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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Trabalhos de férias

Tal como eu, muitos dos nossos leitores, certamente, também anseiam pelas férias, sinónimo de dormir mais, passear, mudar horários e regras. Ora, se as férias são tudo isto, devemos ou não "encher" os miúdos de fichas, trabalhos, revisões? Acho que não. Também eles precisam de mudar rotinas.

Mas não precisarão eles de treinar a escrita, o raciocínio, o cálculo durante as férias?

Claro que sim. Mas podem-no fazer escrevendo um diário ou escrevendo postais ou mesmo e-mails (desde que sem a praga das sinalefas do correio electrónico). Quanto ao cálculo, o troco dos gelados é uma hipótese para os mais pequenos e as horas de mudança das marés uma interessante sugestão para os mais crescidos.

Mas se os professores recomendaram que aquela criança pode ou deve treinar alguma destas áreas, pois, reservando uns dias para o completo descanso destas obrigações escolares, organize-se o tempo para trabalhar um pouco.


Sugiro, no entanto, que este trabalho seja diferente do que é realizado ao longo do ano, pelo que vos trago como hipótese uns livros/cadernos da Everest que nada se parecem com os manuais escolares, na forma ou textos, mas que treinam as mesmas competências. Trata-se da colecção Férias com a Disney.

Com as mágicas histórias e ilustrações do Peter Pan, da Bela e o Monstro, do Aladino e de tantas outras obras, os miúdos até se esquecem que estão a fazer "fichas".

As férias são um tempo diferente. Que as fichas também o sejam!
Ana Soares

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O que vai mudar na grafia do português?

Adoção ou adopção?Creem ou crêem? Seleção ou selecção?
O novo acordo ortográfico trará, certamente, dúvidas deste género. Para além dos sítios que já vos sugeri noutro post, tenho hoje uma sugestão em papel para vos fazer e que poderá esclarecer estas questões. Trata-se de um pequeno livro, com 30 páginas, de João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia, editado pela Texto Editora, que apresenta as alterações e as regras deste novo acordo. É de fácil leitura e consulta. Útil para pais, professores e, a médio prazo, para alunos. Na verdade, útil para toda a gente.
Ana Soares

terça-feira, 30 de junho de 2009

A nova terminologia em papel

A nova terminologia não é tão nova como se poderia pensar, não o é nas faculdades nem para os linguístas. Nova é a sua aplicação aos Ensinos Básico e Secundário (se bem que neste último ciclo ela já esteja em vigor desde 2001).


Para formar professores, esclarecer dúvidas, para depois se criarem materiais de apoio e proporcionar os instrumentos necessários à prática diária na sala de aula, Isabel Casanova, Professora Associada da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, ex-docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, editou, então, uma obra incontornável: Dicionário Terminológico - Compreender a Tlebs. Esta visa enriquecer em explicações e exemplos o Dt disponível em linha no sítio da DGIDC, ferramenta de trabalho essencial de todos os docentes e que ganhará destaque com os novos Programas de Língua Portuguesa do Ensino Básico.

Ana Soares

sábado, 27 de junho de 2009

Novos programas de Língua Portuguesa - Formação e implementação

Os Novos Programas de Língua Portuguesa do Ensino Básico chegaram para ficar. Neste novo ano lectivo vão ser já implementados em algumas escolas, pelo que está aberto concurso para que escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico se possam propor para receber formação e apoio ao longo do ano lectivo 2009/2010.
Em 2010 está previsto que os novos programas entrem em vigor, então de uma maneira generalizada, em todos os anos. Os manuais estarão já a ser feitos atendendo a estas alterações e esta formação pretende começar a preparar docentes e escolas.
Ana Soares

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Comentário aos critérios de classificação do Exame Nacional de Língua Portuguesa - 9º ano

Já noutro post fizemos o link para os critérios do exame nacional de Língua Portuguesa 9º ano. Aqui ficam agora alguns comentários: este exame afigurava-se como um exame completo, quer isto dizer, um exame com uma grande variedade de itens, tipologias de exercícios e textos, acessível deste ponto de vista e sem surpresas desagradáveis.

Ainda assim, creio ser excessiva a forma como no exame, duma maneira geral, e no Grupo III, em particular, se "guiam" os alunos nalgumas tarefas. Acho que os alunos do último ano do ensino básico devem conhecer obrigatoriamente a estrutura do texto expositivo (introdução, desenvolvimento e conclusão). Parece-me excessivo e creio que muito alunos provavelmente até concordam comigo. Não queria dizer que se trata de um exame fácil, alguns alunos podem achar que estou a exagerar, mas como docente, parece-me que houve, por parte dos elaboradores do exame, um excessivo cuidado em orientar os alunos, tanto no exemplo que já apresentei, como nas escolhas múltiplas, para além de algum medo no que à gramática diz respeito. Ouvi professores de outras escolas comentar o mesmo. Uma das docentes estava ainda especialmente contente, pois o excerto da aula tinha mesmo saído no último teste!

Colegas professores, bom trabalho na dura fase que se avizinha, a da correcção.

Alunos, toca a estudar para a Matemática. Este exame já está!
Pais, tenham paciência este fim-de-semana. Está sol e calor, mas os miúdos precisam de estudar. Passeios, almoços de família ou praia qb.

Ana Soares

Exames do Ensino Básico - Língua Portuguesa, agora do Básico

Também os alunos do 9º ano fazem hoje exame de Língua Portuguesa. É, mais uma vez, uma forma de "atestar" o trabalho de um ciclo inteiro, mas na verdade, pela incidência habitual em conteúdos e competências do 9º ano, é uma forma de valorizar o que se consolidou no 9º ano. Para muitos esta é a oportunidade de passar, na disciplina e, eventualmente, de ano. Se no final do ano tiverem tido um 2, e na prova conseguirem um 4, passam. Também os critérios de avaliação do exame nacional de Língua Portuguesa do Ensino Básico serão publicados pelo Gave durante o dia de hoje. Aqui fica o link onde, quando existirem as respostas, o Educar em Português vos convida a passar. É só clicar.

Ana Soares

terça-feira, 16 de junho de 2009

Comentário aos critérios de classificação do Exame Nacional de Português

Agora sim, com os critérios de classificação, que entretanto já estão no sítio do Gave,vou comentar a prova que convidou os alunos a falar sobre a Liberdade.


O texto e perguntas são, efectivamente, acessíveis. Apenas uma ambiguidade no grupo I, para os alunos mais distraídos. Na pergunta 3, "Apresente dois dos traços caracterizadores de Beresford, ilustrando cada um deles com uma citação do texto", alguns alunos ficaram com dúvidas quanto ao número de exemplos a apresentar: 2 ou 4. No grupo II, apenas as ambiguidades dependentes da capacidade de interpretação do texto, mas sem as polémicas de outros anos.


Agora quanto aos critérios de classificação, creio que, este ano, eles se afiguram mais rigorosos e mais justos. Começando pela justiça, são propostos mais do que os três níveis de desempenho do ano passado, aspecto que muito dificultou a classificação de algumas perguntas em 2008. Quanto ao rigor, de uma maneira geral, é alto. O nível de desempenho mais elevado, aquele que dá direito à totalidade da cotação, é muito exigente. Por isso, alunos, cuidado com as vossas expectativas.


Queria ainda comentar o exercício B, do grupo I. Aqui a minha questão é a de sempre: a dificuldade em fazer um bom comentário, "com pertinência", "rigor" e com exemplos em apenas 8 a 12 linhas.

Último aspecto, na exercício de correspondência, este ano são só três patamares.


Bom... só me resta acrescentar que este exame daria para um excelente trabalho em Análise Crítica do Discurso que, para que não sabe, é a área da linguística que estuda a relação de poder subjacente ao discurso.
Agora, alunos, toca a estudar para os próximos exames.

Os resultados saem a 7 de Julho.
(Os alunos que faltaram talvez não tenham tanta sorte na segunda fase...)

Ana Soares

Critérios de correcção do Exame Nacional de Português

Para alunos, pais e outros interessados estarão em breve disponíveis, no sítio do GAVE, os critérios de correcção e classificação do Exame Nacional de Português 2009, código 639.
Também a App, Associação de Professores de Português, já comentou, positivamente, o referido exame.
Quanto a mim, não esperava que saísse Felizmente Há Luar!, o texto mais acessível do programa do 12º ano. Mas talvez tenha sido ingenuidade minha, dado que o ano passado, com Camões e um questionário que não era especialmente acessível, e questões de funcionamento da língua discutíveis, a disciplina de Português e respectivo exame obtiveram os piores resultados dos últimos 12 anos. Estou em crer que este ano o panorama será mais animador.
Pessoalmente, se já estava de consciência tranquila por ter dado o meu melhor ao longo do ano, fico agora também descansada ao confirmar que, como um aluno me dizia hoje de manhã, os meus testes e respectivas perguntas foram uma boa oportunidade de treino para aquilo que aconteceu hoje.Resta esperar pelos resultados, daqui a uns longos dias, e que os inevitáveis disparates não tenham sido muitos!
Ana Soares

Exame Nacional de Português - 12º ano - 2009

Já está. O exame já acabou. Saiu Felizmente Há Luar! No novo modelo de exame, código 639, nunca tinha saído. Depois do ano anterior, com Os Lusíadas e umas perguntas muito enroladas, este é um exame que não parece ter criado muitas dificuldades aos alunos. No entanto, até ver os critérios de correcção do exame e as próprias respostas dos alunos, vou ter ainda alguns nervos. Depois avizinham-se longos dias de retiro a corrigir exames, com o terrível peso da responsabilidade que decorre do facto de saber que todas as décimas são importantes e podem afectar o futuro daqueles jovens anónimos de quem só conheci a letra.
Ana Soares

Exame Nacional de Português - 12º ano

Começou hoje a época de exames, com o exame de Português. Como este ano não sou coadjuvante, não estou "lá" dentro, no secretariado de exames. Por isso não sei o que saiu... Estou, como os pais e amigos, ansiosa. Desejo que o exame seja justo. Nem fácil, nem difícil. Simplesmente adequado ao programa e ao trabalho que realizámos.
Fui ver os meus alunos antes de entrarem. Últimos conselhos. Os mesmos de sempre: ler o enunciado até ao fim, não excluir alíneas nas escolhas múltiplas sem ler todas, não ter as habituais preocupações com o tempo, pois esse, hoje, comparado com os 90 minutos habituais, certamente que será suficiente. Eles estavam iguais a eles próprios. Uns nervosos. Outros nem por isso: "Nunca fico nervoso. Encaro isto com naturalidade. Além disso, os seus testes este ano foram com a estrutura do exame . Treinou-nos para isto.". Pois é... ainda assim, eu própria estou nervosa... Daqui a duas horas já todos saberemos o que saiu e conheceremos os critérios de correcção.
Até já.
Ana Soares

segunda-feira, 15 de junho de 2009

José Saramago num filme da animação

Não são recentes, nem o livro, nem o filme. Foi o próprio Saramago que trouxe A Maior Flor do Mundo de novo à blogosfera, no seu blogue.

E eu não resisto a falar-vos de ambos. Texto e imagens vivem de uma simplicidade que anda de mãos dadas com a profundidade, como é habitual no estilo de Saramago. Esta combinação, com um texto que é para crianças, talvez a partir dos 5 anos, é fantástica.
Não consegui colocar aqui uma versão em português, mas deixo o link (e, por favor, não deixem de clicar e ouvir ver o próprio Saramago, em plasticina, assim me parece, contar-vos esta história). Eu adorei. O meu filho também.
É, de facto, sublime. Texto, imagem e música criando verdadeiros momentos de magia.

Não escrevo mais nada. Por favor cliquem na versão portuguesa!

http://flocos.tv/curta/a-flor-mais-grande-do-mundo/

Para os que forem a fugir do clique, aqui fica uma outra versão.


Sugestão de Leitura sobre A Maior Flor do Mundo
Deixo ainda aqui o link para um estudo sobre o texto de Saramago, para os os potenciais interessados. É um artigo que surge no âmbito do projecto de investigação "Literacia crítica: o papel do texto na educação básica", desenvolvido no Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho.

Ana Soares

sábado, 13 de junho de 2009

Sítio dos Pais - trabalhos de casa

O sítio da DGIDC (mais uma sigla, é verdade...Esta quer dizer Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular), na secção subordinada à Língua Portuguesa, apresenta um espaço para os pais. Chama-se o sítio dos pais e apresenta pequenas ideias como a que aqui reproduzimos:

Quando fazem os trabalhos de casa, os filhos deveriam ouvir frases como estas:«Experimenta!»«Vamos experimentar.»«Tenta de novo»! «Vamos tentar.»«Já leste até ao fim?»«Vamos ler.».

Apesar de ser uma boa ideia, temos de reconhecer que este espaço não é especialmente claro nem apelativo do ponto de vista gráfico. Também não parece ser um sítio muito frequentado, pois na secção das dúvidas só existem perguntas para as letras A e P, mais exactamente uma para cada uma destas letras.

Ainda assim, vale a pena passar por lá e descobrir mais sítios interessantes por onde pais e filhos possam navegar juntos.

Ana Soares

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A nova gramática - da Tlebs ao DT

A Tlebs deu origem ao DT (Dicionário Terminológico), disponível na forma de plataforma on-line, de fácil e rápida consulta. Não é para os alunos. É um instrumento de consulta para docentes, e eventualmente pais e educadores interessados na matéria.
Esta é a nova bíblia da gramática (ou conhecimento explícito da língua, como agora é denominda esta área). É esta a nomenclatura dos novos programas de Língua Portuguesa que entram em vigor em 2010, para os alunos do 1º ao 9º ano. Quem já começou a aprender/ensinar de outra forma, terá, entretanto, de se adaptar.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Camões e os Os Lusíadas para todos

A obra Os Lusíadas é, de facto, um marco incontornável não apenas da nossa história da literatura mas da nossa própria História, pelo que todos, dos graúdos aos mais pequenos, devem poder a ela aceder. Reconhecendo a dificuldade formal da obra, existem no mercado adaptações várias que se adequam a públicos de diferentes idades.

Para os mais pequenos, entre os 5 e os 8 anos, temos, por exemplo, a excelente e divertida adaptação de Alexandre Honrado, com ilustrações de Maria João Lopes, das edições Ambar. Estes "Os Lusíadas" para os mais pequenos introduzem os mais jovens nas maravilhosas aventuras do povo português aqui exaltadas:

"Camões, poeta: com um olho tapado e o seu maior poema na mão. Salvou-o das águas, quando naufragou (...). O seu maior poema chama-se "Os Lusíadas" - a história dos portugueses (...)".







Para os alunos do 3º ciclo, sugerimos Era uma Vez um Rei que Teve um Sonho: Os Lusíadas Contado às Crianças de Leonoreta Leitão, Dinalivro.



Este, parte do Plano Nacional de Leitura, e com um registo acessível, conta de forma mais sequencial os pricipais momentos da obra original.











Depois existe ainda a versão adaptada por João de Barros: Os Lusíadas Contados às Crianças e Lembrados ao Povo.


Esta é, geralmente, a adoptada pelas escolas para leitura extensiva no 8º ano. No entanto, deixamos esta versão como uma sugestão a todos aqueles que se queiram aproximar pela primeira vez da obra, pelo rigor, fidelidade ao original, mas, simultaneamente, simplicidade.


Na edição mais recente, surge com as fantásticas ilustrações de André Letria. Mais um motivo para querermos este livro nas nossas casas!




Para os professores ou apaixonados por literatura temos ainda a obra da professora Vitalina Leal de Matos, Tópicos para a Leitura de Os Lusíadas. No meu caso, uma boa maneira de relembrar os tempos da licenciatura e a cadeira de Introdução aos Estudos Literários da Faculdade de Letras.











Por último, e a pensar nos cibernautas, o texto está também disponível aqui.

Ana Soares

segunda-feira, 8 de junho de 2009

TLEBS

A gramática que os nossos alunos e filhos aprendem na escola.

Para professores, pais e educadores em geral, o termo TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) é quase sinónimo de tensão e discussão, desconhecendo, no entanto, a maior parte dos opinantes, que as terminologias não nasceram em 2004, momento a partir do qual se iniciaram longas querelas e debates, por entendidos e menos entendidos, acerca do assunto.

Já em 1967, a Portaria 22 664 de 28 Abril deu formalmente a conhecer uma terminologia que se apresentou como original e revolucionária. Também esta velha Tlebs suscitou discussão e várias versões , para além de um período experimental de adopção. Até aqui tudo semelhante ao que aconteceu com aTlebs de 2004. O que não terá, eventualmente, acontecido foi a mesma ter sido alvo de tantos avanços e recuos.

Mas relembremos outros pormenores deste nascimento conturbado e precoce. O processo de revisão curricular do Ensino Secundário teve início em 1997. Os novos programas deviam avançar em 2004/05, mas alguns programas foram homologados antes. Foi o caso do programas de Português. Nestes, anacronicamente (em 2001/02), a terminologia adoptada é a da Tlebs, que, todavia, só nasce três anos depois, em Dezembro de 2004, a 24 de Dezembro (portaria 1488/2004. de 24 de Dezembro), ao jeito de prenda de Natal para professores e alunos.

Também reconheço que a nomenclatura de 1967, revogada em 2004, deixara já de “constituir uma referência produtiva”. Escolas, professores e manuais orientavam-se por uma tradição quase anónima e pelos manuais, surgindo assim a inquestionável necessidade de uma revisão. O que não era preciso era um processo tão complicado, com tantos avanços e recuos, oscilações e dúvidas que lançaram as escolas, professores, alunos e editores numa confusão da qual, só agora, em 2009, todos começamos a sair.

Ana Soares

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ensaios sobre a Língua e a Literatura no Ensino Secundário

O Português nas Escolas - Ensaios sobre a Língua e a Literatura no Ensino Secundário apresenta-se aos seus leitores como um conjunto de reflexões realistas e actuais sobre o ensino da língua portuguesa neste último ciclo de estudos, agora também parte do ensino obrigatório. Os vários textos que o constituem giram em torno desta nem sempre bem entendida relação entre língua e literatura, que no fundo, é uma relação tão natural. Destaco, de Mª de Lourdes Dionísio e outros, o último texto "A Construção Escolar da Disciplina de Português: Recriação e Resistência" que reflecte, a partir de, por exemplo, planificações e relatórios, sobre a implementação dos actuais programas de Português do Secundário.

Ana Soares

Maria de Lourdes Dionísio e Rui Vieira de Castro (org) (2005), O Português nas Escolas - Ensaios sobre a Língua e a Literatura no Ensino Secundário , Coimbra, Almedina

segunda-feira, 25 de maio de 2009

À conversa com Ana Maria Magalhães

A presença de Ana Maria Magalhães na escola não teve o sucesso que pretendíamos, pela fraca adesão dos pais e encarregados de educação. Mas os que estávamos tivemos assim a oportunidade de ter uma conversa mais intimista com a escritora.
Foi muito bom ouvi-la partilhar as estratégias que adoptou como irmã, mãe, professora e até avó para levar o outro a ler ou a ultrapassar dificuldades de leitura. Foi particularmente interessante ouvir reforçar duas ideias: a de que os miúdos que não gostam de ler devem poder escolher o que querem ler, pelo que nenhum livro, a não ser que o mesmo consista num atentado à integridade moral, é um mau livro (mesmo que os pais achem a história desinteressante) e que aos que não gostam de ler se devem oferecer livros “fininhos”.
Sugeriu que todos os dias devem terminar com livros – pois a leitura de uma página de uma história, ou mesmo um poema, ajuda a criar laços e intimidade com o objecto livro. Sugeriu ainda aos professores a leitura em aula. 10 minutos no final de cada aula.
Falou com um respeito imenso dos disléxicos e eu fiquei a pensar na imensa tristeza que aqueles que gostam de histórias podem sentir quando se consciencializam das suas dificuldades com a palavra.

Foi, sem dúvida, uma conversa que não vou esquecer. Mostrou-nos , uma vez mais, que educar para a leitura dá trabalho. É uma tarefa que exige muita criatividade e que nos obriga a olhar para cada potencial leitor como único, com gostos, exigências e expectativas sempre diferentes.

Ana Soares





quarta-feira, 20 de maio de 2009

Adopção do Acordo Ortográfico

Finalmente temos informações sobre a entrada em vigor do acordo ortográfico nas escolas. Se, por um lado, os manuais que vão ser adoptados (por seis anos!) não vão actualizar a ortografia, por outro, e de acordo com as informações divulgadas pelo ME junto da RR, o acordo ortográfico não vai entrar em vigor nas escolas antes do início do ano lectivo de 2010/2011, atendendo ao facto da entrada em vigor poder ser faseada. Não sei se isto é um alívio ou não...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Acordo ortográfico: calendarização, por favor!

Nas escolas começa-se a viver uma nova preocupação com a ortografia. Para além dos erros dos alunos, preocupa agora os docentes, e não apenas os de português, o como e o quando se implementará o novo acordo ortográfico nas escolas. O Ministério da Educação nada definiu. Os pais começam a querer saber mais; os manuais, entretanto, têm de se actualizar; os professores têm de se preparar...


Até lá, e para os que se quiserem ir adiantando, aconselhamos a consulta do Portal da Língua Portuguesa que, pelos reputados investigadores que integra (membros do ILTEC - Instituto de Linguística Teórica e Computacional), nos inspira confiança. Aqui podemos não apenas verificar o que acontece no caso de uma palavra particular, como ler mais sobre o assunto ou ainda utilizar um conversor automático . Aqui fica a sugestão.

Ana Soares

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Provas de aferição de Língua Portuguesa

Para conhecer os critérios de correcção das provas, consulte o sítio do GAVE (Gabinete de Avaliação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da educação).

Para ler sobre a opinião da App (Associação de Professores de Português) sobre as provas de hoje, clique aqui e leia o texto da Bárbara.

A App refere-se à terminologia adoptada na prova de hoje como uma possível dificuldade ou contratempo. Voltaremos a este tema um dia destes, onde vamos falar de mais siglas: Tlebs (Terminologia Línguística para os Ensinos Básico e Secundário) e DT (Dicionário Terminológico).

Reli agora o que escrevi e só me lembrei do texto da Bárbara sobre siglas... de facto, é preciso quase que uma especialização para nos entendermos neste mundo codificado e hermético.

Ana Soares