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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Educação sexual nas escolas em Diário da República

O diploma que estabelece a aplicação da educação sexual nas escolas a partir do próximo ano lectivo foi já publicado em Diário da República. Clique para ler.
Para ler a notícia do Público que resume as suas implicações, clique aqui .

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Solução de Consenso?

O acesso aos meios contraceptivos pelos alunos nas escolas vai depender da avaliação dos gabinetes de apoio e informação a funcionar nos estabelecimentos de ensino em articulação com os centros de saúde, noticia o Público. Esta é a conclusão da proposta do Ps aprovada esta semana na especialidade.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O preservativo

O preservativo, o preservativo, o preservativo... Como se a educação sexual nas escolas se reduzisse à distribuição do preservativo! Na espuma das opiniões contra e a favor, eis alguém que sabe do que fala. Margarida Gaspar de Matos - psicóloga, investigadora na área da saúde mental, promoção da saúde, estilos de vida activos e promoção de competências sociais, especialista convidada para integrar o Grupo de Trabalho para a Educação Sexual, do Ministério da Educação, responsável pelo relatório base da proposta de lei que continua hoje a ser discutida na Assembleia da República -, diz o que pensa aqui. Para ler com atenção.
BW

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Propostas de Lei sobre Educação Sexual

Leia aqui as propostas de lei sobre a educação sexual nas escolas do PS e do PCP em discussão.
Destas propostas só a discussão das "finalidades" da lei demorou mais de um hora. As diferenças entre as expressões "promoção da igualdade de género", proposta pelo PS, e "promoção da igualdade entre os sexos", sugerida pelo PCP, deram origem a uma verdadeira discussão, não apenas ideológica como linguística também, segundo se depreende da notícia do Expresso.

Votação da lei sobre educação sexual nas escolas

A procissão ainda vai no adro. Hoje os deputados não passaram do artigo 3º, pelo que o presidente da Comissão de Educação, António José Seguro, acabou por adiar o resto da votação para dia 20. Leia mais aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O fantasma do preservativo

É sempre assim, quando se fala de educação sexual nas escolas vem à baila a distribuição dos preservativos nos estabelecimentos de ensino. Há dez anos, fui em reportagem a uma escola onde já funcionava o gabinete de apoio ao aluno e este passava completamente despercebido no ambiente escolar. Era uma sala igual a tantas outras, onde a psicóloga e professora tinha um horário de atendimento. Os alunos iam ali quando queriam conversar e a professora ali estava, disponível, para os ajudar, precisamente porque nem todos podem falar com os pais ou os familiares mais próximos. E os preservativos lá estavam, dentro de uma caixa, numa prateleira de um armário, ao lado dos livros e das brochuras informativas. Sim, e a professora dava os preservativos a quem os pedia, só que eram muito poucos os que o faziam, admitia. Eles precisavam de conversar, mais do que de preservativos, explicava.

BW

Preservativos nas escolas

A manchete que referia a distribuição de preservativos nas escolas é naturalmente polémica... Enquanto mãe, professora e cidadã, aquilo que me preocupa verdadeiramente é a leviandade que a mesma pode sugerir.

Depois, a senhora ministra escusa-se a tomar uma posição sobre a notícia. Parece ainda que, segundo o Expresso, para além da distribuição de preservativos, os diplomas em discussão prevêem "a criação de gabinetes de apoio aos alunos sobre questões relacionadas com a educação para a saúde e a sexualidade em todas as escolas” e que a respectiva distribuição será feita por professores ou técnicos de saúde com formação na área…
Ora, já aqui escrevi que concordo com o que ouvi de uma profissional da área da saúde, que trabalha exactamente com adolescentes, quando a mesma reforça que a educação sexual começa na família e não obriga a um “gabinete” de sexualidade nas escolas… e alegrei-me com a responsabilização das famílias neste processo.
Bem sei que nem todas as realidades são iguais e que, em determinados contextos, um gabinete de educação para a saúde tem mesmo de existir. Mas que não se espere que esse “gabinete” faça aquilo que é responsabilidade das famílias e que também se aposte na educação e formação destas.



Ana Soares

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Eu gosto de mim

Eu gosto de mim é a promoção total da auto-estima! O livro de Laurence Anholt (texto) e Adriano Gon (ilustrações), da Civilização Editora, ajuda a criança, desde muito pequena a auto-descobrir-se, a sentir-se bem com as suas sardas, os cabelos mais crespos, a gostar do seu corpo, a ter prazer em cuidá-lo. "Sou como sou e gosto de mim." As ilustrações alegres e o texto positivo ajuda a criança a ganhar confiança em si, a não ter vergonha por ter vontade própria, a ser sociável e a saber respeitar os outros, mesmo quando são diferentes."Quando eu gosto de mim, posso fazer tudo o que quiser."
Óptimo para os mais pequenos, a partir dos 4/5 anos (tem conselhos para os pais sobre como ler e fazer actividades a partir do texto), bom para ser repescado ao fim de alguns anos, quando chegam as dúvidas e incertezas da pré-adolescência.

BW

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rainha do surf ou fada do lar?

“Porque é que ela é a rainha do surf, se está a segurar uma tábua de engomar? Ela é empregada doméstica e sonha ser surfista?!”
O cartaz da Triumph é óptimo para introduzirmos os mais pequenos em conceitos como a igualdade de direitos e a partilha de tarefas domésticas.
A mulher quer-se em casa, a engomar, submissa e feliz?
Infelizmente, este não é um conceito do passado. No âmbito do International Social Survey Program, foi feito um inquérito a 18 mil casais entre os 25 e os 65 anos, em 34 países europeus. Os dados revelam que Portugal fica acima da média europeia em termos de horas de trabalho das mulheres. Elas trabalham cerca de três horas diárias em tarefas domésticas, não remuneradas. Ao passo que eles dedicam apenas seis horas semanais à casa.
Há mais uma série de estudos que desembocam nas mesmas conclusões: elas trabalham fora e dentro de casa; eles não.
O cartaz pode servir ainda para falarmos sobre a exploração publicitária do corpo feminino, mas pode ficar para outro dia!

BW

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Educação para a Sexualidade - Família e Escola

Muito a propósito dos nossos últimos posts, tive na escola mais uma tarde de formação sobre Educação para a Sexualidade. Já tivéramos uma tarde com uma psicóloga, outra com um especialista em ética e agora chegou a vez de uma médica. As expectativas eram algumas. Achávamos que não nos íamos ficar pelas componentes biológicas e fisiológicas (até porque todos somos adultos e entre nós até estavam os profs de Ciências, Biologia, especialistas nessa matéria). Foi, portanto, uma agradável confirmação o facto da sessão não se deter, nem sequer enfatizar, esse domínio. Foi óptimo ouvir da boca de uma especialista no trabalho com adolescentes, pois a referida médica é responsável por uma consulta de adolescência num dos nossos hospitais, que a educação sexual começa em casa, na família. E que a escola assume também um papel importante, mas paralelo, que é partilhado com outros grupos sociais a que a criança pertença (grupos desportivos, grupos de jovens, actividades de carácter religioso, seja qual for a equipa ou religião). Reforçou que os números mostram que os jovens assim integrados iniciam mais tardiamente a sua vida sexual. Mencionou casos de jovens adolescentes, com 12 ou 13 anos, grávidas. Descreveu o sentimento de impotência e revolta perante algumas destas situações. Gostei de ouvir na discussão que se gerou que na escola não têm de existir balcões ou gabinetes de educação para a sexualidade. Que esta educação deve ser feita de uma forma harmoniosa entre aquilo que a família mostra, aquilo que a escola ensina e que é corroborado pela atitude saudável com que os adultos, perante as crianças e jovens, assumem este tema. Achei curioso ouvir algo que já tinha ouvido dos psicólogos: os adolescentes podem ter o corpo, a informação…tudo aquilo que os faz pensar que já são adultos. Mas as suas cabeças não pensam como as de um adulto. E isto explica-se pois há uma zona cerebral (não me perguntem o nome, pois já não me lembro), responsável pela capacidade de maturação e controle de algumas decisões, que ainda não se desenvolveu aos 12, 14 ou 16 anos. Reforçou a importância do “não”, das regras, dos valores que, desde cedo, devem ser incutidos às crianças. Defendeu mesmo que a ausência deste reforço cria adolescentes sem capacidade de auto-controle e atrasa a capacidade da tomada de decisões racionais. Disse ainda, várias vezes, que procura mostrar, nas suas consultas com os jovens, que entre o poder e o dever começar a ter relações sexuais vai um longo caminho. Que até lá chegar há muitas outras etapas e muitas outras coisas para fazer.

Aqui fica a partilha.

Ana Soares

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Conversas sobre sexualidade

Bom, parece que eu e a Bárbara resolvemos dedicar estes últimos dias da semana à sexualidade. Depois das sugestões a pensar nas leituras dos miúdos, proponho-vos uma leitura para pais. Cristina Sá Carvalho (psicóloga), com a colaboração de Mary Anne Stilwell d'Avillez (enfermeira), propõe Conversar com os Filhos sobre a Sexualidade (edição do Snec - Secretariado Nacional de Educação Cristã). Uma leitura realista, embora tendenciosa (pois parte da proposta da Igreja Católica), sem puritanismos ou preconceitos. Uma obra que peca pela pobreza da capa (um horror, para dizer a verdade, e que em nada faz justiça ao que se encontra lá dentro) e que ganha pela excelente organização, rigor, actualidade e bom senso.

Feita a pensar nos pais, apresenta capítulos para as diferentes idades e a começar nos "nossos filhos ainda bebés" (sim, porque a educação para a sexualidade começa aqui) e a terminar na segunda etapa da adolescência (15-18 anos). Enquanto os filhos lêem "Para onde foi o Zezinho" ou o livro da Lynda Mandara, os pais podem ler estas conversas.

Ana Soares

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Vê lá na Lynda Madaras!"

A Lynda Madaras é uma especialista norte-americana em saúde e educação sexual. Nos últimos tempos é visita assídua lá de casa. Uns dias encontro-a na sala, outros nos quartos, às vezes na casa-de-banho. Anda por lá e é muito requisitada. No outro dia, ouvi uma conversa entre eles que terminava com um conselho, de um para o outro: "Vê lá na Lynda Madaras!"
"Uauuu! Estou a crescer!" são dois livros de Lynda Madaras, editados pela Sinais de Fogo Juvenil. Dois porque um é para ele e outro para ela, "a partir dos oito anos", está escrito na capa.

http://www.kidsreads.com/reviews/1557045658.asp

Úteis para eles acompanharem de perto todas as transformações dos seus corpos e das suas cabeças, e para esclarecerem todas as dúvidas.
Úteis para nós que já nos esquecemos (ou não) de como ultrapassamos aquelas etapas e nos dá uma luz de como os vamos ajudar a fazê-lo, de preferência, sem dramas.

Bárbara Wong

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Para onde foi o Zezinho?

Desde pequenos que, para eles, a anatomia tem poucos mistérios.
Desde pequenos que sabem de onde vêm os bebés, como são concebidos, etc, etc.
Sem grandes pormenores. Os suficientes que os livros deixam antever. Para onde foi o Zezinho?..., de Nicholas Allan, da Gailivro, foi uma grande ajuda. O Zezinho é um espermatozóide e prepara-se para uma grande competição, ele é óptimo nadador, excelente, mas não é lá grande coisa a Matemática... É uma aventura divertida, o que permite falar de tudo com grande naturalidade.

Os livros de Babette Cole, da editora Terramar, também deram uma ajuda

http://www.babette-cole.com/

Mas sem dúvida que, depois de tantos anos, o Zezinho continua a ser o preferido e o mais revisitado.
Contudo, a educação sexual não fica resolvida com uns livros de histórias. É preciso disponibilidade para responder às perguntas, mesmo às mais embaraçosas, com o mesmo ar com que falamos de todas as outras coisas.
Desconstruir os pequenos preconceitos que trazem da escola, fruto da conversa com os outros, da mesma idade. Desmontar o ar comprometido com que falam das coisas, como se fosse uma vergonha ou um pecado. Ser cúmplice na gargalhada ou na piadola que dizem e aproveitar para conversar sobre o assunto... Todas as alturas são as ideais, mas qb, nada de exageros, nada de projectarmos os nossos mais secretos receios!
Sim, as relações amorosas e sexuais são normais e naturais, dizemos. Mas não é uma banalidade, é algo muito especial, unico, acrescentamos e isso estão já a descobrir, mas só vão compreender verdadeiramente quando forem MUUUIIIITOOO mais velhos (lá para os 30... vá, 25 anos), concluímos, perante os seus olhares divertidos.
Bárbara Wong