalidade do pré-escolar aos cinco anos é hoje votada na especialidade na comissão de Educação do Parlamento.
Algumas das questões em debate são as que aqui enunciamos, conforme notícia do Público.
O "dever" dos pais de "proceder à inscrição dos seus educandos em jardins-de-infância e o de assegurar a respectiva frequência", segundo a proposta de alteração dos socialistas, deveria ser substituido por "o direito" de proceder à inscrição. Não faz, naturalmente existir esse dever quando a rede pública ainda não cobre os 100% dos alunos.
O BE, por seu lado, propõe a universalidade do pré-escolar para todas as crianças, mas a partir dos quatro anos de idade, e que seja dada prioridade às de três anos oriundas de ambientes sociais desfavorecidos. Enfim... existissem condições para que assim fosse e talvez até a taxa de natalidade fosse superior...Defende ainda o "direito à educação familiar" até ao ingresso no ensino básico.
José Paulo de Carvalho, antigo deputado do CDS-PP, pretende que a escolaridade obrigatória cesse "[...] no final do ano escolar em que o alunos perfaça 18 anos" e não "no momento do ano escolar em que o aluno perfaça 18 anos", como propõe o Governo. O diploma proposto pelo Governo torna obrigatória a frequência de ensino ou de formação até aos 18 anos de idade, mesmo para os jovens que se encontrem inseridos no mercado de emprego.

sábado, 27 de junho de 2009

Ainda o Magalhães como exemplo a seguir por Obama

O que o especialista em tecnologia canadiano Don Tapscott não viu quando andou pelas escolas portuguesas é o uso comum que os miúdos dão ao Magalhães: jogar! Mas já adivinho os outros especialistas virem a público louvar os benefícios do jogo no computador, a destreza dos dedos e dos olhos, o desenvolvimento de uma qualquer inteligência e que este é o primeiro passo para fazer outras coisas maravilhosas! Não ponho nada disso em causa. Eu gosto do Magalhães e até queria um para as crianças lá de casa. Gosto sobretudo pela ideia de igualdade que transmite: todos têm acesso a uma ferramenta tecnológica. Claro que em algumas mãos funciona como o ditado das nozes e dos dentes... Mas também acontece como com aquele menino alentejano, em cuja casa nunca tinha entrado um computador e que a família se reunia em torno do mesmo, à noite, a explorar a Internet, a jogar e a filmar as cenas familiares, como já escrevi no PÚBLICO. O que parece que Tapscott não compreendeu é que a relação professor/aluno não mudou, apenas está adaptada ao novo meio. O professor continua a ser o rei da sala de aula e ainda bem!
BW

sexta-feira, 26 de junho de 2009

As férias do próximo ano

As aulas começam entre 10 e 15 de Setembro em todas as escolas do ensino básico e secundário.
E as férias do Natal decorrerão entre 19 de Dezembro e três de Janeiro.
A interrupção do Carnaval ocorre nos dias 15 e 17 de Fevereiro e as férias da Páscoa serão entre 27 de Março e 11 de Abril.
O final do ano é a partir de oito de Junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos, por serem anos sujeitos a exames nacionais. Para os restantes anos de escolaridade o ano lectivo acaba a partir de 18 de Junho.

No pré-escolar as interrupções estão previstas por um período de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, entre os dias 21 de Dezembro e 1 de Janeiro, e entre 29 de Março e 5 de Abril. Haverá, também, um período de interrupção das actividades educativas entre os dias 15 e 17 de Fevereiro, tal como no básico e no secundario.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Obama: Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!

Note to President Obama: Want to Fix Schools? Look to Portugal!
Na sequência do post anterior, é curioso verificar que Don Tapscott, especialista canadiano em tecnologia, aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando, num artigo de opinião publicado no blogue Huffington Post - onde já escreveu Barack Obama - , o investimento em computadores individuais nas salas de aulas em Portugal. Logo no título, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos EUA: "Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!" ("Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!"). Um exemplo, é verdade. Desejamos um uso prudente destas novidades.

Ana Soares

Novas tecnologias nas salas de aula

A propósito do meu trabalho na área da análise do discurso, defendi recentemente que a matriz discursiva da sala de aula, a médio ou mesmo curto prazo, vai sofrer alterações decorrentes das novas fontes de influência do Discurso da Escola e da Sala de Aula. Sejam as escolas virtuais para quem as pode pagar, seja o moodle, sejam os Magalhães, o facto é que, em breve, as salas de aula mudarão.
Concordo com a mudança? É evidente que estes indicadores são sinal de desenvolvimento. Mas preocupa-me o uso que possa ser dado ao computador nos primeiros anos do ensino básico. Nesta fase, é para mim muito claro que o que os miúdos precisam é do lápis, da prensão do mesmo; da memória, e respectivo treino; do cálculo e da sua rotinização. Da minha experiência com docentes deste ciclo retive que os mesmos rapidamente se entusiasmam com a possibilidade de trabalhar com "novas" e "criativas" ferramentas na sala de aula. No entanto, é um risco se o papel que se lhes der for igual ou, pior ainda, superior ao que o treino de outras competências básicas deve assumir. Os programas não o fazem, mas sabemos que as práticas nem sempre são 100% fiéis aos princípios do programas... Não queremos daqui a 10 ou 20 anos ter alunos que não sabem escrever sem corrector ortográfico, que não sabem consultar um dicionário, que não vivem sem o excell para fazer cálculos. Por isso, é preciso ser prudente.

Mais para a frente, noutros anos escolares, depois de consolidadas as competências a que já me referi, lido bem com todas essas coisas na sala de aula e até com a sua regular utilização. Estamos, naturalmente, a falar de ferramentas essenciais nos tempos que correm. E a escola deve também desenvolvê-las.
Ana Soares

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Critérios de correcção de História A

A pedido de várias famílias, aqui estão os critérios de correcção do exame de História A: aqui!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Aos alunos - depois dos exames nacionais e conhecidos os critérios de correcção

"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"
Educar em Português é um sítio que nasceu do desejo de partilhar ideias, livros (muitos livros e para todas as idades), comentários sobre a escola, tempos livres, preocupações dos educadores e professores, sobre a educação numa perspectiva alargada.
Curiosamente, foram os alunos que, recentemente, fizeram subir exponencialmente as visitas ao blogue nesta primeira época de exames nacionais. Com reacções de naturezas variadas aos critérios de correcção das mais variadas disciplinas, do Português, à Matemática, passando pela Biologia-Geologia ou Física e Química, mostraram a sua receptividade às sugestões e comentários que aqui fomos fazendo.
Para eles, que terão provavelmente terminado agora, com os exames nacionais da primeira fase, o ensino secundário, entrando assim numa fase diferente das suas vidas, aqui fica o convite para que nos continuem a visitar, fazer sugestões, propostas. Teremos muito gosto em ir lendo as vossas opiniões.
Para os que ainda vão continuar a estudar para a 2ª fase, ânimo.
A pensar já no fim do ensino secundário, aqui fica esta mensagem para todos os alunos nossos leitores: "Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida".

Vivam-no com alegria e responsabilidade.
Ana Soares

Critérios de correcção de Matemática A e de Matemática B

Os critérios de correcção estão no sítio do costume e não é no supermercado do bairro, mas no site do Gave. A proposta de resolução da Associação de Professores de Matemática (APM) está...
aqui para Matemática A; e aqui para Matemática B. Agora é só carregar na palavrinha sublinhada que mais interessa!
Num post abaixo, está a proposta da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).
Agora podem ver as duas propostas, da APM e da SPM, comparar com os critérios do ministério e fazer as vossas contas.

E depois dos exames?

Os alunos vivem já, na sua grande maioria, dias de descanso.
A nós, professores, cabe-nos agora a tarefa de fazer as escolas continuar a andar (apesar de meio mundo achar que estamos já de férias).
São, eventualmente, as turmas dos outros anos que só agora vêem chegar o fim das aulas, pelo que se avizinham mais reuniões de avaliação.
São as correcções dos exames, as reuniões de supervisão, os telefonemas entre colegas e supervisores com dúvidas sobre os critérios de correcção. É que há sempre uma resposta, aquela resposta, que parece não encaixar em nenhum dos descritores (e o defeito nem sempre é das respostas... há mesmo critérios de classificação e descritores que não estão feitos de forma suficientemente "elástica" para abarcar todas as respostas, mesmo algumas mais previsíveis...). E qual, então, o mais justo?
Enfim, depois as pautas, reuniões, planificações, papéis e mais papéis e tudo aquilo que, quem tem a sorte de estar na escola onde sabe que vai continuar, pode fazer já a pensar nas suas novas turmas.
Depois, quem sabe, ainda uma segunda rodada de exames a coincidir com tudo o resto...
Ana Soares

Correcção e parecer do exame de Matemática segundo a SPM

As resoluções propostas pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) estão nas palavras subinhadas. Quanto ao que a SPM pensa sobre as mesmas...
... o exame de Matemática A "é mais razoável que a do ano anterior. Sem ser difícil, não é escandalosamente fácil". A parte sobre os números complexos estava bem concebida; sobre as questões de probabilidades as perguntas não são difíceis. A matéria de trigonometria "é tratada marginalmente". A parte de funções tem perguntas "razoáveis, mas pouco exigentes no cálculo (predominância de equações lineares)". O raciocínio dedutivo continua a estar praticamente ausente da prova.
A SPM questiona a duração de prova de três horas. "Apesar de o exame não ser trivial e testar adequadamente algumas partes do programa, não nos parece ainda que, na sua globalidade, cubra bem as matérias, com o grau de exigência necessário. Um desempenho positivo nesta prova não é ainda garantia de uma preparação adequada à saída do ensino secundário e entrada no superior".

... o exame de Matemática B "não tem incorrecções científicas e contempla bem os diversos tópicos do programa", à excepção da Estatística, que apenas surge numa pergunta "trivial" (questão 2 do grupo II). "O enunciado de algumas questões é desnecessariamente complicado e palavroso: são exemplos o grupo I e o grupo IV. Neste último, à força de se tentar ser preciso, acaba-se por gerar um texto que pode confundir os alunos. A tentativa de encontrar a qualquer preço aplicações da Matemática às chamadas “questões da vida real” tem o seu expoente máximo no grupo II, formado por uma série de questões desconexas."
Muitas questões são "excessivamente fáceis": o grupo I está ao nível de um 7º ano de escolaridade e o grupo V ao nível do 9º ano. Mesmo as perguntas sobre tópicos do secundário são "tão elementares que não permitem distinguir os alunos que dominam realmente bem a matéria daqueles que têm apenas os conhecimentos mínimos".